A nova Lei dos Seguros e os Grandes Riscos: a bola está com a Susep

por Debora Schalch, advogada, é especialista em Direito Securitário e sócia-fundadora do Schalch Sociedade de Advogados (SSA)
 

Após a publicação da nova Lei de Seguros em dezembro último, uma das grandes preocupações do setor, não apenas de seguros, mas de todos os demais setores da economia que demandam a proteção securitária para suas atividades e projetos, é como os órgãos regulatórios (CNSP e a Susep) vão lidar com os chamados seguros para cobertura de grandes riscos.

Isto porque a nova Lei de Seguros descuidou dos grandes riscos, deixando de trazer disposições para tratar desta modalidade de contrato de seguro, a exemplo do que já ocorre em legislações de vários países da Europa e da América Latina, que distinguem os riscos massificados dos grandes riscos. 

É sabido que o Brasil não consegue sustentar um crescimento anual acima de 5% desde 2010, quando o Produto Interno Bruto (PIB) alcançou um aumento de 7,5%. Para que o país possa, consistentemente, apresentar bons números, torna-se fundamental a construção de uma base sólida para o desenvolvimento o que, indubitavelmente, depende de grandes investimentos em projetos de infraestrutura e de um mercado de seguros preparado e capaz de oferecer garantias para os riscos envolvidos nesses projetos.

Apesar da relevância do tema para o desenvolvimento e para a economia nacional, a nova legislação, que entrará em vigor em dezembro, não distingue os riscos massificados dos grandes riscos, aplicando regras protecionistas típicas de uma relação de consumo a relações negociais entre grandes empresas, governo e seguradoras, retirando das partes a prerrogativa de negociarem as regras contratuais de acordo com as necessidades específicas de cada projeto.

As peculiaridades técnicas e jurídicas dos grandes projetos, especialmente os de infraestrutura, demandam diálogo e negociação, de forma a possibilitar uma análise criteriosa dos riscos, mecanismos de gestão, mitigação e soluções para as hipóteses de sinistro.

Na contramão, contudo, a nova lei de seguros estabelece prazos para regulação e liquidação de sinistros claramente incompatíveis com a complexidade que envolve as apurações de causas e valores nos eventos de grandes obras, o que pode conduzir a decisões precipitadas e sem a necessária segurança para as partes, com o consequente aumento na judicialização entre seguradoras, segurados e tomadores de seguro.

Além do aumento da judicialização, a nova lei de seguros poderá impactar negativamente o seguro garantia com cláusula de retomada, previsto na atual lei de licitações e que faz dessa modalidade de seguro um forte aliado no combate à paralisação de obras públicas.

A paralisação de uma obra pública demanda uma série de análises e providências para que possa ser retomada e a expectativa é de que com a maior participação das seguradoras passem a contar com o fôlego técnico e financeiro necessários para o prosseguimento desses projetos. Contudo, a massificação dos grandes riscos, com clausulados padronizados, prazos e penalidades severas para as seguradoras, poderá reduzir o interesse das seguradoras e resseguradoras em garantir esses projetos.

Atualmente, os contratos de seguros de danos considerados de grandes riscos são regulamentados pela Resolução CNSP nº 407/2021, de acordo com a natureza do ramo de seguro e com critérios econômico-financeiros do segurado e do tomador do seguro.
 

Esse ato normativo permite liberdade negocial ampla e mais eficiente, especialmente nos contratos entre empresas com alta capacidade técnica e econômica, como ocorre nos projetos considerados de grandes riscos, dentre os quais se incluem os de infraestrutura tão necessários ao país.
 

Contudo, a Resolução 407/21 está sendo questionada através de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7074), que, se reconhecida, poderá retirar do país o último recurso para que os grandes riscos tenham um tratamento diferenciado e adequado ao momento e às necessidades de desenvolvimento estrutural e econômico nacional.
 

Com relação à ADI, é importante observar que em grandes riscos as partes possuem equivalência técnica e econômica, não se estabelecendo uma relação de consumo que deva ser protegida pelo Estado, como, de forma contrária à melhor doutrina e jurisprudência nacional, defendem os autores da Ação.
 
O setor de seguros tem muito a crescer e a agregar ao país que, mesmo sendo a nona maior economia do mundo, encontra-se na 18ª posição quando o assunto é a participação dos seguros no PIB. A participação do setor representa apenas 6% da soma de todos os bens e serviços finais, abaixo da média de 10% observada nos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Em um país onde mais da metade das obras públicas contratadas com recursos federais estão paralisadas, fica evidente que o problema não está apenas na falta de investimento, mas sim em entraves estruturais, e a ausência de instrumentos de mitigação de risco adequados é um deles. Segundo levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU), são 11.944 construções paradas, ou seja, 52% do total.
 
As consequências são sentidas de forma mais aguda nas áreas de saúde e educação. Juntas, elas concentram 8.674 empreendimentos sem perspectiva de conclusão, o que representa 72,6% do total. Escolas, hospitais e unidades básicas de saúde transformadas em esqueletos urbanos, consumindo recursos públicos sem entregar absolutamente nada à população.

