Perspectiva semanal, segundo boletim da SulAmérica

sulamericaA agenda econômica nos Estados Unidos contempla importantes indicadores sobre a atividade econômica, que deverão pesar nas decisões dos investidores ao longo da semana. O principal destaque fica por conta da divulgação do relatório de emprego de dezembro, que tem sua importância aumentada, dado que é uma das principais variáveis seguidas pelo Fed para definir o ritmo da redução dos estímulos monetários.

De acordo com a mediana das projeções do mercado, a economia americana deve ter criado liquidamente 195 mil novos postos de trabalho no mês, com ligeiro recuo frente ao mês de novembro, quando foram criados 203 mil novos empregos. Destaque para o setor privado que, provavelmente, gerou cerca de 195 mil novas vagas no período (196 mil no mês anterior). Esse resultado encontra-se em linha com a expectativa de uma taxa de desemprego declinante, refletindo a melhora gradual do mercado de trabalho.

A taxa de desemprego deverá ficar no mesmo patamar observado em novembro (7%). Merece atenção a divulgação do ISM-serviços de dezembro, que deverá subir de 53,9 pontos em novembro para 54,5 no último mês do ano. Esse bom desempenho conjugado a excelente performance mostrada pelo ISM- manufatura do mês, divulgado na semana passada, é compatível com crescimento ao redor de 2,2% para o PIB do 4T13.

Outro evento relevante para os mercados será a divulgação da ata da reunião de política monetária (Fomc), realizada pelo Fed em dezembro passado. O processo de redução de compras de ativos começará a partir do mês corrente, ocorrendo na base de US$ 10 bilhões a cada reunião de política monetária, segundo as expectativas do mercado. Nesse passo, o “tapering” terminaria ao final do ano, elevando o balanço do Fed para US$ 4,5 trilhões em 2014 (US$ 3,9 trilhões em 2013). Além de ver confirmada essa expectativa, os agentes também buscarão antecipar o momento em que o Fed irá iniciar a alta das taxas de juros, que segundo o próprio Fed só
deverá ocorrer ao redor do final de 2015.

A China deve divulgar, ao longo da semana, as suas principais estatísticas econômicas referentes ao mês de dezembro. No campo dos preços, destaque para o índice de preços ao consumidor que deverá encerrar 2013 com inflação de 2,7% (2,5% em 2012), enquanto o índice de preços ao produtor deverá fechar 2013 com deflação de 1,3%, ligeiramente menor do que a verificada no ano anterior (-1,9%), configurando dois anos de deflação consecutiva. No front externo, serão conhecidos os números da balança comercial no período. Estima-se um superávit de US$ 32,9 bilhões no mês (US$ 33,8 bilhões em novembro), resultante de incremento de 5,2% nas exportações e 5,0% nas importações, quando comparadas a igual mês de 2012.

Na Zona do Euro, os dados devem continuar mostrando um ambiente de crescimento moderado e baixas taxas de inflação. A prévia do índice de preços ao consumidor de dezembro deve subir 0,9% em 12 meses, mesma variação registrada em novembro, permanecendo muito abaixo do objetivo de 2% perseguido pelo Banco Central Europeu (BCE). A taxa de desemprego de novembro deve ficar estável em 12,1%, nível ainda próximo das máximas históricas. Essa combinação de inflação baixa e desemprego elevado explica o compromisso do BCE em manter a postura expansionista, dando suporte à demanda interna. Nesse sentido, a reunião de política monetária do BCE, nesta semana, não deve trazer surpresas, mantendo as mesmas taxas de juros de empréstimos (0,25% ao ano) e de depósitos (0,0%). Diante do baixo dinamismo apresentado pela economia em um ambiente de baixas taxas de inflação, a autoridade monetária deve reafirmar a disposição de adotar medidas de estímulos em futuro próximo.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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