A Agência Estado informa que a Caixa Seguridade atraiu o ressegurador IRB Brasil Re, a BB Seguridade e várias estrangeiras na disputa pelo seu balcão. Entre as estrangeiras, estão nomes de peso como as alemãs Allianz e HDI, a japonesa Tokio Marine, a norte-americana Chubb e ainda a italiana Generalli. A atual sócia da Caixa, a francesa CNP Assurances, também está na disputa com as áreas oferecidas ao mercado. A HDI só vai disputar automóvel. A Allianz, que tenta aumentar seu tamanho no Brasil, quer os quatro ramos incluindo consórcio. Tokio, Chubb e Generali têm interesse em seguro habitacional e residencial. Ainda na disputa estão o Icatu e o Bradesco, de olho em capitalização.
Marcio Coriolano participa de encontro com Bolsonaro nesta terça-feira
A terça-feira do presidente Jair Bolsonaro promete ser movimentada nesta terça-feira e Marcio Coriolano, presidente da CNseg, faz parte dela num encontro capitaneado pelo ministro da economia, Paulo Guedes. Também participam João Martins da Silva Junior, Presidente da Confederação Nacional da Agricultura, Pecuária do Brasil (CNA); José Roberto Tadros, Confederações Nacionais do Comércio (CNC); Robson Braga de Andrade, Presidente Confederação Nacional da Indústria (CNI); José Ricardo da Costa Aguiar Alves, Diretor Presidente da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF); Márcio Lopes de Freitas, Presidente da Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop); Vander Costa; Presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT); Breno de Figueiredo Monteiro, Presidente da Confederação Nacional da Saúde (CNSaúde); Gláucio Binder, Presidente da Confederação Nacional da Comunicação Social (CNCOM), e Daniel Kluppel Carrara, Diretor-Geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR).
Vamos aguardar.
Seguradoras lucram R$ 5,7 bi até abril; Bradesco lidera
O lucro líquido do mercado segurador apresentou alta no acumulado de janeiro a abril de 2019 comparado ao mesmo período de 2018. Segundo dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), analisados pela consultoria Siscorp, o setor registrou lucro líquido de R$ 5,76 bilhões nos quatro primeiros meses deste ano, acima dos R$ 4,55 bilhões do mesmo período de 2018.
A líder em lucro líquido é o grupo Bradesco, com R$ 2,1 bilhões de janeiro a abril deste ano, o que representou retorno de 29% sobre o Patrimônio Líquido (PL). O Banco do Brasil vem em segundo, com ganho de R$ 911 milhões, seguidos pela Caixa, Itaú e Porto Seguro.
Veja abaixo o ranking completo:

NotreDame Intermédica assina compra da mineira Belo Dente Odontologia
Fonte: Release
Em continuidade à estratégia de ampliar sua presença na região Sudeste do País e sua atuação no segmento odontológico, o Grupo NotreDame Intermédica (GNDI) assinou o contrato definitivo de compra de 100% das quotas da Belo Dente Odontologia Ltda., situada em Belo Horizonte. Trata-se da primeira aquisição do GNDI de uma operadora no segmento exclusivamente odontológico após a abertura de seu capital na Bolsa de Valores de São Paulo (B3).
A Belo Dente é especializada em planos odontológicos e detém uma carteira aproximada de 350 mil beneficiários, dos quais 98% pertencem à categoria de planos coletivos e somente 2% de planos individuais. A operadora tem seus negócios concentrados na Região Sudeste, principalmente em Minas Gerais e no Espírito Santo.
O movimento de compra confirma a intenção do Grupo NotreDame Intermédica em proporcionar acesso à saúde de qualidade também no setor odontológico. “Nosso crescimento por meio de aquisições tem sido primordial para oferecer aos beneficiários uma completa experiência em cuidados com a saúde, inclusive em odontologia. Além disso, as regiões de Minhas Gerais e Espírito Santo são importantes áreas estratégicas para o Grupo”, destaca Irlau Machado Filho, presidente do GNDI.
Em 2018, a operadora Belo Dente apresentou faturamento líquido de R$ 49 milhões. A consumação da transação está sujeita ao cumprimento de determinadas condições precedentes, incluindo a aprovação prévia da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Com a aquisição, os 350 mil beneficiários da Belo Dente se somam aos 2 milhões de beneficiários da Interodonto, que oferece plano odontológico com acesso a inúmeros procedimentos nas mais diversas especialidades, tais como endodontia, periodontia, dentística e odontopediatria. A Interodonto atua por meio de ampla Rede Credenciada de clínicas por todo o País, com dentistas altamente qualificados. São mais de 14 mil dentistas credenciados.
