Kakau, Ciclic, ThinkSeg, Too Seguros são algumas das interessadas, segundo apurou o blog Sonho Seguro
O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) aprovou, na última quarta-feira (04/03/20), as condições para que a Superintendência de Seguros Privados (Susep) possa dar início ao processo de seleção dos projetos do Sandbox. Entre os critérios para escolher as iniciativas que ajudarão a transformar o setor nos próximos anos estão a proposição de novos produtos, novas tecnologias e redução de custos para o consumidor.
Incialmente, a Susep avaliará os dez primeiros projetos que chegarem à autarquia e que atendam aos requisitos do edital de seleção, que ainda será divulgado. Os proponentes precisarão comprovar que possuem produtos ou serviços prontos para entrar no mercado. Kakau, Ciclic, ThinkSeg, Too Seguros e Onsurance são algumas das interessadas, segundo apurou o blog Sonho Seguro.
Capital mínimo reduzido – As empresas que quiserem operar a partir destes projetos terão seu capital mínimo exigido reduzido de R$15 milhões para R$1 milhão. Outras facilidades são a atuação em uma nova plataforma de comunicação tecnológica com a Susep e a redução do número de auditorias exigidas e do custo regulatório de forma geral.
O diretor da Susep Eduardo Fraga explica que a autarquia espera receber produtos e serviços que tragam, de fato, tecnologia diferenciada para o mercado de seguros. “Nosso objetivo é ampliar a cobertura de seguros no País, estimulando a concorrência e a inovação, por meio de uma experiência diferenciada para os segurados”, afirma. “Estamos falando de empresas que venham com novas propostas para subscrição e retenção de riscos”, completa Fraga.
Após a aprovação, a Susep concederá uma autorização para que essas empresas possam operar no setor de seguros com regras diferenciadas por até 36 meses. Entre os critérios de análise técnica e de pontuação dos projetos também está a apresentação de produtos ou serviços que possam ser comercializados em escala. O foco do Sandbox Regulatório está em produtos massificados de curto prazo e, com isso, estão excluídos os segmentos previdência, resseguros, grandes riscos e responsabilidade civil, por exemplo.

Insurtech – Levantamento feito pela KPMG em parceria com a Distrito apontou que o número de startups ligadas ao setor de seguros (InsurTechs) aumentou 47% de 2018 até hoje. Segundo o relatório, o Brasil tem atualmente 113 empresas desse tipo, sendo que quase metade delas tem foco em infraestrutura e backend (processo interno) com 47,8% trabalhando em parceria com seguradoras já existentes e resolvendo problemas de eficiência do mercado. As outras atuam com produtos e distribuição (31%), marketplace (mercado de comércio eletrônico), comparação (14,2%) e serviços adicionais (7,1%).
De acordo com o estudo, pela divisão geográfica, três entre quatro insurtechs brasileiras estão localizadas na Região Sudeste, sendo 52,2% delas em São Paulo. O estado representa, por exemplo, metade dos seguros residenciais do país. Do total de startups ligadas ao setor de seguros, 74,3% estão no Sudeste, 17,7% no Sul, 4,45% no Centro-Oeste, 2,7% no Nordeste e 0,9% no Norte.
O levantamento apontou ainda que as insurtechs estão em estágio inicial, sendo que 66% delas têm o faturamento presumido de até R$ 5 milhões. Já cerca de 15 insurtechs têm faturamento presumido de mais de R$ 25 milhões. Com relação ao tamanho, quase 70% (79) delas têm menos de 20 funcionários, sendo infraestrutura e backend a categoria que possui o maior número de colaboradores. Apenas 15 têm mais de 50 funcionários.


















