PcW dá dicas de como se preparar para as megatendências mundiais do setor

conseguro megatendenciasQuem será o consumidor de seguros em 2025? Quanto tempo ele viverá? Como protegerá seus bens materiais das catástrofes naturais? cada vez mais frequentes? Para tentar responder a essas perguntas, a consultoria Princewaterhouse Coopers (PwC) elaborou a pesquisa “0 que o futuro nos reserva”, apresentado pelo líder global de seguros da PwC Advisory, Jamie Yoder, em sua palestra.

A última década testemunhou mudanças sociais, tecnológicas, ambientais, econômicas e políticas profundas. Essas mudanças afetaram globalmente todos os setores da atividade seguradora. Em 2014, a quantidade de usuários de Internet móvel, estimada em 1,6 bilhão de pessoas, superará a de usuários de computadores de mesa.

“Embora seja impossível prever o momento exato de tais mudanças na próxima de cada e como elas afetarão os diversos setores da atividade seguradora, vemos cinco megatendências básicas nos fatores sociais, tecnológicos, econômicos e políticos que influenciarão os quatro setores-chave da área de seguros: seguros gerais, previdência e vida, saúde e capitalização”, diz Jamie Yoder.

Megatendências para o mercado mundial de seguros

Social: uma mudança de equilíbrio que favorece os consumidores, fortalecidos pelo grande poder de comunicação com a democratização da informação gerada pela explosão das mídias sociais.

Tecnológica: os avanços farão surgir softwares e hardwares que transformam os “grandes dados” em conhecimentos utilizáveis. Essa tendência afetará o segmento de bens, de acidentes, de vida e previdência, pois a informação consolidada dos hábitos ajudará a inovar produtos e serviços com base nas necessidades dos clientes.

Clima: a severidade e a frequência de eventos catastróficos fariam surgir modelos de risco e estruturas de compartilhamento de risco mais sofisticados para solucionar esses eventos. Entre 1990 e 2009, furacões e tempestades tropicais foram responsáveis por 45,2% das perdas totais com catástrofes.

Econômico: o aumento do poder político e econômico dos mercados emergentes também deve provocar alterações no mercado segurador mundial. O Brasil integra essa lista, de acordo com o estudo da PwC. Os países emergentes do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) no PIB global vêm aumentando nos últimos 20 anos. Enquanto os prêmios de seguros como um todo caíram 1,9% nos países desenvolvidos, aumentaram 7,1% nas economias em desenvolvimento.

Político: a harmonização e a padronização do mercado segurador, motivada por um maior diálogo entre autoridades regulamentadoras americanas e europeias e de mercados emergentes, pode criar uma maior padronização de produtos e contratos de seguro. O aspecto negativo é que os países emergentes poderão impedir a entrada de participantes de mercados desenvolvidos ou limitar suas atividades.

A avaliação dos presidentes da CNseg e das quatro Federações:

Marco Antonio Rossi (CNseg) – “Vou dormir mais preocupado diante de tantos desafios apresentados pela PwC. A tecnologia mudou demais as nossas vidas. O grande desafio está em como usar o banco de dados com as informações que as companhias têm dos clientes, para ofertar o produto certo, no canal certo e no momento certo. Sabemos que temos inúmeras oportunidades somente com a interação dos produtos.”

Márcio Coriolano (FenaSaúde) – “A impressão que fica é como se estivéssemos diante de um filme de ação. Todas as mudanças afetam a área de saúde. O consumidor do futuro é mais exigente. O empoderamento do consumidor de saúde faz com que ele discuta os tratamentos recomendados com todos os fornecedores da cadeia. Isso fará com que ele tenha o domínio sobre as decisões da sua saúde.”

Paulo Marraccini (FenSeg) – “Minha maior preocupação com as cinco megatendências é: Como podemos formar os nossos técnicos e executivos para interpretar todas essas mudanças nos cálculos? Temos de pensar nos investimentos que disponibilizaremos para a formação das pessoas que avaliam números e tendências comportamentais.”

Marco Barros (FenaCap) – “Ao pensar em 2025 temos a convicção de que as seguradoras precisam estar conectadas com todas as megatendências apresentadas para se atualizem dia a dia. Principalmente conectadas com o consumidor. Precisamos aprender com as queixas do consumidor e ter uma resposta ágil, atitudes que ajudam a construir uma relação de confiança no longo prazo.”

Osvaldo do Nascimento (FenaPrevi) – “Em 2013, observamos que o consumidor está dominando o relacionamento com as empresas. Antes, elas determinavam o produto que era mais adequado. Agora, o consumidor é quem determina como deve ser o produto. Essa democratização e globalização dos hábitos de consumo estimularão a internacionalização das empresas. Temos de investir nesta nova abordagem dos produtos. De que forma o big data pode ajudar a criar novos produtos? Vamos pensar nisso diariamente.”

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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