CONSEGURO: crescimento é o mantra do mercado segurador

conseguro 2019

Fonte: CNseg

Crescimento. Essa foi a palavra presente no discurso de todos os participantes da mesa de abertura da nona edição da Conseguro 2019, que acontece nos dias 4 e 5 em Brasília, organizada pela Confederação Nacional das Seguradoras, a CNseg. 

E para o mercado segurador crescer, muitas ações já estão em curso, contribuindo para fortalecer a posição do setor dentro do cenário político, econômico e social e o colocando entre os grandes investidores interessados em participar de um novo ciclo virtuoso de crescimento, como afirmou Solange Vieira, titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), em sua fala. “Já fui apresentada a algumas empresas novas, que querem atuar aqui com oferta de produtos totalmente digitais, pelo celular, aos brasileiros”. 

Para que isso aconteça, o empenho tem sido na modernização do arcabouço regulatório do setor e em investimentos em tecnologia, visando a criação de novos produtos e a redução de custos, levando, assim, o seguro para a palma da mão do consumidor em condições mais acessíveis. “Pretendemos discutir em Brasília toda a cobertura de proteção pública existente, como o seguro desemprego, por exemplo, avaliando se há espaço para ocuparmos uma fatia maior destes mercados, desonerando o Estado”, informou a superintendente da Susep. 

Tais afirmações, aliadas ao encaminhamento político da aprovação das reformas da Previdência e Tributária e do crescimento econômico, vêm ao encontro da expectativa dos executivos de seguros. “Na CNseg, temos repetido o mantra de que o setor de seguros tem muito a contribuir para a retomada do crescimento do Brasil em bases sustentáveis”, ressaltou o presidente da CNseg, Marcio Coriolano. Segundo ele, o país é hoje a nona economia do mundo, mas ainda figura na 50ª posição quando se trata do gasto per capita de seguros, sendo esta a hora de desafiar e mudar, com confiança, essa relação. Coriolano também afirmou que o setor quer estar no centro das políticas públicas, como acontece em várias partes do mundo. Embora ainda distantes do que se vê em países maduros, no Brasil, o setor já representa o equivalente a 6,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e soma R$ 1,3 trilhão em garantias financeiras. “Isso torna as seguradoras, em conjunto, um dos maiores investidores institucionais do país, com ativos que equivalem a cerca de 25% da dívida pública brasileira”, detalha. 

Os desafios do setor abrangem todos os segmentos. De seguro automóvel a títulos de capitalização. Antonio Trindade, presidente da Federação Nacional de Seguros Privados (FenSeg), citou como prioridades estimular o crescimento do seguro automóvel, com produtos mais simples e preços mais acessíveis para a população. Um estímulo veio com a divulgação da Carta Circular Eletrônica 01, de 22 de agosto, que permite o uso de peças automotivas adquiridas fora das concessionárias nos sinistros de automóveis. “Dentro deste tema, temos também na agenda o combate à distribuição de seguros pelas entidades sem regulação”, afirmou. 

Desenvolver diversos produtos de seguros é também tema prioritário na FenSeg. “Na semana passada, a Susep aprovou o seguro intermitente, que abre caminho para oferta de produtos das mais variadas modalidades, sob medida para atender consumidores. A normativa estimula a ampliação da base de segurados por meio remoto”, reforçou Trindade. O seguro rural é outro segmento que floresce a olhos vistos no Brasil, contando com o subsidio de R$ 1 bilhão. Temos também no radar os riscos da nova economia, como cibernéticos e de responsabilidade civil, além de nos debruçarmos no seguro de crédito à exportação”, elencou. 

O resseguro é um importante apoio para as seguradoras ingressarem em riscos vultosos e também em novos mercados. Por isso, o presidente da Federação de Resseguros (Fenaber), Paulo Pereira, afirmou que o segmento está otimista. “A Fenaber acredita no governo atual, nas reformas e na chegada do capital estrangeiro. Sabemos que o investidor internacional vai se animar e vamos tirar do papel os grandes projetos que o Brasil precisa para sustentar o crescimento. Mas certamente é preciso um esforço extra do setor em relação ao texto-base da nova lei de licitações (PL 1.292/1995), que toma um rumo que não estamos gostando”, alertou.

