Mulheres podem gerar US$ 1,7 bi para a indústria mundial de seguros

mulheres 3Fonte: Com agências internacionais

Em 2030, a indústria mundial de seguros estima vender até US$ 1,7 bilhão apenas para as mulheres, sendo 50% delas pertencentes a dez economias emergentes. Ou seja, mais um ponto a favor do Brasil, que está incluído nesta lista, segundo estudo divulgado pela francesa AXA, pelo braço financeiro do Banco Mundial, o IFC, e pela consultoria Accenture. Além do Brasil, o estudo analisou os mercados de seguros da China, Colômbia, Índia, Indonésia, México, Marrocos, Nigéria, Tailândia e Turquia.

O relatório global, “Segurar a mulher para proteger a todos”, divulgado pelas agências de notícias internacionais, identifica que as seguradoras têm negligenciado as mulheres como um segmento-chave de clientes, apesar do seu potencial de crescimento significativo. O estudo destaca que envolver de forma mais efetiva as mulheres permitiria à indústria de seguros aumentar significativamente sua participação na economia e também apoiar o desenvolvimento social e econômico nos mercados emergentes.

O estudo enfatiza também a contribuição que este grupo pode ter como um agente em relação ao cliente, como líderes de marketing e vendas, geralmente como profissionais da distribuição, ajudando a expandir a cobertura de proteção dos clientes, tanto homens como mulheres a nível mundial.

“A crescente participação das mulheres com certificações acadêmicas, de mulheres que trabalham que são proprietárias ou gerem empresas, de mulheres com níveis de renda crescentes, está provocando uma mudança e ampliando o panorama das necessidades de proteção”, afirmou Denis Duverne, CEO adjunto do grupo segurador francês.

No Brasil, esse mercado poderá crescer até 12 vezes, atingindo US$ 122 bilhões.

São Paulo, 17 de setembro de 2015 – A AXA, em parceria com o IFC e a Accenture, realizou um estudo em dez economias emergentes, que mostra que em 2030 o mercado global de seguros deverá faturar entre US$ 1,4 a US$ 1,7 trilhão comserviços adquiridos por mulheres. Em 2013, esse montante era de US$ 777 bilhões.

O estudo aponta que 50% desse crescimento será proveniente das dez economias emergentes pesquisadas[1]. No Brasil, a estimativa é de que esse mercado cresça entre oito e 12 vezes, quando comparado ao valor em prêmios pagos por mulheres em 2013, US$ 10 bilhões, atrás apenas da indústria indonésia que deverá crescer entre dez e 16 vezes.

No Brasil, as razões apontadas para essa expansão são o crescimento da renda; da participação da mulher no mercado de trabalho, da expectativa de vida e da quantidade de anos de aposentadoria, segundo release distribuído pela subsidiária local. Também fazem parte da lista o aumento do poder de barganha das mulheres em seus domicílios – fortemente relacionado ao incremento da renda -, da quatidade de mulheres solteiras – que, por isso, devem prover suas necessidades – e o enorme déficit de proteção para pequenas e médias empresas, das quais 43% tem mulheres como proprietárias.

O estudo revela ainda que as brasileiras são as mais dispostas a gastar maiores quantias em seguros, principalmente relacionados a riscos que ameacem seu lar e sua família – especialmente no ramo de saúde. No entanto, na contra-mão dessa tendência, três motivos são apontados como entraves para concretização desse potencial: conhecimento insipiente dos benefícios do seguro, relacionada à falta de proatividade no processo de venda; insegurança em relação à tomada de decisões financeiras; e a percepção de que seguro é caro.

Para Philippe Jouvelot, presidente da AXA no Brasil, “o reporte evidencia a mulher como um motor de desenvolvimento econômico. Em relação aos seguros, há um traço comportamental importante: elas tendem a ser mais conscientes em relação a riscos. Para aproveitar essa oportunidade, temos de ser bem-sucedidos na oferta, que deve levar em consideração as suas necessidades como mulher, mas também como geradoras de sua riqueza e tomadoras de decisão”.​

Link para o estudo completo: http://goo.gl/jWTWf3

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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