Em maio, o ICES foi de 110,9, com pequena variação negativa em relação ao mês anterior, quando atingiu 111,4. Segundo Francisco Galiza, economista responsável pela aferição do Índice de Confiança e Expectativas das Seguradoras (ICES), realizado em parceria com a Revista Cobertura, no geral a perspectiva das seguradoras foi mantida.
“Nesse momento, a trajetória do indicador está difícil de ser prevista, pois há movimentos opostos nas variáveis que geram o número. As empresas continuam a apostar que o faturamento terá uma boa evolução em 2013 e que, aparentemente, as previsões mais pessimistas quanto às taxas de rentabilidade diminuíram”.
Para 56% dos executivos, a rentabilidade das seguradoras nos próximos seis meses será igual – no mês anterior eram 53% -, enquanto 22% acham que será melhor. No quesito faturamento, é mantida a porcentagem de 33% do mês anterior entre os que acreditam que o desempenho será igual, enquanto 63% disseram que será melhor, ante os 61% de abril.
Para 24% dos executivos, o crescimento da economia brasileira nos próximos seis meses será melhor, enquanto 61% acreditam que será igual, em abril a porcentagem era de 67%. “A frustração com o comportamento da economia brasileira como um todo é um fator preocupante”, observa o economista.
Auto
No ramo automóvel, o desempenho da receita continua favorável. Nos próximos seis meses, 53% dos entrevistados esperam um desempenho melhor. Para 29% dos executivos, o crescimento será igual e, 18%, menor.
Entenda como é calculado o ICES
O ICES é um trabalho desenvolvido pela Rating de Seguros em parceria com a Revista Cobertura que foi anunciado no final de novembro de 2012. A criação de um Índice exclusivo das seguradoras tem como objetivo equiparar o mercado de seguros a outros setores da economia brasileira e mundiais.
O ICES é elaborado mensalmente e, para tanto, os seguradores respondem a cerca de quatro perguntas de múltipla escolha e de ordem qualitativa sobre o crescimento da economia, a rentabilidade e o faturamento das seguradoras para os próximos seis meses.
As respostas são sigilosas e os indicadores são transformados em números, que variam entre zero e 200, justamente para o 100 ser a média.


















