Luciano Portal Santanna confirmou, em entrevista ao Broadcast, a possibilidade de deixar a pasta após dois anos e meio a frente do órgão regulador do mercado de seguros. Ainda não há, contudo, definição sobre a troca de comando e um possível substituto. O mercado especula alguns nomes para substituir o atual superintendente. Um deles é Dyogo Oliveira, secretário-executivo interino do Ministério da Fazenda. Procurado, o Ministério da Fazenda ainda não se manifestou sobre a troca de comando na Susep e um possível substituto para Santanna.
“Como servidor de carreira, fico à disposição para colaborar da melhor maneira possível com o Governo. Fui sondado para trabalhar em Brasília, num contexto de reforma ministerial, mas ainda não há nenhuma definição”, afirma Santanna. Ao avaliar sua gestão na Susep, o superintende da autarquia cita avanços em normativos voltados à proteção do consumidor, tais como a criação de um sistema de ouvidorias nas seguradoras, ouvidoria da Susep, manual de orientação ao consumidor, combate às empresas que atuam de forma irregular e seguro de garantia estendida (comercializado no varejo para eletroeletrônicos e eletrodomésticos).
Segundo ele, também foram avanços importantes a simplificação dos produtos de seguro e seu clausulado, o aprimoramento das regras de solvência e ainda o ganho de eficiência na gestão administrativa da Susep com o cadastro online de corretores e aprovação de produtos, o que deve ser estendido para outras atividades da autarquia. “Seguindo orientação da presidente Dilma Rousseff e do ministro Guido Mantega, demos especial atenção à inclusão securitária das camadas menos favorecidas da população. Regulamentamos o microsseguro no País, cujas regras eram aguardadas há anos pelo merc ado de seguros”, destaca Santanna. Conforme uma fonte, há um projeto de mudança na configuração da Susep em linha com a atual estrutura da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

















