Risco cibernético é o mais temido, revela estudo com mais de 2,7 mil executivos

9ª pesquisa anual sobre os principais riscos empresariais atrai a participação recorde de mais de 2.700 especialistas de mais de 100 países

Fonte: AGCS

Pela primeira vez, os incidentes cibernéticos (39% das respostas) classificam-se como o risco mais temido pelas empresas segundo a no a edição do Allianz Risk Barometer 2020, relegando a interrupção dos negócios (BI) (37% das respostas) para o segundo lugar. O conhecimento da ameaça cibernética cresceu rapidamente nos últimos anos, impulsionado pelas empresas que aumentam a dependência de dados e sistemas de TI e vários incidentes de alto perfil. Há sete anos, ficou em 15º lugar, com apenas 6% de respostas.

Mudanças na legislação e regulamentação (# 3 com 27%) e Mudança climática (# 7 com 17%) são os maiores escaladores do mundo, sublinhando a guerra comercial EUA-China, Brexit e aquecimento global como preocupações crescentes para empresas e nações. A pesquisa anual sobre riscos globais de negócios da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS) incorpora a visão de 2.718 especialistas em mais de 100 países, incluindo CEOs, gerentes de risco, corretores e especialistas em seguros.

A preparação e o planejamento dos riscos cibernéticos e das mudanças climáticas são uma questão de vantagem competitiva e resiliência dos negócios na era da digitalização e do aquecimento global.Joachim Müller, CEO da AGCS.

“O Allianz Risk Barometer 2020 destaca que o risco cibernético e as mudanças climáticas são dois desafios significativos que as empresas precisam acompanhar de perto na nova década”, diz Joachim Müller, CEO da AGCS. “É claro que existem muitos outros cenários de danos e interrupções, mas se os conselhos corporativos e os gerentes de risco não abordarem os riscos cibernéticos e de mudanças climáticas, isso provavelmente terá um impacto crítico no desempenho operacional de suas empresas, nos resultados financeiros e na reputação com os principais acionistas. A preparação e o planejamento dos riscos cibernéticos e das mudanças climáticas são uma questão de vantagem competitiva e resiliência dos negócios na era da digitalização e do aquecimento global. ”

Os riscos cibernéticos continuam a evoluir

Além de ser o principal risco global, os incidentes cibernéticos estão entre os três principais riscos em muitos dos países pesquisados; na Áustria, Bélgica, França, Índia, África do Sul, Coréia do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Reino Unido e EUA, também é considerado o principal risco comercial.

As empresas enfrentam o desafio de violações de dados maiores e mais caras, o aumento de incidentes de ransomware e falsificação, bem como a perspectiva de multas ou litígios por privacidade após qualquer evento. Uma mega violação de dados – envolvendo mais de um milhão de registros comprometidos – agora custa em média US $ 42 milhões, um aumento de 8% em relação ao ano anterior.

“Os incidentes estão se tornando cada vez mais prejudiciais, visando cada vez mais grandes empresas com ataques sofisticados e demandas pesadas de extorsão. Cinco anos atrás, uma demanda típica de ransomware estaria na casa das dezenas de milhares de dólares. Agora eles podem estar na casa dos milhões ”, diz Marek Stanislawski, vice-chefe global de Cyber ​​da AGCS.

As demandas de extorsão são apenas uma parte do quadro: as empresas podem sofrer grandes perdas de BI devido à indisponibilidade de dados, sistemas ou tecnologia críticos, por meio de uma falha técnica ou de um ataque cibernético. “Muitos incidentes são resultado de erro humano e podem ser mitigados por treinamentos de conscientização da equipe, que ainda não são uma prática rotineira nas empresas”, diz Stanislawski.

Zurich realiza etapa nacional de Campeonato de Inovação

Encerradas as inscrições, 26 unidades da Zurich, presentes em diferentes países, vão realizar rodadas locais de seleção com startups

Fonte: Zurich

A segunda edição do Campeonato de Inovação da seguradora Zurich, voltado para startups de todo o mundo que desenvolvem e aplicam tecnologias na prevenção de riscos em todos os segmentos de negócios, bateu recorde de inscrições. Nesta edição, tivemos 1.358 inscrições de 693 startups (número três vezes superior em relação à 1ª edição). As inscrições foram encerradas em dezembro. 

Na América Latina, o Brasil se destacou por ser o país com o maior número de inscrições, com 36 startups, que participarão da rodada nacional de seleção entre 15 e 17 de janeiro.

