Terremotos na Itália não deverão utilizar o fundo para catástrofes

terremoto italiaFonte: Reuters

Um forte terremoto na Itália, nesta quarta-feira, não deverá ser suscetível a utilizar o fundo de 200 milhões de euros para cobrir os danos causados, já que o fundo criado no país tem baixa exposição nas regiões afetadas, afirmam investidores.

O terremoto devastou uma série de cidades montanhosas localizadas no centro da Itália, prendendo moradores sobre pilhas de escombros, matando ao menos 38 pessoas e deixando milhares de desabrigados.

Com título emitidos no ano passado pela UnipolSai, o fundo da Azzurro Re foi o primeiro a ser intitulado como um fundo de catástrofes para cobrir terremotos na Itália. Existem fundos similares contra danos causados por furacões e terremotos na América do Norte e Japão.

Os investidores que compram um título desse fundo de catástrofe desfrutam de um alto rendimento, mas perdem muito valor caso ocorra um evento dentro dos parâmetros acordados, incluindo fatores como localização e gravidade.

A U.S Geological Survey, empresa que atestou a magnitude de 6.2 no terremoto desta quarta-feira, afirmou que o terremoto ocorreu na região de Úmbria, perto da cidade de Norcia, enquanto o instituto italiano de terremotos – INGV – registrou 6.0 de magnitude com o epicentro perto do sul, próximo a Accumoli e Amatrice.

A baixa exposição do fundo na região de Úmbria, 0,2% do fundo, se contrapõe à porcentagem de 34,7% de exposição do fundo para terremotos em Roma, por exemplo, afirma um investidor.

A empresa especialista em gerenciamento de fundos, Twelve Capital, afirma que uma análise da maneira como o evento ocorreu sugere que o fundo não será afetado. “Nós não acreditamos que o fundo será desencadeado”, afirma John Butler, head de Investimento da gerenciadora de fundos.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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