Ainda segundo o TCU, os investimentos federais em obras nas principais cidades brasileiras apresentaram um aumento entre 2020 e 2024: de R$ 76 bilhões para R$ 87,6 bilhões. Esse crescimento contrasta com o crescimento no percentual de obras paralisadas (era de 29% em 2020). A explicação, no entanto, é simples: cerca de R$ 9 bilhões em recursos já foram gastos com a paralisação e mais de R$ 20 bilhões serão necessários para a efetiva conclusão dos projetos.

Por isso, a previsão legal de que as apólices de seguro garantia podem garantir até 30% do valor da obra é essencial, passando as seguradoras a estabelecer uma relação que transcende a de meras provedoras de proteção financeira para se tornarem verdadeiras parceiras do projeto. Ao internalizar uma fatia considerável do risco, passam a ter um incentivo adicional para monitorar de perto o andamento das obras e a solidez dos empreendimentos.

Assim, uma dose extra de segurança é injetada no ambiente de investimentos em infraestrutura e grandes projetos no Brasil. A presença de um par

ceiro financeiro robusto e com expertise na avaliação de riscos complexos tende a mitigar as preocupações dos investidores, tornando o cenário mais atrativo e confiável. Mais do que proteção contra perdas financeiras inesperadas, a presença das seguradoras pode catalisar o desenvolvimento de projetos de grande escala, impulsionando o crescimento econômico e a geração de empregos no país.

De acordo com a CNSEG (Confederação Nacional das Seguradoras), cerca de R$ 2 bilhões em contratos de obras públicas já preveem a contratação de seguros com cláusula de retomada, Estados como Mato Grosso, Pernambuco e São Paulo saíram na frente, adotando a exigência em licitações locais. 
 
No entanto, a adoção pulverizada pode gerar assimetrias e insegurança jurídica — o que, mais uma vez, reforça o papel central da Susep nesse processo. A expectativa é de que o país possa contar com um marco regulatório moderno e que permita a expansão do seguro em todo o seu potencial social e econômico. 
Enquanto isso não acontece, as seguradoras e resseguradoras não se sentem confortáveis em participar dos editais. O risco é alto, a margem de negociaçao é pequena e o cenário regulatório é ainda incerto.

A adoção de boas práticas é fundamental para que o Brasil se torne um mercado sólido, previsível e atrativo para investidores. A modernização do seguro-garantia e o fortalecimento das apólices com cláusula de retomada tem a capacidade de impactar diretamente a economia, a gestão pública e, principalmente, a qualidade de vida da população. Afinal, obras paralisadas significam escolas fechadas, hospitais inacabados e estradas intransitáveis.


Parte desse caminho já está pavimentado. A Susep, agora, tem a chance de não apenas cumprir sua missão institucional, mas de agir com celeridade, técnica e diálogo para beneficiar o setor de seguros, a sociedade e o país.

Brasilprev registra lucro de R$771,7 milhões no primeiro semestre de 2025

D750

A Brasilprev, empresa de previdência privada da holding BB Seguros, encerrou o primeiro semestre de 2025 com lucro líquido de R$771,7 milhões, alta de 47,6% em relação ao mesmo período de 2024. O lucro antes dos impostos e participações (LAIR) totalizou R$1,3 bilhão, avanço de 46% na mesma base de comparação. Ambos os resultados foram impulsionados principalmente pela evolução do resultado financeiro, pelo crescimento dos Ativos sob Gestão e pelo menor impacto em provisões técnicas, decorrente dos ajustes regulatórios previstos pela Circular SUSEP nº 678/2022, em vigor desde o primeiro semestre de 2024.

Mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador, a Brasilprev manteve sua trajetória de solidez e rentabilidade, refletindo a consistência de sua estratégia de longo prazo. As arrecadações com planos de previdência totalizaram R$23,3 bilhões no semestre, mantendo posição de destaque no setor de previdência privada. A carteira de investimentos atingiu R$454,2 bilhões e o saldo das provisões técnicas evoluiu para R$449,0 bilhões — valores que cresceram 4,7% em relação ao final do exercício anterior.

“O desempenho no primeiro semestre reforça nossa visão estratégica de longo prazo e consolida a liderança da companhia no setor de previdência privada. Apesar das recentes mudanças tributárias que afetam a nossa indústria, mantemos plena confiança e determinação em continuar crescendo e mantendo a entrega de valor aos clientes, reafirmando nosso compromisso com soluções previdenciárias seguras, rentáveis e com visão de futuro”, comenta Daniel Beneton, diretor de Planejamento e Controle da empresa.
 

