Bradesco divulga pesquisa de ‘Longeratividade’

Fonte: Bradesco Seguros

O Grupo Bradesco Seguros, líder do mercado de seguros no Brasil, realizou na manhã desta quarta-feira (24/4) em São Paulo o segundo encontro do ‘Diálogos da Longevidade’, cujo objetivo é discutir os impactos de um tema cada vez mais urgente para a vida de todos: a longevidade.

O evento contou com a participação de Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, e do Dr. Alexandre Kalache (foto), gerontólogo e presidente do ILC (Centro Institucional da Longevidade, em português). Na ocasião, foi apresentada uma pesquisa inédita sobre o tema. O estudo ‘Longeratividade’ identificou quem são os brasileiros 50+, como eles se comportam nessa fase da vida e se relacionam com as questões financeiras, mapeando hábitos tecnológicos, saúde, lazer e profissão, além de avaliar o grande potencial de consumo desse público.

“A população 50+ tem espírito jovem e está ciente que pode ter uma vida plena e ativa. Esse público mais maduro é muito representativo, são 54 milhões de brasileiros, ou seja, um quarto da população. Não é preciso explicar quão relevantes são para a sociedade e para o mercado”, revela Renato Meirelles.

“De forma pioneira entre as empresas brasileiras, a Bradesco Seguros firmou em 2004 sua aposta no tema Longevidade, tornando-se uma referência nacional através de múltiplas iniciativas. Nestes 15 anos, a expectativa de vida do brasileiro cresceu cerca de 5 anos. E o subgrupo populacional que mais rapidamente cresce é precisamente o dos 50+, objeto dessa pesquisa pioneira, apoiada pela Bradesco Seguros, que nos ajudará, a todos, na formulação de políticas e intervenções que possibilitem um último terço de nossas vidas mais produtivo prazeroso. Ganhamos todos.”, comenta Kalache.

Realizada pelo Instituto Locomotiva a pesquisa ‘Longeratividade’ analisou dados secundários e bancos de dados próprios de um público de mais de 50 anos, além de uma pesquisa online com 2184 mil pessoas a partir de 16 anos, em 2018.   

Confira a íntegra do evento no portal ‘Viva a Longevidade’, por meio do link: https://www.vivaalongevidade.com.br/forum-da-longevidade/dialogos-da-longevidade-traz-conversa-sobre-a-longeratividade


Pesquisa Longeratividade – Envelhecimento e Expectativas de VidaO Brasil é hoje um dos países que mais rapidamente envelhecem no mundo. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a expectativa de vida dos brasileiros está cada vez maior. Enquanto em 1940 era de pouco mais de 40 anos, hoje ultrapassa 75 anos e deverá superar 81 anos em 2050. Hoje, temos 54 milhões de brasileiros com mais de 50 anos, ou seja, um quarto da população. Até 2050, 43% da população terá 50 anos ou mais – serão aproximadamente 98 milhões de pessoas.

A pesquisa ‘Longeratividade’ aponta que essa expectativa também faz parte do sentimento da população: sete em cada dez entrevistados acreditam que viverão até os 80 anos ou mais. Entre os 50+, apenas 10% se consideram velhos, e o principal medo que esse público tem em relação ao envelhecimento são as mudanças no corpo e a falta de dinheiro.

Pesquisa ‘Longeratividade’, Finanças, Saúde e Bem-EstarOs brasileiros 50+ movimentam em renda um valor de R$ 1,8 trilhão ao ano (metade dessa renda vem do trabalho). Ou seja, são um público com grande potencial de consumo. Segundo dados da pesquisa, nos próximos 12 meses esse público pretende comprar móveis para casa (30% ou 9,8 milhões de pessoas), smartphone (12% ou 6,5 milhões), geladeira e notebook (11% ou 3,6 milhões) e máquina de lavar – (9% ou 2,9 milhões). A pesquisa aponta ainda que 18% ou 9,7 milhões pretendem viajar de avião para algum destino no Brasil, 10% ou 5,4 milhões querem fazer curso profissionalizante, 6% ou 3,2 milhões pretendem fazer faculdade e 4% ou 2,2 milhões querem fazer uma viagem internacional.

