Berkley contrata Fernando Cirelli

Fernando Cirelli foi contratado pela Berkley como gerente de subscrição dos produtos D&O e E&O. Ele é formado em administração de empresas e com experiência de mais de 20 anos no mercado segurador (corretoras e seguradoras).

Previdência aberta fecha semestre com R$ 55,7 bi em contribuições

Jorge nasser

Captação líquida avança 20,01% e fecha o período com saldo positivo de R$ 20,4 bilhões. Reservas já somam R$ 890,8 bilhões, volume 13% maior que o verificado em junho de 2018

Os planos de previdência complementar aberta registraram forte aumento da captação bruta no primeiro semestre deste ano, com o ingresso de R$ 55,7 bilhões em novas contribuições, valor 8,3% maior que o verificado no mesmo período do ano anterior. 

A captação líquida (diferença entre contribuições e resgates efetuados) também registrou forte avanço e fechou o semestre em R$ 20,4 bilhões, volume 20,1% maior que o verificado no primeiro semestre de 2018. Os dados são da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), entidade que representa 67 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar no país.

Com o resultado, as reservas dos planos de previdência alcançaram a marca de R$ 890,8 bilhões, valor 13% superior ao registrado em junho de 2018.  O sistema fechou o semestre com 13,2 milhões de participantes, mesmo patamar de junho de 2018.

O balanço do semestre da indústria de previdência também apontou uma desaceleração nos resgates efetuados pelos participantes. Os saques cresceram apenas 2,4% frente ao semestre do ano anterior. No primeiro semestre de 2018, eles haviam registrado expansão de 14,3% frente ao mesmo período de 2017. 

“As contribuições cresceram e os resgates refluíram, mostrando maior disposição dos participantes em direcionar recursos para poupança de longo prazo, de olho na formação de reservas para a aposentadoria”, diz Jorge Nasser, presidente da FenaPrevi. 

No balanço do semestre, os planos do tipo VGBL responderam por 91% do volume captado entre janeiro e junho deste ano. Os planos VGBL responderam por 8% das contribuições, e os planos tradicionais de acumulação e FAPI por 1%. 

No primeiro semestre, os planos individuais, feitos por pessoas físicas, responderam por 87,9% das contribuições. Os planos coletivos, patrocinados por empresas para seus funcionários, responderam por 10,5% dos ingressos e os planos para menores corresponderam a 1,6% dos novos depósitos.

 Resultado no mês de Junho

O balanço da FenaPrevi mostra que o mês de junho marcou forte retomada da previdência complementar aberta. A captação bruta registrou R$ 10,1 bilhões no mês, aumento de 35% frente a junho de 2018. 

A captação líquida registrou R$ 4,9 bilhões em junho, valor R$ 652,2% maior que os R$ 700 milhões registrados em junho de 2018.

De acordo com os dados da FenaPrevi, o VGBL respondeu em junho por 92% do volume captado no mês. O PGBL respondeu por 7% e os planos tradicionais responderam por 1%.

Os planos individuais, contratados por pessoas físicas, responderam por 89% das contribuições registradas em junho. Os planos coletivos responderam por 10% dos novos ingressos no sistema e 1% dos recursos aportados foram direcionados para planos contratados para participantes menores de 18 anos. 

 O Tratamento Fiscal 

A opção por planos de previdência privada deve considerar e priorizar uma visão de longo prazo, dada a tributação diferenciada para o participante. No PGBL, modalidade de plano indicada para quem declara o Imposto de Renda (IR) pelo formulário completo, o participante pode deduzir anualmente da base de cálculo do tributo, o valor total das contribuições a ele efetuadas durante o exercício social, até o limite de 12% da sua renda bruta, reduzindo o imposto a pagar ou, até mesmo, podendo ter direito à restituição. 

É o chamado diferimento fiscal, ou seja, o pagamento do IR devido sobre esses recursos, acrescidos dos rendimentos auferidos, é realizado apenas no momento do resgate total ou parcial, ou do recebimento do benefício.

Para usufruir da dedução, o participante desse tipo de plano tem de estar contribuindo para a previdência oficial, inclusive no caso do titular, com mais de 16 anos, ser dependente de quem faz a declaração do imposto de renda.  

Já no VGBL, modalidade de plano indicada para quem declara o Imposto de Renda pelo formulário simplificado, para quem se encontra na faixa de isenção do IR, ou para quem já atingiu o limite de dedução previsto para a previdência complementar (12% da renda bruta), não é possível deduzir da base de cálculo do IR os valores dos aportes realizados ao plano. No entanto, no momento do resgate ou do recebimento do benefício, o IR incide apenas sobre o valor dos rendimentos auferidos, e não sobre o valor total do resgate ou do benefício recebido, como ocorre no PGBL. 