Questione sempre, diz a especialista em risco, Samya Paiva, da Zurich Seguros
Perfect storming (Tempestade perfeita). Assim Samya Paiva, diretora de Risk Management da Zurich, define o desafio assumido há três anos. “Muitas coisas aconteciam ao mesmo tempo no mercado segurador local e internacional; o ambiente de gestão de risco, portanto, era bastante desafiador. Mas, como especialistas em gestão de riscos, não só sobrevivemos como crescemos e, o trabalho da área de gerenciamento de riscos em conjunto com as outras diretorias da empresa, é de fortalecer ainda mais a companhia para os novos riscos que temos pela frente”, comentou ela em entrevista ao blog Sonho Seguro.
As seguradoras estão acostumadas, há séculos, a analisar riscos de seus clientes para definir quais querem assumir e quanto cobrarão por essa aposta. Mas avaliar os riscos da própria operação de seguros de uma forma mais robusta é uma exigência nova, digamos de uns 15 anos para cá, iniciando pelo mercado Europeu e se alastrando para várias seguradoras de todo o mundo.
Está no DNA do mercado segurador fazer a pergunta certa para medir riscos que muitas vezes a ambição ignora. Por isso esse tem sido um setor resiliente, lucrativo e longevo. Atitude simples e intuitiva, como faziam os homens na beira do rio Tâmisa para cada navio que saia de Londres para o caminho das Índias. Como está a previsão do tempo? Vão chegar? Vão naufragar? Quem é o capitão da embarcação? Como recrutou os marinheiros? Sem tecnologia, a decisão era apoiada pela intuição. Hoje, quase tudo depende da tecnologia, que de nada vale se faltar a pergunta certa. E mesmo que seja para alimentar um robô, ninguém melhor do que um especialista em risco para tal questionamento.
Samya fez carreira no mercado financeiro, trabalhando em bancos como ABN-AMRO, Santander, Itaú e Pan. Ela foi atraída para o mercado segurador pelo desafio de implementar a diretoria de gerenciamento de risco, que visa ajudar outras áreas da companhia a tomarem decisões mais seguras. “Dificilmente você zera o risco, mas certamente pode mitigá-lo com ações simples”, afirma. O principal ganho para as seguradoras em contarem com a consultoria desta área é a redução de perdas operacionais.
Desde o final de 2017, a Superintendência de Seguros Privados (Susep), o órgão regulador do mercado segurador, requer que as seguradoras tenham uma estrutura de gerenciamento de riscos em linha com a complexidade e porte de suas operações. Isso obrigou várias seguradoras a criarem áreas de riscos com objetivo de garantir um gerenciamento efetivo dos riscos da própria seguradora.
Segundo Samya, a parte mais desafiadora foi, e tem sido, encontrar profissionais de riscos de seguros e de subscrição. São profissionais qualificados para atuar de forma holística com a visão de todos os riscos, sejam eles de cunho financeiro, operacional, regulatório, de imagem, entre outros. “Tem de ser técnico e ao mesmo tempo precisa ter uma capacidade de persuasão muito forte para conseguir influenciar todos os níveis hierárquicos da companhia na tomada de decisões. Há técnicos excelentes no mercado, mas raros com capacidade de enfrentar conflitos”, explica.
Mesmo com tal dificuldade, Samya formou uma equipe multidisciplinar. “Tive muita sorte em encontrar profissionais de riscos financeiros de fora do país e também dentro da Zurich. A parceria com o departamento de recursos humanos foi crucial”, afirma.
Na Zurich, a área de Riscos é independente e já está em um processo avançado de conscientização por parte de outras áreas, que consultam a equipe de riscos para uma melhor eficiência do negócio. Uma vez por ano o grupo levanta todos os riscos estratégicos, fatores internos e externos, que podem afetar o resultado da companhia, e, trimestralmente, o mapa de risco estratégico é revisado. A análise de riscos correntes da empresa, no entanto, é feita no dia a dia e já está no DNA da empresa.
“Temos uma visão 360 graus. Olhamos para todos os grandes projetos que a companhia está envolvida. Não temos rotina e todos os dias são bastante movimentados, uma vez que a companhia é dinâmica, multicanal e multiprodutos, e tem uma série de novos projetos e portfolios para serem avaliados e acompanhados”, afirma.