No entanto, mais da metade afirma que não está fácil pagar as contas atualmente. 82% se preocupam com o futuro e 69% dizem ter atualmente uma condição financeira menos favorável do que imaginavam ter nessa idade. Apenas 35% tem algum dinheiro guardado.

O estudo também abordou a relação dos 50+ com as empresas e descobriu que 77% deles afirmam que as pessoas que aparecem nas propagandas comerciais costumam ser muito diferentes delas. Já 87% desse público gostaria de ser mais ouvido pelas empresas.

A porcentagem de brasileiros 50+ que estão conectados à internet atualmente é de 28%. Porém, entre os já conectados e digitalizados, a maioria acessa a internet todos os dias, e 85% utilizada Facebook e WhatsApp.

No aspecto saúde e bem-estar, para os 50+ ter uma alimentação saudável, fazer exames preventivos e evitar o estresse são fatores que contribuem para uma vida longeva e de qualidade. A grande maioria tem a percepção de gastar demais com a própria saúde.

Bradesco Seguros participa com 29% do lucro com banco, com ganho de R$ 1,8 bi no primeiro trimestre

Bradesco Seguros trimestre 2019

O lucro líquido da Bradesco Seguros no 1º trimestre foi de R$1,8 bilhão, aumento de 1,8% em relação ao trimestre anterior e 16,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Índice de Sinistralidade atingiu 68,5% uma melhora de 1,9 ponto percentual com relação ao trimestre anterior e o Índice Combinado atingiu 80,3% uma melhora de 0,5 ponto percentual com relação ao trimestre anterior.

O resultado é muito significativo, considerando-se que o banco Bradesco obteve lucro líquido recorrente de R$ 6,2 bilhões no primeiro trimestre de 2019, aumento de 22,3% na comparação com o montante obtido no mesmo período do ano anterior. A margem financeira total do Bradesco alcançou R$ 14 bilhões entre janeiro e março de 2019, com queda de 4,7% em relação ao quarto trimestre do ano anterior e alta de 4,2% frente ao primeiro trimestre de 2018.

No comparativo com o 4T18, a evolução do resultado operacional do braço segurador reflete a melhora dos índices de sinistralidade e comercialização, com destaque nos segmentos de “Saúde”, “Vida e Previdência” e “Auto RE”. Em relação ao 1T18, além das melhoras acima citadas, o resultado operacional foi impactado pelo efeito da revisão anual das premissas que atualizam as provisões técnicas de longo prazo. O menor resultado financeiro nos períodos é justificado, em grande parte, pelo comportamento do IGP-M e o menor resultado com renda variável em relação ao 1T18.

O crescimento de 22,4 % ficou muito acima do guidance do ano, estimado entre 5% a 9%.

Doente, o setor de saúde suplementar busca a cura no médico da família

custo da saude

O 3º Encontro de Comunicação da Saúde Suplementar, organizado pela FenaSaúde, gerou um amplo debate sobre o tema Atenção Primária à Saúde (APS). Uma das conclusões do encontro é de que a APS é uma tendência sem volta amparada na busca do equilíbrio do financiamento da saúde. Um tema que interessa a todos os envolvidos: governo, operadoras, prestadores, consumidores, investidores. Certamente não é a única solução para um setor tão complexo em qualquer país do mundo. Mas é o que tem ajudado países como Alemanha e Inglaterra, por exemplo, a oferecerem saúde com certa qualidade para toda a população.

Ninguém acredita que será uma tarefa fácil prestadores de serviços, operadoras e até mesmo os clientes colocarem a saúde, e não a doença como é hoje, em primeiro plano. As operadoras querem lucro, os prestadores reclamam que são mal remunerados e os clientes abominam ter sua liberdade de escolha em risco. No entanto, diante da grande confusão em que se encontra o segmento de saúde suplementar, com todos se queixando de perdas e danos, a saída é arrumar a bagunça que se instalou desde 1999, com a Lei 9.656/98 (conhecida como Lei dos Planos de Saúde).