É importante destacar que, para ambas as famílias de planos (PGBL e VGBL), não há cobrança do imposto de renda a cada seis meses, sobre os rendimentos obtidos, como ocorre em alguns tipos de aplicações. 

Outra característica dessas famílias de planos (PGBL e VGBL) é a possiblidade do participante, quando do ingresso no plano, optar pelo regime de alíquotas regressivas do imposto de renda, significando, deste modo, que, quanto mais tempo os recursos permanecerem nesses planos, menor será a alíquota do Imposto de Renda incidente quando do resgate de recursos ou de recebimento do benefício.

OAB intensifica trabalho de prevenção em casos de condutas ilícitas no acesso ao Seguro DPVAT

fraude dpvat

Fonte: DPVAT

A Seguradora Líder tem desenvolvido um trabalho integrado com diversos órgãos e entidades de classe como parte da estratégia de combate às fraudes no Seguro DPVAT. Alinhada a este objetivo, a Ordem dos Advogados do Brasil vem adotando iniciativas que ajudem a coibir estas práticas. No Ceará e em Goiás, a instituição intensificou as ações de prevenção e medidas repressivas têm sido aplicadas para evitar ilícitos éticos praticados por advogados, especialmente no caso das captações ilícitas. Goiás ocupa a 11ª posição no ranking de fraudes por estado, com 120 registros fraudulentos. Já o Ceará lidera a lista, somando 1.149 casos detectados de janeiro a julho deste ano.

Uma das medidas adotadas em Goiás foi a ampliação da estrutura do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-GO, órgão que recebe as representações a fim de que processos disciplinares sejam julgados. Além disso, foi instalada uma Comissão Especial de Combate à Captação Ilícita, constituída por sete integrantes, e adotadas ações preventivas com orientação e aconselhamento sobre ética profissional. De acordo com o presidente do Tribunal de Ética e Disciplina, Samuel Balduíno, tramitam hoje no órgão cerca de cinco mil representações contra advogados, sendo 15% delas relativas à captação ilícita. Entre as ocorrências estão casos de fraudes ao Seguro DPVAT.

“Temos um fiscal com atribuição exclusiva de atuar nos casos de captação ilícita, dispondo de todos os recursos tecnológicos necessários, tais como equipamentos de gravação de áudios e vídeos, entre outros. Essa estrutura mais robusta, por enquanto, está mais concentrada na capital, embora também haja atuação regional”, afirma Samuel Balduíno, garantindo que o objetivo do Tribunal é intensificar a regionalização.

Também foi criado um canal para denúncias direcionado diretamente para a comissão, que funciona 24h e em regime de plantão nos fins de semana e feriados. O objetivo é contribuir ainda mais com o combate às fraudes ao Seguro DPVAT.

Assim como a Secção Goiás, a OAB Ceará também tem investido na prevenção de práticas ilícitas cometidas por advogados no acesso ao seguro obrigatório. O presidente da unidade, Erinaldo Dantas, explica que algumas campanhas estão sendo planejadas em todo o estado para esclarecer dúvidas sobre o Seguro DPVAT, com o intuito de evitar que beneficiários sejam vítimas das fraudes. A secção ainda programa o recebimento de denúncias por meio de uma comissão voltada para o tema.

“Estamos trabalhando ativamente para contribuir com o combate às fraudes no Seguro DPVAT, bem como resguardar a ética profissional dos advogados do Brasil. Nossa atuação consiste em visitas frequentes a estabelecimentos onde costumam ocorrer a prática da captação ilícita do beneficiário. Além disso, estamos mantendo permanente diálogo com representantes da Seguradora Líder no Ceará, a fim de unir os esforços e tornar nossa atuação ainda mais eficaz”, explica Erinaldo Dantas.

A atuação em conjunto da Seguradora Líder com as entidades de classe conquista resultados positivos. De janeiro a julho deste ano, as notícias-crime encaminhadas pela Companhia a essas instituições já resultaram em 25 cancelamentos, suspensões ou cassações de registros de advogados em todo o país. As notícias-crime são enviadas sempre que o envolvimento de um profissional em casos de fraude é detectado.

O acesso ao Seguro DPVAT é gratuito e dispensa a necessidade de intermediários. A solicitação da indenização pode ser feita em um dos quase 8 mil postos de atendimento autorizados em todo o país ou ainda pelo aplicativo “Seguro DPVAT”. Por meio da ferramenta, vítimas e beneficiários podem solicitar o benefício diretamente de seu celular. A plataforma é gratuita e está disponível para Android e IOS.