Dados, Inteligência Artificial e Negócios Digitais
 

As frentes de dados, inteligência artificial (IA) e negócios digitais têm ganhado relevância na estratégia da Brasilprev. No primeiro semestre, a companhia fortaleceu sua governança, estabelecendo diretrizes para o uso responsável de IA e ampliando o uso de dados com redução de custos. A gestão analítica de custos resultou em uma redução de 24,7% nos gastos com plataformas, na comparação com o primeiro semestre de 2024. Também houve avanço na capacitação em IA, com a meta de envolver 80% dos colaboradores em ações de formação até o fim do ano.

A participação da comercialização de planos por canais digitais chegou a 17% do total no primeiro semestre de 2025, reforçando o ambiente online como um importante vetor de expansão da base de clientes e do volume de negócios. Os testes iniciados em 2024 para a oferta direta de produtos se consolidaram, e as adesões orgânicas via WhatsApp já são uma realidade. Somente nos seis primeiros meses deste ano, 5,9% das operações digitais foram realizadas por meio do canal, em “mar aberto”, ou seja, por pessoas que não são correntistas do Banco do Brasil.

Seguros e planos de saúde enfrentam novos riscos com tecnologia

Por Denise Bueno, para o Valor

Garantir a sustentabilidade do setor de planos de saúde e seguros é um dos principais motivadores para investimentos em inovação. De um lado, o envelhecimento da população, a judicialização e o aumento da complexidade assistencial exigem uma revisão profunda dos modelos tradicionais de saúde. De outro, ao mesmo tempo que alcança um novo recorde de beneficiários, registra lucro significativo impulsionado por reajustes de preços e relata ter atingido em 2024 o menor índice de sinistralidade desde 2018, o setor de planos de saúde ainda encontra grandes desafios.

“O que temos hoje é uma realidade paradoxal. O acesso, por vezes, ainda é fragmentado, burocrático e ineficiente. Isso compromete o atendimento e gera desperdícios que afetam o sistema como um todo. É nesse ponto que a inovação se torna decisiva. Ela tem o potencial de transformar esse cenário, trazendo soluções mais inteligentes e sustentáveis”, afirma Frederico Peret, diretor-presidente da Unimed-BH, a vencedora do segmento de planos de saúde e seguros da pesquisa do anuário Valor Inovação Brasil 2025, seguida por OdontoPrev, Athena Saúde, SulAmérica Seguros Saúde e Junto Seguros.

Já em seguros patrimoniais e de vida, o grande desafio está na adaptação do setor em relação a novas regulamentações e também à integração de alternativas que unam seguradoras, empresas e governos no propósito de gerenciar, mitigar e adaptar a infraestrutura para evitar desastres. Em 2024, as perdas globais com catástrofes naturais atingiram US$ 320 bilhões, com US$ 137 bilhões em perdas seguradas. O Brasil também sofreu com desastres, registrando perdas econômicas superiores a US$ 12 bilhões, segundo a corretora de seguros Aon. Somente as enchentes no Rio Grande do Sul no ano passado causaram perdas econômicas superiores a R$ 100 bilhões. Mas, como poucos contavam com seguros, foram pagos apenas R$ 6 bilhões em indenizações.

“A inovação é uma aliada fundamental na construção de uma economia sustentável, e as seguradoras oferecem proteções que vão da preservação da vida à reconstrução de infraestruturas afetadas por eventos climáticos. Esse cenário exige uma nova mentalidade sobre o gerenciamento de riscos”, afirma Dyogo de Oliveira, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).

Vencedora do setor, a Unimed-BH destina de 1% a 5% da sua receita líquida a inovação. Peret conta que a companhia aposta em múltiplas frentes de inovação: tecnológica, assistencial, social, ambiental e de negócios. A Unimed-BH mantém ainda um fundo de R$ 60 milhões, em parceria com a Abertta Saúde e a ArcelorMittal, para investimento em startups voltadas à saúde. “A inteligência artificial [IA] tem colocado no radar possibilidades concretas para superar desafios históricos do setor de planos e seguros de saúde, como o acesso, os altos custos assistenciais e a fragmentação do cuidado”, acrescenta Peret.

A operadora já soma mais de dois milhões de teleconsultas, conta com plataforma digital para 5,1 mil médicos cooperados e mais de 30 modelos de IA em operação — além de 20 em desenvolvimento — para automatizar processos, reduzir a burocracia, melhorar o acesso ao cuidado e gerar diferenciais competitivos. A seguradora estruturou o espaço físico e digital Horizontes Hub para abrigar laboratórios de experimentação com tecnologias emergentes e fomentar a inovação aberta, acelerando o desenvolvimento de novas soluções com parceiros estratégicos. Também criou o programa Juntos Inovamos, que mobiliza mais de cinco mil colaboradores com ideias e propostas de melhoria contínua.

Na OdontoPrev, o investimento em tecnologia superou R$ 88 milhões em 2024, com foco em digitalização da jornada, automação e IA. “Esses valores foram direcionados, sobretudo, ao aperfeiçoamento da nossa infraestrutura e otimização de processos na nossa plataforma tecnológica proprietária, permitindo importantes ganhos em satisfação dos beneficiários”, afirma o CIO, CMO e CSO, Renato Costa.