Lucas Vergilio, deputado federal e autoridade presente na mesa de abertura, buscou tranquilizar Pereira. “Vamos trabalhar no projeto, que em breve chegará ao Senado, para fazermos as devidas alterações para corrigir alguns erros que passaram. A Câmara não se furta a debater nenhum tema. Temos uma oportunidade grande neste momento com a titular da Susep, uma pessoa com grande influência junto ao ministro da Economia, Paulo Guedes. E isso convida a todos a revolucionar o mercado”. 

Longevidade – João Alceu Amoroso Lima, presidente da FenaSaúde, destacou a importância da saúde suplementar, com R$ 80 bilhões em faturamento, e citou desafios a altura de um setor que representa, sozinho, quase 40% das estatísticas apresentadas pela CNseg. “Nossos desafios são os mesmos de todos os demais países no mundo: como financiar a saúde em tempos de longevidade. Viver mais é uma boa notícia, mas custa caro”. 

Nos últimos quatro anos, 3 milhões de pessoas deixaram de contar com planos privados. A boa notícia é que esse número aponta para o crescimento, com 200 mil novos beneficiários tendo entrado no sistema recentemente, informou. Segundo ele, um dos principais objetivos da Federação Nacional de Saúde Suplementar é viabilizar a volta dos planos individuais, que sumiriam do mercado. Hoje eles representam menos e 20% do setor. É fundamental ampliar o leque de opções de coberturas para a população. Para isso, é preciso aprimorar a regulamentação. Outros desafios são o da Atenção Primaria, o combate às fraudes e também aos desperdícios. Por fim, fortalecer a ANS, trazendo mais estabilidade aos contratos na esfera judicial e a todos os agentes do sistema.”. 

Leandro Fonseca da Silva, presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), mostrou que as aspirações da iniciativa privada são também as do órgão regulador. “Temos uma agenda desenvolvimentista. Nosso olhar está no estoque da regulamentação e, com boas práticas, revisitamos as normas que precisam de ajuste ou correções. O objetivo é reduzir fardos regulatórios para contribuir com a retomada do crescimento. Isso, porém, requer não só ações do regulador, como uma discussão com toda a sociedade sobre o financiamento para cuidar da saúde dentro do cenário de longevidade que temos pela frente.”

Jorge Nasser, presidente da Federação Nacional de Previdência Aberta (FenaPrevi), também tem desafios ligados à longevidade. As pessoas vivem mais e precisam se planejar para ter um futuro mais digno. “Estamos aqui para celebrar o diálogo e abrir espaço para o conhecimento, que se torna ainda mais prioritário com o avanço da reforma da Previdência no Senado. A agenda da FenaPrevi é extensa e temos pressa para resgatar os fundamentos da previdência privada, com aperfeiçoamento constante e com foco na inovação”, resumiu.

A poupança também é um tema na pauta de Marcelo Gonçalves Farinha, presidente da Federação Nacional das Empresas de Capitalização (FenaCap). Ele sinalizou o comprometimento das empresas associadas para o crescimento do segmento, que completa nesta data 90 anos da primeira emissão de um título de capitalização. “Nos últimos anos, essa reserva permitiu aos brasileiros transitar em momentos de dificuldades. Se por um lado temos desafios, por outro, temos a esperança renovada com a determinação de construir o futuro da capitalização”.

Corretores– Armando Vergílio, presidente da Fenacor, ressaltou a importância do corretor de seguros. “Os desafios se colocam diante de todos nós e estamos dispostos a empenhar nossa energia para que o setor siga em seu ciclo de crescimento e impulsione a sustentabilidade do Brasil”, afirmou. Em relação aos corretores, ele diz que possuem vários desafios. Alguns coincidentem com os do setor, como investimentos tecnológico e inovação. “Mas nós temos o desafio conceitual, que é vencer a incompreensão que ainda existe em relação ao nosso papel. Não somos simples vendedores ou intermediários. Somos consultores que agregamos valor, tanto para o cliente, como para a seguradora. O corretor é um moderador e garantidor de qualidade nesta relação”, concluiu. 