Certamente a lei trouxe avanços, mas tirou da iniciativa privada a liberdade de gerir contratos. Passou a exigir que operadoras dessem cobertura para tudo e proibiu reajustes de preços com bases atuariais. Ai começou a degringolar, aos poucos, um setor que tinha tudo para ser um gigante. As operadoras pararam de vender planos individuais. Empreendedores criativos logo criaram planos empresariais, mas que na verdade eram individuais. Médicos e hospitais pediam reajuste no preço dos serviços. Operadoras não davam. Um cenário de fraudes em contas médicas evoluiu rápido, chegando ao ponto de operar pacientes sem necessidade, o que eclodiu em investigações e prisões sobre negociatas das órteses e próteses. As fraudes de empréstimo de carteira do plano para o vizinho ou de pedir dois recibos de consultas médicas para elevar o valor de reembolso se tornaram brincadeira de criança diante das contas hospitalares.

O caos era bem aceito por todos, pois se ganhava dinheiro com a aplicação dos recursos captados pelas operadoras no mercado financeiro, numa taxa de juros de dois dígitos. Como o volume de vendas e de atendimentos era imenso, todos achavam que estavam ganhando. Inclusive o governo, que desafogou o SUS com boa parte dos brasileiros exibindo carteirinhas de planos de saúde privada. Ter plano de saúde chegou até a ser encarado como status social. No entanto, todos estavam construindo um “mostro”, que mostrou a cara a partir de 2014, com a recessão econômica.  

A queda do emprego, perda de poder aquisitivo da população e taxa de juros reduzida ao patamar de 6,5% ao ano acordou todos para o problema, pois a conta não fechava mais para ninguém. Operadoras reagiram com reajustes que não cabem no bolso do consumidor e redução dos valores pagos aos prestadores. Os consumidores deixaram de pagar os planos e as fraudes nas contas médicas explodiram. Um médico, para compensar uma cirugia na qual recebia do plano menos de R$ 200, passava a cobrar duas. Pacientes que poderiam fortalecer a coluna com fisioterapia eram encaminhados para procedimento cirúrgico para colocação de próteses. Isso só para citar dois dos exemplos das fraudes mais comuns levantadas.

Tal situação sangrou o setor de saúde suplementar, adoecendo um número sem fim de pessoas, profissionais, instituições. Mais de uma centena de planos de saúde deixou de operar e cerca de 3 milhões de brasileiros perderam renda e voltaram para o SUS. E o cenário futuro, detalhado por especialistas, é sombrio, caso nada seja feito.

No meio deste tiroteio, a Agência Nacional de Saúde (ANS) tenta colocar ordem, mesmo atropelada por decisões políticas. Para resumir, chegamos hoje no investimento de todos na Atenção Primária à Saúde. Rodrigo Aguiar, diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, destacou o trabalho de mais de um ano da agência para incentivar a adoção da Atenção Primaria à Saúde por parte das operadoras de planos, como forma, inclusive, de se instituir o cuidado coordenado.

Por meio de duas normas – uma publicada no final de 2018 e outra no início deste ano –, a ANS criou o Programa de Certificação de Boas Práticas em Atenção à Saúde, o que deve incentivar as operadoras a desenvolverem práticas que aperfeiçoem cada vez mais o cuidado com seus beneficiários. “O objetivo com a coordenação do cuidado é promover a qualidade em saúde, fazendo com que o cuidado seja seguro, efetivo e focado no paciente”.  A outra norma dispõe sobre adoção de práticas de governança corporativa, com ênfase em controles internos e gestão de riscos, contribuindo para que a remuneração dos serviços seja focada em valor. “Para que o cliente tenha a real percepção de que foi bem atendido”, explica Aguiar.

Nenhuma operadora se candidatou a receber o certificado, pois as normas são recentes. “Mas várias já nos procuraram para entender melhor ou tirar dúvidas. Acredito que até o final do ano esse assunto deverá evoluir”, afirmou Aguiar. No entanto, várias empresas apresentam cases de sucesso de APS, como SulAmérica, Bradesco, Notredame Intermédica e Amil, resumidas em uma pesquisa realizada pela jornalista Cristiane Segatto, especializada em saúde e vencedora de diversos prêmios nacionais e internacionais nesta categoria. Os resultados encantam tantos os médicos como pacientes e equipe disciplinar (o resumo da pesquisa será divulgado em breve).

