Entidades subscrevem manifesto defendendo as medidas de isolamento social recomendadas pela OMS
Jair Bolsonaro praticamente nao tem muitos apoiadores para a ideia mudar o confinamento social para evitar a propagação do Covid-19 de horizontal, que inclui toda a população, para vertical, restringindo o #ficaemcasa apenas para idosos e grupos de riscos.
A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) são signatárias do manifesto à sociedade brasileira, ao Executivo, ao Legislativo e ao Judiciário, divulgado pela Iniciativa FIS (Fórum Inovação Saúde), defendendo que “as medidas de isolamento social fortemente recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelas autoridades sanitárias de nosso país, vêm sendo adotadas pela quase totalidade dos países do mundo, já atingidos pela pandemia do COVID19, e são as única atitudes, até o momento, capazes de conter a evolução da doença e, consequentemente, reduzir o número de mortes que pode acometer a todas as faixas etárias, embora mais prevalente nos idosos”.
O manifesto, assinado por entidades e lideranças médicas e empresariais ligadas ao setor de saúde, afirma, ainda, que “todo o mundo científico está debatendo sobre a melhor forma de reduzir o impacto econômico e o caos social que o confinamento total, por prazo indeterminado, tem gerado e qual o tempo mínimo que deve ser mantido, a fim de que os sistemas de saúde das cidades estejam preparados para o melhor enfrentamento dessa pandemia, que não tem qualquer similaridade com pandemias anteriores”.
As mídias a carta assinada por 26 dos 27 governadores depois de dois dias exaustivos de bate boca com Bolsonaro. Na carta, os governadores reiteram que eles não vão abrir mão do isolamento social nos Estados. A decisão prioritária, diz o documento, é cuidar da vida das pessoas, o que não exclui medidas de proteção da economia. “Mas o combate ao coronavírus será orientado pela ciência, por profissionais de saúde e pela OMS.”
A carta também lista uma série de sugestões ao governo federal, como suspensão da dívida dos Estados por 12 meses, alongamento dos créditos do BNDES às micro, pequenas e médias empresas e o Plano Mansueto. Os governadores pedem ainda medidas para apoiar as parcelas mais pobres da população.


