A inovação do mercado segurador está entre os principais riscos monitorados, desde uma possível entrada de novos players no setor como ameaçam Amazon, Google e Tesla, como o aspecto regulatório, risco de conduta por ser uma seguradora forte em parcerias com varejo e que exige um olhar profundo no cliente, e o mais temido de todos: “temos uma área dentro da diretoria só para olhar o risco cibernético”, conta.
A nova Lei de Proteção de Dados também é pauta top dentro da agenda da diretoria de risco. Segundo ela, todo processo de terceirização da Zurich passa por uma rigorosa análise de risco e continuidade de negócio. Como a informação é guardada, se na nuvem, como são os acordos com terceiros, qual o nível de segurança interna e nas camadas de segurança de parceiros. “Hoje afirmo que se algo acontecer, temos governança de acionamento muito rápido com as implementações feitas nos requerimentos de nossos parceiros nos últimos anos”, citou.
Samya e equipe se orgulham do trabalho, que os colocou numa posição de destaque. A área já é demandada por todas as outras, que entenderam que a diretoria de risco agrega valor, mesmo quando num primeiro momento parece estar atrapalhando ao colocar pontos importantes do projeto que precisam ser adequados para mitigar riscos. “Hoje temos uma demanda maior do que a capacidade de atender. Somos chamados para acompanhar todos os projetos importantes, toda tomada de decisão. Finalmente viramos consultores para as áreas de negócios”, comemora ela, que dia a dia se dedicou a quebrar algumas pedras de resistência para construir a credibilidade que sua diretoria tem hoje dentro do grupo.
#ficaadica: e se isso acontecer, o que acontece?
Emissões de ações agitam seguradoras que atuam em riscos financeiros
O IRB Brasil Re tem o terceiro maior valor, com R$ 4,7 bilhões, superado apenas por Petrobras e pela BR Distribuidora, com R$ 8,5 bilhões cada uma delas, do que está em preparação entre ofertas iniciais e subsequentes de ações (IPO e follow-ons) para o período entre junho e julho, cuja soma total chega a R$ 35 bilhões, segundo noticiou o Valor Econômico na edição desta segunda-feira, 27.
Segundo apurou o blog Sonho Seguro junto a seguradora AIG, líder neste segmento, as expectativas de emissões no mercado de capitais gera um corre corre entre as seguradoras que atuam com seguros financeiros, para a venda do Public Offering Securities Insurance (POSI). O POSI cobre os custos judiciais das reclamações de acionistas por qualquer informação omitida na operação de IPO que possa afetar o desempenho dos papéis. Se os investidores entenderem que alguma informação crucial não está clara no prospecto da operação de abertura de capital, eles podem entrar com reclamações individuais ou coletivas contra as empresas. Esses processos geram custos legais expressivos. Em caso de condenação, os valores de indenização podem impactar significativamente a saúde financeira das companhias.
Governo oferta participação no IRB ao Bradesco e Itaú
O Valor Econômico divulgou na edição desta segunda-feira (27) que o governo ofereceu sua participação no ressegurador IRB ao Bradesco e ao Itaú Unibanco em reunião que ocorreu no fim da tarde de sexta entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e os presidentes dessas instituições, respectivamente Octavio de Lazari Jr e Candido Bracher.
Bradesco e Itaú têm pouco interesse em exercer o direito de preferência, segundo duas fontes disseram ao Valor. Ao mesmo tempo em que o governo analisa sua saída, o BB avança nos preparativos para a oferta de sua fatia no IRB. A operação está prevista para ocorrer até a segunda quinzena de julho. O valor de mercado do IRB é de R$ 31,2 bilhões. A ação fechou sexta em queda de 2,82%, a R$ 99,90. Procurados, o Itaú e Bradesco não se manifestaram.
Capitolio lança estudo sobre sinistralidade na saúde suplementar 2018-2017
Fonte: Capitólio
A Capitolio, empresa especializada em seguridade e Saúde Suplementar, acaba de concluir o mais recente estudo sobre a sinistralidade na saúde suplementar, abordando o ano de 2018 vis-à-vis o ano de 2017, além de um histórico das taxas de sinistralidade desde o ano de 2002.

A situação, em que pese uma mínima variação positiva, ainda é muito séria e prejudicial aos resultados de operadoras e seguradoras que atuam na saúde suplementar. Mais uma vez se constata uma grave situação que vem se perpetuando nos últimos anos; uma sinistralidade bastante elevada muito além dos padrões aceitáveis.
