Os corretores compareceram em peso na Comissão de Finanças e Tributação, que realizou nesta quinta-feira uma audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, para discutir a comercialização e propaganda de produtos de seguros pela internet praticada pela empresa Youse, da Caixa Econômica Federal. “Deu para explicar a importância do corretor para que os consumidores comprem um produto adequado à sua necessidade, com amplitude de oferta de seguradoras a um preço justo. Mostrei em meu pronunciamento que é possível empreendedorismo responsável com foco no cliente”, comentou Marcelo Blay, CEO da corretora Minuto Seguros, ao blog Sonho Seguro.
Segundo a Agência Camara, o diretor da Caixa Seguridade Participações, Paulo Eduardo Cabral Furtado, afirmou, porém, que a Youse é apenas uma plataforma digital da empresa. “As grandes empresas estão indo para plataformas digitais, o e-commerce é uma realidade há muito tempo, e a área de serviços começa a se deslocar também para estas plataformas. Nós então tomamos a decisão estratégica de vender seguros na internet. Criamos a Arca Youse, que é uma plataforma de vendas da Caixa Seguradora.”
O deputado Lucas Vergílio (SD-GO), que presidiu a reunião, questionou o diretor da Caixa Seguradora e a Superintendência de Seguros Privados (Susep) sobre a situação jurídica da Youse “Se a Youse, para vocês, neste conceito, não é uma seguradora, por que então pedir um registro junto ao órgão regulador do mercado de seguros para constituir essa mesma entidade – pessoas, funcionários – como uma seguradora?”
O diretor de Organização da Susep, Marcelo Augusto Camacho, Marcelo Camacho, confirmou que a empresa pediu o registro de seguradora, mas disse que o processo ainda não foi concluído.
Sugerida pelo deputado federal Lucas Vergílio (SD-GO), a audiência pública recebeu para debate os presidentes da Caixa Seguridade e da Youse, além de representante da Susep. Para o deputado, “a ideia é buscar esclarecimentos em relação a uma prática recente, que, pela forma de comunicação e propaganda empregada, pode iludir o consumidor ao dizer que o corretor de seguros não é necessário”.
O presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, justificou a importância da participação da categoria. “Não podemos perder este momento de nos fazermos representados como responsáveis pela distribuição do produto seguro no Brasil”.
Foto: Página do Facebook de Marcelo Blay


