Tendo como tema central “Protegendo a Próxima Geração”, o campeonato promovido pela seguradora Zurich proporciona a todas as startups e empreendedores uma oportunidade para ampliar os seus negócios, além de ter ao lado um parceiro global com 150 anos de experiência no mercado de seguros.

“Quando lançamos o Campeonato de Inovação da Zurich em 2018, ficamos empolgados em ver aonde chegamos com essa jornada. Recebemos diversas inscrições com ideias excepcionais e estamos ansiosos para saber como elas podem nos ajudar a sermos precursores na prestação de verdadeiros serviços personalizados para nossos clientes”, diz Stuart Domingos, Head de Inovação do Grupo Zurich.

No Brasil, a etapa nacional contará com três dias de evento. O primeiro envolverá os temas de agronegócios e construção; o segundo será sobre Vida; e o terceiro abordará mobilidade e transformação digital. “Para nós, da Zurich no Brasil, é muito gratificante ver a quantidade de empresas que se inscreveram no campeonato, isso demonstra o interesse por parte delas em fazer algo que agregue valor por meio da inovação. Esses três dias serão uma oportunidade única para essas empresas e muito rico para ambos”, afirma Rodrigo Barros, diretor de Estratégia e Inovação da Zurich no Brasil.

Os vencedores nacionais continuarão nas rodadas regionais, divididas em Ásia-Pacífico, América do Norte, América Latina, Europa e Oriente Médio. Os vencedores gerais da rodada regional, a serem selecionados em junho de 2020, participarão de uma rodada global final, que acontecerá em agosto de 2020.

As startups vencedoras da rodada final terão oportunidade de desenvolver projetos pilotos nas unidades locais da Zurich, com a finalidade de disponibilizar produtos e serviços aos clientes da seguradora em seus países e regiões, podendo ser expandidas globalmente.

AMBest mantém perspectiva negativa para resseguro no Brasil

O Brasil tem potencial para emergir mais forte de suas recentes lutas econômicas e políticas, o que poderia levar a um próspero mercado de resseguros

Fonte: Reinsurance News

A AM Best manteve sua perspectiva negativa para o setor de resseguros brasileiro, uma vez que a volatilidade do mercado e um ambiente em declínio nas taxas de juros superam os sinais de crescimento econômico lento e constante.

O Brasil é a nona maior economia do mundo, mas é considerado um país difícil de fazer negócios, principalmente para o mercado de resseguros, onde existem barreiras substanciais à entrada e significativa volatilidade.

Apesar de seus desafios atuais, a AM Best acredita que o Brasil tem potencial para emergir mais forte de suas recentes lutas econômicas e políticas, o que poderia levar a um próspero mercado de resseguros e facilitar uma tomada de risco mais prudente.

A penetração de seguros na região continua relativamente baixa por enquanto, com um nível correspondentemente baixo de penetração de resseguro e um potencial de crescimento significativo.

Outro fator de risco para o setor de resseguros brasileiro é a forte dependência da receita de investimentos, que tem contribuído muito para o lucro nos últimos anos.

As taxas de juros dos títulos soberanos chegaram a 14% durante esse período – o suficiente para mitigar as perdas de subscrição -, mas com as taxas agora na faixa de 5%, a subscrição precisará melhorar para compensar a diferença.

Em uma nota mais positiva, a AM Best considera que as resseguradoras no Brasil têm uma vantagem competitiva em algum grau, graças ao isolamento das flutuações cambiais.

O segmento de resseguros também se beneficiou da evolução do mercado de garantias e, em particular, do desenvolvimento de títulos de garantia judicial.

Isso ocorreu em um momento em que, devido ao estresse político e econômico, o mercado de produtos de garantia, como desempenho ou bônus de oferta, desapareceu em grande parte.

Analistas concluíram que o Brasil continua sendo uma economia em desenvolvimento, com uma crescente estrutura regulatória de resseguros que historicamente ajudou a crescer o mercado e continuará a influenciar os aspectos positivos do segmento.

Apesar da perspectiva negativa, a AM Best acredita que alguns fatores em particular poderiam estabilizar o mercado de resseguros.

O mais notável seria a continuação de reformas econômicas significativas, que poderiam facilitar o crescimento a longo prazo e aumentar a confiança no país e no exterior.

O outro fator importante é a lucratividade impulsionada pela subscrição, argumentou, uma vez que a capacidade de gerar fortes ganhos globais com a subscrição ajudaria bastante a criar um segmento de resseguro sustentável e próspero no Brasil.