Paralelamente à CONSEGURO 2019, acontecem, ainda, a 9ª Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros, o 6º Encontro Nacional de Atuários, o 13º Seminário Controles Internos & Compliance, Auditoria e Gestão de Riscos, e a Conferência de Sustentabilidade e Diversidade, também realizados pela CNseg.

CONSEGURO: CNseg revisa crescimento do setor para 2019 e 2020

Num cenário otimista, o setor deve crescer entre 10,6% e num pessimista, 8%, em 2019. Já para 2020, o fôlego é menor. O intervalo cai para 1% no cenário pessimista e 8,2% no otimista

O mercado de seguros revisou as projeções para o crescimento de 2019 e de 2020. Segundo informou Marcio Coriolano, presidente da Confederação das Seguradoras (CNseg), o setor deve crescer entre 8% e 10,6% neste ano em comparação a 2018, quando movimentou receitas de R$ 444 bilhões. Os dados não consideram o seguro obrigatório DPVAT e saúde. Já para 2020, o fôlego é menor. O intervalo cai para 1% no cenário pessimista e 8,2% no otimista.

Em qualquer cenário otimista, Coriolano afirma que o setor depende do crescimento econômico. “Precisamos de um segundo semestre gordinho para conseguirmos cumprir as atuais previsões otimistas”, comentou ele durante entrevista coletiva realizada durante a nona edição da Conseguro 2019, que acontece em Brasília nos dias 4 e 5 de setembro.

Vários são os seguros que podem gerar um “semestre gordinho” para o setor. Segundo Antonio Trindade, presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), o que pode trazer um segundo semestre mais gordo para os R$ 70 bilhões de receitas anuais dentro da FenSeg, é o incremento da carteira de seguro de auto, que representa R$ 35 bilhões, e foi a única linha que não cresceu no semestre. Pelo contrário. Decresceu 0,7%.  

Trindade citou as duas normas divulgadas pela Susep. Uma traz mais segurança jurídica para as seguradoras colocarem na prateleira seguros com preços mais acessíveis para automóveis, diante do acordo do consumidor em pagar menos para ter um seguro que vai usar peças não originais. A outra permite a venda de seguros por períodos inferiores a um ano, chegando a ter pode ser contrato por horas. “Essas novas normas tendem a dar um impulso ao crescimento do setor à medida que essas regras estimulam produtos com maior inclusão social, aliada a um aumento de renda da população”, comenta.

Nos outros ramos, cita Trindade, já se vê uma retomada do seguro transporte interno, o que significa que mais mercadorias estão sendo transportadas pelo pais, e uma demanda aquecida por seguros financeiros, como cibernéticos e de responsabilidade civil para administradores. “Também tivemos notícias que de agosto se financiou mais carros do que outros meses do ano, o que sinaliza um segundo semestre melhor”, acrescentou.

Em previdência, o segundo semestre do ano geralmente é o mais “gordo”, uma vez que as pessoas que fazem planejamento tributário de acordo com a declaração de imposto de renda e têm o hábito de depósitos mais parrudos, inclusive porque é a época do ano em que há pagamento de bônus e décimo terceiro. Quanto a maior procura por previdência diante da discussão sobre a reforma da Previdência, o presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), Jorge Nasser, disse que ainda não há uma corrida no segmento, mas que já há uma caminhada.

Para ele, o maior desafio em previdência é a educação financeira da população. “Percebemos um equívoco grande em boa parte das pessoas que fazem uso da portabilidade. É preciso ter mais consciência sobre as aplicações, tipos de fundos e longo prazo”, alertou. Ele também defendeu a reforma paramétrica, com mudança no tempo de contribuição, redução do benefício e aumento da contribuição, e acredita que o próximo desafio será avançar no tema capitalização.

Segundo dados apresentados por Coriolano, o setor de seguros movimentou R$ 125,4 bilhões no primeiro semestre deste ano, alta de 8,4%, sem considerar  DPVAT e saúde suplementar. “Na minha visão, isso mostra resiliência do setor de seguros ao ciclo econômico, que conta com previsões para o ano que podem ficar abaixo de 1%”.