“Por meio do uso de tecnologias avançadas, é possível garantir que os dados se tornem direcionadores estratégicos para tomadas de decisão, personalizando ofertas e melhorando a experiência dos clientes. A inovação também abre caminho para modelos de negócios disruptivos, que podem transformar a forma como os serviços odontológicos são oferecidos e consumidos, contribuindo para um impacto positivo na saúde bucal e no bem-estar da população”, considera Costa.

Ele cita o lançamento de soluções como o OdontoToken, que permite validação digital segura de procedimentos, e o agenciamento digital, que substituiu formulários em papel e promoveu mais de 20 mil adesões digitais. A IA generativa foi usada com sucesso para estimar consumo e custos, enquanto a plataforma Busca de Rede apresentou 90% de assertividade na indicação de especialidades odontológicas. Outro uso da IA foi para a realização de diagnósticos remotos gratuitos no âmbito do projeto Sorria+, uma plataforma que conecta clientes a dentistas e que promove ações de saúde bucal junto a jovens em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

Terceira colocada, a Athena Saúde destinou cerca de R$ 100 milhões à tecnologia e inovação em 2024, de forma transversal em toda a organização. “A expectativa é que esse investimento aumente ainda mais nos próximos anos, refletindo uma estratégia de fortalecimento e expansão nesse setor crucial”, informa o vice-presidente de tecnologia e atendimento ao cliente, Breno Rios Sa. Segundo ele, a inovação está presente na cultura organizacional, com metas vinculadas à remuneração do C-Level.

Os investimentos têm foco em IA, automação e melhoria da experiência do cliente. Protocolos padronizados reduziram em 54% o custo de exames por consulta e a telemedicina representa 11% dos atendimentos, com 94% de resolutividade. A biometria facial com geolocalização está sendo implantada para autenticação e validação de presença em atendimentos de terapias, exames e consultas, evitando procedimentos indevidos, garantindo a segurança do cliente e otimizando processos administrativos.

Já a SulAmérica Seguros Saúde passa por um grande processo de transformação e pretende se tornar uma empresa digital de saúde completa. Esse processo está pautado por incorporação de inovações em várias vertentes e recebeu mais de R$ 100 milhões em 2025. “Estamos aplicando inovação na busca pelas oportunidades estratégicas mais relevantes da companhia, que mais contribuem com o valor que geramos para nossos clientes e acionistas: melhoria da experiência do cliente, crescimento sustentável do market share, redução de sinistro indevido, aumento de eficiência operacional”, conta Leonardo Fraga, vice-presidente de tecnologia.

Parte dos recursos foi usada para modernizar seu legado com soluções como o SulaDocs, que transforma documentos não estruturados em conhecimento para uso na subscrição, combate a fraudes e suporte jurídico. A análise, que antes levava 30 minutos, agora ocorre em menos de três minutos, com maior precisão e padronização. A análise guiada atua na regulação de sinistros com IA semiautônoma e modo copiloto, com potencial de automação de até 80% dos casos.

O Sula Partner Hub permite integração de novos parceiros em duas a quatro semanas, ante prazos anteriores de até seis meses. Design system e engenharia de plataformas aceleram entregas, com mais de 50% de ganho de produtividade. A companhia também investe no desenvolvimento de novo app de relacionamento com o cliente, novos portais de acesso digital, reestruturação da jornada de reembolso e marketplace de APIs (interfaces que fazem conexão entre sistemas e aplicativos) para ampliar a integração com prestadores e parceiros estratégicos. Em todas as iniciativas de inovação, tanto as já entregues quanto as que estão em andamento, são mais de cem profissionais de tecnologia envolvidos, além dos prestadores de serviços.

A Junto Seguros, líder em seguro garantia, destina mais de 30% do orçamento anual à tecnologia e inovação. “Enxergamos a inovação como meio de entregar a melhor experiência para parceiros e clientes. Temos a responsabilidade de criar soluções centradas em pessoas e acreditamos que esta estratégia permite nos diferenciar em um mercado que inova rapidamente e, assim, sustentar a nossa missão de garantir negócios que movem o país”, diz o CEO da companhia, Roque de Holanda Melo.

Ele informa que cerca de 23% dos colaboradores atuam diretamente com inovação. A IA Llobo interpreta balanços, contratos e editais, automatizando análises de crédito e subscrição com precisão e agilidade. A ferramenta Apólice do Futuro, baseada em visual law, apresenta cláusulas com linguagem clara, menus interativos e maior acessibilidade para corretores, segurados e tomadores.

O API Junto cresceu 35% em 2024, com quase 60 mil documentos emitidos. Já a plataforma de fiança locatícia aprovou automaticamente R$ 2 bilhões em crédito e mais que dobrou o volume de emissões. A empresa aposta ainda na remodelação de sistemas internos, mais personalização com IA, novos canais de distribuição e expansão da oferta para clientes empresariais, com foco em segmentos de alto valor.

