BB tem lucro líquido de R$ 2,8 bilhões no 3º trimestre de 2014

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O Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 2,8 bilhões no terceiro trimestre de 2014, representando RSPL de 15,5%. A remuneração aos acionistas atingiu R$ 1,1 bilhão, montante equivalente a 40% do lucro líquido, sendo R$ 941,3 milhões na forma de juros sobre capital próprio (JCP) e R$ 155,8 milhões em dividendos. O valor por ação alcançou R$ 0,39. No trimestre o lucro líquido ajustado atingiu R$ 2,9 bilhões, RSPL ajustado de 16,1%.

Os ativos do Banco do Brasil atingiram R$ 1,43 trilhão em set/14, crescimento de 13,7% em 12 meses e 2,2% em relação ao trimestre anterior, favorecido principalmente pela expansão da carteira de
crédito. O Banco do Brasil é líder em ativos entre as empresas do setor financeiro da América Latina.

A carteira de crédito ampliada, que inclui TVM privados e garantias prestadas, atingiu R$ 732,7 bilhões em set/2014, crescimento de 12,3% em 12 meses e 1,9% em relação ao trimestre anterior. Destaques para o financiamento imobiliário e crédito ao agronegócio, que registraram evolução de 73,1% e 21,8% em 12 meses, respectivamente. No período, o BB manteve a sua liderança em crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN), com 21,1% de participação de mercado.

A carteira de crédito orgânica, formada por operações com clientes pessoa física do Banco do Brasil, finalizou o terceiro trimestre de 2014 com saldo de R$ 145,6 bilhões, crescimento de 2,3% no trimestre e de 12,0% em 12 meses. As linhas de menor risco (Crédito Consignado, CDC Salário, Financiamento de Veículos e Crédito Imobiliário) alcançaram 76,1% do total da carteira, crescimento de 13,7% em doze meses.

O Crédito Imobiliário atingiu saldo de R$ 35 bilhões em set/14, aumento de 73,1% em relação ao mesmo período de 2013. O financiamento às empresas cresceu 108,0% em um ano, atingindo saldo de R$ 9,3 bilhões e o financiamento às pessoas físicas evoluiu 63,2% no mesmo período, alcançando um saldo de R$ 25,7 bilhões.

No acumulado em 12 meses, o BB desembolsou um montante de R$ 13,8 bilhões neste tipo de operação, evolução de 44% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Este desempenho permitiu ao Banco elevar sua participação de mercado no último ano, de 5,19% para 7,38%, de acordo com os últimos dados divulgados pelo Banco Central (posição: Jul/14).

O financiamento ao agronegócio encerrou o terceiro trimestre de 2014 com a marca de R$ 158,4 bilhões. Esse montante é 21,8% maior do que o registrado no mesmo período de 2013. Na safra 2014/15, o Banco do Brasil desembolsou R$ 20,6 bilhões em operações de crédito rural, evolução de 33,3% em relação à safra anterior.

O BB mantém a sua liderança neste segmento, atingindo 63,2% de participação conforme os dados do Sistema Nacional de Crédito Rural. Destaques para as operações de investimento, que atingiram saldo de R$ 69 bilhões, evolução de 31,3% em 12 meses.

O saldo de crédito concedido às empresas encerrou set/14 com R$ 342 bilhões, crescimento de 12,8% em 12 meses e 2,0% em relação ao trimestre anterior. As operações de capital de giro1 e de investimento, que representam 72,1% do total, obtiveram crescimento de 11,1% e 23,6% em 12 meses, respectivamente.

No período, o Banco do Brasil manteve-se como principal parceiro do segmento de micro e pequenas empresas (MPE), que engloba as empresas com faturamento bruto anual até R$ 25 milhões. Ao final do terceiro trimestre, o saldo da carteira de crédito relacionado ao segmento alcançou R$ 101,5 bilhões, crescimento de 7,5% em 12 meses.

Os índices de inadimplência do BB se mantiveram em patamares menores do que os observados no SFN. Ao fim de set/14, o índice de operações vencidas há mais de 90 dias representou 2,09% da carteira de crédito. No mesmo período, o SFN registrou índice de 3,0%.

A qualidade da carteira de crédito do Banco do Brasil é evidenciada pela concentração de 94,8% das operações na faixa de risco AA-C. O nível de cobertura da carteira de crédito, que demonstra a relação entre a provisão existente e as operações vencidas há mais de 90 dias, encerrou o mês de setembro em 185,9%, mantendo-se acima do nível apresentado pelo mercado.

As captações comerciais, que incluem Depósitos Totais, Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Operações Compromissadas com Títulos Privados, atingiram saldo de R$ 623,5 bilhões. Destaque para os saldos de LCA e Operações Compromissadas com Títulos Privados que atingiram R$ 105,5 bilhões e R$ 41,2 bilhões, crescimento de 57,1% e 60,6% em doze meses, respectivamente.

Em 2014, o Banco do Brasil atuou em 29 das 48 operações de captação externa realizadas no mercado de capitais internacional, todas elas na condição de joint book-runner. As operações coordenadas pelo BB somaram US$ 28,9 bilhões, mantendo a liderança do BB no ranking ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais), com participação de 69,6%.

