Bradsaúde estreia no Novo Mercado com lucro de R$ 1,3 bilhão e mais de 13,4 milhões de beneficiários

Companhia consolida negócios de saúde do Bradesco, reforça estratégia de crescimento com integração de operações e mantém foco em rentabilidade e expansão no segmento empresarial

A Bradsaúde iniciou oficialmente sua trajetória no Novo Mercado da B3 nesta terça-feira (5), marcando a consolidação dos negócios de saúde do grupo Bradesco em uma única companhia listada. A estreia ocorre após o encerramento do ciclo da Odontoprev como empresa independente no mercado acionário, com divulgação simultânea dos últimos resultados da operação.

No primeiro trimestre de 2026, a Bradsaúde registrou lucro líquido de R$ 1,3 bilhão, receita de R$ 13,3 bilhões e retorno sobre o patrimônio (ROAE) de 24,8%. A base de beneficiários superou 13,4 milhões de vidas, com adição de 52 mil clientes em planos de saúde e 141 mil em odontológicos no período.

“É com imenso orgulho que anunciamos o início das operações da Bradsaúde na bolsa. Ser o mais completo ecossistema de saúde do País nos permite combinação de escalabilidade, sinergia de negócios e ampla capilaridade dos canais, criando assim um vetor sustentável de crescimento”, afirma Carlos Marinelli, CEO da companhia, em coletiva de imprensa realizada na manha do dia 5.

A estrutura da empresa reúne ativos relevantes em diferentes frentes. No segmento hospitalar, a Atlântica Hospitais e Participações soma 20 unidades, com cerca de 4 mil leitos, além de 39 clínicas da rede Meu Doutor Novamed. A vertical hospitalar é tratada como uma das principais alavancas de crescimento.

Integração e sinergias no centro da estratégia

Segundo Marinelli, a estratégia passa pela integração das empresas do grupo, com coordenação das forças de vendas e maior aproveitamento das sinergias operacionais. “Estamos construindo este projeto. Tudo organizado para geração de valor do acionista, mas não podemos dar guidance”, disse o executivo em coletiva.

A companhia também reforça que não haverá mudanças na relação com parceiros comerciais. Ao contrário, a expectativa é ampliar a colaboração para sustentar o crescimento, especialmente no segmento de planos empresariais e pequenas e médias empresas.

A leitura da administração é de que o primeiro trimestre deve ser analisado com cautela do ponto de vista operacional, em função da sazonalidade. “O primeiro trimestre é sazonalmente mais fraco. Clientes viajam em férias, carnaval e deixam exames para o mês subsequente”, afirmou o CEO, ao comentar o comportamento da sinistralidade.

No período, o índice ficou em 79% no segmento de saúde e em 32,7% no dental. A companhia destacou que monitora o indicador com atenção ao longo de 2026, com ações específicas para controle e eficiência.

Crescimento com foco em produtos e rentabilidade

A estratégia da Bradsaúde combina expansão de base com ganho de rentabilidade. “A estratégia é de crescimento de vendas e de lucro e lançamento de produto é chave para isso. Temos o ecossistema funcionando de forma colaborativa e que passa a ser organizado com estratégias diferenciadas”, afirmou Marinelli.

Os números refletem a contribuição das diferentes unidades de negócio. Do lucro total do trimestre, cerca de 83% vieram da Bradesco Saúde, 1% da Atlântica e o restante da operação odontológica.

Trajetória da Odontoprev reforça narrativa de valor

Durante a apresentação, o diretor de Relações com Investidores, José Pacheco, destacou a trajetória da Odontoprev como base para a nova companhia. Segundo ele, a operação saiu de um valor de mercado de R$ 600 milhões para mais de R$ 7 bilhões ao longo de cerca de 20 anos, com crescimento médio anual de receita de 15%.

A empresa encerra seu ciclo com retorno médio ao acionista de 16%, acima da média de 9% observada em outras companhias listadas, segundo o executivo. No período mais recente, a operação odontológica contabilizou 9,4 milhões de clientes, com destaque para o avanço no segmento PME, que adicionou cerca de 200 mil novos beneficiários em 2025.

Já a Bradesco Saúde mostra trajetória de recuperação desde 2023, com crescimento da base e dos resultados. Em 2025, a companhia atingiu cerca de R$ 50 bilhões em prêmios e lucro líquido de R$ 3,4 bilhões. No primeiro trimestre de 2026, o lucro foi de aproximadamente R$ 1,2 bilhão, alta de 33%.

Nova fase no mercado de capitais

A estreia da Bradsaúde no Novo Mercado ocorre sob o tíquer SAUD3 e representa um movimento inédito de consolidação no setor de saúde suplementar brasileiro. A proposta é capturar sinergias entre seguros, planos odontológicos e serviços hospitalares, ampliando eficiência e escala.

Com estrutura integrada e foco em crescimento disciplinado, a companhia inicia sua trajetória listada com indicadores robustos e aposta na coordenação de seus ativos para sustentar expansão e geração de valor no longo prazo.A Bradsaúde (SAUD3), mais completo ecossistema de saúde do Brasil, anuncia sua chegada oficial ao Novo Mercado da B3 nesta terça-feira (05).

No primeiro trimestre de 2026, a Bradsaúde registrou acréscimo de 52 mil vidas nos planos de saúde e 141 mil vidas nos planos odontológicos, alcançando marca superior a 13,4 milhões de beneficiários no País. Neste período, a Companhia, que sucede a Odontoprev no mercado de capitais, registrou lucro líquido de R$ 1,3 bilhão, receitas de R$ 13,3 bilhões e um ROAE de 24,8%.

Em relação à atuação hospitalar, a Atlântica Hospitais e Participações já soma 20 hospitais no fechamento do primeiro trimestre de 2026, totalizando cerca de 4 mil leitos, além de 39 clínicas da rede Meu Doutor Novamed. O segmento hospitalar representa uma importante frente de crescimento para a Bradsaúde.

“É com imenso orgulho que anunciamos o início das operações da Bradsaúde na bolsa. Ser o mais completo ecossistema de saúde do País nos permite combinação de escalabilidade, sinergia de negócios e ampla capilaridade dos canais, criando assim um vetor sustentável de crescimento”, finaliza o CEO.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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