Tokio Marine aposta na Convenção Secovi para ampliar carteira de residência

Fonte: Tokio Marine

A Tokio Marine é patrocinadora da Convenção Secovi 2019, um dos mais reconhecidos fóruns da indústria imobiliária nacional, a ser realizado nos dias 25, 26 e 27 de agosto, em São Paulo. Na ocasião, a Companhia vai destacar as diversas soluções da Tokio Marine para o mercado imobiliário. 

“Nossa participação na Convenção Secovi 2019 vem reforçar a parceria que estamos construindo com o setor imobiliário, para o qual oferecemos um portfólio completo de produtos. Durante o evento teremos uma equipe de consultores para apresentar aos participantes nossos principais seguros: o recém-lançado Tokio Marine Aluguel, além dos seguros Imobiliário e Condomínio”, afirma Marcelo Goldman, Diretor Executivo de Produtos Massificados da Tokio Marine.

O Tokio Marine Aluguel foi bem recebido pelas imobiliárias e pelos Corretores desde o seu lançamento, em abril. Já no segundo mês de vendas, o produto alcançou a marca de R$ 1 milhão em prêmios emitidos. Embora a carteira de seguro-fiança locatícia tenha registrado 22% de crescimento no ano, dados do Secovi-SP apontam que atualmente apenas 17% dos contratos de locação são feitos com essa modalidade de proteção, o que reforça a grande oportunidade de mercado que o produto da Seguradora representa para o setor. 

Além da facilidade na contratação, que reduz o tempo necessário para a retirada das chaves pelo inquilino, o Tokio Marine Aluguel garante o pagamento integral para o proprietário durante toda a vigência do contrato de locação em caso de inadimplência. 

“Atenta às tendências que serão discutidas na convenção, a Tokio Marine oferece um produto que promove a cultura do seguro no mercado imobiliário e vai ao encontro do que há de mais atual em tecnologia e facilidade de contratação”, finaliza Goldman. 

Chubb nomeia Juliana Santos como responsável por entretenimento na AL

SÃO PAULO, SP, BRASIL, 01-10-2013 : Retratos dos executivos da Chubb. - (Foto: Rodrigo Capote/trëma)

Fonte: Chubb

Juliana Santos, executiva da Chubb responsável pela área de seguros para Entretenimento no Brasil, agora está à frente desse mesmo setor em nível regional. Com isso, ela também passa a apoiar os profissionais que atuam nesse mesmo ramo nos demais países da América Latina onde a companhia opera.

“Vou trabalhar para promover uma maior integração entre as equipes da região. Como são mercados similares, vejo como muito importante o compartilhamento de experiências no desenvolvimento de produtos, treinamento de parceiros, conscientização de potenciais segurados, cotação, comercialização, apoio de ferramentas digitais, atendimento a sinistros e vários outros aspectos. Com isso, a qualidade dos serviços tende a aumentar ainda mais para corretores e clientes de cada um dos países da região”, revela Juliana Santos.

A executiva afirma que, pessoalmente, está levando do Brasil para outros países uma experiência pioneira, que começou em 2001. “No período, foram introduzidas no nosso mercado diferentes soluções tais como os seguros de Cancelamento, Adiamento e Interrupção de Eventos, Seguro de Produções Audiovisuais e Responsabilidade Civil de Eventos”, relata.

Com 19 anos de experiência no mercado de seguros, Juliana Santos foi a responsável pela área de seguros para Entretenimento da Chubb no Brasil nos últimos 15 anos. De lá para cá, a seguradora passou a oferecer soluções para pequenas, médias e grandes empresas nos setores de eventos, audiovisuais e produções fotográficas. No período, a executiva ampliou as suas funções ao agregar a responsabilidade por outras duas áreas que também demandam conhecimento especializado: Life Science (2017) e Healthcare (2019).

Prudential lança primeira campanha para vida em grupo

Prudencial seguro vida em grupo

Grupo ingressou em vida em grupo há 18 meses, com a aquisição da carteira do Itaú em 2017

Depois de um ano da estreia em seguro de vida em grupo, a Prudential do Brasil lança sua primeira campanha para estimular corretores a levarem às empresas a importância do planejamento financeiro por meio da proteção do seguro de vida. “A Prudential é uma das maiores do mundo em seguro individual. Em empresaria, fora dos Estados Unidos, a Prudential atua com empresarial no Brasil, com a compra da carteira do Itaú em 2017, e na Argentina, onde começou do zero”, conta o vice-presidente Carlos Guerra.

Passados dezoito meses do processo de integração, a Prudential parte para a conquista de mercado. Tem hoje uma equipe de 80 funcionários, cerca de R$ 300 milhões em prêmios e mais de 2 milhões de clientes. “Neste período, registramos 90% de renovação dos contratos provenientes da carteira adquirida do Itaú”, comemora Guerra.

