Plano de fusão de US$ 30 bi entre Aon e Willis Towers encara análise da UE

Fonte: Reuters

A oferta 30 bilhões de dólares da Aon pela Willis Towers Watson para criar a maior corretora de seguros do mundo enfrenta uma investigação de cinco meses após reguladores antitruste da UE expressarem preocupações de que o negócio possa prejudicar a concorrência nos principais mercados. A fusão da segunda e terceira maiores corretoras de seguros do mundo ultrapassaria a primeira posição mundial da Marsh & McLennan. O negócio ocorreu no momento em que os mercados financeiros estavam caindo como resultado da crise da Covid-19. A pandemia provocou um aumento acentuado nos pedidos de indenização às seguradoras, além de outros desafios, como as mudanças climáticas, e atingi suas carteiras de investimentos.

A queda nas avaliações e as empresas que buscam fortalecer os modelos de negócios, por sua vez, geraram uma série de negócios em todo o setor de seguros. A Comissão Europeia disse que o acordo pode reduzir significativamente a concorrência nos mercados de serviços de corretagem de risco comercial, corretagem de resseguro e fornecimento de serviços de aposentadoria e saúde e bem-estar para clientes comerciais. A comissão citou serviços de corretagem para grandes clientes multinacionais em propriedades e acidentes, financeiro e profissional, crédito e risco político, cibernético e marítimo, bem como clientes na indústria de manufatura espacial e aeroespacial como os mais afetados.

A investigação da UE também vai examinar a prestação de serviços de corretagem de resseguros e a prestação de serviços de reforma e saúde e bem-estar. O responsável pela concorrência da UE fixou a data de 10 de maio para sua decisão. A Reuters havia relatado em 15 de dezembro que o responsável pela concorrência da UE abriria uma investigação aprofundada sobre o acordo depois que a Aon se recusou a oferecer concessões para resolver as preocupações de concorrência da Europa.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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