A SulAmérica conquistou novamente o mérito de fazer parte do índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI), na carteira Dow Jones Sustainability Emerging Markets Index, pelo segundo ano consecutivo. O DJSI, da Bolsa de Nova York, é considerado a maior referência entre índices de sustentabilidade e objetiva listar companhias de capital aberto comprometidas com as questões ambientais, sociais e de governança corporativa (ASG). A seleção das companhias é feita a partir de critérios centrados na proposta de geração de valor de longo prazo, práticas de gestão ASG e relacionamento com seus stakeholders. Apenas quatro seguradoras de mercados emergentes integram o índice este ano, sendo a SulAmérica a única latino-americana.
Comece bem a semana assistindo este vídeo, que mostra a revolução do setor de seguros
A CONSEGURO 2019 marcou o novo ciclo de mudanças do mercado e o potencial de crescimento para as seguradoras, resseguradoras, corretoras e prestadores de serviços do setor na retomada do ciclo econômico. O evento reuniu cerca de 700 pessoas em Brasília, entre os dias 4 e 5 de setembro, para discutir importantes temas relacionados ao mercado segurador. Paralelamente ao evento, que é um dos mais importantes do calendário do setor, também foram realizadas a 1ª Conferência de Sustentabilidade e Diversidade, o 6º Encontro Nacional de Atuários, a 9ª Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros e o 13º Seminário de Controles Internos & Compliance, Auditoria e Gestão de Riscos. A inovação começa agora.
Gestores de risco da ABGR olham outras alternativas de proteção, como cativas e ILS
A concentração do mercado segurador em poucas companhias é um dos temas que mais incomoda a presidente da Associação Brasileira de Gerenciamento de Riscos (ABGR). “Começou com resseguro, depois seguros e agora corretores, como vimos recentemente a aquisição da corretora JLT pela Marsh”, citou a presidente da ABGR, Cristiane França Alves, também gestora de riscos da CSN, durante coquetel para divulgação do evento da entidade que acontece em 12 e 13 de novembro, em São Paulo, e tem como slogan “A gestão de riscos e o desenvolvimento sustentável nos negócios”.
Segundo ela, o objetivo da associação é manter uma conversa aberta com o mercado segurador. “O setor entrou num ciclo “hard” com a concentração de resseguradoras, seguradoras e agora também corretores. Sentimos um aperto de taxas e de condições e estamos avaliando outras formas de mitigar riscos, como cativas e fundos ILS ( Investimento Ligado a Seguros)”, citou ao blog Sonho Seguro.
Praticamente todas as maiores corretoras de seguros do mundo, como Marsh, Aon, Willis, MDS entre outras, administram corretoras e seguradoras cativas. Quanto ao ILS, no Brasil a notícia é que em fevereiro de 2018 a Terra Brasis renovou, em conjunto com a AlphaCat Managers Ltd, a colocação no exterior do primeiro ILS patrocinado por uma companhia brasileira, transação inovadora que desperta a discussão sobre a utilização de soluções baseadas no mercado de capitais para as exposições de riscos catastróficos da região.
Outra preocupação de Cristiane é com as perdas das seguradoras com a temporada de furacões nos Estados Unidos. “Dependendo das perdas, o mercado pode se tornar ainda mais restritivo e isso nos traz desafios para colocação dos programas de seguros das nossas associadas”, citou.
Capital de sobra – Do ponto de vista de resseguros, capital tem de sobra para o Brasil. Recentemente, o presidente local da subsidiária da Munich Re, Rodrigo Belloube, segunda maior resseguradora do mundo, citou em palestra na Conseguro, que há capacidade suficiente de capital para o Brasil, mas algumas premissas devem ser observadas. “Há oferta abundante de capital no mundo para o país, mas algumas exigências precisam ser cumpridas. As resseguradoras movimentam US$ 250 bilhões no mundo e o Brasil representa menos de 1%. São mais de US$ 500 bilhões em equity e outros US$ 100 bilhões em capital alternativo disponíveis para projetos no mundo, para diversificar investimentos”, explicou.
