Impacto social das inundações hoje e em 2030, segundo estudo da Swiss Re

enchente SPÉ provável que a população brasileira exposta ao risco de inundações aumente de 33 milhões de pessoas para 43 milhões em 2030, segundo estudo da Swiss Re, que realiza hoje o seminário “Riscos de Inundação no Brasil: Impactos no Mercado Segurador, Governo e Sociedade. Cerca de 100 executivos estão presentes no auditório do hotel Intercontinental, em São Paulo, para acompanhar um dia todo de palestras proferidas pelos especialistas da Swiss Re, do Banco Mundial, da Cnseg e de entidades governamentais. Segundo estudo do grupo, está previsto que as perdas anuais aumentem de US$ 1,4 bilhão para US$ 4 bilhões no mesmo período. Medidas de prevenção, adaptação e transferência de riscos podem permitir que o Brasil evite percalços em seu desenvolvimento socioeconômico. Juntamente com os deslizamentos de terras, o transbordamento dos rios e as inundações repentinas são os desastres naturais mais frequentes e custosos no Brasil. Entre 2000 e 2010 eles causaram uma média de 120 mortes e perdas econômicas de US$ 250 milhões ao ano. Nos últimos três anos, há uma tendência clara de aumento das perdas. Em 2010, ocorreram 450 mortes e prejuízos de US$ 950 milhões. Segundo o estudo, medidas simples de prevenção poderiam reduzir as perdas e a carga sobre os orçamentos. Estima-se que se os códigos de edificações exigissem a impermeabilização de aberturas no piso térreo seriam evitadas perdas de até US$ 772 milhões em 2030. Um sistema planejado de alerta antecipado e campanhas de conscientização também poderiam salvar muitas vidas.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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