Transformação, digital e consistência. Essas palavras chaves resumem 2023 para a FF Seguros, que teve um ano considerado pela equipe comandada pelo CEO Bruno Camargo como “incrível”. “Encerramos 2023 com resultados positivos mesmo num ano muito desafiador para o país e num período de transformação para a seguradora, que consolida sua plataforma de venda digital. 2024 ainda traz desafios na economia e mudanças regulatórias importantes em seguros, exigindo a dedicação de todo o time não só na área atuarial como de toda a FF Seguros, pois o digital e a inovação incluem desde especialistas em riscos específicos das grandes empresas até a busca por maior diversidade e sustentabilidade em toda a cadeia de negócios”, afirma Marcello Van Cleef, head de cargo da FF Seguros.
2023 teve um gostinho especial para a equipe FF Seguros. Isso porque a companhia veio de um 2022 com perdas relevantes na carteira de seguros rural diante das mudanças climáticas, que devastaram o plantio de produtores no Nordeste com seca extrema e do Sul com chuvas intensas. O setor como um todo, amargou mais de R$ 3 bilhões em indenizações no seguro rural no ano de 2022 e nos primeiros dez meses de 2023 outros R$ 2 bilhões, segundo dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados). De janeiro a outubro de 2023, o lucro da FF Seguros foi de R$ 82,4 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 125 milhões divulgado em mesmo período do ano passado.
O objetivo da equipe é colocar a FF Seguros numa posição de destaque e liderança nos segmentos em que atua prestando um serviço diferenciado para a sociedade. “Foram muitas inovações em toda a companhia, especialmente na minha área de seguro transporte. Todos fizeram a sua parte para conquistarmos bons resultados e este é o nosso ambiente de trabalho para este ano. Em 2024 temos melhorias em automação de processos. Vemos o digital como um caminho para transformação contínua da companhia para atrair clientes, corretores e entregar resultados aos acionistas, o que imprime a resiliência e sustentabilidade do grupo no Brasil”, comenta Cleef.
Seguro transporte é uma carteira tida como “nervosa” em todo o setor no Brasil. Além dos desafios tradicionais como a falta de investimento em infraestrutura, a logística e a má condição de boa parte das rodovias, há dificuldade em controlar as perdas. “O roubo de mercadorias está mais controlado com o uso de inteligência de dados, mas agora temos um elevado índice de acidentes e incêndios para monitorar e achar as melhores soluções. Tivemos um primeiro trimestre ruim, com sinistralidade elevada. Remodelamos a aceitação de riscos, ajustamos apólices deficitárias e revertemos o resultado de abril a dezembro, mantendo a sinistralidade inferior a 50%”, conta. As vendas em seguro transporte avançaram 9,2% em 2023, R$ 209 milhões em prêmios emitidos e 13% em prêmios ganhos, para R$ 190 milhões, valores comparados a 2022. A sinistralidade em 2023 ficou em 47%, bem abaixo dos 63% de 2022.
Para um comparativo com o setor, de janeiro a outubro de 2023 (dados mais atuais divulgados pela Susep), o seguro transporte movimentou receitas de R$ 4,5 bilhões, estável em relação ao mesmo período do ano anterior. A FF Seguros avançou, no mesmo período, 17%, para R$ 175 milhões. “Este crescimento foi sustentado por investimento em tecnologia e contratação e de pessoas, o que nos permitiu melhor gestão da tendencia de sinistralidade nos diversos nichos, como agronegócios, eletrônicos e farmacêuticos, bem como a conquista de novos negócios diante da tecnologia embarcada apresentada ao cliente, que quer evitar acidentes para que sua mercadoria chegue segura no destino final”.
Em 2023 o segmento de seguro transporte também enfrentou o desafio de lidar com uma nova regulamentação. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei 14.599/23, que muda consideravelmente a dinâmica de contratação do seguro entre o Embarcador e Transportador. A Lei ainda depende de regulamentação da Susep. “Como a autarquia ainda não se manifestou, as seguradoras estão se autorregulando e buscam entendimentos sobre a aplicação da lei, com debates interessantes sobre como melhor direcionar os negócios de forma segura, sem questionamentos legais futuros”, conta Cleef.
A lei tende a gerar um aumento do volume de prêmios (valor pago pelos clientes à seguradora) por exigir averbação da totalidade dos embarques. Porém, o setor sabe que isso também trará um aumento no volume de indenizações pagas, o que exige uma gestão ainda mais cuidadosa das carteiras, com o uso de dados apoiando a subscrição de riscos. “Os dados auxiliam num melhor gerenciamento de risco, o que beneficia todos os envolvidos no negócio, com menos acidentes e gastos”, cita.
Legislação à parte, que segundo Cleef vem para melhorar o ambiente de negócios quando definida, o dia a dia dos negócios em seguro transporte passa por revolução motivada pela transformação da economia com o digital. “Investir em tecnologias para elevar a eficiência da gestão é o que mais tem consumido nossas horas de trabalho, principalmente em um país que predominantemente envia e recebe cargas pelas rodovias”, diz.
E são as mesmas palavras, “transformação aliada a consistência”, que dão o ritmo em 2024 para que a FF Seguros supere os resultados de 2023, com a autonomia dos times impondo os valores da companhia no longo prazo, com resultados ano após ano melhores. “Investimos em tecnologia e seguimos sendo uma seguradora de pessoas. E temos a certeza de que teremos um ano tão bom quanto foi 2023 e o seguro transporte dará a sua contribuição”, finaliza o head de cargo da seguradora.


