Na visão do ressegurador, há algumas variáveis para que contratos sejam atraentes para o setor. A primeira delas é a questão ambiental. “Existe hoje uma preocupação muito grande em relação a cobrança da sustentabilidade das empresas. Isso tem ganhado força no Brasil devido aos os acidentes dramáticos que tivemos recentemente como com as barragens de Mariana (MG) e de Brumadinho (MG)”, citou Belloube.
Outro ponto avaliado foi sobre quem poderia atuar no desenvolvimento da infraestrutura no Brasil depois do que aconteceu com as grandes construtoras com as investigações Lava Jato. Nas obras médias, segundo ele, têm se resolvido. Mas nas obras complexas são exigidos itens como a experiência em projetos semelhantes e garantias de estabilidade financeira.
O papel do BNDES no funding dos projetos é outra questão relevante para o ressegurador. Quem preenche esse lugar e quais as necessidades de seguro? “Essas são questões importantes para o mercado internacional avaliar para ingressar em contratos de infraestrutura, por exemplo”, informou. “O Brasil precisa se alinhar a práticas internacionais, evitando elementos heterodoxos, para que seguro e resseguro sejam mais atraentes e relevantes na estruturação de garantias”.
Segundo o presidente do conselho da associação, Jorge Luzzi, com a presença de gerentes de riscos em sua diretoria executiva, a ABGR pode ajudar cada vez mais os seguradores e corretores a enxergarem as reais necessidades dos compradores de seguros. “Estamos lidando com riscos que não existiam dez anos atrás. Neles se encaixam os riscos cibernéticos, por exemplo, para o qual é possível realizar uma ação preventiva, ter cobertura de transferência de riscos, armar equipes”, destacou.

EDUCAÇÃO – Quem quiser entender mais desses assuntos pode acessar o livreto “Os desafios da gestão de riscos” publicado pela corretora MDS, escrito por Jorge Luzzi, CEO da RCG Powered by Herco e presidente do Conselho da ABGR. O livreto faz parte da coleção “Keep it Simple”, de textos curtos e objetivos sobre temas relevantes do setor de seguros e riscos. “Temos a missão de produção e partilha de conhecimento. Na maioria dos casos, os autores são do próprio grupo MDS”, explicou Ariel Couto, presidente da corretora no Brasil.

EXPO ABGR – Dados da ABGR mostram que a associação tem hoje 400 associadas, 200 a menos das que tinha há três anos. A ABGR contratou a empresa Bethe B, para idealizar e promover a transformação da associação em seu projeto de reposicionamento institucional. “A ideia foi trazer para o evento uma discussão atua seguindo a lente da ONU que sugere uma agenda voltada para os 17 pontos principais para a segurança do planeta, os quais são chamados de Objetivos do Desenvolvimento Sustentável”, explica Izabel Barbosa, diretora da Bethe B.
Rodrigo Paiva Ávila, 1º vice-presidente da instituição, que assume a presidência em 2020, último ano da atual diretoria, faz coro para a importância das mudanças: “temos uma equipe nova, com novas mentalidades e novos perfis. O próprio evento ressurge com uma pegada mais sustentável e tecnológica porque é o que o mercado e os associados pedem”.
A expectativa da associação é que a EXPO ABGR, que acontece paralelamente ao evento reuna mais de 3 mil participantes, entre inscritos, convidados, empresas consumidoras, personalidades e profissionais do mercado.
Liberty usa influenciadores digitais para discutir a importância do seguro de vida em suas redes sociais
Fonte: Liberty
Os vídeos serão lançados nos canais da seguradora e em mídias sociais de personalidades como a apresentadora Ana Hickmann
A Liberty Seguros lança uma nova fase de sua campanha com foco em seguros de Vida. A partir desta semana, influenciadores com destaque em diferentes áreas farão parte da estratégia da seguradora de conscientização sobre a importância do seguro de vida no planejamento familiar e financeiro dos consumidores.
