ANS suspende venda de 51 planos de saúde no país

ANS suspende planos

Fonte: ANS

51 planos de saúde não poderão ser vendidos ou receber novos clientes em todo o país a partir do dia 14 de junho, por determinação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A medida, anunciada nesta sexta-feira (07/06), é resultado do Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento, que acompanha o desempenho do setor e atua na proteção dos beneficiários. Neste ciclo, a reguladora determinou a suspensão temporária da comercialização de planos de 11 operadoras em função de reclamações assistenciais recebidas de consumidores no período, tais como: cobertura assistencial, prazo máximo de atendimento e rede de atendimento, entre outras.

Juntos, os planos atendem cerca de 600 mil beneficiários, que ficam protegidos com a medida e têm mantida a garantia à assistência regular. Paralelamente à suspensão, a Agência liberou a comercialização de 27 planos de saúde de 10 operadoras que haviam sido suspensos em ciclos anteriores. A liberação indica que esses planos poderão voltar a ser vendidos para novos clientes a partir do dia 14/06/2019.

O Monitoramento da Garantia de Atendimento avalia as operadoras a partir das reclamações registradas pelos beneficiários nos canais da ANS. O objetivo do programa é estimular as empresas a garantir o acesso do beneficiário aos serviços e procedimentos definidos no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS de acordo com o que foi contratado.

Assim, os planos suspensos só podem voltar a ser comercializados quando forem comprovadas melhorias.

“Ao proibir temporariamente a comercialização dos planos que estão sendo alvo de reclamações, a ANS obriga as operadoras se esforçarem para garantir o acesso do beneficiário aos serviços que foram contratados. Somente com a adequação do atendimento, as operadoras poderão receber novos clientes”, explica o diretor de Normas e Habilitação dos Produtos, Rogério Scarabel.

Reclamações

Nesse ciclo, foram consideradas as reclamações (como negativas de cobertura e demora no atendimento) recebidas entre 01/01/2019 a 31/03/2019. No período, foram registradas 19.411 reclamações de natureza assistencial nos canais de atendimento da ANS. Dessas, 18.789 foram consideradas para análise pelo Programa de Monitoramento, excluindo-se as demandas finalizadas por motivos como duplicidade.

No período, 93,56% das queixas foram resolvidas pela mediação feita pela ANS via Notificação de Intermediação Preliminar (NIP), índice que regularmente tem se mantido superior a 90% em resolutividade, garantindo resposta ao problema dos beneficiários.

Artigo: LGPD em seguros: principais desafios

por Leandro Augusto e Erika Ramos, sócios da KPMG

Falta pouco mais de um ano para a entrada em vigor da lei nº 13.709/18, conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e já é possível constatar uma repercussão significativa da implantação dela em diversos setores da economia e no comportamento da sociedade. O segmento de seguros, conhecido por tratar um número colossal de dados pessoais e dados pessoais sensíveis (aqueles tipificados no artigo 5º da referida lei, como por exemplo, dados referentes à saúde), será um dos primeiros a sentir tal impacto. Além das adequações básicas, as seguradoras terão desafios mais específicos.

A transparência, princípio basilar da LGPD, será motivo para que as seguradoras passem a ter relações com titulares que não sejam clientes diretos. Um dos exemplos é o dos motoristas nomeados em apólices e beneficiários de planos de saúde que deverão ter resguardados os mesmos direitos dos titulares dos seguros, uma vez que são igualmente titulares de dados pessoais, sendo-lhes conferido acesso e outros direitos baseados em transparência.

Mas há desafios maiores para as seguradoras, visto que a adequação à LGPD mudará o jeito dessas empresas fazerem negócios. Um deles será como fazer valer o conceito de portabilidade de dados, introduzido pelo artigo 18 da lei, que permite os titulares solicitarem a migração das informações dadas cadastradas de uma empresa para outra. Esse direito ainda deverá ser devidamente regulado pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), mas tudo levar a crer que o Brasil seguirá o padrão europeu que exige que a portabilidade de dados seja disponibilizada em formato inteligível por máquinas. Isso significa que as seguradoras deverão desenvolver os seguintes processos: disponibilizar os dados para portabilidade de maneira inteligível e preparar-se para recebê-los provavelmente em canais ou templates distintos, que vierem dos concorrentes.