Leia mais : Mercado segurador avança 8,4%, o maior crescimento desde 2015

Em capitalização, a projeção estimada para 2019 é de 12%, segundo informou Marcelo Farinha, presidente da Federação Nacional das Empresas de Capitalização (FenaCap). No primeiro semestre, o segmento registrou arrecadação de R$ 11,5 bilhões, 11,5% acima do mesmo período do ano anterior.

Imposto sobre valor agregado é questionado em debate na CCJ

Fonte: Agência Senado

A criação de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) duplo, um com tributos federais e outro com impostos estaduais e municipais, foi recebida com receio por debatedores ouvidos nesta terça-feira (3) em audiência pública da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A ideia, que é uma demanda do governo federal, foi um dos pontos discutidos no encontro, que teve como tema a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 110/2019, destinada a reformular o sistema tributário. Participaram do debate representantes dos setores de serviços, seguros, varejo, pequena e médias empresas e também dos trabalhadores.

“Nos últimos anos, desde o governo do Fernando Henrique Cardoso até hoje, houve um aumento da carga tributária de 24% para 35%. E boa parte desse aumento veio em cima do setor de serviços, em grande parte na forma de PIS e Cofins. E a gente está percebendo, com o conceito do IVA, que novamente a gente vai pagar a conta”, disse o presidente da Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse), João Batista Diniz.

Questionamento sobre como se dará a tributação dos seguros também foi apresentado pelo representante da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) Alexandre Leal. Ele destacou que o setor arrecada R$ 41,3 bilhões de impostos e contribuições, fora as contribuições previdenciárias. “No nosso entendimento, a redação da proposta não é clara ao incluir o setor de seguros dentro do IVA. Não nos parece que seja o objetivo do legislador deixar o setor de seguros fora desse novo imposto, um tributo que vai substituir IOF e PIS/Cofins, dos quais as seguradoras são grandes contribuintes”, ressaltou.

Informalidade

Para o ex-deputado Flávio Gurgel Rocha, membro do Conselho do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), é preciso combater a clandestinidade econômica com uma reforma tributária, mas sem mudanças bruscas que possam trazer desequilíbrios ao sistema. Ele destacou as cadeias frágeis como o setor de serviços, com pouca tolerância ao “desaforo tributário”, que já estariam à beira da informalidade.

Rocha defendeu alterações graduais: um quarto da alíquota necessária, retirada da contribuição sobre a folha e do PIS/Cofins, redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) em bases internacionais, retirada do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e redução dos demais impostos.

— Não podem existir impostos bons em cima de alicerces podres. O que nós estamos fazendo é sobrecarregar esses três alicerces: a renda, o consumo e o patrimônio, que já têm 70 impostos em cima deles. Se o IVA fosse solução, nós estaríamos no primeiro mundo. Mas hoje a nova realidade digital exige que consideremos essa disrupção, que pode efetivamente transformar o pior sistema tributário do mundo no melhor sistema tributário, menos burocrático, menos vulnerável, menos imune à sonegação — argumentou.

Na opinião doconsultor legislativo da Câmara dos Deputados Marcelo Maciel, restringir a análise pela mera alíquota é enganoso. Ele citou o exemplo dos Estados Unidos, onde o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) mantém média histórica de 8% do PIB e os dividendos são tributados, mas há progressividade. Ao contrário do Brasil, onde ocorre pejotização (substituição de trabalhador com carteira assinada por outro contratado como empresa) e regressividade (arrecadação proporcionalmente maior de quem ganha menos).

O diretor técnico do Sebrae Nacional, Bruno Lima, defendeu a redução da burocracia e custos de cumprimento de obrigação com tratamento favorecido e simplificado para pequenos negócios.

— Não podemos esquecer do tratamento diferenciado dentro da reforma tributária. Quando se constituiu o Simples Nacional, era para tornar a formalidade um bom negócio. Se houver uma simplificação, se se respeitar a capacidade contributiva e se houver uma desoneração da folha, nós observamos um crescimento expressivo de empresas formalizadas no Brasil. Um aumento expressivo no saldo de empregos — avaliou.

Renda

O diretor da Força Sindical Sérgio Leite apoiou a tributação das grandes fortunas e a desoneração da folha de pagamento. Ele fez críticas à defasagem da tabela do imposto de renda.