A primeira personalidade a falar do assunto será a apresentadora e empresária Ana Hickmann, que irá lançar conteúdos sobre a importância do seguro de vida para sua família. Em seguida, influenciadores focados no universo familiar Tiago e Gabi e Paizinho Vírgula; e especialistas em educação financeira, Mauro Calil, do portal Academia do Dinheiro, e a Youtuber Júlia Mendonça, irão postar uma série de vídeos sobre o papel do seguro de vida, como uma proteção familiar e financeira importante para o futuro. Ao todo, espera-se que 15 milhões de pessoas sejam impactadas com a iniciativa.
“O principal objetivo da parceria com influenciadores digitais é destacar, de forma ainda mais próxima do consumidor, a importância do seguro de vida sob diferentes óticas”, diz Felippe Alves, gerente de marca e comunicação da Liberty Seguros. “Com essa estratégia, clientes, consumidores e corretores terão mais informações sobre o tema nas suas mídias de preferência”, completa.
AIG faz parceria com Deloitte e cria linha direta para segurados vítimas de hackers
Todos os funcionários da empresa recebem um email assim: o vale refeição de todos passou de R$ 30 para R$ 50. Clique aqui e pegue a nova versão. Quais as chances de boa parte da equipe clicar no link? Certamente maior do que 50%. São frases atrativas como essa que hackers usam para conseguir entrar no sistema da empresa e fazer um estrago considerável. “Quanto antes isso for descoberto, entendido e sanado, menor o prejuízo a empresa e para a seguradora, caso haja um seguro de riscos cibernéticos. Por isso, lançamos neste sexta (13), o serviço “linha direta”, em parceria com a Deloitte, que já usamos em outros países e tem tido um excelente resultado”, disse Flávio Oliveira, CEO da AIG, durante evento promovido para corretores e clientes, em São Paulo.
Trata-se do primeiro atendimento às empresas vítimas de ataques cibernéticos. Um canal de primeira resposta, que trabalha 24 horas por dia, sete dias na semana. “Este momento é determinante para controlar os danos de imagem, financeiros e até operacionais que podem ser causados”, acrescenta Flávio Sá, gerente responsável por seguros financeiros na AIG, pioneira no lançamento de seguros com o D&O e riscos cibernéticos no Brasil.
A consultoria está disponível para os segurados da AIG, sem custo extra. Sem citar o valor investido, Sá afirmou que é um investimento da AIG na carteira para trazer sustentabilidade para o negócio, que gira mundialmente vendas de US$ 6 bilhões por ano, sendo a AIG a líder. “Quanto mais rápido somos acionados e temos uma equipe preparada para agir, menor será o prejuízo do cliente e, consequentemente, o nosso”, comentou o segurador.
Elder de Abreu, diretor de ciber risk da Deloitte, explica que a consultoria tem uma equipe de 180 profissionais especializados em riscos digitais e por trás do canal telefônico de orientação haverá uma equipe de 20 experts disponíveis por 24 horas e nos sete dias da semana. “Mas temos de ter alguém na empresa que seja treinada para fornecer as informações corretas”, afirmou. Segundo ele, muitas vezes o hacker faz um estrago que funciona como uma nuvem para encobrir o que realmente está hackeando. “Ter um profissional treinado para responder as perguntas iniciais da triagem na linha direta é de extrema importância para que possamos agir e mitigar o risco o máximo possível”.
Há muitas preocupações que gravitam em torno deste assunto, que é o risco mais temidos por gestores de riscos em todo o mundo, como perda máxima, se o seguro cobre o prejuízo como um todo, se é preciso comprar uma apólice à parte ou se o programa tradicional de seguros cobre danos como se um hacker causa a explosão de uma caldeira, por exemplo.