O processo de exportação de dados, portanto, deverá ser feito de forma estruturada (como arquivos texto ou xml), criptografada e com a disponibilização de mapeamento identificando a estrutura dos dados e o esquema (schema). Este último requisito, por fim, deve soar como alerta às seguradoras que ainda não possuem esquemas mapeados para que já comecem a fazê-lo, de modo a ter documentado o descritivo de todos os dados que poderão ser transmitidos.

Outro grande desafio inerente ao direito de portabilidade será como atendê-lo em caso de dados não estruturados, uma vez que nem sempre há um schema para exportá-los. Nesse caso, estruturar os dados para se tornarem inteligíveis de acordo com o requisito da LGPD pode requerer grandes esforços e investimentos. 

Além do requisito técnico para o cumprimento da portabilidade, devem ser observados também os princípios jurídicos. Sobre o tema, em relação ao GDPR (General Data Protection Regulation), ensina o Grupo de Trabalho do artigo 29 que, além da necessidade de adequação de sistemas para recebimento de dados transferidos, haverá, pela seguradora receptora, o ônus de garantir que os dados pessoais recebidos sejam necessários para o propósito de processamento e não sejam excessivos. Quaisquer dados pessoais recebidos sem que haja conexão com o propósito do novo processamento não devem ser mantidos ou processados.

Além disso, um ponto em comum entre todas as seguradoras, além dos produtos oferecidos, obviamente, é a relação que todas mantêm com inúmeros terceiros, como fornecedores e corretores.

Serão necessários um redesenho e uma reestruturação contratual com terceiros para determinar as funções de cada um enquanto agentes de tratamento, uma vez que, de acordo com o artigo 39 da LGPD, o operador deverá realizar o tratamento segundo as funções fornecidas pelo controlador, e tais funções devem ser delimitadas e específicas, de modo que dados não sejam utilizados por agentes com finalidades distintas da original. 

Baseado no termo “Know Your Client (KYC)” (conheça seus clientes), a Europa já faz referência ao “Know Your Data (KYD)” (conheça seus dados). Ou seja, saber como tais terceiros relacionam-se com dados será determinante para o cumprimento da LGPD. Além de ter conhecimento como tais tratamentos são feitos, será importante estruturar processos de admissão de terceiros e avaliações iniciais sobre o nível de maturidade desses para desempenhar o relacionamento.

Faz-se também pertinente considerar a construção de canais de comunicação seguros entre seguradoras e terceiros em situações em que o envio de documentos e a verificação de logs de utilização dos dados possa se dar em tempo real. 

Assim, revisar e atualizar contratos e acordos com terceiros, documentar claramente a divisão de responsabilidades, e, por fim, realizar due diligences (diligências) em Agentes de Tratamentos parceiros (ora controladores, ora operadores) para relacionar-se apenas com quem esteja adequado à LGPD – e em canais seguros e restritos – poderão mitigar riscos e evitar disputas no caso de uma violação de dados.

ACMinas instala Conselho Empresarial para apoiar o segmento empresarial

Sergio Frade

Fonte: Solutions Gestão de Seguros

A Associação Comercial de Minas Gerais (ACMinas) promoveu, no último dia 5 de junho, a instalação do Conselho Empresarial de Seguros. “O Conselho Empresarial de Seguros da ACMinas tem a missão de proporcionar aos associados da entidade um permanente intercâmbio sobre a comercialização dos seguros de bens e pessoas, gerenciamento de riscos além de questões legais e jurídicas”, explica o presidente do Conselho, Sérgio Frade. “Pretendemos, com o Conselho, permitir que o seguro seja efetivamente prioritário na gestão das empresas. Que ele seja reconhecido como uma proteção, um investimento em segurança e não simplesmente um custo”, ressalta.

