Grande expectativa com a cerimônia de transmissão de posse do Ministério da Fazenda, que será realizada na próxima segunda-feira, dia 5. Joaquim Levy ainda não anunciou a composição de sua equipe. Mas especula-se que Carlos Hamilton, Tarcisio Godoy (atual Bradesco Seguros) e Eduarda La Rocque estão cotados para o Tesouro e Roberto Westenberg deve se manter à frente da Susep, o xerife do mercado segurador brasileiro.
O novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que é preciso coragem para fazer as mudanças necessárias para garantir o crescimento, o emprego e a qualidade de vida da população brasileira, conforme a orientação dada pela presidente Dilma Rousseff. “A presidente deu a orientação clara dos compromissos com o objetivo da gente ter o crescimento, ter mais empregos e mais qualidade de vida”, disse Levy, depois do discurso de posse de Dilma no Congresso Nacional.
Fora isso, o setor deve debruçar-se para analisar algumas informações reveladas ontem durante a posse da presidente Dilma e governadores, para definir prioridades na conquista de negócios em um ano que promete ter poucos contratos relacionados a investimentos de grandes obras. A presidenta Dilma Rousseff reconheceu a necessidade de mudanças na economia, mas enfatizou que não deve rever direitos trabalhistas. “Assumo meu compromisso de inaugurar uma nova etapa nesse processo de mudanças sociais no Brasil. Vamos fazer ajustes na economia mas sem rever avanços conquistados,” diz a presidenta.
Quanto a Petrobras, Dilma disse: “Temos muitos motivos para preservar e defender a Petrobras de predadores internos e de seus inimigos externos. Por isso, vamos apurar com rigor tudo de errado que foi feito e fortalecê-la cada vez mais”. Na última terça-feira, a CVM informou que há seis processos administrativos para apurar as irregularidades na Petrobras, sendo que dois deles motivaram a abertura de inquérito. No entanto, a autarquia não citou os nomes dos investigados. Vale lembrar que a presidente Dilma presidiu o Conselho de Administração entre 2003 e 2010. Tal investigação deve elevar ainda mais os gastos das seguradoras com o pagamento das coberturas acessórias do seguro D&O da Petrobras. Em caso de gestão fraudulenta, a seguradora não é obrigada a pagar qualquer valor, seja da indenização determinada pela Justiça como das verbas extras para a manutenção do executivo com bens bloqueados ou custas judiciais. Mas até o julgamento, a seguradora arca com as custas judiciais, valor geralmente a fundo perdido, pois até o final do processo os réus já estão totalmente descapitalizados para fazer a devolução do dinheiro antecipado.
Em negócios, notícias desanimadoras para quem apostou na conquista de seguros de grandes projetos. Fontes ouvidas pela Bloomberg afirmam que a Petrobras decidiu atrasar alguns projetos, um deles de bilhões de dólares, e também congelar pagamentos em projetos com atrasos, incluindo sondas e plataformas. Também pretende adiar o início do complexo Comperj por dois anos, o que gera a demissão de 10 mil trabalhadores em construção civil e que contam com benefícios como planos de saúde e seguro de vida.
Em investimentos, a presidente disse que está em andamento uma carteira de R$ 143 bilhões em obras de mobilidade urbana em todo País, como PAC 3. Dilma falou também da infraestrutura de comunicações. “Reafirmo meu compromisso de promover a universalização do acesso à banda larga”, disse. Ela afirmou que, desde 2007, foram duas edições do PAC que totalizaram R$ 1,6 trilhão em investimentos.
Notícias relevantes para o mercado segurador no primeiro dia útil do ano. Mercado que pretende crescer dois dígitos mesmo com a projeção de analistas para um PIB estagnado.


















