Swiss Re: perdas seguradas com catástrofes naturais recuam para US$ 42 bi no primeiro semestre de 2026

Danos somaram US$ 100 bilhões no período; terremoto na Venezuela foi o desastre mais caro, com perdas estimadas em US$ 20 bilhões

As perdas econômicas provocadas por catástrofes naturais no mundo caíram para US$ 100 bilhões (R$ 510 bilhões) no primeiro semestre de 2026, segundo uma primeira estimativa da Swiss Re publicada nesta terça-feira (11). O valor é mais de um terço inferior ao registrado no mesmo período do ano passado e 10% abaixo da média dos últimos dez anos.

O terremoto na Venezuela foi o desastre que provocou as maiores perdas no período, com prejuízos estimados em US$ 20 bilhões (R$ 102 bilhões), segundo a resseguradora suíça. Apesar da queda no primeiro semestre, a empresa mantém cautela em relação aos próximos meses devido aos riscos de furacões e incêndios florestais.

No primeiro semestre, o custo das catástrofes naturais para as seguradoras chegou a US$ 42 bilhões (R$ 214 bilhões), o menor nível desde o primeiro semestre de 2020. O valor ficou 16% abaixo da média dos últimos dez anos e foi consideravelmente inferior aos US$ 91 bilhões (R$ 464 bilhões) registrados no mesmo período de 2025, quando os incêndios em Los Angeles elevaram os prejuízos.

O terremoto na Venezuela foi a catástrofe natural que gerou as maiores perdas econômicas no primeiro semestre, de acordo com a Swiss Re. A empresa estima os prejuízos totais em US$ 20 bilhões. No entanto, “apenas uma pequena parte dos danos” deve ser coberta por seguros, devido à baixa taxa de cobertura no país. A resseguradora ainda não dispõe de uma estimativa do valor que será assumido pelas seguradoras.

A Swiss Re, que atua como seguradora das seguradoras, mantém uma avaliação cautelosa para o segundo semestre de 2026. Balz Grollimund, diretor de cobertura de desastres naturais da empresa, afirmou que “um primeiro semestre menos oneroso não significa que o risco tenha desaparecido”.

“Um furacão, um terremoto ou um grande incêndio florestal podem mudar rapidamente o cenário”, advertiu o executivo. Ele citou os “recentes incêndios florestais na Europa” como exemplo de que “as condições mais quentes e secas aumentam a probabilidade” de grandes incêndios.

Historicamente, os segundos semestres concentram a maior parte dos prejuízos anuais. Em média, 58% da fatura das seguradoras com catástrofes naturais ocorre entre julho e dezembro, principalmente por causa da temporada de furacões no Atlântico Norte.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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