A campanha ‘You Rock Awards 2020’ tem o objetivo de prestigiar o trabalho dos corretores de seguros. Serão reconhecidos os 21 corretores que mais se destacarem no ano de 2019, de acordo com os critérios de pontuação e ranking elaborados pela companhia.

O prêmio será uma viagem com direito a acompanhante, entre os dias 18 e 21 de junho de 2020, para a paradisíaca Playa Del Carmen, no México, com hospedagem no Hilton, em sistema all inclusive. Durante o período, haverá no local um evento promovido pela seguradora para celebrar e agradecer aos vencedores da campanha. O primeiro lugar receberá, ainda, um troféu de reconhecimento pelo trabalho realizado.

“Essa é a primeira campanha que a Prudential do Brasil Vida em Grupo desenvolve para o ramo de seguros coletivos, segmento que operamos desde 2017 e já contamos com mais de dois milhões de vidas seguradas, além de R$ 323,3 milhões em prêmios, só no ano passado. A ação é mais uma forma de reconhecer o excelente trabalho realizado pelos corretores de seguros, que acreditam e confiam nos produtos da companhia”, destaca Guerra. 

A You Rock Awards 2020 já está valendo e vai até o final de abril de 2020. Poderão participar somente os corretores cadastrados, devidamente autorizados a oferecer os produtos de vida em grupo da Prudential do Brasil.  Mais informações sobre a campanha pelo email  informativovg@prudential.com .

IRB, Austral e Hiscox lançam seguro para remoção de plataformas

Fonte: IRB

Apólice, inédita no Brasil, visa cobrir riscos de responsabilidade civil e de danos físicos no processo de descomissionamento de estruturas offshore

De olho no início das desativações de plataformas offshore no País, o IRB Brasil RE e a Austral Seguradora, em parceria com a inglesa Hiscox, lançam o seguro de descomissionamento, que visa cobrir riscos de responsabilidade civil e danos físicos durante todas as etapas do processo de remoção desses ativos. Ou seja, da desmontagem dos módulos ainda no mar à descarga final em estaleiros.

A remoção de instalações offshore — ou descomissionamento como é chamado tecnicamente o processo, que ocorre quando a vida útil do campo está chegando ao fim — é uma novidade para a indústria de óleo e gás no Brasil. A Agência Nacional de Petróleo (ANP) acaba de autorizar o processo em seis plataformas e analisa outros cinco pedidos.

Desenvolvido para suprir as necessidades específicas da cadeia brasileira, o seguro — que já existe no exterior, onde o processo é comum — tem o valor de cobertura para riscos de responsabilidade civil e danos físicos customizado de acordo com o tamanho e a necessidade dos projetos de descomissionamento.

“Estamos atentos às necessidades do mercado, com objetivo de oferecer serviços cada vez mais aderentes ao setor. Até 2040, considerando toda a cadeia produtiva, R$ 50 bilhões, segundo a ANP, serão investidos no descomissionamento. Ou seja, esse processo é uma realidade e uma oportunidade. Por isso, decidimos desenvolver este produto pioneiro no Brasil, juntamente com a Hiscox e a Austral Seguradora, voltado especificamente para a cobertura de descomissionamento de plataformas offshore”, explica a diretora de P&C Internacional, O&G e Retrocessão do IRB, Isabel Solano.

Para as empresas, o potencial de comercialização do produto, protocolado no dia 16/08 na Superintendência de Seguros Privados (Susep), é grande. “Se olharmos para mercados onde a atividade de descomissionamento é mais madura, como Inglaterra, Estados Unidos e Noruega, enxergamos um potencial de receita relevante”, afirma o gerente de Energy & Marine da Austral Seguradora, Thiago Navega.

Atualmente, de acordo com dados a ANP, o Brasil tem 66 instalações offshore com mais de 25 anos de operação e que estão em vias de serem desativadas. Outras 23 plataformas têm entre 15 e 25 anos de operação, o que reforça a necessidade do produto.

“Estamos satisfeitos com o produto desenvolvido porque acreditamos que será capaz de atender a indústria, absorvendo as maiores exposições, como os altos custos atrelados à remoção de destroços e a danos físicos a outras plataformas, embarcações e pipelines, dentre outros riscos inerentes”, complementa a subscritora de Energy da Austral, Narely Nicolau.

Para a Hiscox, o descomissionamento é uma oportunidade. “A capacidade de desenvolver um produto para atender às novas demandas do mercado segurador brasileiro, juntamente com o IRB e a Austral Seguradora, é para a Hiscox uma excelente oportunidade de fortalecer a presença no mercado brasileiro, assim como o relacionamento e troca de experiência”, diz o subscritor de Responsabilidade Civil da Hiscox, Phil Furlong.