Além desses, outra grande preocupação é com a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD, Lei nº 13.709/2018). Será que os hackers vão aguardar a entrada em vigor da lei para fazer ataques e exigir pagamento “resgate”, uma vez que a lei responsabiliza as empresas? A questão do auditório teve como resposta um “pode ser”. “Tendo como base o que observamos nos casos de empresas que estavam preparando emissões de papeis e tiveram dados vazados, achamos que sim. Hackers já tinham acessado o sistema das empresas e ficaram esperando o melhor momento para revelar o ataque e pedir regate”, citou Sá.
De acordo com os especialistas, ransomware foi o segundo maior tipo de ataque sofrido pelas empresas globalmente, no ano passado, com 18% dos casos, segundo dados da AIG. O comprometimento de e-mails, com vazamento de informações, foi o maior problema, com 23% das ocorrências. O número de ataques em 2018 foi mais que o dobro do registrado em 2016 e 2017.
Pesquisa – Durante a apresentação, a seguradora realizou uma pesquisa que revelou a falta de conhecimento dos presentes sobre o tema. O setor de saúde é o mais afetado e a tendência é sofrer mais, diz o especialista da Deloitte, Elder Abreu. “É um setor que tem dados super sensíveis e pouco protegidos. Varejo tem tendência de sofrer ataques pelo ecommerce, mas tem uma maturidade maior em relação ao tema”, afirmou. Segundo ele, os criminosos vão nos setores mais fáceis. “Um dos setores que tem potencial destrutivo é o de manufatura. Se o hacker tem acesso aos sistemas industrias pode cometer uma catástrofe, com explosão, por exemplo”.
Uma das perguntas foi sobre o impacto financeiro médio por vazamento de dados no Brasil. Cerca de 49% responderam corretamente. Mais de R$ 5,5 milhões. No entanto, 51% ficaram perdidos entre as alternativas, que iam de R$ 1,2 milhão a mais de R$ 12 milhões, valores estimados que ainda não consideram o ônus trazido pelas regulações como a LGPD.
Outra questão que sinaliza o quanto esse tema ainda precisa ser debatido entre clientes e seguradoras é quanto ao tempo médio decorrido entre a invasão e a descoberta da violação. O intervalo das respostas era de 5 dias a 200 dias e a maioria opinou por até 60 dias. A resposta correta é mais de 300 dias para descobrir a invasão e mais de 100 dias para conter, o que mostra a fragilidade e a diferença na percepção das pessoas sobre o tema. Brasil está atrás apenas do Oriente Médio.
Liberty inicia segunda turma de Conselho de Corretores em todo o Brasil
Fonte: Liberty Seguros
A Liberty Seguros anuncia o início da segunda edição do Conselho de Corretores, projeto que integra parceiros de todo o país. A iniciativa, que consiste na co-criação de projetos que resultam em produtos, ferramentas e serviços para beneficiar corretores de todas as regiões de atuação, teve seu primeiro workshop na sede da companhia, em São Paulo.
O Conselho de Corretores teve início em 2015 e já totalizou mais de 180 horas de trabalho, além de resultar em diversos projetos especiais como: a criação da Aliro, marca da Liberty que oferece seguros mais enxutos para clientes sensíveis a preço, e o Meu Marketing, ferramenta da seguradora que oferece aos parceiros uma série de materiais de comunicação pré-formatados que permite que os profissionais personalizem suas comunicações com clientes.
Outro projeto proveniente do Conselho foi a plataforma de treinamentos da seguradora, localizada dentro do site da companhia na seção Meu Espaço Corretor – acessada apenas pelos parceiros – que oferece cursos à distância focados em três linhas de treinamento correspondentes ao perfil de cada profissional.
“O Conselho de Corretores surgiu da necessidade de estarmos cada vez mais próximos dos nossos parceiros”, afirma Carlos Magnarelli, presidente da Liberty Seguros. “Em 2019, começamos o nosso segundo grupo do Conselho e estamos muito felizes com as ideias que estão surgindo. Focamos em co-criar soluções com esse público, que é tão importante para o nosso negócio”, completa.