João Alceu Amoroso Lima, presidente da FenaSaúde, observou que o assunto APS não é desconhecido, principalmente pelos brasileiros que se utilizam do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele lembrou que há 20 anos, quando a saúde privada começou a falar sobre atenção primária, tendo a figura do médico de família como o elo entre o paciente e seu tratamento, resultando em um atendimento mais coordenado, houve críticas relacionadas à restrição de acesso. “Como consequência, temos hoje beneficiários perdidos nessa fragmentação”, frisou, acrescentando que APS é capaz de resolver em até 80% as demandas da saúde; em 17% as internações; e em cerca de 30% a procura por serviços de urgência e emergência.

“Apesar de ser um tema antigo, ele está sendo resgatado pelas operadoras, que criam programas diferenciados para utilizar o sistema de forma mais racional”, diz presidente da FenaSaúde

Gustavo Gusso, professor de Clínica Médica e Propedêutica da Universidade de São Paulo (USP), ressaltou que a atenção primária visa principalmente facilitar e qualificar o acesso do paciente, embora no Brasil a percepção seja contrária, muito em função de que os médicos especialistas acreditam ser generalistas. Com isso, se conhece muito pouco a jornada do paciente. De acordo com o professor da USP, a atenção primária implica na existência da secundária e na terciária. “A secundária praticamente não existe porque a jornada já passa pelo especialista. A APS deve ter um médico generalista e um especialista, no chamado atendimento compartilhado”, assinalou, acrescentando que a vantagem do médico de família é justamente conhecer o paciente.

Outras vantagens da adoção da atenção primária à saúde, como organização e planejamento do atendimento, atuação precisa nas necessidades do beneficiário e redução de custos, foram ressaltadas por José Cechin, diretor executivo da FenaSaúde, durante o painel “Jornada do paciente com APS nas operadoras de planos de saúde – resultados práticos”. Cechin reconheceu haver algumas barreiras para a adoção desse modelo assistencial, como a falta de profissionais que queiram assumir o papel de médico cuidador e a deficiência na infraestrutura física nas unidades de atendimento. “A prática da APS passa pela mudança de cultura em todos os níveis”, frisou. Em sua palestra, o diretor da FenaSaúde mencionou alguns resultados obtidos por algumas operadoras de planos de saúde que já desenvolvem programas de APS.

De acordo com ele, nas empresas que desenvolvem atenção primária, o índice de resolutividade é de 90%, enquanto a retenção de beneficiários também ultrapassa os 90%. Nessas operadoras, houve queda de 20% no número de internações em relação às que não têm programas desse tipo. Além disso, entre os idosos, houve redução de 67% dos pacientes crônicos e 65% nas internações. Na área de oncologia, informou que a adesão ao tratamento cresceu 44% e o índice de satisfação está em 98%.

Morishita: “Precisamos dar confiança às pessoas com a coragem moral de enfrentar essa desconfiança. Não apenas com informação, mas comunicação de qualidade que permita ao consumidor a liberdade de escolha”

Direito do Consumidor: conhecimento, informação e confiança do consumidor em relação à atenção primária foram debatidos no painel “Defesa do Consumidor”, dividido entre Ricardo Morishita, professor de Direito do Consumidor e presidente do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP Pesquisas), e Juliana Pereira, diretora executiva de Clientes da Qualicorp e ex-secretária da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

Morishita destacou que, se o momento é de transição de modelos – assistencial e de remuneração –, é fundamental que o consumidor seja informado com qualidade para que possa decidir sobre em qual modelo deseja estar. Em sua avaliação, a falta de profissionais dispostos ao atendimento generalista e a ausência de infraestrutura para a realização de programas de APS podem ser resolvidos mais facilmente, mas o medo e a descrença dos consumidores são mais sensíveis. “Precisamos dar confiança às pessoas com a coragem moral de enfrentar essa desconfiança. Não apenas com informação, mas comunicação de qualidade que permita ao consumidor a liberdade de escolha”, sublinhou.