— A defasagem da tabela hoje é de mais de 90%. Nós estamos falando só de correção pela inflação. Será que isso é um sistema tributário justo? Será que salário, para quem ganha R$ 1,9 mil, que é a primeira faixa, será que é uma renda extraordinária que deva ser tributada dessa forma? — questionou.

O senador Roberto Rocha (PSDB-MA), relator da PEC 110/ 2019, adiantou como alguns desses pontos devem ser tratados na proposta. Ele é favorável à tributação de grandes fortunas na herança e na doação, mas contrário em relação ao patrimônio. Também defende a desoneração da folha.

— Nós estamos convictos da necessidade de diminuir, se não a zero, mas pela metade no primeiro momento, a contribuição patronal, pois 20% é uma loucura. É muito caro ter um empregado formal no Brasil — afirmou.

Swiss Re vende units da SulAmérica em bolsa

sulamerica

A SulAmérica informou que a Swiss Re Direct Investments Company Ltd. (“Swiss Re”) vendeu a totalidade das ações ordinárias e preferenciais que detinha desde 2013, representadas por 58.764.180 units, cerca de 14,9% da companhia. “Como resultado desta operação, a partir desta data, a Swiss Re deixa de ser acionista da Companhia e o acordo de acionistas celebrado em 2 de dezembro de 2013 entre a Swiss Re e a Sulasapar Participações, controladora da companhia, assim como os direitos e obrigações dele decorrentes, deixam de vigorar”.

Segundo informou pela manhã o Brazil Journal, a operação foi avaliada em R$ 2,7 bilhões e atesta o apetite pela seguradora no momento em que sua ação se encontra perto da máxima histórica. O bloco saiu a R$ 46,01, um desconto de 4,5% em relação ao fechamento de ontem, mas 3,8% acima do preço inicial do leilão. Quando a corretora do JP Morgan anunciou o leilão, investidores internacionais já haviam mostrado demanda por 70% da oferta.

Zurich anuncia compromisso global para proteção de dados

Fonte: Zurich

O Grupo Zurich anuncia hoje um compromisso global de proteção de dados de seus clientes, que vai além dos requisitos legais. Pelo tratado, a companhia inclui a obrigação de nunca vender e nem compartilhar dados pessoais sem ser totalmente transparente, o que significa que os clientes sempre serão notificados, caso tenham dados partilhados.

O novo compromisso reflete os objetivos da estratégia de sustentabilidade da Zurich, que inclui a expectativa de inspirar confiança em uma sociedade digital. Para ajudar a atingir esse objetivo, a seguradora também se compromete a usar os dados para oferecer serviços inovadores aos clientes que ajudam a evitar acidentes, ampliando a proteção tradicional do seguro.

O compromisso global da Zurich inclui quatro pilares:

  • Manter os dados pessoais de clientes em segurança
  • Nunca vender dados pessoais
  • Não compartilhar dados sem o conhecimento do cliente
  • Utilizar os dados pessoais para oferecer serviços inteligentes de proteção

Arrecadação da Icatu Seguros avança 63% no primeiro semestre

Fonte: Icatu

A Icatu Seguros manteve a liderança entre as seguradoras independentes no mercado brasileiro de Seguros de Vida, Previdência Privada e Capitalização e registrou uma arrecadação de R$ 8,6 bilhões no primeiro semestre de 2019, um crescimento de 63% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Combinando foco de gestão de riscos e controle de despesas, o resultado operacional apresentou uma evolução de 42% em relação ao primeiro semestre de 2018, somando R$ 269,5 milhões. O lucro líquido da seguradora atingiu R$ 167,3 milhões, 36% superior ao mesmo período. 

Nos primeiros seis meses de 2019, o patrimônio líquido da companhia atingiu a marca de R$ 1,4 bilhão. Além do sólido desempenho financeiro e operacional, a Icatu registrou aumento de market share em todas as linhas de negócio. 

O semestre foi marcado ainda por iniciativas em inovação, transformação digital e lançamento de produtos, sempre buscando a melhor experiência para os clientes e corretores. As parcerias estratégicas seguem em ritmo acelerado e pautadas em capilarizar cada vez mais as opções de proteção e planejamento financeiro.