Novos modelos de remuneração são parte de mudança estrutural

Fonte: FenaSaúde

No Summit Saúde Brasil, Vera Valente defendeu formas de ampliar o acesso à saúde 

Principais lideranças do setor de saúde participaram nesta quinta-feira (22 de agosto) do Summit Saúde Brasil 2019 (“Saúde na era digital”), promovido pelo jornal O Estado de S. Paulo na capital paulista. No evento, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) foi representada pela Diretora-executiva da entidade, Vera Valente, que participou do painel “Medicina baseada em valor: como avançar nos novos modelos de remuneração”.

Em sua apresentação, a diretora da FenaSaúde destacou que mudar os serviços de saúde é uma preocupação global, visto que os custos dos tratamentos são crescentes, a demanda está aumentando e os recursos estão mais escassos. No Brasil, a situação é ainda mais árdua, com a crise fiscal que afeta o Sistema Único de Saúde (SUS), a perda de 3,5 milhões de beneficiários de planos privados e o modelo assistencial em vigor, que eleva os custos.

“O mundo vive uma situação desafiadora, com a saúde ficando mais cara e um número maior de pessoas necessitando e utilizando os serviços e recursos. Em nosso país, o cenário é ainda mais crítico e, da maneira como está, é insustentável”, ressaltou Vera Valente durante o evento.

A discussão sobre modelos de remuneração faz parte de uma série de mudanças que já começam a acontecer para que os brasileiros tenham mais acesso à saúde de qualidade, assim como mecanismos que ampliem as opções de oferta e estimulem novas formas de contratação, garantindo a sustentabilidade de todo o sistema de saúde, com reflexos positivos inclusive para o SUS. Para a diretora da FenaSaúde, tanto no Brasil, quanto em outros países, já ficou claro que é preciso modificar o modelo de assistência, com práticas e estruturas que tenham como foco melhores resultados para os pacientes.

“As operadoras associadas à FenaSaúde já vêm adotando novos modelos, implementando projetos de atenção primária e prevenção, melhorando a qualidade do atendimento e reduzindo desperdícios. Esse é o principal objetivo dos nossos esforços para o desenvolvimento do setor”, apontou Vera Valente.

Valor: Susep reduz custo de apólice auto e mira mercado informal

Valor Econômico destaca que a Superintendência de Seguros Privados (Susep) decidiu acabar com a exigência do uso de peças originais, que levam a marca das montadoras, no atendimento dos sinistros de seguro de automóveis.

Além da redução do preço das apólices, a iniciativa embute um objetivo maior e menos óbvio. A autarquia quer nivelar o campo da concorrência contra a chamada proteção veicular, um sistema informal de cobertura, ou seja, fora da regulação e fiscalização do órgão, segundo o diretor de supervisão de conduta do regulador, Rafael Scherre.

“A gente espera que [com a iniciativa] as seguradoras passem a alcançar uma parte do mercado informal e a cobertura da frota aumente dentro da indústria formal”, afirma Scherre ao Valor. De acordo com Felipe Bastos, sócio do escritório Veirano Advogados, “o mercado de seguros tradicional é altamente regulado e com forte estrutura de governança, isso acarreta custos e barreiras de entrada e desequilibra a concorrência com o mercado marginal”.

A autarquia editou ontem uma carta-circular pela qual formaliza a flexibilização do uso de autopeças nos procedimentos de reparos de veículos. A Susep esclarece que as companhias podem utilizar peças similares em lugar das originais, que chegam a custar até o dobro do valor do genérico.

De acordo com o documento, para isso, será preciso autorização do cliente e que os contratos especifiquem qual tipo de peça pode ser usada e em quais casos. Na prática, significa que os clientes terão de optar por produtos distintos. “Se o consumidor quiser peças originais o seguro será mais caro, senão haverá uma redução de preço”, aponta Scherre.

O representante da Susep explica que, na verdade, não houve uma mudança efetiva de regulação. “O objetivo foi dar segurança jurídica às seguradoras.” Segundo Scherre, a legislação atual já permite o uso de similares, mas uma interpretação rígida do Código de Defesa do Consumidor restringia a possibilidade. “Emitimos uma carta-circular para esclarecer e ratificar o entendimento da Susep sobre o artigo 21 do Código, que permite a utilização de todos os tipos de peças desde que o consumidor tenha autorizado, esteja ciente nas condições contratuais e as peças mantenham as especificações dos fabricantes.”

Na visão de Bastos, do Veirano, a opção da Susep pela carta-circular ajuda a agilizar processos normativos. “Apesar de não ser uma norma formal, a carta-circulares é um conteúdo normativo importante”, afirma. Para o especialista, “o processo de uma nova norma seria muito mais moroso e a carta-circular acaba tendo uma eficácia vinculante”.

