A reestruturação de bancos sempre mexe com a área de seguros. Nesta semana temos duas notícias sobre venda de seguradoras importantes. O ING negociou com a Comissão Europeia um prazo maior para se desfazer das unidades de seguros. Inicialmente previsto para 2013 no acordo que assinou para receber ajuda do governo holandês durante a crise financeira de 2008, agora poderá vender as operações que faltam até 2018. Entre as principais unidades do grupo à venda está na Ásia e no Brasil, na qual detém 36% do capital da SulAmérica.
Segundo nota do Valor, o comunicado divulgado ontem pelo grupo financeiro não cita a participação em seguros no Brasil, afirmando apenas que “as operações de seguros na América Latina foram vendidas em 2011”. Na região, a maior parte dos ativos foi vendida para o Grupo Sura, da Colômbia, por US$ 3,9 bilhões. Segundo informou o ING, a operação asiática será vendida em partes, enquanto nos Estados Unidos e na Europa a aposta está em ofertas públicas diferentes.
Até o fim do ano que vem, o ING terá que vender 50% de suas operações na Ásia e 25% das operações de seguros nos Estados Unidos. Em 2014, mais da metade dos investimentos nos EUA precisam ser vendidos e, em 2015, o mesmo deve ocorrer com as operações de seguro europeias. O prazo final para que o ING se desfaça de todas as operações asiáticas e americanas é 2016, já para as europeias, o prazo se estende até 2018.
Já o HSBC, que tem um brasileiro no comando da área de seguros mundial, está em conversações para vender sua participação na Ping An Insurance, segunda maior companhia de seguro da China, por algo estimado US$ 9,7 bilhões segundo avaliações de bancos envolvidos.

