Juliana lembrou que o sistema vigente, com a carteirinha que facilita o acesso e o livro que liga o beneficiário à rede, permite que o consumidor tenha acesso ao cuidado, mas não resolve a necessidade dos pacientes, por causa do fato de o cuidado ser fragmentado, o que faz com que as pessoas fiquem perdidas no sistema de saúde. “Esse cuidado precisa ser mais integrado e coordenado. O quarto elemento desse processo é o engajamento. Não podemos tratar o beneficiário com mero pagador de boleto”, enfatizou. A diretora da Qualicorp destacou, entre os inúmeros desafios da adoção da APS, justamente a construção da confiança. “O consumidor precisa compreender os conceitos envolvidos nesse modelo, de forma transparente. Se ele não for informado a ponto de não conseguir enxergar a jornada, corremos o risco de o assunto se reduzir a obstáculo de acesso, aumentando o espaço de atrito”, avaliou.

Sandro Leal, superintendente da FenaSaúde, resumiu o propósito do evento e os esforços que estão sendo feitos pelas operadoras de planos de saúde para melhorar a qualidade do atendimento aos beneficiários. Ao citar o economista Richard Thaler, prêmio Nobel de Economia, Leal ressaltou que sempre há a possibilidade de o consumidor não fazer as melhores escolhas para ele. Por isso sempre é necessário “um empurrão”. No seu entendimento, a Federação está dando esse estímulo ao promover debates com mais uma edição do Encontro de Comunicação. “As pessoas precisam desse empurrão. As operadoras estão fazendo isso e a FenaSaúde está fazendo a sua parte, trazendo e estimulando a discussão”.

Todos sabem que é uma tarefa complexa, principalmente por envolver a mudança de cultura dos prestadores, dos beneficiários, necessitar de alterações em normas e leis que facilitem e estimulem a integração da cadeia tendo a saúde, e não a doença, no centro das decisões. Os resultados apresentados comprovam que os beneficios da APS são relevantes e o grande desafio agora é expandir a base já criada por algumas operadoras e assim ter planos com preços que caibam no bolso do cliente e prestadores dedicados a tratar daquele que infelizmente ficou doente.


Lucas Vergilio pede a Sergio Moro ações contra associações de proteção veicular

Fonte: Fenacor

O deputado Lucas Vergilio (SD-GO), acompanhado pelo presidente da Fenacor, Armando Vergilio, foi recebido, nesta quarta-feira (24/04), em Brasília, pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Fernando Moro, a quem entregou um oficio solicitando a adoção urgente de “medidas enérgicas, protetivas e coercitivas” contra a atuação irregular das associações e cooperativas de proteção veicular.

No documento, o parlamentar sugere também a criação de uma Comissão Especial, no âmbito do Ministério da Justiça e Segurança Pública e demais órgãos do Poder Executivo, visando a “investigar e analisar essa ação criminosa e os diversos impactos negativos e perniciosos para a sociedade e para a economia nacional”.

No encontro, o deputado e o presidente da Fenacor apresentaram ao ministro Sérgio Moro a realidade extremamente danosa para a população que é gerada pelas associações de proteção veicular.

Nesse contexto, lembraram que algumas associações têm, inclusive, estreitas ligações com  milicianos e traficantes do Rio de Janeiro com os quais negociam valores para que os carros roubados sejam devolvidos mediante pagamento de “resgate”.

Essa prática vem ocasionando um aumento do volume de roubos de veículos em algumas regiões desse estado, criando um novo “nicho” de atuação para o crime organizado.

Assim, conforme vem alertando o deputado Lucas Vergilio em diversos pronunciamentos no plenário da Câmara, esse problema, que já era grave e significativamente danoso para a poupança e o patrimônio da população, está ganhando novos contornos e de imensa periculosidade, inclusive à vida dos brasileiros, vítimas de ações de criminosos.

