Rumo ao território do nós. Esse é o comprometimento do Comitê de Diversidade lançado pela FF Seguros. O propósito é engajar os colaboradores e abrir espaço para que temas relacionados a questões como raça/etnia, LGBTQIA+, participação das mulheres, etarismo, deficientes, entre outros possam gerar discussões relevantes, contribuindo para promover a transformação cultural corporativa da companhia.
“A desigualdade é uma realidade. E a inclusão é a resposta. Essa é uma demanda de todos nós para uma sociedade mais igualitária e sustentável. Governo empresas e indivíduos precisam estar juntos nesta jornada, que traz ganhos para todos”, resume a Diretora de Pessoas & Transformação, Isabel Azevedo, na abertura do evento que marcou o lançamento de uma pauta humana, profunda e ajudará a reverberar a diversidade e inclusão no mercado de seguros.
A FF Seguros iniciou a construção do Comitê há cerca de um ano e meio diante de um pedido do CEO Bruno Camargo: “preciso estar mais com as pessoas, saber onde estão as nossas dores e como endereçá-las. Somos parte de um grupo canadense que tem em seu DNA a (Diversidade e sustentabilidade). E acredito na filosofia de nosso chairman, Prem Watsa: trate o próximo como quer ser tratado. E ainda tenho outra característica: eu não desisto das pessoas. Quero ajudar que elas se desenvolvam”.
Assim, Isabel, recém-chegada a seguradora com uma bagagem profissional e pessoal ligada a gestão de pessoas, diversidade, inclusão e transformação, deu início ao programa. O primeiro passo foi criar o “FF”. Inicialmente, os dois efes significavam Fala Francamente, e hoje simbolizam o nome da empresa, que passou de Fairfax para FF Seguros. O objetivo com o FF é estimular a participação dos colaboradores na identificação de dores e nas soluções que tragam o progresso das relações e dos processos”, explica a executiva de pessoas.

O segundo passo foi colocar no ar o Town Hall, um encontro entre todos os colaboradores para contar o que a seguradora tem feito no mundo, no Brasil, e qual o seu impacto na sociedade. O terceiro passo foi intensificar o FF Talks, que a cia já praticava, trazendo diversos profissionais do mercado para gerar inspirações na equipe sobre temas diversos.
“Esses foram três passos de inclusão e uma posição clara de sim, queremos ouvir. Sim queremos identificar dores. Sim queremos nos desenvolver. Sim, acreditamos que juntos somos mais completos. É uma pauta nossa e não da empresa e dos stakeholders. Nos somos responsáveis por combater a desigualdade. Nos somos capazes de transformar a nós mesmo e assim contribuir para uma sociedade mais justa”, afirma Isabel.
A FF Seguros registrou um crescimento exponencial da equipe desde a pandemia, o que exigiu uma pauta de RH mais robusta. A seguradora conta hoje com 300 colaboradores, sendo 49,8% mulheres e 50,2% homens. Em cargos de liderança, o público feminino conta com 28%, mas a meta é ter 50% até 2028. “Estamos com várias ações endereçadas ao desenvolvimento feminino”, conta a executiva.
Outro indicador que traz orgulho à empresa é o turnover baixo comparado com o mercado. “Temos novas pessoas entrando e uma retenção importante de quem construiu a Fairfax e que traz um repertório do desenvolvimento dos últimos anos”, cita. Cerca de 80% da equipe tem graduação e pós graduação e uma minoria ainda não concluiu a escolaridade do ensino médio. “Aqui também já temos uma área de pessoas com ações especificas para dar possibilidade e oportunidade para as pessoas evoluírem dentro da empresa”.
Em etnia, a FF Seguros tem 72% brancos, 17% pardos 7% asiáticos e 4% pretos. “Aqui estão nossos descompassos. Vamos trazer todos os programas necessários para ter um equilíbrio”, promete. Em gerações, Isabel se orgulha com os dados: “temos todas elas na empresa. É uma riqueza enorme temos oportunidade de crescer e dialogar sobre quais são as dores entre as gerações e como mitigar os preconceitos na faixa dos 20 anos e acima de 50 anos”.
A FF Seguros também está atenta às pessoas com deficiências e LGBTQIA+. “O governo estimula, mas queremos ir além. Estamos acima da cota e estamos determinados a incluir as pessoas para entregar a capacidade que elas têm na organização. Contratamos deficientes para funções e responsabilidades com as quais eles se identificam, para as quais se formou e pelas quais são apaixonados. Vamos evoluir com esses programas com mais engajamento e já temos pessoas felizes e desenvolvidas nas suas funções. Acreditamos na importância de promover um ambiente que possibilite que todas as pessoas possam ser quem elas são. É um processo de aprendizado. Nossa intenção é enriquecer a pluralidade dentro da empresa”.
Em 2023, a expectativa é de que as ações estimuladas pelo comitê de diversidade vão desenvolver pautas e ações de D&I e também ações de saúde, física, mental, financeira, para todos os colaboradores e terceiros. “Temos ações que vamos permitir e outras que não vamos, como constam em nossa cartilha de diversidade e inclusão. Juntamente com as questões sociais, temos muitas oportunidades de aprender e evoluir”, ressalta Isabel, determinada na construção do “território do nós”.
Eduardo Takahashi, CEO da Willis Towers Watson, que participou do lançamento do Comitê, ressaltou duas características importantes nesta jornada do nós. “É preciso ter empatia e ética. Não podemos fazer coisas que atrapalhem a vida do próximo. E temos de fazer o certo. Sempre. Apesar de todas as discussões e regulamentações criadas em torno da governança, ainda vemos situações como o caso da Americanas. Temos sempre de nos questionar o quanto das nossas ações impactam os outros, a sociedade. ESG não é mais um discurso. É para realmente ser colocado em prática por todos nós”, enfatizou.
Todos sabem que diversidade e inclusão não é algo que acontece do dia para noite. É uma jornada e é desafiador. “Não e fácil viver com pessoas diferentes da gente em pensamentos e estilo de vida. O ser humano gosta de gente igual. Mas já está mais do que provado que uma equipe diversa funciona melhor, se bem lideradas. Respeito, empatia, valorizar e potencializar a diferença traz ganhos para todos”, comentou Thais Blanco, sócia-fundadora da Evolure Consultoria, também participante do painel CEOs, mediado pela jornalista Denise Bueno.
Um dos passos mais importante para tratar do tema diversidade já foi dado: é prioridade na agenda do CEO. “Partimos daqui. Nasce uma série de ações. Este é o nosso primeiro diagnóstico e temos muito a fazer. É uma jornada de longo prazo e tenho certeza de que vamos progredir e construir a evolução que estamos buscando. Eu não desisto das pessoas, afirma Bruno Camargo.


















