Alper Seguros destaca a importância da proteção do risco cibernético como estratégia de continuidade empresarial

Especialista Robert Hufnagel detalha como as empresas podem usar a apólice para auditar fornecedores e mitigar o impacto financeiro de interrupções sistêmicas

Com o Brasil liderando o ranking de ataques cibernéticos na América Latina, a percepção de que o seguro digital serve apenas para “pagar o resgate” de dados está ficando para trás. A Alper Seguros apresenta um guia de como as empresas podem utilizar o Seguro Cyber de forma estratégica para fortalecer suas defesas antes mesmo de qualquer incidente.

Para Robert Hufnagel, Head da área de Linhas Financeiras e Responsabilidade Civil da Alper Seguros, o seguro é, na verdade, um ecossistema de prevenção. “O erro de muitas empresas é guardar a apólice na gaveta e só buscá-la quando o sistema para. O Seguro Cyber moderno é uma ferramenta de gestão ativa que deve ser consultada para evitar que o ataque aconteça”, afirma Hufnagel.

Abaixo, o especialista destaca as cinco principais dicas para extrair o máximo valor do seguro:

1. Utilize os treinamentos de conscientização (awareness). Falhas humanas e phishing causam 68% dos incidentes

“A dica é usar as plataformas de simulação inclusas no ecossistema do seguro. Elas testam os funcionários com links falsos e, caso alguém clique, oferecem reforço educacional imediato. Isso mitiga o risco comportamental sem custo adicional”, explica Robert.

2. Faça auditorias de vulnerabilidade periódicas. As seguradoras frequentemente facilitam auditorias que identificam erros de configuração em nuvem e bancos de dados expostos.

“O seguro ajuda a identificar o problema antes que o hacker o faça. É como ter um check-up preventivo constante da sua infraestrutura digital”, comenta o executivo.

3. Audite seus fornecedores (SaaS e Nuvem). Ataques à cadeia de suprimentos dobraram em 2025. A Alper orienta usar o seguro para analisar contratos.

“Use a inteligência da seguradora para exigir níveis mínimos de segurança de seus parceiros. O seguro se torna uma ferramenta de auditoria de terceiros, garantindo que o erro de um fornecedor não derrube a sua operação”, pontua Robert.

4. Prepare o plano de resposta a incidentes (Incidient Response). O seguro dá acesso aos chamados “Bombeiros do Digital”. A dica é conhecer esses especialistas antes da crise.

“As primeiras horas de um ataque são críticas. Ter o fluxo de acionamento jurídico e forense já desenhado com a seguradora economiza um tempo que, em crises reais, vale milhões de reais”, afirma Hufnagel.

5. Proteja o fluxo de caixa contra Lucros Cessantes Além do reparo técnico, o seguro deve ser usado para garantir a continuidade do negócio.

“Se um ataque interrompe um serviço vital, como o Pix, a empresa perde receita a cada minuto. A dica é configurar a apólice para recompor esses lucros cessantes e cobrir horas extras de TI, mantendo a saúde financeira enquanto a crise é debelada”, ressalta.

Hufnagel ainda reforça que, em caso de vazamento, o seguro é o escudo para o cumprimento da LGPD.

“A lei exige notificações rápidas à ANPD e aos clientes. O seguro custeia desde o envio desses comunicados até a montagem de call centers para atender as vítimas, preservando o maior ativo de qualquer empresa: a confiança do mercado e reputação da marca”, finaliza.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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