Mapfre anuncia queda nos seguros “não vida” contratados no Brasil e Espanha

Fonte: Agência EFE

A crise provocada pelo novo coronavírus fez com que a Mapfre registrasse em abril queda no setor de seguros “não vida” no Brasil e na Espanha, de cerca de 4%, conforme divulgou a própria companhia nesta segunda-feira.As baixas mais significativas diante da pandemia da Covid-19 foram verificadas no braço brasileiro da companhia, nos seguros de veículos, de 32%.

Por outro lado, a matriz indica que, na Espanha, embora tenha ocorrido diminuição nos seguros “não vida” e veículos, houve compensação com aumento nos ramos de seguridade de residências, comunidades e empresas. No Brasil, a emissão de novos seguros em moeda local caiu cerca de 4%, com registro de baixa de 32% para veículos. Por outro lado, a emissão de seguros agrícolas, por riscos industrias e de riscos gerais subiu.

No balanço pela crise do coronavírus, a Mapfre informou que nos Estados Unidos, a emissão de novos seguros para veículos não sofreu variações significativas na comparação com meses anteriores.

No Brasil, a taxa de sinistro em abril no setor de veículos, agências bancárias e seguros de vida, o que por sua vez, foi compensado por um aumento na taxa de acidentes nas agências de risco simples e nos seguros agrícolas.

A situação é semelhante a que aconteceu na Espanha, em que vigoraram regras de confinamento mais rígidas, o que levou a um alto grau de redução nos acidentes de carro, assim como na área de saúde, pelo adiamento de tratamentos e cirurgias não urgentes.

A Mapfre anunciou que adotou medidas de apoio aos colaboradores, clientes e fornecedores, para minimizar os riscos de contágio e, em contrapartida, manter os volumes de atividade nos negócios e a atenção com a qualidade no atendimento ao cliente.

Apenas na Espanha, a companhia divulgou ter apresentado gastos de 27,4 milhões de euros (R$ 172,5 milhões) relacionados com a Covid-19, em grande parte, com seguros para pequenas e médias empresas e autônomos.

Nos Estados Unidos, foi colocado um prática um programa de ajuda financeira aos segurados, que representa 15% do prêmio mensal, em abril e maio, e que terá impacto total de US$ 33 milhões (R$ 192,1 milhões). 

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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