Alta liderança reconhece a necessidade de analisar com mais profundidade os riscos das empresas

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O gerenciamento de risco tem que estar intrínseco ao planejamento estratégico das organizações. É o que mostra um estudo global da corretora de seguros Marsh, realizado com 1,2 mil presidentes e diretores de empresas privadas, públicas e sem fins lucrativos em fevereiro deste ano. Segundo a pesquisa, intitulada Excellence in Risk Management, 52% dos executivos da alta liderança (presidentes e diretores) afirmam que a gestão de risco tem de estar intrínseca ao planejamento estratégico das organizações. Já 46% dos executivos dizem ser o principal papel da área de gerenciamento fornecer inputs e insights ao processo de planejamento das companhias.

A pesquisa mostra também que o valor estratégico dos profissionais de gerenciamento de risco ainda não é totalmente aproveitado. Tanto que, 74% dos executivos reconhecem que é necessário analisar com mais profundidade os indicadores de ricos de suas respectivas empresas. “A área de gestão de risco das empresas tem o papel fundamental de identificar, avaliar e priorizar as ameaças porque as organizações estão expostas a diversos eventos, por exemplo, acidentes, perda de mercado, defeitos em produtos, perda de capital intelectual e reputação. É preciso que os riscos sejam monitorados e reavaliados, pois risco é um organismo vivo. Por isso, a área de gestão de risco deve estar lado a lado com a alta liderança das companhias”, diz Eduardo Takahashi, diretor executivo da corretora Marsh.

Perfil dos entrevistados

Total: 1.200 entrevistados

74% – Gerente e coordenador da área de risco

18% – Alta liderança (presidente e diretor)

8% – Diretor de risco

Ranking dos principais riscos em 2013 segundo os entrevistados

1. Interrupção dos negócios

2. Condições Econômicas

3. Liquidez

4. Riscos Regulatórios/Compliance

5. Destruição/Perdas de Recursos Físicos

6. Litigação ou sinistros

7. Catrastrofe natural

8. Mudanças Legais ou regulatórias

9. Disponibilidade de seguros para mitigar riscos

10. Risco a saúde e segurança no trabalho

11. Reputação de marca

12. Continuidade de Negócios/Execução do Gerenciamento de Crise

13. Disponibilidade de capital

Porte das empresas (receita)

23% – Empresas com faturamento acima de US$ 5 bilhões

28% – Empresas com faturamento entre US$ 1 bilhão e US$ 4,9 bilhões

37% – Empresas com faturamento entre US$ 50 milhões e US$ 999 milhões

12% – Empresas com faturamento abaixo de US$ 50 milhões

Segmento das empresas

39% – Privadas

39% – Públicas

12% – Sem fins lucrativos

10% – Governamentais

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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