Mudanças regulatórias vão acirrar a competição em seguros para grandes riscos

“Agora teremos liberdade e isso vai acirrar muito a concorrência entre as seguradoras. Temos muita gente competente para ofertar produtos e serviços para os consumidores”, disse Antonio Trindade, da FenSeg

Dar liberdade e asas a criatividade das seguradoras para montarem programas de seguros acessíveis e sob medida para a mundo corporativo. Essa é a intenção da Superintendência de Seguros Privados (Susep), segundo apresentação da titular Solange Vieira, no ciclo integrado de webinários promovido pelo Grupo de Economia da Infraestrutura & Soluções Ambientais da FGV, em parceria com a BMG Seguros.

Esta edição do evento trouxe importantes discussões sobre o mercado de seguros, seus principais desafios e evoluções necessárias para que esteja apto a ser um agente protagonista no próximo ciclo de investimentos em infraestrutura do país.

Como os seguradores vão sair da zona de conforto de ofertar pacotes padronizados para ofertar produtos sob medida com personalização de preços para cada companhia ou executivo?, perguntou Gesner Oliveira – Coordenador do Grupo de Economia da Infraestrutura & Soluções Ambientais da FGV Moderador, e Jorge Sant’Anna, diretor-Presidente da BMG Seguros.

A questão foi dirigida a Antonio Trindade, presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) e CEO da Chubb Seguros. “Quase chorei de emoção de ler a sugestão colocada em consulta pública para o novo marco regulatório do seguro de grandes riscos. Ele é transparente e objetivo sobre o que pode e não pode ser feito. O mercado vai dar suas opiniões, mas o esqueleto apresentado está excelente”, comentou Trindade em sua apresentação no painel.

Trindade citou que muitos dos programas mundiais tem termos e condições próprias usadas em vários países do mundo e quando chega aqui no Brasil tem de fazer outros termos e condicões. “Com as mudanças poderemos manter padrões que já estao no contrato negociado pela matriz, bem como combinar coberturas que para uns clientes são importantes e para outros não, sem as amarras de produtos padronizados. Esta liberdade vai trazer criatividade para o setor, que terá de sair da zona de conforto de negar coberturas para clientes afirmando que o mercado é regulado e pronto. Agora teremos liberdade e isso vai acirrar muito a concorrência entre as seguradoras. Temos muita gente competente para ofertar produtos e serviços para os consumidores”.

Solange afirmou que vale a pena marcar uma conversa com o deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara, para discutir o seguro garantia, previsto na Lei de Licitações, para que este assunto realmente seja resolvido para que todos possam se preparar para ofertar produtos e serviços assim que os projetos de infraestrutura sairem do papel.

Veja o webinar na íntegra:

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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