Ministra luta por verba para elevar subsídio do seguro rural

A luta para elevar o subsídio ao seguro rural no Brasil para patamares mais compatíveis com países como os Estados Unidos e buscar mecanismos de barateamento dos produtos ofertados por seguradoras foram os principais temas do Seminário Internacional do Seguro Rural, realizado ontem, em Brasília, na sede da CNA, segundo destacaram Estadão e Valor. “Melhorar o programa de subvenção ao seguro rural será fundamental para dar mais segurança aos produtores rurais brasileiros”, enfatizou a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, no evento. A ministra reforçou a intenção de ampliar para R$ 1 bilhão os recursos para subvenção ao prêmio do seguro rural na próxima safra, mas isso ainda depende de verba.

O Valor Econômico destacou que não há garantia de que o governo alocará R$ 1 bilhão para o programa de subvenção dos prêmios do seguro rural. “Haverá dinheiro para o seguro se conseguirmos remanejar recursos. Não temos conclusão ainda. Não sei se chega a esse valor [R$1 bilhão]”, afirmou Rogério Boueri, secretário de Política Agrícola e Meio Ambiente do Ministério da Economia. “O Ministério da Economia vê com bons olhos o pleito da ministra de aumentar o PSR, mas não adianta aumentar para o seguro e causar mais déficit no Orçamento”, acrescentou o jornal.

A ministra Tereza Cristina enfatizou a necessidade de se melhorar o seguro rural no Brasil, mas ponderou que os avanços não se darão “do dia para a noite”. “Temos que caminhar para um seguro melhor, mas temos muito a andar e fazer. Nossa agricultura precisa de mais tranquilidade, mais segurança para produzir”, destacou.

O superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi, reforçou a demanda por um orçamento maior e mais previsibilidade para as ações do governo em geral o para o seguro rural em particular. E voltou a cobrar o Executivo. “Precisamos de um empurrão do governo, mas também de produtos diferenciados para cada cultura e região”, acrescentou a reportagem do Valor.

O Estadão destacou que o presidente da CNA, João Martins, defendeu que o seguro rural “é uma das principais ferramentas para estimular a transição para uma nova política agrícola do País”, conforme nota da CNA. Ele comentou também que desde a sua criação, em 2006, o Programa de Subvenção ao Prêmio de Seguro Rural (PSR) já pagou R$ 3,6 bilhões em indenizações. “Certamente o seguro rural evitou o endividamento e o abandono da atividade de muitos produtores. Essa é a importância de termos um mercado fortalecido. A atividade agropecuária segurada garante renda ao produtor, fomenta a atividade econômica dos municípios e promove o crescimento econômico para as sociedades locais”, reforçou.

Baratear o seguro – No mesmo evento, o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, avaliou que uma política de seguro rural bem definida dará segurança ao produtor e será “a coluna vertebral para uma política de financiamento da agropecuária”. Já o presidente da Sociedade Nacional da Agricultura (SNA), Antônio Alvarenga, defendeu a busca por alternativas no mercado brasileiro que possam baratear o seguro.

Ivy Cassa, da Petraroli, assume cargo na AIDA

Ivy Cassa, sócia responsável pela área consultiva do escritório Petraroli Advogados Associados, foi nomeada em evento realizado no dia 23, em Marrakech, a presidente do grupo internacional de previdência privada e seguros da AIDA Brasil – Associação Internacional de Direito de Seguro. Ivy fará nesta quarta-feira uma apresentação sobre “produtos financeiros complexos”. Ela é a primeira brasileira a assumir um cargo de presidência internacional na Associação. 

Inadimplência no radar da Euler Hermes

Fonte: Euler Hermes

Atrasos de pagamentos, decisões questionáveis e desculpas são apenas alguns dos indícios levantados por Luciano Mendonça, executivo da Euler Hermes

A recente pesquisa The View, conduzida pela Euler Hermes, líder mundial em seguro de crédito e especialista em seguro garantia, acusou que, em 2019, duas a cada três empresas no mundo deverão apresentar aumento no número de inadimplências e que as falências nos negócios deverão apresentar crescimento pelo terceiro ano consecutivo.