Bradesco Saúde debate desafios e transformações do setor na 9ª edição do FILIS

Carlos Marinelli Bradesco Saúde

O diretor-presidente do Grupo Bradesco Saúde, Carlos Marinelli, será um dos debatedores da 9ª edição do Fórum Internacional de Lideranças da Saúde (FILIS), evento promovido pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) no próximo dia 21 de agosto, e que reunirá especialistas e executivos da cadeia da saúde para debater os desafios e as transformações fundamentais do setor.

O executivo integrará o painel “Inovação na Saúde: Oportunidades e Caminhos para o Futuro”, às 17h.

“O FILIS é um espaço fundamental de reflexões para a construção de um ecossistema de saúde mais conectado, eficiente e centrado no cuidado com as pessoas. A inovação é essencial para superarmos barreiras históricas e avançarmos rumo a uma atuação mais integrada e sustentável da cadeia da saúde”, destaca.

Com mais de 25 anos de experiência em gestão, sendo 19 deles dedicados à área da saúde, Marinelli assumiu a presidência do Grupo Bradesco Saúde em agosto de 2024, após ocupar posições de destaque no setor, incluindo sete anos como CEO do Grupo Fleury. No Grupo Bradesco Seguros desde 2021, liderou empresas como a Atlântica Hospitais e Participações e a rede de clínicas Meu Doutor Novamed.

Pesquisa revela percepção crescente dos brasileiros sobre fraudes contra planos de saúde

por FenaSaúde

Quase metade da população brasileira (48%) percebe um aumento nas fraudes praticadas contra planos de saúde nos últimos anos, de acordo com pesquisa realizada pelo Ipespe Saúde, encomendada pela FenaSaúde. A sondagem ouviu 2 mil brasileiros de todas as regiões do país.

O levantamento mostra que 55% dos entrevistados acreditam que as fraudes são um dos principais fatores que contribuem para o aumento das mensalidades dos planos, ao lado do envelhecimento da população (52%). Essa percepção reforça o entendimento de que condutas irregulares impactam não apenas financeiramente as operadoras, mas também penalizam os benefíciários de planos de saúde.

As fraudes mais reconhecidas pela população são a emissão de recibos de atendimentos não realizados (38%), a emissão de nota para alguém que não recebeu atendimento médico (34%) e o empréstimo da carteirinha do plano (30%). Apesar disso, apenas 21% afirmam ter recebido material de comunicação alertando sobre práticas fraudulentas.

As campanhas de conscientização têm grande potencial de impacto: entre os que foram expostos a esse tipo de comunicação, 86% consideraram o conteúdo importante ou muito importante. A campanha “Saúde sem Fraude”, promovida pela FenaSaúde, foi reconhecida por 17% dos entrevistados e teve avaliação positiva de 86% entre esse público.

A pesquisa também revelou apoio majoritário da população a medidas de enfrentamento ao problema: 70% concordam totalmente com a necessidade de investir em campanhas educativas contra fraudes, e 67% apoiam o reforço da fiscalização para prevenir e coibir práticas indevidas no setor.

“Fraudes prejudicam a sustentabilidade do sistema de saúde suplementar. É fundamental que sociedade, operadoras e autoridades unam esforços para combater essas práticas e preservar os recursos destinados ao atendimento de quem realmente precisa”, afirma Bruno Sobral, diretor-executivo da FenaSaúde.

IRB(P&D): seca severa e ações criminosas agravaram onda de incêndios

Condições climáticas extremas, estiagem prolongada e ações criminosas agravaram o alto índice de incêndios em São Paulo no inverno do ano passado. O período mais crítico, que começou há exatamente um ano, gerou prejuízos acima de R$ 3 bilhões. No agronegócio, as perdas foram superiores a R$ 2 bilhões, incluindo a destruição de 240 mil hectares de cana-de-açúcar e a morte de 2.300 animais. Assim como o setor de seguros, turismo, indústria, comércio e infraestrutura urbana também foram impactados. É o que aponta relatório consolidado do IRB(P&D), área do IRB(Re) dedicada à pesquisa e ao desenvolvimento.
 

Nessa segunda-feira (18/08), a Defesa Civil do Estado de São Paulo emitiu alerta máximo para queimadas, com quase todo o território paulista classificado na zona de risco emergencial. Fenômenos meteorológicos que vão atingir o território paulista nesta semana, com previsão de rajadas de vento de intensidade forte a muito forte, além da chegada do chamado veranico, com dias de calor intenso e baixa umidade, podem agravar o cenário.
 

Em 2024, foram registrados 56.118 focos somente entre 22 de agosto e 2 de setembro, o período mais crítico em São Paulo. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o inverno, que se prolonga por mais um mês, é marcado pelo período menos chuvoso da região Sudeste. Estima-se que cerca de 6 milhões de pessoas tenham sido afetadas no estado, sendo 43% delas diretamente, com registros de desabrigados, feridos e casos de doenças respiratórias.
 