Alguns dados chamam a atenção:
- Foram analisados dados de 684 empresas ativas, tratados de forma consolidada e analisados pela modalidade e, posteriormente, pelo porte das operadoras. (excluídas as operadoras odontológicas, cooperativas odontológicas e administradoras)
- 100% das seguradoras especializadas estão com sinistralidade bem acima da média desejada;
- Desde o ano de 2008 que a taxa média de sinistralidade supera a casa dos 80%;
- 4% das empresas relacionadas apresentam sinistralidade bem superior a 100%.
O estudo, comercializado pela consultoria, relaciona rankings diversos das empresas, planilhas, tabelas, gráficos e análises.
Cartilha da ANS orienta como mudar de plano de saúde sem cumprir carência
Fonte: ANS
A partir de junho, todos os beneficiários de planos de saúde que cumprirem os requisitos para a realização de portabilidade passam a poder trocar de plano sem cumprir novos prazos de carência. Para orientar o consumidor sobre seus direitos e ensinar como fazer a mudança, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) preparou uma cartilha com informações importantes sobre o tema. O conteúdo reúne esclarecimentos de prazos e critérios para realização da portabilidade, como a compatibilidade entre planos, documentos exigidos e outros possíveis alvos de dúvidas.
Em dezembro, a ANS publicou normativa com novas regras que ampliam a portabilidade de carências. Entre elas, está a extensão do direito aos beneficiários de planos coletivos empresariais, a retirada da exigência da chamada “janela” (prazo para exercer a troca) e da exigência de compatibilidade de cobertura entre planos – nesse caso, o consumidor cumpre carência apenas para as coberturas extras. A mudança traz mais dinâmica para o setor, já que os planos empresariais representam quase 70% do mercado, e incentivam a concorrência entre as operadoras.
“Realizamos oficinas para orientar os atores do setor e estamos divulgando as novas regras por vários canais, mas é fundamental orientarmos especificamente os beneficiários para que conheçam seus direitos. É a esse público que a cartilha é direcionada”, explica Rogério Scarabel, diretor de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, reforçando que a cartilha visa municiar o beneficiário de informações para que ele tenha seu poder de escolha garantido. “Empoderar o consumidor é também papel da agência reguladora, cuidando para que o usuário esteja respaldado para negociar seu plano com a operadora”, diz o diretor.
Para realizar a portabilidade de carências, o beneficiário deve consultar os planos compatíveis com o atual. As novas regras deixam de exigir – a partir de junho – a compatibilidade de cobertura, mas mantém a exigência de compatibilidade de preço para a maior parte dos casos. A cartilha da ANS mostra que é possível consultar os produtos compatíveis de forma simples por meio do Guia ANS de Planos de Saúde, ferramenta disponível na página da ANS na internet, que lista os planos ofertados no mercado e dispõe de uma opção voltada para quem quer aderir ao benefício. A contratação é feita com a operadora.

Ranking de seguradoras 2018
Fonte: Sincor-SP
As mais de 70 seguradoras que atuam no Brasil conseguiram registrar prêmios emitidos de R$ 154,4 bilhões em 2018, uma variação de 7,5% em relação ao ano anterior. Os dados constam na nova edição do Ranking das Seguradoras, produzido pelo Sindicato de Empresários e Profissionais Autônomos da Corretagem e da Distribuição de Seguros do Estado de São Paulo (Sincor-SP).
Segundo o levantamento, que consolida os dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados) e da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), as cinco primeiras colocações pertencem aos grupos Bradesco, SulAmérica, BB Mapfre, Porto Seguro e Zurich, que somaram mais de R$ 90 bilhões.
“O Ranking das Seguradoras é bastante aguardado pelo mercado, porque serve de orientação sobre os caminhos do setor. Os números atestam a resiliência, o empreendedorismo e a capacidade de inovação do mercado de seguros, através da força de trabalho tanto dos seguradores quanto dos corretores, responsáveis pela produção e distribuição”, afirma o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo.
O ramo de saúde obteve maior faturamento durante o ano passado, registrando lucro de R$ 42,5 bilhões e avanço de 9%. Duas companhias concentram a receita do segmento, com 78% do total. Os seguros de pessoas, que englobam vida, acidentes pessoais, prestamista, educacional, entre outros, vem logo em seguida, com total de R$ 42 bilhões e crescimento de 9% no período.
O Ranking aponta que o segmento de automóvel, sem contar o seguro DPVAT, teve aumento de 3% em relação ao ano anterior, com faturamento de R$ 35,8 bilhões. Já o ramo de transportes foi o que mais surpreendeu, conseguindo registrar receita de R$ 3,6 bilhões em 2018, com avanço de 14% na comparação com 2017.