Apesar de o Brasil, assim como os Estados Unidos, se destacar como um dos poucos países que não deverá seguir essa tendência pessimista em comparação ao resto do mundo, Luciano Mendonça, Diretor Comercialda Euler Hermes, reuniu aqui alguns sinais que podem indicar um futuro caso de inadimplência. “Estar atento a esses detalhes pode auxiliar empresários de quaisquer segmentos a se prevenirem contra a falta de pagamento de seus clientes”.

Adiamentos e desculpas –Os primeiros alertas vêm normalmente por meio de atrasos em pagamentos e o não cumprimento de condições de crédito. Problemas no fluxo de caixa deverão vir acompanhados de desculpas e recorrentes pedidos de extensão. “Pedidos de mudanças nos prazos de pagamento são aceitáveis em qualquer empresa, porém quando isso se torna um padrão, temos um forte indício de que problemas mais profundos estão ocorrendo”, explica Mendonça. O caso merece atenção redobrada e medidas mais firmes em caso de falta de retorno por parte do cliente após diversas tentativas de contato.

Decisões questionáveis de compra e venda –“Digamos que seu cliente tenha realizado uma grande transação para um comprador de índole duvidosa. Fique atento! A falta de uma política de crédito séria por parte do seu cliente pode refletir a maneira como ele irá exercer seus pagamentos”. Compras que fogem do padrão normal de forma drástica também demonstram que algo pode não estar indo bem. O diretor explica que “aumentos ou diminuições muito grandes no volume de compra devem ser analisados e questionados”. –

Prejuízos à reputação –Caso a empresa não esteja cumprindo com suas obrigações, outros fornecedores também deverão estar sofrendo com inadimplência. “É possível monitorar a imprensa especializada, sites de avaliação e redes sociais do setor e da empresa devedora em busca de notícias ou reclamações.” Constantes verificações de crédito de instituições financeiras diferentes também são um sinal de alerta. “Isso pode significar que a empresa está com problemas para pagar seus fornecedores ou está desesperada para cobrir perdas”.

Novidades inesperadas –Novos processos financeiros, como financiamentos ou mudanças de bancos, ou ainda trocas na administração, podem sinalizar problemas no horizonte. “A mudança de banco pode se dar porque o banco atual não está mais concedendo crédito”, completa Mendonça. Mudanças administrativas muito drásticas ou que não parecem alinhadas com o histórico da empresa também podem ser um sinal de risco. 

Angelo Colombo assume como CEO AL da Swiss Re Corporate Solutions

Angelo Colombo Swiss Re

A Swiss Re Corporate Solutions nomeia Angelo Colombo como CEO América Latina da Swiss Re Corporate Solutions, a partir de 7 de outubro de 2019. Nesta posição, Angelo será responsável pela gestão do negócio de seguros comerciais da empresa na região. Ele também será responsável pela Swiss Re Corporate Solutions Mexico Seguros S.A. de C.V.; Compañia Aseguradora de Fianzas S.A. Confianza (“Confianza”) uma joint venture entre a Swiss Re Corporate Solutions Ltd e Seguros Confianza na Colombia e a Swiss Re Corporate Solutions Brasil Seguros S.A., uma joint venture entre a Swiss Re Corporate Solutions Ltd e a Bradesco Seguros S.A., empresa controlada pelo Banco Bradesco S.A. 

“Estamos muito felizes que Angelo vai conduzir o nosso negócio na América Latina e nos ajudar a fornecer proteção financeira aos clientes em toda a região. Bem conectado no mercado local, realmente compreende os desafios de gestão de risco que as empresas estão enfrentando,” afirma Andreas Berger, CEO Swiss Re Corporate Solutions. 

Angelo será sucessor de Axel Brohm, que foi nomeado Head of Actuarial and Data Science Swiss Re Corporate Solutions e trabalhará com Angelo para garantir uma transição tranquila. 

“Também gostaria de agradecer ao Axel por suas contribuições ao longo dos últimos três anos”, Andreas continua. “Sob sua liderança, concluímos a joint venture com a Bradesco Seguros, obtivemos a licença de seguro direto no México e expandimos nossa oferta regional para ajudar ainda mais os clientes na América Latina a protegerem seus negócios”.  