Apesar da magnitude dos danos, o impacto direto no setor de seguros é considerado moderado, pois as áreas mais atingidas não correspondiam às principais culturas seguradas na época. Ainda assim, houve um aumento expressivo na sinistralidade, sobretudo em máquinas e equipamentos agrícolas. “As indenizações do seguro rural em São Paulo somaram R$ 712,3 milhões no semestre, um crescimento de 146,3% em relação ao mesmo período de 2023, sinalizando a crescente exposição do setor aos eventos climáticos extremos”, explica Reinaldo Marques, consultor do IRB(P&D).
 

Frente ao cenário alarmante, o relatório enfatiza a urgência de medidas mitigadoras e do monitoramento climático com alertas precoces, assim como investimentos em gestão hídrica, o manejo sustentável das áreas florestais e políticas preventivas que visem a redução da emissão de gases de efeito estufa (GEE). A análise ainda correlaciona mudanças climáticas com o aumento da severidade dos incêndios, destacando, por fim, a importância de uma resposta coordenada para evitar infortúnios ainda maiores nos próximos anos na busca da segurança e do bem-estar da sociedade.

Icatu impulsiona expansão de garantia de aluguel em comunicação lúdica inspirada em ‘Os Três Porquinhos’

por Icatu

O momento de alugar um imóvel envolve muitas decisões e uma das principais preocupações dos proprietários e imobiliárias é em relação às garantias. Nessa ocasião, a capitalização cresce como uma solução de garantia locatícia prática e segura, oferecendo proteção para todas as partes envolvidas no processo de locação. A partir desse contexto, a Icatu – maior seguradora independente do Brasil com atuação em Seguro de Vida, Previdência e Capitalização – lança uma nova fase de sua campanha institucional com foco no produto Icatu Garantia de Aluguel. 

A comunicação reforça as vantagens do Icatu Garantia de Aluguel para inquilinos, proprietários, corretores e imobiliárias em relação a outras opções do mercado como fiador, seguro fiança, caução ou outras garantias financeiras. Para o inquilino, por exemplo, existe a facilidade de não depender de um fiador, para o proprietário representa maior proteção, com cobertura de inadimplência, e para imobiliárias e corretores agiliza o fechamento de contratos.

“O mercado de locação está cada vez mais dinâmico, e cresce a busca por soluções que descompliquem o processo para todas as partes envolvidas. E é essa dor que a capitalização vem solucionando nos últimos anos”, declara Marcelo Oliveira, Diretor de Produtos de Capitalização da Icatu. “O produto traz um grande atrativo e diferencial que é a possibilidade de resgate integral do valor ao final do contrato e tem ainda vantagens como a opção de parcelamento em até 18 vezes no cartão, além de sorteios mensais”, acrescenta o executivo.

Unindo inovação e leveza, a comunicação recria com o uso de Inteligência Artificial o clássico conto “Os Três Porquinhos”. As peças ilustram, com humor, como cada perfil envolvido no aluguel – proprietários, inquilinos, imobiliárias e corretores – pode se beneficiar do produto. Criada pela agência Monks, do grupo S4 Capital, a campanha reforça o mote “Icatu Seguros, para todos os capítulos da sua história”, conectando a comunicação atual com a campanha institucional lançada em março deste ano.

“Assim como no conto clássico, que cada porquinho escolheu um material para fazer sua casa e assumiu as consequências da sua escolha, trouxemos na comunicação que cada um blindou o seu aluguel de uma forma, trazendo os diferenciais do Icatu Garantia de Aluguel. O objetivo é tangibilizar de forma lúdica que um momento que costuma ser trabalhoso, como a hora de alugar um imóvel, pode ser mais simples, acessível e sem dores de cabeça”, afirma Cinthia Kato, Diretora de Marketing e Canais da Icatu Seguros. 

Segundo dados do IBGE, um em cada cinco brasileiros vive de aluguel, e muitos ainda ficam na dúvida entre buscar um fiador tradicional ou arcar com os custos do seguro fiança. Nesse cenário, a capitalização no modelo de garantia locatícia tem se consolidado como uma opção mais simples e acessível, e já representa 30% da carteira da Icatu em produtos voltados ao segmento. Em 2024, a Icatu observou um aumento de quase 10% na contratação do produto em relação ao ano anterior, somando mais de R$800 milhões de faturamento. Em 2025 ele segue em expansão, com um aumento de 8% no segundo trimestre.

A comunicação estreou no dia 11 de agosto com veiculação em redes sociais e nos principais portais de locação de imóveis, com reforço no Rio de Janeiro, São Paulo e Ribeirão Preto. Como ação promocional, os inquilinos que contratarem o produto dentro do período da comunicação ganham dois meses de assinatura de Apple TV e haverá ainda campanhas de incentivo para as imobiliárias. 