Aprovada na CCJ livre escolha de oficina por clientes de seguradoras
Fonte: Agência Senado
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou, nesta quarta-feira (11), Projeto de Lei da Câmara (PLC) 179/2017, que garante aos clientes das seguradoras de veículos o direito de livre escolha da oficina em caso de sinistros. A proposta segue para a Comissão de Transparência, Fiscalização e Controle (CTFC).
Com isso, terão a oportunidade de escolher a oficina que lhes for mais conveniente para efetuar o reparo dos danos ocorridos ao veículo, sem limitação quanto à lista de oficinas e profissionais credenciados impostos pela seguradora, num estabelecimento que seja de sua confiança, ainda que não esteja cadastrado na seguradora.
— O projeto é muito simples, é assegurar o direito do consumidor que tiver veículo avariado num acidente poder escolher livremente a oficina com a qual quer tratar – explicou o relator, senador Lasier Martins (Podemos-RS).
Emenda de Lasier estendeu o direito ao terceiro envolvido no acidente. O texto em análise na CCJ já previa a cobertura, mas exigia que o veículo estivesse na garantia de fábrica. O senador eliminou essa imposição, para evitar que o cliente que acionou o seguro fosse obrigado a pagar custos extras no caso de o veículo do terceiro não ter garantia vigente.
O projeto prevê também que a escolha do cliente irá abranger qualquer tipo de oficina — mecânica, lanternagem, pintura, recuperação, limpeza de interior ou outras similares —, desde que legalmente constituída para essas finalidades e que apresente orçamento compatível com os preços médios praticados pelo mercado.
De autoria do ex-deputado Cabo Sabino, o PLC deixa claro que as seguradoras não poderão criar qualquer obstáculo ou impor tratamento diferenciado em razão do exercício de livre escolha pelo segurado ou pelo terceiro envolvido. A intenção é proporcionar maior equilíbrio à relação contratual entre seguradoras e clientes, garantindo-lhes o direito de escolher uma empresa de sua confiança.
“O segurado passará a escolher oficinas que sejam mais próximas da sua residência ou de seu local de trabalho, que gozem de boa reputação e que tenham prazos menores para a elaboração dos serviços, colaborando para que o contrato de seguro traga maior bem-estar ao consumidor”, considera o relator.
Além de acabar com as exigências para terceiro envolvido no sinistro, Lasier fez mais duas alterações à proposta. Ele acrescentou ao projeto a garantia da responsabilidade solidária dos fornecedores pelos vícios e fatos dos produtos e serviços nos termos do Código de Defesa do Consumidor.
“Quando o segurado realiza serviços na rede referenciada, sabe que há toda uma estrutura de qualidade, controle e eficiência dedicada a prestar o melhor serviço possível. Mas na hipótese de fazê-lo fora dessa rede, como previsto nesse projeto, não há essa mesma certeza. Portanto, é prudente que se estabeleça a responsabilidade solidária dos fornecedores, como forma de garantir a qualidade dos serviços e a necessária reparação em caso de dano ao consumidor”, explica
Já a terceira emenda garante às seguradoras a verificação da legalidade e procedência das peças utilizadas no conserto do veículo segurado.
Brasil sediará a Conferência Hemisférica de Seguros da Fides em 2021
Fonte: CNseg
A cidade do Rio de Janeiro foi escolhida para sediar a 38ª Conferência Hemisférica de Seguros da Fides, em 2021. Pela terceira vez na história da Fides (Federação Interamericana de Empresas de Seguros), fundada em 1946, o Brasil abrigará esse importante evento internacional do mercado segurador, que reunirá 3 mil participantes – entre delegações de resseguradoras e seguradoras globais.
O evento da Fides ocorre a cada dois anos e a edição de 2019 está sendo realizada essa semana (8 a 11), em Santa Cruz, na Bolívia, onde uma delegação liderada pela CNseg representa o Brasil.
