Seguradoras faturaram R$ 145 bilhões até agosto 

Boletim IRB+Mercado, divulgado pelo IRB+Inteligência, mostra avanço de 7,1% no acumulado do ano

O mercado segurador brasileiro faturou, no acumulado de janeiro a agosto, R$ 145,7 bilhões, avanço de 7,1% sobre o mesmo período de 2024. Apenas em agosto, dado mais recente do setor, foram R$ 19 bilhões de prêmios emitidos em seguros. É o que mostra análise divulgada pelo IRB+Inteligência, plataforma de dados do IRB(Re).

Nos oito primeiros meses de 2025, as seguradoras destinaram R$ 20 bilhões ao resseguro, crescimento de 11% em relação ao mesmo período de 2024. O lucro líquido acumulado também teve alta de 11% frente ao mesmo intervalo do ano anterior e somou R$ 26,4 bilhões.
 

Ainda de acordo com o Boletim IRB+Mercado, em agosto, o mercado segurador cresceu 4,9% no comparativo com o mesmo mês de 2024, com destaque para o segmento Corporativo de Danos e Responsabilidades, que registrou a maior variação: 13,5%. Já o segmento Rural reduziu em 25,3% o faturamento, a quinta retração do ano.
 

Em agosto, a sinistralidade do mercado recuou 3,4 pontos percentuais (p.p.) frente ao mesmo mês de 2024, devido, principalmente, à redução nos sinistros ocorridos na linha de negócio Aeronáuticos. No acumulado do ano, a taxa encerrou em 40,9%, abaixo dos 43,7% registrados no mesmo período de 2024.
 

Corporativo de Danos e Responsabilidades
Com faturamento no mês de R$ 3,3 bilhões, Corporativo de Danos e Responsabilidades registrou a maior alta de agosto, de 13,5%, impulsionada, sobretudo, pela linha de negócio Petróleo. No acumulado do ano, o segmento avançou 8,3%, resultado, principalmente, do bom desempenho dos seguros habitacional e riscos diversos. Quanto à sinistralidade, o índice recuou de 52% para 41% no acumulado de 2025.
 

Em agosto, com faturamento de R$ 1,2 bilhão, o segmento de seguros rurais registrou retração de 25,3% frente a agosto de 2024. No acumulado do ano, a queda foi de 7,4%. A sinistralidade acumulada recuou 2,9 p.p., encerrando em 33,3%, nível mais baixo para o período desde o início da série histórica, em 2014.
 

O segmento de seguros de vida, que responde por 35% do mercado, registrou faturamento no mês de R$ 6,9 bilhões. Em agosto, o segmento variou 10,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior, impulsionado pelas coberturas de vida (16,4%) e prestamista (9%). No acumulado do ano, o setor progrediu 8,4%. A sinistralidade total recuou 1,6 p.p., encerrando os oito primeiros meses do ano em 27,8%.
 

Automóvel cresceu 2,3% em comparação ao mesmo mês de 2024, mantendo-se entre os principais responsáveis pelo avanço do mercado. No acumulado de janeiro a agosto, o aumento foi de 5,4%. O faturamento no mês foi de R$ 5,3 bilhões enquanto a taxa de sinistralidade permaneceu estável em 59,4%, mantendo o mesmo nível observado desde 2023 para o período.
 

Com crescimento de 10,8% em relação ao mesmo mês de 2024 e faturamento de R$ 1,6 bilhão em agosto, seguros individuais contra danos encerrou os oito meses do ano com a sinistralidade em 28,2%. No acumulado do ano, o segmento teve evolução de 12,1%, tracionada pelos seguros compreensivos residencial e empresarial.
 

No oitavo mês do ano, o segmento de crédito e garantia retraiu 5% frente ao mesmo mês de 2024 e registrou faturamento de R$ 627 milhões. No entanto, no acumulado do ano, a variação foi a maior do período: 17,4%, com destaque para o desempenho do seguro garantia segurado – setor público (26,5%). No mesmo período, a sinistralidade atingiu 46,2%, aumento de 23,9 p.p..

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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