COP30 vai ressignificar o papel do setor segurador nas discussões climáticas

casa do seguro cop 30

por CNseg

A Casa do Seguro, espaço que a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) está construindo para a COP30, em Belém, recebeu nessa segunda-feira a visita oficial dos deputados Duda Salabert (PDT/MG), Iza Arruda (MDB/PE) e Bandeira de Mello (PSB/RJ). A agenda fez parte da visita dos parlamentares a Belém para acompanhamento das obras de infraestrutura da cidade.
 

O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, e o diretor de Relações Institucionais, Esteves Colnago, receberam os deputados e apresentaram o espaço, detalhando passo a passo o projeto da Casa do Seguro. A estrutura encontra-se em obras, com previsão de conclusão na primeira semana de novembro.
 

Para Dyogo, o setor segurador vai ressignificar seu papel durante a COP30, trazendo um testemunho global a respeito dos impactos da mudança climática. “A crise climática já está presente no dia a dia de todos, e o setor tem se colocado muito dentro desse debate como um testemunho da realidade e dos impactos econômicos, mas também do impacto em vidas e em sofrimento humano que as mudanças climáticas trazem”. 
 

Oliveira ressaltou ainda que as mudanças climáticas têm duas perversidades que a sociedade precisa estar atenta. A primeira é que ela impacta mais os países mais pobres, que foram os países que menos deram causa às mudanças climáticas. E dentro dos países mais pobres, afetam também os mais pobres dos países mais pobres. “Portanto, é um sistema que precisa de todo o envolvimento da sociedade para que a gente possa reverter esses impactos e possa compensar essas populações com ações concretas de políticas públicas e iniciativas diversas. Porque exatamente as pessoas que têm a menor contribuição para as mudanças climáticas são as que vão pagar o preço mais caro”, afirmou.
 

A presidente da subcomissão da Câmara dos Deputados, deputada Duda Salabert, ressaltou a mudança de postura do setor segurador, que tinha uma participação muito tímida em outras COP, e que agora vai assumir um protagonismo, embalado após a fala do embaixador André Correa do Lago, presidente da COP30, que em audiência pública na Câmara anunciou que o grande tema da COP deste ano será o seguro.
 

“O Brasil ainda tem uma baixa cultura no que se refere à questão de seguros. A COP é tido como para muitos como um espaço para a gente poder, não só estabelecer pontes, mas também de oportunidades. Vamos aproveitar para ressignificar o debate climático nas cidades, no estado e no Brasil, que é impossível fazê-lo sem o setor de seguro, nos ajudando no Congresso Nacional, na construção de políticas públicas, seja o financiamento público, privado ou na parceria público-privada”, disse.
 

A deputada encerrou sua fala ressaltando com otimismo sobre a realização da Conferência, que ocorre em menos de 100 dias. “Mas nessa sala aqui todo mundo está convicto de que a COP já deu certo e agora a nossa luta não é se vai dar ou não certo, porque já deu. A nossa luta é para fazer assim dessa COP, a melhor COP de todos os tempos”. 
 

O deputado Bandeira de Mello vê com entusiasmo o empenho do setor segurador em levar para a COP soluções para as questões climáticas. “As mudanças climáticas trazem eventos que podem ser mitigados, seus efeitos financeiros podem ser mitigados através do seguro, e o setor segurador felizmente está atento para isso e eu tenho a impressão que o que vai ser feito aqui na COP30 vai dar visibilidade para isso até internacionalmente”.
 

Ao fim da visita à Casa do Seguro, a delegação seguiu para a Associação Comercial do Pará (ACP), onde foram recebidos pela presidente, Elizabete Grunvald, para uma apresentação dos projetos de sustentabilidade da CNseg e um coquetel de encerramento da visita oficial em Belém.
 

A presidente ressaltou a parceria com a CNseg na Casa do Seguro e fez questão de responder aos críticos da realização da conferência em Belém. “A vinda de vocês
é muito importante para nós nesse momento, seja como formadores de opinião ou como autoridades que são, para reforçar a mensagem de que nós vamos dar conta e que a despeito da descrença de alguns que não nos conhecem muito, nós vamos estar, sim, preparados para receber esse momento com enorme alegria”, finalizou.

AXA no Brasil e Forza Seguros firmam parceria para elevar a proteção aos profissionais de saúde no Brasil 

A AXA no Brasil, parte de um dos maiores grupos seguradores do mundo, anuncia parceria com a Forza Seguros, principal provedora de proteção profissional médica no Brasil, anuncia uma aliança estratégica para que a sua mais nova parceira possa entregar aos seus clientes um produto com qualidade e soluções ágeis para mercados complexos.

A colaboração tem como objetivo estabelecer um novo padrão de excelência no Seguro E&O para médicos, unindo a especialização da Forza com a infraestrutura da AXA no Brasil, que inclui uma ampla rede de prestadores, equipe técnica experiente e processos ágeis de regulação e atendimento de sinistros. A parceria proporcionará produtos aprimorados e exclusivos, rapidez no atendimento de sinistros e abrangência nacional para profissionais e instituições de saúde.

