Davos: riscos climáticos seguem no topo das preocupações

O levantamento ouviu 750 especialistas e tomadores de decisão globais, entre CEOs, representantes de governos, líderes de organizações multilaterais e acadêmicos

Diferentemente do estudo da AGCS, que traz o risco cibernético no topo das preocupações, em DAVOS, Suíça, onde acontece entre os dias 21 a 24 deste mês o Fórum Econômico Mundial (WEF), os riscos climáticos seguem na liderança de preocupações revela o 15º relatório de Riscos Globais do Fórum Econômico Mundial, conduzido pelo grupo Marsh & McLennan e pela seguradora Zurich Insurance Group, junto com consultores da Universidade de Oxford.

O estudo coloca os eventos climáticos extremos, como inundações e tempestades, no topo das preocupações. Em seguida, aparece a falha na mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Na terceira posição, surgem os grandes desastres naturais, como tsunamis, furacões e terremotos. Uma grande perda de biodiversidade e colapso do ecossistema ocupa o quarto lugar entre os principais riscos para os próximos anos. Por fim, danos e desastres ambientais causados pelo homem fecham a lista.

Estes são os 5 principais riscos, por probabilidade, nos próximos 10 anos: 

  1. Eventos climáticos extremos (por ex., inundações, tempestades, etc.)
  2. Falha na mitigação e adaptação às mudanças climáticas
  3. Grandes desastres naturais (por ex., terremoto, tsunami, erupção vulcânica, tempestades geomagnéticas)
  4. Grande perda de biodiversidade e colapso do ecossistema
  5. Danos e desastres ambientais causados pelo homem

Estes são os 5 principais riscos, por gravidade de impacto, nos próximos 10 anos: 

  1. Falha na mitigação e adaptação às mudanças climáticas
  2. Armas de destruição em massa
  3. Grande perda de biodiversidade e colapso do ecossistema
  4. Eventos climáticos extremos (por ex., inundações, tempestades, etc.)
  5. Crises hídricas

Os riscos globais não são isolados e, portanto, os entrevistados foram convidados a avaliar as interconexões entre pares de riscos globais.

Estes são os principais riscos globais mais fortemente conectados:

  1. Eventos climáticos extremos + falha na mitigação e adaptação às mudanças climáticas
  2. Ataques cibernéticos em larga escala + quebra de infraestrutura e redes de informação críticas
  3. Desemprego ou subemprego estrutural elevado + consequências adversas dos avanços tecnológicos
  4. Grande perda de biodiversidade e colapso do ecossistema + falha na mitigação e adaptação às mudanças climáticas
  5. Crise de alimentos + eventos climáticos extremos

Riscos a curto prazo: porcentagem de entrevistados que pensam que um risco aumentará em 2020:

  1. Confrontos econômicos = 78,5%
  2. Polarização política doméstica = 78,4%
  3. Ondas de calor extremas = 77,1%
  4. Destruição de ecossistemas de recursos naturais = 76,2%
  5. Ataques cibernéticos: infraestrutura = 76,1%

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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