No terceiro trimestre, destaque para a coordenação da operação de estruturação e distribuição de CRA (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) com lastro em debênture, realizada em conjunto com o Banco Votorantim. No total foram distribuídos R$ 270 milhões, sendo totalmente absorvidos por investidores pessoa física.

O volume de câmbio contratado no BB no 3T14 apresentou crescimento em relação ao observado no mesmo período do ano anterior. No câmbio exportação, o montante comercializado alcançou US$ 15 bilhões, evolução de 4,3% na mesma base comparativa. Considerando-se os valores desembolsados no câmbio importação, o crescimento foi de 1,5%, alcançando US$ 12,5 bilhões. O Banco do Brasil manteve a liderança nestes dois mercados, com 26,3% e 22,3% de participação, respectivamente.

No financiamento às exportações, os desembolsos de Adiantamentos sobre Contratos de Câmbio (ACC) e sobre Cambiais Entregues (ACE) foram de US$ 2,6 bilhões, aumento de 6,3% em relação ao terceiro trimestre de 2013. Com participação de 26,9%, o BB continua na liderança da modalidade.

A BB Seguridade registrou lucro líquido de R$ 822,3 milhões no terceiro trimestre de 2014, resultado 50,1% superior em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado em 9 meses, o lucro líquido atingiu R$ 2,3 bilhões, crescimento de 49,1% sobre o resultado do 9M13. Esse resultado corresponde a um retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado de 51,3%.

As receitas nos segmentos de seguro, previdência e capitalização atingiram R$ 38,1 bilhões em 2014, evolução de 25,6% em relação às receitas do mesmo período de 2013. Destaque para as receitas de corretagem, que totalizaram R$ 1,7 bilhão no mesmo período, crescimento de 31,8% em relação ao ano anterior.

No segmento de previdência, as receitas com contribuições alcançaram R$ 21,6 bilhões no acumulado dos nove primeiros meses de 2014. A Brasilprev, coligada da BB Seguridade, destaca-se no segmento por apresentar índices de resgate entre os melhores do mercado. Em termos de captação líquida, o segmento de previdência atingiu R$ 13,9 bilhões no período, crescimento de 55,5% sobre o mesmo período de 2013. Esse desempenho permitiu à Brasilprev atingir a expressiva marca de 61,7% de participação de mercado nesse critério.

O faturamento com cartões atingiu R$ 172,5 bilhões no 9M14, crescimento de 17,9% sobre o mesmo período de 2013. Destaca-se o volume movimentado em compras no segmento de pessoas jurídicas, que cresceu 29,0%, demonstrando o potencial desse mercado.

O bom desempenho no volume transacionado refletiu no aumento das receitas relacionadas aos negócios com cartões, que atingiram R$ 4,65 bilhões, crescimento de 13,3% sobre igual período do ano anterior.

Em continuidade à estratégia da diversificação de resultados, o BB prosseguiu com o desenvolvimento dos negócios referentes às empresas: Stelo S.A., empresa de meios eletrônicos de pagamento e e-commerce; Livelo S.A., empresa que atuará nos negócios relacionados ao programa de fidelidade, e Movera S.A., empresa que prestará serviços ao segmento de microfinanças.

A BB Consórcios registrou lucro líquido de R$ 50,8 milhões no terceiro trimestre de 2014, incremento de 35,1% em comparação ao 3T13. O resultado acumulado de 2014 atingiu R$ 132,2 milhões, crescimento de 23,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse desempenho corresponde a um retorno sobre patrimônio líquido de 83,1%. As receitas com prestação de serviços apresentaram evolução de 21,7%, totalizando R$ 242,2 milhões. A administradora obteve a terceira posição no ranking geral do mês de setembro divulgado pelo Banco Central, com 557,3 mil cotas ativas. No segmento veículos, a BB Consórcios ocupa a segunda posição, com 522,3 mil cotas ativas.

No 3T14, a BB DTVM alcançou o saldo de R$ 555,8 bilhões em recursos de terceiros com participação de mercado de 22,0%. O resultado representou crescimento de 15,0% em relação ao mesmo período de 2013. A captação no trimestre totalizou R$ 6,9 bilhões, com destaque para os segmentos de previdência (R$ 3,8 bilhões) e referenciado DI (R$ 2,6 bilhões).
De acordo com dados mais recentes da ANBIMA, a BB DTVM é líder nos segmentos de investidor institucional, poder público e varejo. Os maiores crescimentos nos saldos administrados foram registrados nos segmentos varejo (+R$ 9,8 bilhões) e investidor institucional (+R$ 8,2 bilhões).

No terceiro trimestre de 2014, as transações bancárias efetuadas por meio dos canais automatizados tais como internet, mobile banking, terminais de autoatendimento, central de atendimento e POS (point of sale), disponibilizados pelo Banco do Brasil, representaram 92,1% das operações bancárias efetuadas pelos clientes. Destaque para a evolução dos canais internet e mobile, que já representam 48,8% das transações, crescimento de 11,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os canais automatizados do BB são um diferencial estratégico, disponibilizando uma ampla gama de serviços e produtos aos clientes, além de contribuir no controle de custos.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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