ABGR: Trindade, presidente da FenSeg, vê um 2020 virtuoso para grandes riscos

Se tem um segmento otimista com 2020 e satisfeito com a inter locução que tem com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), é o de grandes riscos. Antonio Trindade, presidente da Federação Nacional de Seguros Privados (FenSeg) e CEO da seguradora Chubb Brasil, afirmou que há muitas boas perspectivas para o segmento nos próximos anos, durante a abertura do XIII Seminário Internacional da ABGR 2019, que começou hoje e termina amanhã, em São Paulo, com a participação de cerca de 3 mil especialistas,

Entre os pontos destacados, Trindade mencionou a nova clausula de embargos e sanção anunciada recentemente pelo governo, numa clara sinalização de “mais Brasil, menos Brasília”. O governo estima que R$ 65 bilhões serão injetados na economia com a substituição do depósito recursal por seguro garantia ou fiança bancária, como prevê o programa de emprego anunciado nesta semana pelo governo Bolsonaro. Com a medida, o dinheiro represado em contas judiciais poderia voltar ao caixa das companhias. “Isso pode trazer um volume significativo de negócios para o mercado segurador”, comemorou.

Ele também está otimista com o movimento de privatização e de concessões já realizados e os que estão na agenda do governo. “Isso deve gerar mais atividades para grandes riscos”, citou. Trindade também ressaltou que espera que a nova lei de licitações seja aprovada, para substituir a Lei 8.666. Depois de passado pelo Senado, seguirá para a sanção do Presidente da Republica.  O projeto estabelece que as obras e serviços de engenharia terão um seguro que afiançará sua execução em caso de problemas com a construtora. “Esse também é. um passo importante para a indústria de seguros de grandes riscos, pois vai estimular que obras tenham a garantia do seguro para seu termino, mesmo que um infortúnio coberto pelo programa de seguro aconteça”, disse.

Segundo ele, o Brasil tem um mercado sofisticado e de boa qualidade em grandes riscos, tanto em relação aos corretores e às re/seguradoras, que são globais, bem como os gerentes de riscos que são especialistas de boa formação. Temos grande possibilidade de desenvolver os seguros ambiental e riscos cibernéticos, ambos motivados pelas regulamentações como LGPD, e nossa expectativa é de que logos esses produtos estejam consolidados como o seguro de D&O (Directors & Officer), que não era nada anos atrás. Em 2018, o mercado para este produto alcançou R$ 443 milhões em vendas, valor que representou uma alta de 9,38% comparado ao ano anterior, contabilizando cerca de 10 mil apólices.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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