“Tivemos um semestre muito positivo, que reflete nossos esforços em eficiência operacional e em prover as melhores experiências aos nossos clientes e parceiros de distribuição”, afirma Luciano Snel, presidente da Icatu Seguros. 

Desempenho dos segmentos

Em Previdência Privada, a Icatu foi a mais escolhida entre os brasileiros que migraram seus fundos de previdência, conquistando a liderança absoluta no ranking de portabilidade. As provisões, considerando as modalidades PGBL e VGBL, bateram a marca inédita entre as seguradoras independentes de R$ 32 bilhões em ativos. O volume é 62% superior ao fechamento do primeiro semestre de 2018. Além disso, a companhia alcançou R$ 5,5 bilhões em captação líquida. Hoje a Icatu conta com 77 gestores e 259 fundos, apostando em diversificação para todos os perfis de investidores, cada vez mais atentos à comparação de produtos e melhores alternativas disponíveis.

Já o segmento de Vida obteve um faturamento de R$ 1,1 bilhão, crescimento de 19% em relação ao primeiro semestre de 2018. Destaque para o desempenho do Canal Corretor, que avançou mais de 30% em faturamento e número de clientes. Essa performance foi motivada, em grande parte, pelo investimento em inovação e na aposta em produtos que já nascem 100% digitais, uma facilidade para clientes, corretores e parceiros de distribuição que reflete diretamente no aumento das contratações. 

O primeiro semestre foi favorável também para a Capitalização. A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a aquisição da carteira de capitalização da SulAmérica pela Icatu, incluindo ainda a compra das ações da SulAmérica da CaixaCap, na qual a Icatu aumentou a sua participação para 49%. A Icatu Capitalização é líder de mercado no Rio Grande do Sul e vem, por meio de parcerias estratégicas com o sistema cooperativista, ampliando sua atuação em todo território nacional. 

O patrimônio administrado pela Icatu Fundos de Pensão somou R$ 3,5 bilhões no primeiro semestre de 2019, um crescimento de 13%. O segmento é responsável pela gestão de cinco planos instituídos e 40 planos do fundo Icatu Multipatrocinado, com 64 patrocinadoras e mais de 86 mil participantes.

“Através de 270 parceiros comerciais e uma ampla rede que ultrapassa 5 mil corretores conseguimos levar soluções e serviços a mais de 6,5 milhões de clientes. Estamos vivendo um momento significativo, com o aumento da conscientização sobre a importância da proteção e do planejamento financeiro. Nosso objetivo segue em continuar uma trajetória de sucesso por meio de diversificação de carteiras, investimento em inovação e fortalecimento do relacionamento com o canal de corretores”, destaca Snel. 

Pesquisa encomendada pela Prudential ao Ibope revela que 15% dos brasileiros têm seguro de vida

Fonte: Prudential

A pesquisa apresenta ainda uma intenção de compra de 20%, com destaque para o público jovem

Em parceria com o IBOPE, a Prudential do Brasil – maior seguradora independente do país no ramo de vida – apresenta um diagnóstico sobre o perfil das pessoas que contratam o seguro de vida, individual ou em grupo, e qual é a intenção de compra do produto no Brasil. De acordo com a pesquisa, que ouviu mais de duas mil pessoas de todo país, 15% dos entrevistados afirmaram ter um seguro de vida, seja ele pago de forma individual, por um familiar, ou mesmo pela empresa em que trabalha.

O levantamento foi feito com homens e mulheres, a partir de 16 anos, e de diferentes classes sociais, renda e escolaridade, em uma amostra com representatividade nacional. Os resultados indicam que os homens são os que mais contratam o seguro de vida, com 18%, enquanto entre as mulheres este percentual é de 13%. Entre as faixas etárias, o grupo de meia idade (de 35 a 44 anos), que reflete o período de consolidação da estabilidade financeira e formação familiar, chama a atenção com 19% de segurados.