“Criamos a Forza Seguros com um propósito: proteger quem nos protege”, afirmou Andrew Zahn, CEO do Forza Services Group. “A parceria com a AXA nos permite escalar essa missão com o apoio de uma potência global, reforçando o compromisso com cada médico, clínica e hospital do Brasil de que o risco deles é nossa responsabilidade. E nós assumimos essa responsabilidade de forma personalizada e eficiente.”, destaca.

O Grupo AXA está presente em mais de 50 países e atende cerca de 95 milhões de clientes, com um faturamento anual de aproximadamente 110 bilhões de euros. No Brasil, a AXA combina essa força global com uma operação local estruturada, capaz de oferecer excelência técnica, atendimento personalizado e soluções adaptadas à realidade dos clientes. Em 2024, foi eleita a 7ª marca mais valiosa do setor financeiro e a 48ª do mundo no ranking Best Global Brands da Interbrand.

“Essa parceria reforça o nosso portfólio. Temos, cada vez mais, trabalhado em nossa comunicação a ampla gama de soluções em seguros, o que possibilita o corretor oferecer produtos complementares ao cliente, aumentando ganhos e também aplicando seu conhecimento. Ao unir a expertise da Forza em MedMal à nossa estrutura, passamos a oferecer diferenciais reais para o setor médico”, afirmou Luciano Calheiros, Vice-presidente Comercial, Marketing e Experiência do Cliente da AXA no Brasil. “Importante ressaltar o trabalho do time de subscrição da AXA, que fez uma análise personalizada para adaptar um produto que atendesse às necessidades da Forza”, completou.

A parceria fortalece a oferta de serviços da Forza, ampliando as coberturas, a capacidade de subscrição e acelerando os prazos de atendimento. Ambas as empresas estão comprometidas em garantir que os prestadores de serviços de saúde recebam não apenas cobertura, mas proteção real  entregue com agilidade, transparência e excelência.

Previdência Privada aberta registra captação líquida negativa, a pior da série histórica

Por Fenaprevi

Relatório realizado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida — Fenaprevi, mostra que a captação líquida – resultado dos aportes menos os resgates – foi negativa em R$ 3,1 bilhões. O resultado é 170,8% abaixo do registrado em junho de 2024, ou seja, R$ 7,5 bilhões a menos. Os prêmios e contribuições totalizaram R$ 8,2 bilhões, queda de 44,9% frente ao mesmo mês de 2024, ao passo que os resgates subiram 7,6%, com R$ 11,4 bilhões.
 

Segundo o presidente da Federação, Edson Franco, a incidência de IOF no VGBL acarretou a interrupção do fluxo de novas contribuições, tanto pela instabilidade regulatória – em um produto que preza pela estabilidade de regras –, quanto pela incerteza causada pela edição subsequente de decretos e repercussões no âmbito do Legislativo e do Judiciário, produzindo enormes dificuldades operacionais para as empresas do setor. “A Fenaprevi segue convicta de que o IOF no VGBL deveria ser revogado e o produto incentivado por ser o instrumento de proteção previdenciária mais inclusivo do mercado ao atender a todas as modalidades de emprego, principalmente considerando o contexto demográfico, de envelhecimento da população, as novas relações do mercado de trabalho e os desafios do sistema de previdência pública” .
 

No primeiro semestre do ano, a captação líquida dos planos de previdência privada aberta foi de R$ 6,4 bilhões, 78,8% abaixo do observado no mesmo período do ano passado. A arrecadação do semestre foi de R$ 81,9 bilhões, queda de 14,1% na mesma base de comparação. Já os resgates somaram R$ 75,5 bilhões, alta de 15,8%.
 

O setor administra R$ 1,7 trilhão em ativos, fruto do esforço contínuo das mais de 11 milhões de pessoas que buscam a proteção de longo prazo.
 

Ao todo, são cerca de 13,6 milhões de planos de previdência aberta no país, dos quais 8,5 milhões (62% do total) são do tipo VGBL — Vida Gerador de Benefício Livre —, 3,1 milhões (23% do total) do tipo PGBL — Plano Gerador de Benefício Livre — e os demais, quase 2 milhões, são planos tradicionais.
 

Planos VGBL são os principais responsáveis pela arrecadação do setor

Ao detalhar o resultado por produto, verifica-se que a arrecadação nos planos VGBL foi de R$ 7,1 bilhões, uma queda de 48% ao ser comparada com junho do ano passado e representando 86,6% do total registrado no mês. No semestre o VGBL é responsável por 92% dos prêmios e contribuições acumuladas (R$ 74,9 bilhões). Os planos PGBL receberam 7% do total aportado (R$ 5,6 bilhões) enquanto 1,6% da captação bruta total (R$ 1,3 bilhão) se concentrou em planos tradicionais de previdência privada aberta.