Allianz compra carteiras de seguro de carro, casa, condomínio e empresarial da SulAmérica por R$ 3 bilhões

Allianz compra Sulamerica auto

Depois de muito negociar, Allianz e SulAmérica chegaram a um acordo. A gigante alemã vai desembolsar R$ 3 bilhões para assumir as carteiras de seguros automóvel, condomínio e de riscos patrimoniais da centenária seguradora brasileira, segundo fato relevante publicado há pouco. “O excelente relacionamento da SulAmérica com corretores, assessorias e canais alternativos foi um dos grandes atrativos para o inicio das negociações”, disse Eduard Folch Rue, CEO da Allianz Brasil. ao blog Sonho Seguro. O total de receita em prêmios das unidades compradas totalizou aproximadamente R$3.629 milhões de reais (806 milhões de euros) em 2018, sendo R$ 3.427 milhões (762 milhões de euros) provenientes da carteira de automóvel e R$ 202 milhões (45 milhões de euros) das operações de Ramos Elementares.

“Esta negociação é extremamente importante para a SulAmérica, para nossos parceiros, corretores, assessorias, clientes e para o país. O mercado ganha mais relevância com esse novo investimento da Allianz, que reconhece o modelo de negócios desenvolvido pela SulAmérica, investindo ainda mais e acreditando no potencial do setor de seguros brasileiro”, afirma Gabriel Portella, presidente da SulAmérica.

A integração das carteiras depende da autorização da compra pelos órgão reguladores, prevista para um prazo de até doze meses. Enquanto isso, Allianz e SulAmérica seguem independentes, sem qualquer alteração no atendimento a corretores, clientes e fornecedores. Até lá, não haverá mudanças na administração, nas equipes, relações comerciais, fornecimento e oferta de produtos da SulAmérica. Ambas empresas continuarão trabalhando de forma independente uma da outra. “Até a conclusão, tudo continua igual”, enfatiza Portella.

Enquanto a negociação traz um enorme ganho de escala para a Allianz em seguro auto, residência e condomínio, a SulAmérica afirma que a venda permite à empresa focar nos segmentos de Saúde, Odontologia, Vida, Previdência e Gestão de Ativos. Saúde representa 80% de receitas do grupo e é um setor que requer atenção total tanto pelo grande potencial de crescimento, tendo em vista que ter um plano de saúde é um dos três principais desejos das famílias, como também porque o segmento passa por uma readaptação estratégica e regulatória para se tornar mais acessível para a população e rentável.

Saúde, aliás, é uma das carteiras que a Allianz também quer apostar. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, defende regras mais flexíveis para as operadoras de convênios médicos. Questionado se venderia a carteira de saúde de planos empresariais que possui para a SulAmérica, o CEO da Allianz afirmou que não vende nada. Pelo contrário, o grupo alemão segue atento a boas oportunidades de negócios. “Estamos criando uma nova Allianz no Brasil, combinando as melhores pessoas de ambos os lados e formando uma excelente equipe que aproveitará as oportunidades do mercado brasileiro com total comprometimento e confiança”, diz Folch Rue. “Nossa marca registrada será a inovação, a digitalização e o serviço aos nossos clientes por meio de nossos principais parceiros, os corretores e assessorias. Combinaremos o conhecimento local da SulAmérica com todos os pontos fortes que um grupo internacional como a Allianz possui. ”

“Esta é uma transação relevante, que une expertises de duas grandes companhias, gerando ainda mais oportunidades de negócios para os corretores e para as assessorias”, ressalta André Lauzana, vice-presidente comercial e de marketing da SulAmérica, que nas próximas semanas terá uma agenda de visitas para conversar pessoalmente com os parceiros comerciais, assim como outros executivos da companhia. O resultado da transação, além do reforço do posicionamento estratégico, agregará um montante importante de liquidez, que contribuirá para o desenvolvimento da companhia, inclusive em oportunidades de crescimento orgânico e inorgânico.

Além da carteira de ramos elementares, a SulAmérica vendeu a participação na Caixa Seguradora para a Icatu Seguros, por R$ 183 milhões; a carteira de grandes riscos para a francesa AXA, por R$ 135 milhões; e a carteira de seguros habitacionais para a Pan Seguros, por R$ 60 milhões. Além disso, a empresa informou investimentos na plataforma especializada em investimentos pessoais, a Órama.

Trata-se de um valor significativo para o Brasil, principalmente se considerarmos que o país perdeu quase R$ 20 bilhões em investimentos estrangeiros até meados de agosto. “O Brasil é um país muito promissor e apostamos na retomada do crescimento da economia nos próximos anos, com geração de empregos e aumento da renda familiar, indicadores que beneficiam muito o mercado segurador local, que ainda tem grande potencial de avanço se considerarmos a baixa penetração do setor no PIB brasileiro”, disse.

