Swiss Re e Munich Re mantêm a liderança do ranking de resseguradoras em 2023

As cinco tradicionais — Swiss Re, Munich Re, Hannover Re, Lloyd’s e Scor — mantêm suas posições no ranking, com a Berkshire Hathaway agora ocupando o 3º lugar. O IRB (RE) ocupa a 11a. posição do ranking IFRS

A Swiss Re manteve a liderança entre as resseguradoras mundiais, com um volume de negócios em 2023 de cerca de 36,7 bilhões de prêmios emitidos, revelou o ranking mundial de resseguradoras compilado pela agência de classificação de risco A.M. Best.

Neste ano, a A.M. Best começou a dividir as companhias que apresentaram resultados entre as que já seguiram as normas IFRS 17 e as que ainda não o fizeram, por não serem obrigadas, já que essa exigência se aplica apenas a empresas com sede na União Europeia. Swiss Re lidera o ranking sem IFRS e Munich Re ocupa a primeira colocação no ranking com balanço divulgado em IRFS. O IRB (RE) ocupa a 11a. posição do ranking IFRS.

Apesar disso, observa portal Eco, algumas resseguradoras fora da UE também optaram por apresentar resultados de acordo com as normas IFRS 17. Nesse caso, o volume de negócios passou a ser chamado de receitas de resseguro, enquanto nas que não seguem as normas IFRS, a métrica continua sendo prêmios brutos emitidos.

Agrupando as empresas segundo as duas metodologias, teoricamente as diferenças não são substanciais. As cinco tradicionais — Swiss Re, Munich Re, Hannover Re, Lloyd’s e Scor — mantêm suas posições no ranking, com a Berkshire Hathaway agora ocupando o 3º lugar.

Predominam as companhias sediadas nas Bermudas, um destino fiscalmente atraente para a indústria seguradora em geral, que serve de base para as operações resseguradoras de grandes grupos. O ranking também inclui alguns “campeões nacionais” de destaque, como a General Insurance da Índia, a Mapfre da Espanha e o IRB do Brasil.

Os índices combinados também foram destacados. Este indicador demonstra a rentabilidade técnica das empresas: acima de 100% significa prejuízo operacional; abaixo de 100%, indica boa saúde financeira, com receitas superando os custos de sinistros e despesas operacionais.

Nesse quesito, que reflete a exposição a catástrofes naturais, os prejuízos foram observados em empresas como a General Corporation of India, Generali (prejuízo técnico apenas em resseguro), AXIS, Ascot e Core Specialty.

Por outro lado, tiveram destaque positivo empresas como Hiscox, Sompo e Convex.

Confira o ranking das 50 maiores resseguradoras em euros, ordenadas por sub-rankings entre as que apresentaram contas conforme as normas IFRS 17 e as que não o fizeram.

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Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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