Segundo Frade, o mercado segurador fornece uma escala de produtos e serviços, que tem implicações importantes para o cotidiano das pessoas, das empresas e da economia. Além de proteger grande quantidade de ativos e vidas no país e participar de todos os setores da economia nacional. “A indústria de seguros ajuda a gerenciar riscos, mobiliza poupança e, sobretudo, facilita investimentos estratégicos. Gerenciar riscos, de forma responsável, tem implicações diretas nos resultados e na sobrevivência das empresas, inclusive junto aos seus clientes e fornecedores”, explica Frade.

Ele ressalta que não se deve esquecer que a possibilidade de realização do risco nunca é nula, já que uma das características é que ele pode ocorrer de maneira inesperada. “A probabilidade, pode ser baixa, média ou alta em função da exposição aos riscos. Alguns segmentos empresariais têm maior exposição em função da natureza de suas atividades. Ao decidir pela transferência de riscos na forma de contratação de seguros, deve-se buscar a plena cobertura inerente às atividades desenvolvidas pela empresa. Uma apólice de seguro, abrangente e baseada em dados, cuidadosamente, analisados e construídos precisa existir. Precisa trazer a segurança de que, em uma eventualidade, a empresa estará coberta pelos prejuízos sofridos”, ensina.

Da mesma forma ocorre com as pessoas, frente aos riscos contra imprevistos no dia a dia, no trabalho, lazer ou viagem. A realidade das operações de seguros, mais particularmente na fase de negociação, apresenta um aspecto de grande relevância. O empresário pontua que o correto acesso às informações, ao conhecimento das condições negociadas, ao atendimento, e às condições do contrato do seguro e custo acessível, são imprescindíveis. Participam do Conselho, associados, gerentes de riscos, gestores de seguros, corretores de seguros, seguradores, resseguradoras, reguladores de sinistros, atuários, graduandos e advogados.

SulAmérica marca presença no Lean Summit Saúde 2019

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Fonte: SulAmérica

A SulAmérica será destaque na programação da 4° edição do Lean Summit Saúde, organizado pelo Lean Institute Brasil. A companhia participará do painel “O cliente no núcleo da estratégia competitiva”, que contará com uma apresentação do vice-presidente de Operações, Marco Antunes, e da superintendente de Processos, Luciana Gomes. O evento, que ocorre no dia 11 de junho, no Teatro Frei Caneca, em São Paulo, reúne diversos líderes e empresas de destaque para compartilhar experiências e discutir como a metodologia pode estimular bons resultados dentro do setor de saúde, por meio de processos mais ágeis, seguros e produtivos.

Na ocasião, a SulAmérica apresentará o case de implementação da metodologia Lean para aprimorar as operações em sinistro saúde e reembolso, colocando sempre o cliente no centro da estratégia. “Nossa missão é desenvolver pessoas para transformar processos e a cultura organizacional, garantindo o foco no cliente, seja ele interno ou externo, e a continuidade do negócio”, explica Luciana.

Outro ponto principal da apresentação será a aplicação do Hoshin, uma das ferramentas Lean que visa ao desdobramento da estratégia corporativa, ou seja, ao aprimoramento dos processos diários de modo que reflitam os objetivos de negócio. Por meio desse conceito, a companhia desenvolveu múltiplas frentes de trabalho para aperfeiçoar a eficiência na gestão de sinistro, aumentar a produtividade e incorporar ações inovadoras, para, assim, gerar mais valor e menos desperdício.

4º Lean Summit Saúde

Data: Dia 11 de junho de 2019

Local: Teatro Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569, 7° andar – São Paulo/SP).

Mais informações: www.lean.org.br/

Mongeral Aegon reúne dirigentes de entidades

mongeral Aegon

Fonte: Mongeral Aegon

A seguradora multinacional Mongeral Aegon reuniu, neste fim de semana, dirigentes da Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros (FENACOR) e dos Sindicatos dos Corretores de cada estado do país. O encontro aconteceu na sede da seguradora, na cidade do Rio de Janeiro, e no hotel Le Canton, em Teresópolis, na região Serrana do Rio.