É a maior aquisição feita no Brasil neste ano, sem considerar o movimento do mercado acionário envolvendo a venda da participação de acionistas (governo, Caixa e Banco do Brasil) no IRB Brasil Re, que levantou cerca de R$ 10 bilhões. Outras negociações estão no forno, como a oferta do balcão de seguro da Caixa Seguridade. As seguradoras também disputam parcerias com bancos digitais, fintechs, varejos e concessionárias de serviços. Em 2018, foram 17 negociações locais de compra e venda. De 1999 a 2018, 295, segundo dados da KPMG.  Uma das maiores negociações anunciada nos últimos anos foi a suíça ACE adquirindo a americana Chubb, por US$ 28,3 bilhões, em 2015.

O estudo global da Deloitte “Perspectivas do setor de seguros 2019” destaca o movimento de fusões e aquisições como uma das formas para as seguradoras enfrentarem uma desaceleração econômica, ou mesmo uma recessão mundial já em 2020. Há também inquietudes com o potencial de disputas sobre tarifas e regras comerciais entre Estados Unidos, China e outros países. “A mensagem subjacente é que, embora a indústria tenha de lidar com inúmeras pressões internas e externas, o fator determinante será o quão comprometida e preparada cada seguradora estará em se adaptar a um ambiente de negócios em rápida transformação”.

E foi exatamente isso que motivou a negociação da Allianz com a SulAmérica. “Quando olhamos os mercados emergentes, o Brasil tem alto potencial. Na América Latina é o maior mercado. Atuamos em 73 países e para nós se a economia crescer um pouco menos do que o previsto é normal. O investimento do grupo é no longo prazo”, afirmou Folch Rue.

Ranking automóvel – O grande negócio desta aquisição é da carteira de seguro de carro, que leva a Allianz para o seleto grupo do bilhão, passando da oitava posição (R$ 971 milhões) para a segunda colocação do ranking ao somar os prêmios ganhos da SulAmérica (R$ 1,67 bilhão), totalizando R$ 2,6 bilhões em vendas no primeiro semestre deste ano. Superada apenas pelo grupo Porto Seguro, com R$ 4,7 bilhões (R$ 3,2 bilhões da Porto e R$ 1,5 bilhão da Azul).

Seguro automóvel é o terceiro maior segmento de seguros no Brasil, representando 11% de todos os prêmios de seguro no país. Os prêmios atingiram R$ 35,9 bilhões em 2018, um aumento de 6% em relação ao ano anterior, impulsionado em parte por um aumento de 15% na venda de veículos novos, comparado a uma queda de 7% em 2017.

A carteira apresentou avanço de 3% no primeiro semestre deste ano, para R$ 17,2 bilhões. As perspectivas para o segmento são otimistas. Para 2019, a associação nacional de montadoras (Anfavea), prevê crescimento de vendas de veículos de 11% ao ano. Isso é um grande motivador para o seguro. No ano passado e neste primeiro semestre, a combinação de um melhor ambiente econômico, aumento nas vendas de veículos e menor roubo de veículos resultou em prêmios mais altos e menores taxas de perda em todo o setor.

Existem atualmente mais de 55 milhões de veículos circulando no Brasil, correspondendo a aproximadamente um veículo por cada quatro brasileiros, segundo o Sindipecas, a Associação Nacional de Peças para Veículos Automotores. Entre 2009 e 2017, o total de frota circulante cresceu de 39 milhões em 2009 para 57 milhões em 2017. A maioria dos veículos no Brasil é relativamente antiga, com uma idade média de 6,8 anos.

Apenas 8% dos veículos são novos, enquanto 22% têm de 1 a 3 anos e 70% têm mais de 4 anos. Da frota circulante, 64% são automóveis, 9% são veículos comerciais, 3% são caminhões e 23% são motocicletas. Mas apenas 20% são segurados, representando espaço adicional para crescer, destaca estudo divulgado neste ano pelo Morgan Stanley. Ainda mais agora que a Susep editou nesta semana uma carta-circular pela qual formaliza a flexibilização do uso de autopeças nos procedimentos de reparos de veículos. As companhias podem utilizar peças similares em lugar das originais, que chegam a custar até o dobro do valor do genérico. Será preciso autorização do cliente e que os contratos especifiquem qual tipo de peça pode ser usada e em quais casos.

A expectativa é de que o seguro popular de auto passe a ser mais ofertado pelas seguradoras, que aguardavam mais segurança jurídica para atuar neste nicho, hoje liderado pela Tokio Marine. Em grande parte, a baixa penetração do seguro de automóvel é consequência da idade média do veículo no Brasil, uma vez que carros mais antigos perdem atratividade diante do elevado custo do seguro. A penetração do seguro auto varia dramaticamente de acordo com a idade do veículo, com 79% dos novos veículos sendo segurados em 2018, em comparação com 34% dos veículos com até 6 anos e apenas 3% dos veículos com mais de 11 anos.