A CNseg, a Confederação das Seguradoras, ficará responsável pela organização do evento, que ocorrerá de 9 a 12 de maio de 2021, no Windsor Expor Center, na Barra da Tijuca. Um vídeo sobre a cidade do Rio, produzido pela CNseg, foi exibido aos participantes da conferência Fides 2019 na terça-feira (10), anunciando, além das belezas do Rio, a abertura imediata das pré-inscrições para o próximo encontro Fides 2021 (www.fidesrio2021.com).
O Brasil é líder em arrecadação de prêmios na América Latina e 12º lugar do ranking mundial. No ano passado, a receita do setor representou 6,5% do PIB, incluindo Saúde Suplementar, e os chamados ativos financeiros administrados pelas seguradoras, R$ 1,3 trilhão.
A primeira Conferência Hemisférica de Seguros, realizada em Nova York, em maio de 1946, foi o passo inicial para a constituição da Fides, para quem “não é possível alcançar um desenvolvimento amplo da indústria e do comércio, sem o seguro”. A Fides agrega entidades de seguros privados de 19 países das Américas, incluindo os Estados Unidos e Espanha e, entre outras atribuições, cabe-lhe cuidar da imagem institucional do seguro e do resseguro, de estimular seu desenvolvimento, de promover o intercâmbio entre os mercados regionais, realizar pesquisas e programas de educação em seguros.
Mongeral Aegon acelera inovação com treinamento da equipe em cursos no Brasil e no mundo
Nos últimos dois anos, acompanho nas redes sociais uma intensa movimentação de executivos da Mongeral Aegon em eventos ligados a inovação, tanto internos como externos. No Brasil e em outros países. A Mongeral, uma das mais antigas seguradoras do país, se redesenha sob a liderança de Helder Molina, que assumiu como CEO em 2004. Cinco anos depois, selou a associação com a holandesa Aegon, que atua em mais de 20 países. Ambas protagonistas da inovação em seguro de vida. Curiosa, pedi para Renata Loyola, superintendente de Gestão da Inovação da Mongeral Aegon, nos contar um pouco sobre o que anda acontecendo dentro da companhia de mais de 200 anos.
A Mongeral Aegon é uma das companhias mais ativas em inovação, pelas ações que acompanho nas redes sociais. Quais as principais iniciativas do grupo em 2019?
Realmente inovação e pioneirismo estão no DNA da Mongeral Aegon. Posso citar como algumas das ações deste ano a criação da superintendência de Gestão da Inovação, que tem como objetivo cuidar de todo ecossistema e iniciativas da companhia, além da participação do Rise 2019, na China, e continuidade aos programas inovação com a PUC-RJ e IRB, e o voltado para os nossos colaboradores de todo o país.
Conte sobre a China, o novo berço de inovação do mundo
No Rise, por exemplo, pudemos conhecer mais sobre modelos de pagamento e vivenciar a cultura do teste e erro. Esse, por exemplo, é um dos aprendizados que certamente vamos adotar na companhia ainda neste ano. Embora não seja efetivamente uma inovação, contribui fortemente para o seu fomento. Este é um dos processos que já estamos usando na seguradora, pois entendemos que é muito importante para o desenvolvimento da cultura da inovação. Ainda na China, tivemos a oportunidade de visitar grandes empresas que estão revolucionando o país em termos de inovação. Posso citar a SenseTime, principal empresa de plataforma de inteligência artificial do mundo; a WeBank, primeiro banco privado totalmente digital da China; e a Zhon Na, do grupo Alibaba, primeira empresa Insurtech online na China.
Como a inovação tem mudado a companhia? Cite exemplos, dos mais simples aos mais complexos. Comente os beneficios trazidos pela parceria com FGV e IRB. Qual o resultado obtido até agora?
