O Grupo Junto Seguros, composto pelas controladas Junto Seguros e Junto Resseguros, registrou um aumento de 45% no volume de prêmios emitidos líquidos de cancelamento, totalizando R$ 160,5 milhões no primeiro trimestre de 2023, em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Segundo dados da Susep de março de 2023, a Junto Seguros se mantém líder em market share na produção de prêmios diretos; e a Junto Resseguros, por sua vez, também ocupa a primeira posição em market share do seu segmento. “Com essa atuação no mercado de seguros, o Paraná Banco busca diversificar suas fontes de receita e ampliar a oferta de produtos e serviços aos clientes pessoas jurídicas”, explica Osvaldo Cavalcante, diretor financeiro do Paraná Banco.
Os dados constam da divulgação dos resultado do Paraná Banco, que encerrou o primeiro trimestre de 2023 com um lucro líquido de R$ 27 milhões, o que representa uma rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROAE) de 9,1%. O resultado mostra um aumento de 71,8% em relação ao trimestre anterior.
“O primeiro trimestre de 2023 do Paraná Banco foi marcado por forte desempenho operacional, o que reforça a nossa capacidade de atravessar cenários macroeconômicos adversos com solidez e consistência. Mantivemos nosso compromisso na busca por crescimento com qualidade, reprecificação da carteira e cross-selling na base de clientes”, comentou em nota.
Evento com gestores públicos
Roque de Melo, CEO da Junto, disse estar muito otimista com o seguro garantia no Brasil. “Realizamos um ciclo de debates que foi um divisor de águas na relação entre o mercado segurador e os segurados. Foram abordados aspectos relevantes envolvendo os novos normativos relacionados ao Seguro Garantia, bem como a nova Lei de Licitações. A presença do mercado de seguros, segurados, órgão regulador e advogados especializados contribuiu para uma discussão ampla e esclarecedora”, disse em entrevista ao Sonho Seguro.
Ele se referiu ao “O novo Seguro-Garantia de obrigações contratuais”, dirigido exclusivamente a órgãos e servidores públicos, realizado pela Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), no dia 9 de maio, em Brasília, que reuniu, além de seguradoras e escritórios jurídicos, representantes da Susep, Procuradoria Geral do Mato Grosso, Sistema Nacional de Habitação e Fenaber (Federação Nacional de Empresas de Resseguros).
“Estiveram presentes cerca de 150 gestores públicos, que tinham muitas dúvidas sobre o seguro garantia diante de alguma mudanças regulatórias. Pudemos esclarecer pontos relevantes, como por exemplo o percentual que o seguro pode cobrir dos contratos. Na Lei de Licitações está escrito “até 30%”. Mas é claro que ter uma cobertura de retomada da obra, por exemplo, o valor mínimo para uma seguradora cumprir com o contrato é 30% do valor. Percentuais inferiores a este podem não fazer frente ao custo necessário para concluir o projeto”.
Em relação ao ambiente de difícil negociações com as resseguradoras, das quais as seguradoras compram seguro, Melo, que também preside a da comissão de riscos de crédito e garantia da FenSeg, foi taxativo: “Vejo as resseguradoras olhando com cuidado as operações, mas temos muita capacidade financeira para atender os contratos neste ano”.


