Na pauta, estavam assuntos importantes como o crescimento do segmento de vida e previdência e as perspectivas de futuro deste mercado. O presidente da seguradora, Helder Molina, também apresentou como a Mongeral Aegon está se estruturando e as ações que a companhia tem realizado para fomentar ainda mais a indústria, como, por exemplo, a Loja Online e a ferramenta de Venda Digital.

“O mundo está mudando e as inovações e tecnologias já estão impactando diferentes mercados. No segurador não é diferente. Embora esteja às vésperas de completar 185 anos de atuação no Brasil, a Mongeral Aegon não parou no tempo e é uma das seguradoras que mais busca a inovação nos seus produtos e processos. É de suma importância que o mercado conheça as nossas iniciativas”, explica Marco Antonio Gonçalves, vice-presidente do Conselho Consultivo da Mongeral Aegon.

Os participantes também puderam conhecer mais os produtos oferecidos pela seguradora que englobam todos os perfis de clientes e necessidades para as diferentes fases da vida. Além disso, o diretor Comercial, Osmar Navarini, apresentou aos presentes os programas de incentivo que a companhia oferece aos corretores parceiros.

“É fundamental que as seguradoras tenham um canal de diálogo aberto com os entes do mercado que representam os corretores de seguros, pois são eles o principal canal de distribuição dos produtos e soluções pensadas pelas companhias seguradoras”, finaliza Marco Antonio Gonçalves.

Agrindus, cooperativa agrícola de SP, ganha prêmio de inovação da Mapfre

Agrindus Mapfre

Fonte: Mapfre

A cooperativa brasileira Agrindus foi escolhida a Melhor Iniciativa Agropecuária nos Prêmios Sociais da Fundación Mapfre, programa global voltado para projetos no campo que se destaquem por serem inovadores e transformadores nos sistemas de produção e comercialização de seus produtos. A produtora familiar de leite fundada há mais de 70 anos competiu com propostas do mundo inteiro e receberá a premiação das mãos da Rainha Sofia da Espanha, em cerimônia que será realizada em Madrid, no próximo dia 12.

A Agrindus venceu com seu projeto de produção do leite A2A2, iniciado em 2018. O produto é ordenhado de vacas holandesas (tipo A2), que fornecem leite tipo A com a proteína beta-caseína A2, em vez da beta-caseína A1 – responsável por causar desconfortos em pessoas com algum grau de intolerância. O resultado é uma bebida mais leve e de fácil digestão, evitando sintomas como náuseas ou dores abdominais. A cooperativa ainda oferece derivados lácteos, como uma linha de iogurtes.

A iniciativa também se destacou por ser altamente sustentável. A temperatura ideal para os animais nos estábulos é mantida por um sistema de resfriamento que utiliza água de chuvas. A logística de distribuição dos produtos, comercializados on-line, foi pensada para que os itens cheguem ao consumidor final com o mínimo de deslocamento possível. Além disso, a fazenda que emprega 250 moradores da região de Descalvado (a 250 km da capital) e faz doações regulares de itens a creches e bancos de alimentos locais.

O presidente da cooperativa, Roberto Hugo Jank Júnior, revela que o bem-estar de todos os envolvidos na produção é a principal preocupação da empresa. “No nosso negócio prezamos, em primeiro lugar, pela saúde dos animais e bem-estar de todos que estão à nossa volta, especialmente dos nossos profissionais. É primordial que o ciclo seja virtuoso e, por isso, para nós é tão essencial fazer produtos locais por famílias locais, respeitando todo o ecossistema”, pontua.

O CEO da MAPFRE Brasil, Fernando Pérez-Serrabona, reconhece os diferenciais da iniciativa nacional. “A Agrindus é uma empresa familiar administrada, neste momento, por três gerações unidas pelo propósito de tornar o nosso mundo um lugar melhor. É por isso que tê-los entre os vencedores mundiais é uma profunda satisfação”, afirma.

