Resultado do Itaú com seguridade representa 14% do lucro no 4o. trimestre

O lucro do maior banco privado brasileiro foi de R$ 14 bilhões em 2012, um declínio de 4,1% em relação a 2011. Considerando o resultado contábil, o lucro líquido trimestral foi de R$ 3,4 bilhões e o anual foi de R$ 13,5 bilhões – beneficiado pela venda da participação do banco na Serasa. Em seguridade, o banco informa que lucro líquido no quarto trimestre de 2012 atingiu R$ 491,3 milhões, ou 14% do total do lucro líquido recorrente do conglomerado. No ano, o resultado de seguros chegou a R$ 2,9 bilhões em 2012, 10% acima dos R$ 2,7 bilhões de 2011. Desse valor trimestral, previdência responde por R$ 270 milhões, seguros por R$ 151 milhões e capitalização por R$ 69 milhões, mantendo quase a mesma proporcionalidade para o resultado anual.

Em receitas (aparentemente o valor de prêmios não foi encontrado, apenas percentualmente, optando-se por divulgar provisões), Vida e previdência responde por 51% das vendas de seguros do grupo, seguido por 22,4% em garantia estendida, 15% em DPVAT, 6,5% em risco patrimonial e 4,5% em transportes. A associação com a Porto Seguros aparentemente não consta deste mix.

Segundo o quadro expectativas 2012, apenas seguros e crédito não atingiram a meta. Para seguros estava previsto crescimento entre 10% e 12% e o realizado foi de 8,5%. Em crédito, a meta era entre 14% e 17%, e o realizado ficou em 13%. Para 2013, a expectativa de crescimento com seguros é entre 11% a 14%. O Itaú entende como resultado as Receitas de Prestação de Serviços (+) Receitas de Operações de Seguros, Previdência e Capitalização (-) Despesas com Sinistros (-) Despesas de Comercialização de Seguros, Previdência e Capitalização.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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