WeCare Auto lança Red Flags para automatizar detecção de fraudes e priorizar análise de sinistros

Solução desenvolvida pela empresa utiliza cruzamento de dados, scoring e inteligência preditiva para apoiar seguradoras na identificação de indícios de fraude e aumentar a eficiência na regulação de sinistros

A WeCare Auto anunciou o lançamento do Red Flags, uma solução tecnológica desenvolvida para apoiar seguradoras na automatização da detecção de possíveis fraudes e na priorização técnica de sinistros com maior potencial de risco. A ferramenta busca enfrentar um dos principais desafios operacionais do setor: analisar grandes volumes de avisos de sinistro com precisão técnica, garantindo controle de perdas e maior eficiência nos processos de regulação.

A plataforma opera a partir do cruzamento estruturado de múltiplas bases de dados, incluindo informações da apólice, dados do aviso de sinistro, consultas a bureaus externos — como registros do RNS e informações de crédito — além de blocklists e padrões históricos identificados em ocorrências anteriores. A partir dessa integração, o sistema gera um score de criticidade que classifica automaticamente cada caso conforme o nível de risco identificado.

Para facilitar a atuação dos analistas na rotina operacional, o scoring é apresentado em um modelo visual de “semáforo de risco”. Cada processo recebe uma sinalização por meio de uma bolinha colorida que indica o nível de atenção necessário: verde para baixo risco, amarelo para risco moderado e vermelho para alta probabilidade de fraude ou criticidade elevada. Esse modelo permite segmentar os sinistros de forma objetiva, direcionando a atenção técnica para os casos mais sensíveis e possibilitando fast track para ocorrências classificadas como de baixo risco.

Segundo Paulo Umeki, diretor da WeCare Auto, a proposta da solução é transformar dados em inteligência aplicada à tomada de decisão na regulação de sinistros. “O Red Flags foi concebido para estruturar a tomada de decisão técnica. Ao automatizar a identificação de indícios relevantes e traduzi-los em uma visualização simples e objetiva, damos ao analista mais foco e aumentamos a consistência das avaliações”, afirma.

De acordo com a empresa, a arquitetura da solução também prevê uma evolução tecnológica em fases. Em uma segunda etapa, o sistema passará a incorporar modelos preditivos e recursos de inteligência artificial voltados à análise de nexo causal, ampliando a assertividade das decisões de recusa quando houver fundamentação técnica.

A iniciativa está alinhada a um movimento crescente do setor segurador de utilizar dados e tecnologia para aprimorar processos operacionais e reduzir perdas associadas a fraudes. Entre os impactos esperados para as seguradoras que adotarem a solução estão melhor alocação de recursos técnicos, aumento da produtividade das equipes, maior governança na regulação de sinistros e redução de perdas financeiras.

Para Eisner Alexandre, head de TI da WeCare Auto, o diferencial da solução está na robustez tecnológica e na capacidade de integração de diferentes fontes de dados. “Integramos diferentes bases de informação em uma estrutura capaz de gerar scoring confiável em tempo real. O modelo de classificação por cores simplifica a leitura do risco sem abrir mão da profundidade analítica, contribuindo para reduzir o tempo médio de análise e elevar a eficiência operacional”, explica.

O projeto Red Flags também foi estruturado com foco em direcionar os analistas para os casos mais complexos, permitindo segmentação por nível de criticidade e priorização técnica das ocorrências mais sensíveis, além de viabilizar tratamento mais ágil para sinistros de menor risco. A proposta é aumentar a assertividade das análises e apoiar as seguradoras na gestão eficiente de grandes volumes de processos, finaliza Umeki.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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