Quando se analisa as classes sociais é possível perceber que a penetração do seguro de vida ainda é maior entre as classes A/B, com 28%, seguida da classe C, com 15%, e D/E com apenas 5%. Em relação à escolaridade, a pesquisa mostra que quanto maior o grau de instrução, maior é o esclarecimento das pessoas sobre a importância da proteção financeira. Entre os que possuem ensino superior, 26% já contam com seguro de vida.

Na divisão de regiões do país, a pesquisa revelou que o Sudeste e Sul lideram a lista de segurados, com 20% e 19%, respectivamente. Norte/Centro-Oeste, com 11%, e Nordeste com 8%.

“A pesquisa reforça o potencial que ainda temos no Brasil. Existe um enorme campo para desenvolver a cultura da educação financeira, trazendo o seguro de vida para essa discussão. As pessoas precisam compreender que o seguro de vida pode ajudar em momentos delicados da vida como um acidente, invalidez, doenças graves e até a perda de uma pessoa, trazendo uma tranquilidade financeira nessas situações. Por isso, precisa ser contemplado em um planejamento”, acentua Aura Rebelo, vice-presidente de Marketing & Digital.

Expectativas positivas para o futuro

A pesquisa também aponta que 20% dos entrevistados afirmaram ter interesse de adquirir um seguro de vida, individual ou em grupo, nos próximos 12 meses e revela ainda um contraste interessante nesse quesito. Dentre os jovens de 16 a 24 anos, onde apenas 12% possuem seguro de vida, 31% demonstraram interesse em adquirir o produto. Já as classes sociais com maior interesse são a C e D/E, que alcançaram o expressivo percentual de 21% e 20%, respectivamente, enquanto a classe AB registrou 18% de interesse na contratação.

O público que possui até o ensino médio também pensa em adquirir um seguro de vida, com 22%. Entre os que possuem nível superior, o número chega a 20%. Também foi observado que regiões fora dos grandes centros urbanos e financeiros do país têm interesse por esse tipo de proteção: Norte/Centro Oeste lidera a lista de intenção de compra do produto, com 29%. Em seguida, vem o Nordeste, com 21%.

“ A intenção de compra reforça que muitas pessoas, de diferentes perfis, apesar de não terem ainda um seguro de vida por diversos motivos, desejam contar com essa proteção em um curto prazo. Isso é fundamental, pois mostra que aos poucos os brasileiros estão pensando no seu futuro, nas opções de proteções financeiras e nos riscos a que estão expostos. Além disso, os números provam que o segmento tem muitas oportunidades de crescimento nos próximos anos. O Brasil ainda tem muito a crescer comparado com países onde a cultura do seguro já é mais consolidada e permeia muitas gerações como o Japão. Com esse cenário, esperamos proteger cada vez mais vidas. Esse é o propósito da Prudential do Brasil”, afirma Aura.

Porto Seguro lança benefício de crédito para corridas em aplicativo de transporte

Porto Seguro mobilidade

A Porto Seguro passa a oferecer a opção de crédito em aplicativos de transporte para seus clientes. O segurado tem a opção de receber créditos para Vá de Táxi ou Uber em caso de acidentes com o veículo. Segundo Jaime Soares, diretor do Porto Seguro Auto, o benefício de créditos para viagens em aplicativos de transporte atende aos novos perfis de pessoas que preferem utilizar esse serviço. “O Porto Seguro Auto, que acompanha esse ritmo, passa a oferecer opções para facilitar o deslocamento dos segurados que nos acionam devido algum sinistro”, completa. 

A Vá de Táxi, que é uma alternativa à mobilidade urbana, acredita que a parceria incentiva os segurados a passarem pela experiência de utilizar o transporte por aplicativo, ainda que seja exclusivamente durante o sinistro. “A utilização do aplicativo de transporte tem o foco principal na comodidade por meio do uso da tecnologia. A opção permite a utilização do táxi de forma prática, rápida e segura, de acordo com a preferência do cliente, e uma experiência de alta qualidade em atendimento”, afirma Tatiana Vecchi, CEO da Vá de Táxi.

