Seguridade representa 12,7% do lucro de R$ 6,1 bi obtido pelo Itaú no 2o. tri

itau logoO braço de seguridade do Itaú, com expectativa de avançar entre 9,5% e 11,5% em 2015, é um tema destacado no balanço do banco divulgado nesta terça-feira. O lucro líquido recorrente do grupo atingiu R$ 6,1 bilhões no segundo trimestre de 2015, com crescimento de 5,6% em relação ao trimestre anterior e de 23,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O crescimento do resultado no segundo trimestre de 2015 em relação ao trimestre anterior deve-se principalmente aos crescimentos de 4,1% de margem financeira com clientes e de 3,8% das operações com seguros, previdência e capitalização, aliados ao menor resultado de créditos de liquidação duvidosa. Esses crescimentos foram parcialmente compensados pela redução de 16,5% de nossa margem financeira com o mercado e pelo aumento de 1% das despesas não decorrentes de juros.

No primeiro semestre de 2015, o lucro recorrente foi de R$ 11,9 bilhões, com crescimento de 25,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. A evolução desse resultado deve-se, principalmente ao crescimento de 17,5% do produto bancário, compensado parcialmente pelos aumentos de 6,7% das despesas não decorrentes de juros e de 26,6% de nossas despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa.

Seguridade – As atividades foco do Itaú nesse segmento consistem na oferta de produtos massificados de Pessoas, Patrimoniais, Prestamista, Previdência e Capitalização. As demais atividades de seguros correspondem aos produtos de garantia estendida, saúde, participação no IRB e outros, informa o comunicado distribuído pelo banco e analisado pelo blog Sonho Seguro.

O Itaú afirma que continua a concentrar esforços na distribuição através de canais próprios, priorizando vendas através dos canais mais eficientes, que geram impactos positivos na rentabilidade. “Nossos ca- nais prioritários passaram a representar 54% das vendas a corren- tistas. As vendas em caixas eletrônicos cresceram 17,7% em relação ao trimestre anterior e 51,2% em relação ao mesmo trimestre de 2014, e representaram 15% das vendas a correntistas”, detalha. As vendas de capitalização cresceram 21,4% no canal bankfone e 17,8% no canal bankline em relação ao trimestre anterior. Esses canais res- pondem por 9% das vendas de capitalização a correntistas.

Na Itaú Seguridade, o lucro líquido recorrente atingiu R$ 782 milhões no segundo trimestre de 2015, 9,7% maior que o trimestre anterior e 4,6% maior que o mesmo período do ano anterior. O lucro líquido recorrente das atividades foco foi de R$ 740 milhões no segundo trimestre de 2015, aumento de 7,7% em relação ao primeiro trimestre de 2015, com destaque para o aumento da margem financeira gerencial e do resultado de equivalência patrimonial decorrente da participação na Porto Seguro. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o aumento foi de 7,0%.

As demais atividades de seguros apresentaram, no trimestre, lucro líquido recorrente de R$ 42 milhões, aumento de 64,1% em relação ao trimestre anterior, influenciado principalmente pelo aumento do resultado de equivalência patrimonial decorrente da participação no IRB. Em relação ao segundo trimestre de 2014, houve redução de 24,8% em função, principalmente, da venda da carteira de grandes riscos e menor resultado de equivalência patrimonial.

O retorno recorrente anualizado de operações de seguros alcançou 90,9% no período, apresentando aumento de 9,1 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. O índice de seguridade, que demonstra a participação do lucro líquido recorrente de Seguros, Previdência e Capitalização em relação ao lucro líquido recorrente do Itaú Unibanco, atingiu 12,7%, aumento de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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