Itaú registra resultados de R$ 4,1 bi com seguros, previdência e capitalização no 1o. semestre

O indicador de crescimento para este ano saiu da faixa entre 7,5% e 10,5% para 5% e 7%

CORREÇÃO: O guidance informado pelo Itaú se refere ao crescimento das receitas de prestação de serviços e resultados de seguros e não ao crescimento das vendas, como foi erroneamente informado. Segue o texto ajustado.

O Itaú, que atua com uma plataforma aberta e comercializa produtos de diversas seguradoras, registrou R$ 4,1 bilhões em resultados com as operações de seguros, previdência e capitalização no primeiro semestre deste ano, alta de 14,1% comparado ao mesmo período do ano passado. As receitas avançaram 12,7%, para 4,8 bilhões.

O Itaú reduziu o guidance da receita de prestações de serviços e resultados de seguros para este ano da faixa entre 7,5% e 10,5% para 5% e 7%. No Bradesco, a projeção de crescimento dos resultados para seguros, previdência e capitalização foi elevada para 21% a 25%, ante 6% a 10% antes.

O banco registrou lucro recorrente de R$ 8,74 bilhões no segundo trimestre, um avanço de 13,9% frente ao mesmo período do ano passado, sendo o resultado com seguros R$ 2,4 bilhões no mesmo período. Seguros mantém uma participação média de 25% dos resultados do banco.

Comparado ao primeiro semestre de 2022, o aumento de 14,1% do resultado de seguros, previdência e capitalização ocorreu devido ao aumento dos prêmios ganhos, relacionado com as maiores vendas de seguros. Além disso, houve aumento das receitas líquidas de capitalização, das receitas de prestação de serviços e do resultado de equivalência patrimonial.

Segundo o presidente Milton Maluhy, a queda de juros pode ajudar a receita de tarifas em três frentes: estimular as operações de mercados de capitais; a captação e taxas de desempenho na indústria de fundos; e outros produtos que dependem do desempenho do crédito, como seguro prestamista, por exemplo. “Se por um lado a queda dos juros pode pressionar spreads, por outro estimula a concessão de crédito, o que ajuda a impulsionar os mercados de capitais e a venda de produtos de seguros”, disse durante entrevista coletiva onde comentou o balanço.

Os resultados de contratos de seguros e previdência privada aumentaram 39,6% em função das maiores vendas de seguros, principalmente relacionada aos produtos de vida em grupo, prestamista e habitacional e pelo aumento no resultado financeiro do período. 

O Itaú, que tem uma Joint Venture com a Porto para a venda de seguro de carro e casa, informou que vem apresentando um bom desempenho com crescimento das vendas, evoluções nas experiências de contratação e de uso dos produtos, o que tem permitido o desenvolvimento de novas soluções com a disponibilização de mais produtos e serviços que vão além do setor financeiro. Destacou o lançamento de um seguro prestamista para oferecer mais tranquilidade na compra do veículo. Com o novo produto do icarros, nosso marketplace de mobilidade, além da proteção no pagamento de dívidas ou amortização, oferecemos ao cliente assistências como chaveiro, guincho e borracheiro. 

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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