Como proteger o patrimônio digital da sua empresa, que está sempre em jogo

Fonte: blog da AIG

Os ataques cibernéticos são um dos principais riscos identificados pelo Relatório Global de Riscos, divulgado anualmente pelo Fórum Econômico Mundial com o objetivo de estudar a interconexão do nosso mundo e o impacto que ações podem ter em escala global. Desde que passaram a constar dessa lista, em 2012, ano a ano, esses riscos vêm subindo mais para perto do topo da lista pela probabilidade de ocorrência e impacto que trazem.

Em um mundo no qual, pela facilidade, cada vez mais vendas são feitas via e-commerce, toda atenção é pouca para quem resolve investir nesse canal de negócio. Basta um pequeno descuido e o prejuízo pode ser incalculável.

Um dos maiores incidentes recentes de segurança ocorridos no Brasil, o vazamento recente de dados de quase dois milhões de clientes da Netshoes, é um exemplo do que pode ocorrer em um cyber-ataque. Em acordo extrajudicial com o Ministério Público do Distrito Federal, que evitou uma ação civil pública, a empresa teve de desembolsar R$ 500 mil e se comprometer a reforçar a segurança de sua loja virtual. Se descumprir a medida, fica sujeita a uma ação coletiva no valor de R$ 10 milhões, somada a um processo por danos patrimoniais com potencial de indenização de até R$ 85 milhões.

E você? Está precavido de fraudes e ameaças cibernéticas na sua plataforma de e-commerce? Tomou todas as medidas de segurança necessárias para proteger os dados de seus clientes contra acessos não autorizados e / ou divulgações? Sua infraestrutura de TI é segura e confiável para sua operação?

Tiago Lino, especialista em riscos cibernéticos da AIG, uma das maiores seguradoras do mundo, com 100 anos de experiência e conhecimento em mais de 80 países e presente no Brasil há 70 anos, lista, abaixo, os principais riscos de segurança para negócios, baseada na experiência da companhia em ajudar clientes que já passaram por esse tipo de situação, e que as plataformas de e-commerce devem investir:

• Servidores externos com acesso remoto combinados com senhas fracas. Isso oferece uma oportunidade para a introdução de malware (qualquer parte de software que tenha sido feita para causar danos a dados, dispositivos ou pessoas) e ransomware, uma espécie de código malicioso que torna inacessíveis os dados armazenados em um equipamento, geralmente usando criptografia, e que exige pagamento de resgate -ransom – para restabelecer o acesso ao usuário. O acesso remoto deve ser cuidadosamente controlado.

• Protocolos de login fracos. O risco de phishing (o hacker se passa por uma pessoa confiável) é significativamente reduzido se a autenticação de dois fatores estiver ativada, requerendo uma segunda chave para acesso à conta. No mínimo, isso deve ser adotado para diretores de negócios e parceiros e funcionários envolvidos nos pagamentos.

Lei Geral de Proteção de Dados – Além dos itens acima, a empresa de e-commerce deve se adaptar à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), sancionada em agosto de 2018, pelo presidente Michel Temer, com o objetivo de aumentar a privacidade de dados pessoais e o poder das entidades reguladoras para fiscalizar organizações. 

Entre os fatores que levaram à aprovação do projeto de lei brasileira foi o GPDR, regulamento similar aprovado pela União Europeia em maio de 2018. Como este documento tem aplicabilidade extraterritorial, muitas empresas brasileiras já tiveram que se adequar para esta nova realidade.

De todo modo, as empresas têm até agosto de 2020 para se adaptarem à LGPD. A nova lei prevê sanções para quem não tiver boas práticas. Elas englobam advertência, multa ou até mesmo a proibição total ou parcial de atividades relacionadas ao tratamento de dados. As multas podem variar de 2% do faturamento do ano anterior até a R$ 50 milhões, passando por penalidades diárias.

Artigo: Como sobreviver aos reajustes de contratos empresariais de saúde

healthco


*Por Jorge Carvalho

Uma das maiores dores de cabeça dos empresários e gestores é planejar os seus orçamentos empresariais. Não bastasse a pressão por recursos exigidas pelas estratégias de crescimento do negócio, investimentos em geral e margens para um cenário econômico complexo, existe uma linha de custo que teima em crescer muito acima das outras. Os custos com Planos de Saúde empresariais nos últimos anos têm subido em média de 3 a 4 vezes a inflação corrente.