Angelo ocupou inúmeros cargos de liderança de responsabilidade no mercado de seguros comerciais da América Latina. Bacharel em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e Bacharel em Administração de Empresas pela FGV em São Paulo. Brasileiro, fala português, espanhol e inglês.

AGCS Resseguros Brasil confirma que Angelo Colombo, CEO América do Sul, deixará a companhia em outubro de 2019 para seguir novos desafios fora do Grupo Allianz. “Agradecemos ao Angelo pelos 11 anos e desejamos muito sucesso nessa nova jornada. Seu sucessor será anunciado futuramente”.

Marsh define executivos com integração da JLT

Nicolau Daudt JLT Marsh

Algumas mudanças na Marsh depois da aprovação da Superintendência de Seguros Privados (Susep) da aquisição da JLT no Brasil. Eugênio Paschoal de Barros Antunes segue como o CEO da subsidiária brasileira. Nicolau Daudt, CEO da holding JLT Brasil por 11 anos, agora passa a ser o número dois na Marsh, com o título de Deputy CEO da Marsh , e responsável por toda a operação de colocações de riscos no Brasil. Segundo fontes do setor, ele segue como um possível sucessor de Antunes no futuro.

O CEO da JLT RE, Rodrigo Protasio, por ter participação acionária em outras empresas, deixa o grupo com o termo de não competição por 24 meses. Ele não pode atuar como corretor de seguros e de resseguros. Mas pode usar a sua experiência para contribuir com seguradoras e resseguradoras. Protasio fundou, em 1989, a corretora que originou na JLT e se posicionou entre as cinco maiores do Brasil em resseguros e seguros. Segundo fontes, ele se prepara para um sabático e também dar consultorias nas áreas possíveis.

Os estagiários das corretoras precursoras, como CDA, Orypaba e Capital Re, fundidas na JLT, ocupam cargos relevantes na Marsh. Álvaro Eyler, CEO da JLT Seguros, passa a ser diretor e head de seguros especiais, se reportando diretamente a Antunes. Essa área abrange os segmentos de construção, embarcações, energia, aviação, logística, alimentos e bebidas entre outros.

O CEO da Guy Carpenter será o Pedro Farme, ex-estagiário da JLT Re no Brasil e que atualmente comandava a área de contratos. O vice-presidente da área de “Oil & Gas”, Adriano Oka, passa a ser o head da área de resseguros facultativos, tendo em sua equipe Paul Connoly e Beatriz Protasio. Esta área com operações combinadas (Marsh e JLT) passa a ser a maior operação de resseguros no Brasil. A área de garantia passa a ter como líder Tatiana Moura, ex-JLT, ex-Fator e ex-Zurich seguros.

Prudential amplia parceria com Ourinvest em seguros

A Prudential do Brasil ampliou a sua parceria com o Ourinvest. A partir de agora, todos os clientes do grupo financeiro terão acesso a soluções de seguros de vida corporativos. A parceria entre as empresas começou em 2016, com a comercialização de seguros de vida individual.

“Esse novo passo irá fortalecer o crescimento das duas empresas ao levar as soluções de seguros de vida corporativos para a base de clientes e parceiros empresariais. Além de ser um benefício, é uma proteção que se estende para além do ambiente corporativo, ou seja, o colaborador e sua família estão sempre protegidos “, destaca Carlos Guerra, vice-presidente de Vida em Grupo da Prudential.

“A seguradora tem o perfil muito alinhado com valores importantes para nós, como o olhar para a segurança dos colaboradores e, por extensão, de suas famílias, como peça fundamental diante dos imprevistos da vida, por exemplo, completa Ana Campos, diretora do Grupo Ourinvest.

A expansão da parceria com o Ourinvest no segmento de soluções em seguros de vida corporativos faz parte do planejamento da Prudential do Brasil de aumentar a penetração do produto por meio de acordos comerciais estratégicos. A companhia, que passou a atuar no ramo em 2017, alcançou uma taxa de renovação de contratos de quase 90%, somente em 2018, e hoje assegura mais de dois milhões de vidas em todo o Brasil.