A Mongeral Aegon tem investido fortemente em inovação. No ano passado, estruturamos um moderno processo de digitalização das vendas através da ferramenta Venda Digital. Ela permite que o corretor parceiro comercializar todo portfólio de produtos da seguradora de forma ágil e segura. Além disso, o processo de implantação das propostas também é mais rápido pois, em diversos casos, há a possibilidade do aceite ser automático. Também posso citar os estudos que a companhia tem realizado em torno de machine learning para regulação de pagamento de benefícios. Trata-se de uma ferramenta de inteligência artificial que avalia o pagamento de benefícios para alguns casos específicos, com base no histórico da companhia. Embora em fase de estudo, temos percebido bom percentual de acerto e agilidade nos processos. Outro ponto importante é a parceria com as startups WinSocial, que visa oferecer seguro de vida para pessoas com diabetes a partir de tecnologia; e com a O2O Bots, que distribui os produtos da Mongeral Aegon via chatbot.
A Aegon tem promovido muito a inovação nos países onde atua. O que pode ser trazido da matriz para o Brasil? E o que da subsidiaria brasileira pode ser exportado para o grupo?
Nós temos a cultura de compartilhamento e troca muito forte ente as operações e com o Centro de Excelência do grupo Aegon. A cada dia percebemos que o Brasil está muito bem quando falamos de inovação. Uma das trocas realizadas foi sobre o Venda Digital, que impressionou bastante a todos pelo nível de complexidade, vantagens e modernidade da ferramenta. O processo de digitalização das vendas foi, inclusive, finalista da edição do ano passado do Global Aegon Awards.
Como vê o mercado de seguro de vida em cinco anos?
O mercado de seguros de vida e previdência vai estar cada vez mais moderno do ponto de vista de produtos quanto de operação e distribuição. A tecnologia é e continuará sendo uma grande aliada aos corretores e à expansão do mercado. Também acredito que teremos formas cada vez mais modernas para avaliação de riscos. Isso, consequentemente, vai mexer no preço do seguro. As empresas que saírem na frente terão em seu portfólio soluções cada vez mais competitivas.
E o de previdência aberta?
A tendência é de crescimento. Já estamos vivendo isso com um aumento considerável da procura de previdência no primeiro semestre. Entendo que um dos grandes desafios deste ramo é pensar a acumulação de reserva em um cenário de longevidade. Vamos viver mais e, para isso, é preciso de dinheiro por mais tempo.
Como vê a Mongeral Aegon em cinco anos?
O mercado de seguros de vida e previdência vai estar cada vez mais moderno do ponto de vista de produtos quanto de operação e distribuição. A tecnologia é e continuará sendo uma grande aliada aos corretores e à expansão do mercado. Também acredito que teremos formas cada vez mais modernas para avaliação de riscos, entender e construir ofertas personalizadas. Isso, consequentemente, vai mexer no preço do seguro.
Resseguradoras lucram R$ 877 milhões no 1o. semestre
A Terra Brasis acaba de publicar a prévia da edição #32 do Terra Report, referente ao período de janeiro a junho do ano de 2019. O panorama mantém-se positivo, com destaque para o aumento dos prêmios de resseguro e melhora dos lucros líquidos.
O volume de resseguro cedido pelas Seguradoras Brasileiras (bruto de comissão) foi de R$ 6,23 bilhões, um aumento de 10,9%. O Resseguro emitido pelas Resseguradoras Locais (bruto de comissão), considerando negócios domésticos e do exterior, foi de R$ 6,50 bilhões, um crescimento de 18,5%. A aceitação de riscos do exterior das Locais continua impulsionada, apresentando um aumento de 35,4% em comparação aos primeiro semestre de 2018.
A sinistralidade bruta das Resseguradoras Locais registrou 71%, frente a 61% do mesmo período de 2018. O Combined Ratio ficou em 94%, uma piora em comparação aos 89% do mesmo período do ano anterior. O Lucro Líquido no primeiro semestre deste ano registrou R$ 877 milhões, uma melhora frente aos R$ 631 milhões do mesmo período de 2018.