Setor de seguros dribla crise e cresce com inovação, avalia Marcio Coriolano

Marcio Coriolano CNseg

O volume de arrecadação dos planos de risco já é 28% maior do que o ramo de automóveis”, destacou o economista e presidente da CNseg, com R$ 41,9 bilhões, enquanto auto acumula R$ 32,7 bilhões

O setor segurador deve encerrar 2019 com dois dígitos. Um fato a ser comemorado diante de uma economia que ainda patina. O setor se reinventa a cada dia e assim consegue manter vendas e lucro em alta. Márcio Coriolano, presidente da CNseg, a confederação das seguradoras, fez alguns comentários sobre este tema exclusivos para o blog Sonho Seguro.

Como economista, Coriolano gosta de contextualizar os números, olhando o passado, analisando o presente para assim projetar o futuro. “A taxa geométrica anual do setor entre 2014 e 2018 foi de 6,5%, muito boa para um período de crise recessiva da economia brasileira. Nos chamados ramos elementares, o ramo de automóveis teve o pior desempenho, já capturando efeitos de menor produção, queda de renda, uberização e avanço do mercado marginal de proteção veicular”, pontua Coriolano.

Ele destaca que os ramos patrimoniais avançaram crescentemente no período, notadamente o seguro residencial, como efeito do desejo de proteção de patrimônios básicos em contexto de insegurança. O ramo rural, segundo ele, é a maior evidência do progresso de um setor econômico que mitigou os efeitos da recessão. Já o ramo de crédito e garantias também veio crescendo progressivamente, particularmente o seguro de garantias judiciais, exemplo maior da insegurança dos contratos no Brasil.

No entanto, a grande vedete tem sido o segmento de pessoas, que se afirmou como polo dinâmico no período 2014/2018. “Todos os ramos cresceram, mesmo considerando o período de volatilidade de ativos em 2018 que afetou negativamente os Planos de Acumulação. Os planos de risco (morte, invalidez e doenças) vêm aumentando o seu protagonismo a cada ano. Tanto quanto o ramo residencial, fruto da preferência pela proteção em tempos de crise, desta vez proteção da família e do futuro”, ressalta o economista. Os títulos de capitalização sofreram bastante no primeiro período, como resultado da longa revisão dos produtos pela Susep, até definitiva regulamentação pelo CNSP.

De volta a 2019 – Até novembro de 2019, houve crescimento de 12,2% comparado ao mesmo período de 2018, elevando a receita para R$ 243,4 bilhões. Com o resultado de novembro, o setor cresce dois dígitos pelo sexto mês consecutivo puxado pelo desempenho dos seguros de pessoas (planos de risco e de acumulação), continua a exibir tons  azuis no ano em termos de arrecadação.

“O volume de arrecadação dos planos de risco já é 28% maior do que o ramo de automóveis”, destacou Coriolano, com R$ 41,9 bilhões, enquanto auto acumula R$ 32,7 bilhões

Em 2019, o segmento de pessoas firmou o seu protagonismo, crescendo a uma taxa de 15,4%, em contexto de inflação inferior a 4%. A recuperação do VGBL no segundo semestre tem forte contribuição. “A nota importante do desempenho setorial recente, no segmento de pessoas, são os planos de risco. Boa nova, colocando o Brasil em patamares de cultura securitária de países desenvolvidos. O volume de arrecadação dos planos de risco já é 28% maior do que o ramo de automóveis”, destacou. Nesses 11 meses, os planos de risco – com destaque para os seguros de vida (20%) e prestamista (21,3%) – subiram 14,5%, ao passo que os planos de previdência, 17,1%, reflexo direto da evolução dos produtos da linha VGBL (18,3%). 

No segmento de ramos elementares, a taxa global foi semelhante à de 2018/2014, embora com dinâmica interna diversa. Em 2019 o ramo de automóveis manteve o seu valor nominal relativamente ao ano anterior. Enquanto os ramos patrimoniais continuam a sua escalada de crescimento. O ramo rural permanece evoluindo em resposta ao setor mais dinâmico da economia, detalha Coriolano.

Quanto aos títulos de capitalização, Coriolano destaque que eles foram destravados após aquele período em modo de espera da regulamentação nova de produtos. E a reação foi proporcional à demanda reprimida por esses títulos, destaca.