Para Phil Chaves, diretor do Uber Para Empresas no Brasil, “o Porto Seguro Auto busca proporcionar a melhor experiência aos seus segurados, por isso vemos essa parceria como um reconhecimento ao Uber Vouchers, um sistema inovador que as empresas podem usar para oferecer viagens de Uber a seus clientes de maneira personalizada. Quem já é usuário do Uber, aplicativo com mais de 22 milhões de adeptos só no Brasil, ganha agilidade para se deslocar como já está acostumado. Quem não é, tem a oportunidade de conhecer o serviço de uma forma muito prática”.

Londres pode perder £ 61 bilhões em negócios com o Brexit

Brexit seguros

Fonte: Bloomberg e Reinsurance News

Londres pode perder até £ 61 bilhões em negócios de seguros como resultado da decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia (UE), de acordo com relatórios da Bloomberg.

A publicação observou que grandes quantidades de negócios estão sendo transferidas para centros financeiros rivais no continente, que continuarão independentemente dos termos eventuais do acordo Brexit.

A Autoridade Européia de Seguros e Pensões Ocupacionais (EIOPA) já ordenou que todos os subscritores sediados no Reino Unido transferissem apólices mantidas como clientes europeus para unidades na UE.

A maior parte desse passivo total será transferida para outras jurisdições européias, mas cerca de 5 bilhões de libras permanecerão no Reino Unido se o país partir até 31 de outubro, afirmou um relatório recente do Banco da Inglaterra.

O Lloyd’s de Londres pode ficar em uma situação particularmente embaraçosa se o Reino Unido deixar a UE sem um acordo abrangente, pois pode não ser capaz de pagar legalmente reivindicações sobre apólices europeias subscritas durante os 25 anos antes de abrir uma subsidiária em Bruxelas.

O mercado de seguros e resseguros diz que todas as apólices relevantes, no valor de cerca de £ 3 bilhões, serão transferidas para o continente até 31 de outubro de 2020.

Lloyd’s argumenta que os estados membros da UE adotam medidas para garantir que 90% das apólices possam ser pagas mesmo após um Brexit sem acordo e disse a seus sindicatos para honrar todas as reivindicações de clientes continentais.

Atualmente, Londres ainda é responsável por cerca de um décimo do mercado mundial de seguros e resseguros, mas com um Brexit desordenado agora parecendo mais provável, essa posição pode continuar se deteriorando.

Furacão Dorian pode causar perdas de US$ 25 bi ao mercado segurador

Fonte: Agências internacionais

O furacão Dorian, que devastou as Bahamas, causará pelo menos US$ 25 bilhões em perdas para as seguradoras, de acordo com analistas do UBS Group AG, número que o tornaria o desastre natural mais caro para o setor desde 2017, informa a Bloomberg.

Dorian pode causar perdas de até US$ 40 bilhões, dependendo se a tempestade atingir a costa leste da Flórida nos próximos dias, disseram os analistas em nota. O furacão já é a tempestade mais poderosa a chegar ao Atlântico desde o furacão do Dia do Trabalho de 1935, segundo o Serviço Nacional de Meteorologia. O último desastre natural que causou mais de US$ 25 bilhões em danos garantidos foi o furacão Maria há dois anos, segundo a Munich Re, que compila um banco de dados das maiores perdas.

O setor de seguros se beneficia de relativamente poucos desastres importantes desde Maria, permitindo que as maiores resseguradoras do mundo – que carregam grande parte do risco de um furacão – mantenham um excesso de capital de US$ 30 bilhões, de acordo com o UBS.

O banco estimou que as perdas prováveis ​​de Dorian poderiam corroer esse capital, potencialmente fazendo com que as resseguradoras alterassem seus preços. O furacão trouxe velocidades máximas sustentadas do vento de 185 milhas por hora, de acordo com o National Hurricane Center.

Segundo a S&P, um furacão de categoria 4 ou 5 pode causar danos severos na região. A Florida Power & Light (FP&L) tem duas centrais nucleares na região com dois reatores que atingem um total de 3900 MW. Ainda a FP&L tornou-se o maior fornecedor de energia fotovoltaica da Flórida com 1250 MW, disponível em 18 instalações desde maio passado, sendo o Dorian ou o primeiro teste real à sua resiliência. Só esta empresa tem 5 milhões de consumidores e, em 2017, o ciclone Irma, impactou cerca de 97% dos clientes.