O alto custo do seguro de automóvel tem contribuído historicamente para a baixa penetração no mercado. Os brasileiros pagam, em média, R$ 3,5 mil por seguro de carro a cada ano, 71% a mais que a renda mensal média de R$ 2,1 mil, segundo pesquisa realizada em 2018 pela Tex Technology, plataforma de cálculo para corretores de seguros. Os prêmios de automóveis são ainda mais caros em regiões com altas taxas de criminalidade ou fronteiras com outros países, com um custo anual de até R$ 8,7 mil. Há que se considerar também que as famílias ricas, com mais de quatro carros, fazem o auto seguro diante dos preços praticados até 2018.

Cenário que pode mudar se a oferta for mais amigável. A boa novidade é que os preços do seguro de carro apresentaram queda no primeiro semestre, tanto pela redução da sinistralidade (menos roubos e acidentes) como também pelo uso da tecnologia que tem proporcionado economia de custos administrativos significativos. “Além de apostarmos na retomada das vendas de veículos novos, acreditamos que o brasileiro está cada dia mais consciente da importância de ter seguro de responsabilidade civil para indenizar terceiros em caso de um acidente”, argumentou Eduard Folch Rue.

Com a retomada da economia, o sonho de ter um carro novo voltará a embalar os brasileiros e isso impulsionará as vendas de seguros, segundo especialistas. Ganhará mercado aquelas seguradoras que já iniciaram um processo de atendimento digital ao corretor e ao consumidor. Embora em outros países a Allianz já tenha seguros inovadores como “on demand” e uso de telemetria, no Brasil a experiência do grupo com tais produtos virá da SulAmérica. “A inovação da SulAmérica em auto foi outro atributo que contou pontos para a negociação”, disse o executivo da Allianz.

Em países desenvolvidos, com boa infraestrutura de transportes, o seguro de carro segue sendo um dos líderes de vendas, pois o conforto proporcionado pelo automóvel ainda motiva o investimento em veículos que conquistam usuários diante das inovações tecnológicos. “O que muda é a oferta. O segmento passa a contar com diversos tipos de produtos, desde o seguro tradicional anual até o que pode ser feito por apenas algumas horas; seguros diferenciados para carros compartilhados e também elétricos, por exemplo”, cita o CEO da Allianz. “Estamos muito empolgados com esse significativo investimento feito pelos acionistas do grupo Allianz”.

Ranking residencial – Com a compra, a Allianz sobe da décima segunda posição no ranking de seguro residencial para a quinta colocação no ranking das seguradoras independentes, segundo cálculo do blog Sonho Seguro com base nos dados divulgados pela Susep de janeiro a junho deste ano. Com vendas de R$ 1,5 bilhão de seguro residencial no primeiro semestre, as companhias ligadas a bancos lideram o ranking, com Bradesco (R$ 290 milhões) e Itaú (R$ 232 milhões). Já o bloco das seguradoras independentes é liderado pela Porto Seguro (R$ 166,7 milhões), Zurich (R$ 166,2 milhões), HDI (R$ 73 milhões), Mapfre (R$ 57 milhões) e agora a Allianz (R$ 22 milhões) mais a SulAmérica (R$ 34 milhões), totalizando R$ 56 milhões.

Ranking Condominio – No seguro condomínio, a Allianz já é líder há alguns anos e agora alarga muito a distancia do segundo colocado. As vendas totais de seguro condomínio no primeiro semestre totalizaram R$ 222,1 milhões. Desse valor, a Allianz responde por R$ 41,9 milhões e a SulAmérica com R$ 30,5 milhões, totalizando R$ 72,4 milhões. Na vice liderança está a Sompo Seguros, com R$ 40,8 milhões, seguida pela Porto Seguro, com R$ 30,9 milhões, Tokio Marine com R$ 29,5 milhões e Mapfre, com vendas de R$ 25 milhões.

PREMIO JAN A JUNHO 2019
( em R$ mil)
SHARE
AUTOMÓVEL
ALLIANZ 971.0045,63%
SULA1.678.0649,74%
TOTAL A+S2.649.06815,37%
MERCADO TOTAL17.236.621100%
RESIDENCIAL
ALLIANZ 22.7921,48%
SULA 34.6352,26%
TOTAL A+S 57.4273,74%
MERCADO TOTAL1.535.486100%
CONDOMINIO
ALLIANZ 41.99518,90%
SULA 30.51213,73%
TOTAL A+S 72.50332,63%
MERCADO TOTAL222.187100%
FONTE: SUSEP E BLOG