Existem diversas maneiras e estratégias para controlar os custos dos planos. A má notícia é que a busca pelo controle dos custos dos planos de saúde deve ser uma estratégia de médio a longo prazo  e ser bem planejada para trazer resultados efetivos. A boa notícia é que há sim formas de trabalhar no curto prazo e trazer reduções significativas.

A cada ano é feita uma renegociação de contrato com os fornecedores de plano de saúde. Dependendo do tamanho da empresa, essa negociação levará em consideração a utilização em saúde, ou seja, o quanto os beneficiários do plano ficaram doentes e/ou usaram da rede de hospitais, laboratórios ou médicos credenciados. Essa conta é chamada de sinistralidade e deve ser acompanhada e analisada constantemente no detalhe.

Com o entendimento profundo da sinistralidade, é possível entender o perfil de utilização de cada empresa, se está positivo ou negativo (em relação a meta contratual de utilização imposta pela seguradora, também chamada de limite técnico), se a utilização está dentro de padrões normais de uso, quais são as discrepâncias, conhecer as maiores patologias, entre outros. Poderá também entender se os casos de saúde que ocorreram foram de custo recorrente ou pontual, informação fundamental para interpretação correta do risco da apólice e para definição da melhor estratégia de reajuste contratual.

Além do entendimento profundo da utilização da própria empresa, é interessante o exercício de mapeamento de mercado, para avaliar como outras seguradoras enxergam esse risco.

De posse desses dados, e por meio de análises por uma equipe com conhecimento especializado no assunto, é possível fazer projeções futuras, encontrar o “reajuste ideal” e realizar uma negociação que faça sentido do ponto de vista da sustentabilidade do contrato.

Estamos falando de um mercado extremamente regulamentado e técnico, e é comum que gestores das empresas não tenham familiaridade com as particularidades desse segmento, e isso pode fazer a diferença a hora da negociação. Durante a negociação, por exemplo, é possível verificar se algumas provedoras estão utilizando de artifícios não coerentes para fidelização do cliente e/ou aumento acima do necessário, já que na outra ponta estão pressionadas por resultado a qualquer custo. 

Muitas vezes quando as provedoras estão intransigentes na negociação, clientes se sentem obrigados a uma mudança. Esse é um ponto de atenção. O mercado está cada vez mais consolidado com menos alternativas. Sair em um momento em que seu resultado foi negativo para operadora pode fazer com que acabe ali seu relacionamento com ela. Por isso, as mudanças de operadoras devem ser feitas estrategicamente, em momentos certos, e sempre deixando as portas abertas para o futuro, que é incerto. 

De uma forma geral é importante que os empresários busquem ajuda capacitada que sirva como alicerce estratégico para sua empresa. Ajuda essa que consiga aliar a qualidade do serviço de saúde para os colaboradores, mas também para saúde financeira da empresa. 

*Jorge Carvalho, é sócio fundador da HealthCO e lidera a área de Gestão de Saúde. É administrador de empresas com especialização em Gestão, Marketing e Tecnologia da Informação.

Sompo Seguros internaliza assistência 24 horas

A Sompo Seguros finalizou o processo de internalizar a gestão do serviço de Assistência 24 Horas. A expectativa é dinamizar o atendimento de demandas de clientes do ramo de seguro automóvel. Por meio da iniciativa, a seguradora investiu em recursos para disponibilizar uma infraestrutura própria em um de seus prédios, na qual uma equipe dos parceiros responsáveis pelo serviço de Assistência 24 Horas vai trabalhar com dedicação exclusiva aos clientes do seguro Automóvel da Sompo.

