Aquisição da Chubb pela ACE surpreende executivos

Foi com surpresa que executivos do setor receberam a notícia da oferta US$ 28,3 bilhões da ACE para comprar mundialmente a Chubb. E ainda saber que a nova empresa que será criada se chamará Chubb. Segundo Felipe Smith, diretor de produtos para pessoa jurídica da Tokio Marine, apesar de várias notícias de fusões e aquisições no setor de seguros durante este ano, inclusive uma do próprio grupo japonês que adquiriu a HCC Insurance, US$ 7,5 bilhões no mês passado, o cliente ainda encontra um grande leque de companhias com farta oferta de produtos. “É um negócio mundial e possivelmente terá uma repercussão no Brasil”, disse ele ao blog Sonho Seguro.

As ações da ACE subiam 4% e as da Chubb 30% na bolsa de Nova York logo após o anúncio da compra. No Brasil, ACE tem prêmios emitidos de R$ 1,03 bilhão e Chubb de R$ 354 milhões de janeiro a maio deste ano, criando o nono maior grupo segurador do Brasil, com 1,9% de market share considerando-se apenas o segmento de seguros gerais, incluindo vida e VGBL, de acordo com levantamento da Siscorp Consultoria.

Há uns três anos, a ACE entrou no mercado de alta renda no Brasil, com a contratação de Farid Eid. No ano passado, no entanto, abandonou essa estratégia. Eis agora uma nova oportunidade para a ACE entrar no segmento de alta renda, um nicho muito disputado no mercado brasileiro, que tinha a Chubb como principal referência pelos serviços diferenciados prestados aos milionários.

Ontem foi a Willis que anunciou a fusão com a Towers Watson, consultoria global líder em serviços profissionais que auxilia as organizações a melhorar seu desempenho através do gerenciamento efetivo de pessoas, riscos e finanças. O Valor dessa transação é de aproximadamente U$ 18 bilhões.

Segundo Adalberto Ferrara, CEO da Tokio Marine, a seguradora está atenta as movimentações de compra e venda de companhias. Sem citar mais detalhes, por serem operações com contratos de confidencialidade, Ferrara limitou-se a dizer que o Mercado está movimentado em todo o mundo. Quando a aprovação dos IPOs de duas estatais em seguros, IRB Brasil RE e Caixa Seguridade, Ferrara disse que aguardará a abertura do dataroom pelos consórcios de bancos. “Só depois de analisarmos a estrutura da emissão e os ativos poderemos nos pronunciar a respeito”, comentou o executivo em Portugal, onde participa do XIV Encontro de Corretores Diamante, que acontece de 28 de junho a 3 de julho no hotel Penha Longa, em Sintra.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Ouça nosso podcast

ARTIGOS RELACIONADOS