Seguro e previdência representa 28,3% do lucro semestral de R$ R$ 9,3 bi do Bradesco

O lucro líquido ajustado do primeiro semestre de 2017 foi de R$ 9,3 bilhões, no primeiro semestre deste ano comparado a mesmo period do ano anterior, correspondendo a R$ 2,99 por ação e rentabilidade de 18,2% sobre o Patrimônio Líquido Médio Ajustado. 
Quanto à origem, o lucro é composto por R$ 6,7 bilhões provenientes das atividades financeiras, correspondendo a 71,7% do total, e por R$ 2,6 bilhões gerados pelas atividades de seguros, previdência e capitalização, representando 28,3% do total.

O Bradesco manteve a projeção de crescimento de 6% a 10% dos prêmios de seguros. Os prêmios emitidos de seguros, contribuição de previdência e receitas de capitalização atingiram o montante de R$ 36,4 bilhões no primeiro semestre de 2017, evolução de 12,4% em relação ao mesmo período de 2016. As provisões técnicas alcançaram R$ 233,6 bilhões, apresentando uma evolução de 22,5% em relação ao saldo de junho de 2016. O crescimento foi influenciado pelos produtos de “Vida e Previdência”, “Saúde”, “Capitalização” e “Auto/RE”, que apresentaram crescimento de 17,5%, 9,1%, 8,7% e 2,8%, respectivamente.

“É importante ressaltar o peso dos nossos diferenciais estratégicos na conquista desses resultados. A sinergia e a complementaridade com o Bradesco garantem ao Grupo Segurador uma posição privilegiada no que diz respeito à colocação de seus produtos. Já o perfil multirramo do Grupo possibilita compensar efeitos sofridos por determinados segmentos com ganhos em outras áreas de atuação”, destaca o presidente do grupo Bradesco Seguros, Octavio de Lazari Junior, em nota.

Em saúde, a carteira de Pequenas e Médias Empresas, que possui cerca de um milhão de vidas e aproximadamente 140 mil empresas clientes, cresceu 16,2% em faturamento. No total, o Grupo Segurador conta com cerca de quatro milhões de segurados no segmento de saúde suplementar.

O volume de provisões técnicas registrou aumento de 22,5% no semestre, superando R$ 233 bilhões, e os ativos financeiros avançaram 25%, alcançando R$ 256 bilhões.

Em indenizações e benefícios o grupo alcançou aproximadamente R$ 29 bilhões de janeiro a junho – alta de 16% em relação ao mesmo período de 2016 -, o que corresponde a uma média diária de R$ 225 milhões.

O Índice de Eficiência Administrativa, que passou de 4% para 3,9%, na comparação entre os segundos trimestres de 2017 e 2016, em decorrência da racionalização de gastos e de um rígido controle de custos diretos, e o Índice Combinado, que evoluiu de 89,6% para 86,6%.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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