“Adotamos na área de Assistência 24 Horas um conceito semelhante ao que aplicamos no serviço de monitoramento de cargas, que deu muito certo, foi percebido como um diferencial competitivo pelos clientes e contribuiu para que chegássemos à liderança no segmento de Transporte”, observa Adailton Dias, diretor executivo de Produtos, Resseguro e Sinistros da Sompo Seguros. “Investimos em tecnologia, infraestrutura e capital humano para garantir um atendimento exclusivo e personalizado aos segurados. A companhia acaba de lançar um seguro Automóvel inovador e competitivo e precisávamos garantir que os serviços relacionados estivessem à altura do produto. Nosso objetivo é fazer com que o segurado tenha a melhor experiência desde a contratação da apólice até uma eventual necessidade de acionamento por uma assistência ou sinistro”, ressalta.

Por meio de uma parceria estratégica, a Sompo investiu em toda a infraestrutura necessária para que o atendimento ao cliente do serviço de Assistência 24 Horas seja desenvolvido dentro suas instalações. Todo o trabalho dos profissionais (operadores, coordenadores, supervisores, back office e suportes operacionais) tem o acompanhamento de uma equipe da Sompo formada por um gestor da operação, além de executivos responsáveis pela área de Experiência do Cliente e área Técnica do Produto Automóvel. “Essa medida faz com que nossos parceiros se conectem com a nossa Missão, que é ‘gerar bem-estar e proteção à sociedade provendo serviços da mais alta qualidade’”, acrescenta Priscila Guelfi, superintendente da área de Experiência do Cliente da Sompo Seguros. “Além disso, o acompanhamento, direcionamento e apontamento constante de melhorias faz com que esse trabalho atenda plenamente as necessidades dos clientes, agregue valor ao segurado ao estar presente em seu dia a dia e possibilite a identificação de oportunidades para o desenvolvimento de novos produtos e serviços que venham atender às demandas dos segurados e corretores de seguros”, conclui.   

“A ideia é que esse serviço seja expandido num futuro próximo para os demais ramos qme que a companhia atua. Desde o início do projeto tínhamos um objetivo principal já estabelecido: o de fazer com que o segurado fosse atendido de forma mais célere, com mais qualidade e de maneira personalizada. Estabelecer uma estratégia de ação para fazer com que corretores de seguros e segurados tenham a percepção da dedicação exclusiva no atendimento que recebem demandou uma série de estudos de viabilidade operacional e logística, que contou com especialistas de diferentes áreas da companhia”, destaca Celso Ricardo Mendes, diretor de Operações da Sompo Seguros. “A Sompo já vem investindo em novas tecnologias e processos para tornar a jornada do cliente junto à seguradora um diferencial competitivo. E essa iniciativa é mais um passo importante nesse sentido”, finaliza o executivo.

AXA escuta parceiros e agrega coberturas e serviços em seguro condomínio

AXA condominio

Fonte: AXA

Depois de ouvir parceiros, a AXA lançou novidades no seguro Condomínio. “Buscamos inputs com nossos parceiros para entender o que era mais relevante neste produto que tem demanda crescente no Brasil. Investimos na melhoria de todas as etapas e aprimoramos o processo operacional para oferecer a melhor experiência para o corretor e para o cliente, de forma simples e ágil”, destaca Clóvis Silva, Superintendente de Massificados na AXA no Brasil.

Para deixar o produto mais competitivo, o pacote de coberturas e serviços foi revisitado e passou a contar com soluções sob medida para cada tipo de condômino. Além da cobertura básica e modalidades obrigatórias, o novo Condomínio também oferece coberturas acessórias para danos de alagamento e inundação, responsabilidade civil do condomínio e do síndico, vazamento de tanques e tubulações, opção de contratação da cláusula de valor de novo na cobertura de danos elétricos, coberturas acessórias de vida e acidentes pessoais para os funcionários do condomínio e muitas outras.

Os esforços também incluem treinamentos sobre o novo Condomínio para toda a cadeia da AXA. “Já realizamos treinamentos em todas as filiais e também fizemos o 1º treinamento remoto de assessorias. Os corretores que quiserem receber essas capacitações podem acionar o seu comercial na AXA e solicitar uma capacitação na sua região”, comenta Clóvis.