Desaquecimento da economia influencia otimismo dos executivos com a indústria de seguros

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O otimismo dos executivos do mercado de seguros para os próximos meses é mantido, porém em uma menor proporção. É o que aponta o Índice de Confiança e Expectativas das Seguradoras (ICES) referente ao mês de janeiro de 2013. A medição registra 115,6, uma variação negativa de 3,6% em relação ao mês de dezembro, quando atingiu 119,9. “A queda no Índice é influenciada pela diminuição na taxa de crescimento da economia brasileira”, explica Francisco Galiza, diretor da Rating de Seguros e responsável pelo cálculo do ICES.

Para 51% dos executivos do mercado de seguros o crescimento da economia brasileira será melhor nos próximos seis meses, enquanto 41% informaram ser igual e 8% pior. A amostragem de dezembro apontou uma proporção de 53% como melhor, 44% igual e 3% pior.

Conforme Galiza, o otimismo é estimulado pela expectativa quanto ao crescimento da receita das seguradoras (veja gráfico). Dos executivos entrevistados, 18% disseram que a rentabilidade será melhor nos próximos seis meses, 49% igual e, 33%, pior. Já quanto ao faturamento há uma pequena oscilação, em que 73% afirmaram acreditar que será melhor, em dezembro eram 77%; 22% igual, na edição anterior eram 23%, e 5% avaliaram que será pior.

Auto

No automóvel foi mantido o número de que 43% dos executivos entrevistados disseram que o faturamento do ramo será igual, mas houve queda quanto aos que acreditam que será maior, 38%, ante os 50% registrados em dezembro. Para 19% dos executivos o resultado será menor; em dezembro, esse número era de 7%.

“Especificamente no ramo de automóvel, a expectativa de crescimento da receita para 2013 continua mais otimista do que a taxa obtida em 2012, embora a margem de ganho tenha diminuído”, comenta Galiza.

Atualmente, cerca de 60 grupos seguradores já participam da elaboração do ICES.

Metodologia

O ICES é um trabalho desenvolvido pela Rating de Seguros em parceria com a Revista Cobertura com o objetivo de equiparar o mercado de seguros a outros setores da economia brasileira e mundial.

O Índice é elaborado mensalmente e, para tanto, os seguradores precisam responder a cerca de quatro perguntas de múltipla escolha e de ordem qualitativa sobre o crescimento da economia, a rentabilidade e o faturamento das seguradoras para os próximos seis meses. As respostas são sigilosas e os indicadores são transformados em números, que variam entre zero e 200, justamente para o 100 ser a média.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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