O desempenho do mercado de seguros do exercício de 2017 somente será conhecido por volta de março do ano que vem. Mas, ex-DPVAT, tudo indica que a taxa anual da arrecadação deverá superar, com certa folga, os 9,3% de 2016. Entre 9% e 10,5%, segundo informou Márcio Coriolano, presidente da CNseg, durante a festa de confraternização de final de ano realizada no Rio de Janeiro.
Segundo a Carta de Seguros com dados até outubro divulgada pela CNseg, a taxa de crescimento geral, também excluindo o DPVAT, passou para 9,7% (8,2% com DPVAT). “Caso novembro e dezembro tenham, como é hábito, maior crescimento dos Planos de Acumulação VGBL e PGBL, o ano de 2017 terá encerrado com dois dígitos. Sem contar outros movimentos”, afirmou.

Os destaques até agora são os mesmos já comentados nos últimos Boletins: Crédito e Garantia (32,9%), Prestamista (22,0%), Rural (17,4%), Planos VGBL (12,6%), Habitacional (11,1%). O ramo de Automóveis começou o ano com 1,2% negativo e em outubro já tinha revertido a perda para 6,1% positivos. Em números absolutos, todo o mercado supervisionado pela Susep acumulou em dez meses a cifra, em prêmios arrecadados, de R$ 201,9 bilhões, apresentando patrimônio líquido de R$ 95,8 bi alcançaram R$ 886,9 bilhões.
Márcio Coriolano e todos os presidentes das Federações (FenaSaúde, FenaPrevi, FenSeg e FenaCap) citaram em seus discursos os desafios superados em 2017 e os que estão na pauta para serem superados em 2018. O otimismo deu o tom em todos os discursos, bem como a importância da retomada da economia e do maior entrosamento com o governo para que o mercado segurador siga a trajetória vencedora que bem trilhando até agora, apesar do agravamento da crise nos últimos três anos.
“Os combustíveis da nossa indústria são emprego, renda e produto”, ressaltou Coriolano. Sem considerar DPV AT e Saúde, o setor deve encerrar com crescimento entre 9 e 10,5%, mesmo patamar observado em 2016, disse o presidente da CNseg. “Mas há que considerar o peso específico dos planos de previdência, impactados pela rápida queda da taxa de juros”, acrescentou.
Para 2018, a agenda contempla a reestruturação do microsseguros, a redução do custo regulatório, a maximização do uso de meios remotos para reduzir custos da transação, obrigatoriedade de exame de custo das inovações tecnológicas na saúde privada, redução da judicialização mediante o incentivo da arbitragem para a mediação de conflitos.

Joaquim Mendanha ressaltou que o trabalho desenvolvido pela diretoria da Susep e pelo quadro técnico da autarquia desde o início da sua gestão, em julho de 2016, até hoje, já resultou em 21 circulares editadas ao mercado supervisionado. Ele também citou que, na próxima terça-feira, dia 19 dezembro, à ocasião da última reunião do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), a autarquia apresentará oito importantes votos para a agenda regulatória e de fomento do setor de seguros.
Caso todos os votos sejam aprovados, de julho do ano passado até o final deste ano, a Susep terá aprovado 19 resoluções junto ao CNSP. Na pauta da próxima semana, destacam-se temas como, o seguro popular de automóveis, o seguro funeral, o seguro de Responsabilidade Civil do Explorador ou Transportador Aéreo (Reta), o Seguro Dpvat e meios remotos.


