O que chama a atenção no desempenho recente do setor de seguros é a pequena expressão dos seguros de grandes riscos e daqueles mais “modernos”, como o D&O e seguros cibernéticos, diz Coriolano. “Ora, comportamento previsível, considerando que a crise recessiva de 2015 a 2018 afetou fortemente a produção e a expansão e modernização do parque industrial e de comércio brasileiros, grande demandante de seguros. Por outro lado, há que considerar que o Governo Federal permanece como o maior segurador brasileiro, ainda retendo o monopólio dos seguros de acidentes do trabalho e de grande fatia do crédito à exportação”, pondera o presidente da CNseg.

O segmento de Danos e Responsabilidade (sem os prêmios do DPVAT) no acumulado do ano até novembro registrou prêmios 5,2% maior no período, atingindo R$ 67,2 bilhões. O desempenho mensal de novembro também é bastante positivo. A receita teve salto de 8,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado, somando R$ 22,8 bilhões. No mês, chamou a atenção a taxa de expansão de algumas modalidades de seguros patrimoniais, a começar de Riscos de Engenharia (alta de 163,7% sobre novembro de 2018); Responsabilidade Civil D&O (83,2%); e Rural (22,1%), por exemplo.

No editorial da nova edição da Conjuntura CNseg, ele lembra que o desempenho é, em grande parte, resultado da preferência pela proteção contra eventos que, em ciclo baixo da economia, ameaçam a estabilidade das rendas familiares, como os sinistros de morte, acidente e invalidez e, por outro lado, da grande exposição da população a cada vez mais próxima necessidade de acumulação de recursos compensatórios da Reforma da Previdência.

DPVAT no alvo do debate sobre ser repaginado ou excluído

A discussão sobre o seguro obrigatório DPVAT está no auge. Muitas são as críticas, concentradas na denúncia e fraudes e uso incorreto do dinheiro. Há também muitos elogios, como ajudar pessoas que nunca pagaram o seguro a receber indenização por danos causados por um acidente de carro. Particularmente, eu acredito em seguros sociais e já conheci muitas pessoas carentes, como viúvas com filhos que tiveram uma chance de recomeçar a vida com apenas R$ 13,5 mil recebidos pela morte de um mantenedor da família em um acidente de carro.

Em editorial publicado nesta segunda-feira, o Estadão afirma que em seu segundo ano, o Governo Bolsonaro se mostra perdido. Cita várias ações, entre elas a medida, absolutamente pontual e sem nenhuma conexão com as prioridades do País, foi a extinção do DPVAT, decretada por meio da Medida Provisória (MP) 904/19. O seguro oferece coberturas para danos por morte e invalidez permanente, bem como reembolso de despesas médicas e hospitalares, em razão de acidentes de trânsito.

A Susep quer eliminar a trava legal que impede zerar o valor da proteção obrigatória para carros e motos, o que pode anular a cobrança por até cinco anos, traz a Folha. Para o órgão, as empresas cobraram mais do que deviam no passado e o dinheiro é do consumidor. O montante, porém, pode ser maior. A Susep apura se a Líder fez despesas administrativas não autorizadas nos últimos dez anos, que acabaram embutidas no valor cobrado dos consumidores. A entidade calcula que as empresas podem ter que devolver mais R$ 1 bilhão, informa a Folha. “Empresas que compõem o consórcio contestam –na sua visão, o dinheiro é privado, resultado de serviço prestado. A pendenga pode parar na Justiça”. 

Também acho que ser obrigatório é um fato importante em algumas situações, pois de livre e espontânea vontade muitas pessoas não fazem seguro. Minha filha, que mora na Alemanha, outro dia retrucou quando eu comentei que a Alemanha era um dos maiores países do mundo em venda de seguro: “Claro que é. Somos obrigados a fazer um monte de seguro sem a gente querer”, disse a jovem de 18 anos. No entanto, o que ela mais admira na Alemanha é que todos tem um vida razoável, ao contrário do Brasil onde a desigualdade está cada dia maior, com poucos ricos e milhares de pobres. Tão carentes que sequer condições de um tratamento médico tem acesso.

Por essas e outras, acredito que deve realmente haver uma grande discussão sobre os seguros sociais, como tem proposto a titular da Susep, Solange Vieira. Mas tudo tem de ser bem discutido. Olhar o que é feito em outros países é um aprendizado e tanto. E pelo que sei, a própria seguradora Líder, que administra o DPVAT, tem feito isso e implementado boa parte das sugestões feitas pelo trabalho de uma consultoria realizado em 2017/2018.

No domingo, a Folha trouxe outro estudo. Auditoria nas contas da Seguradora Líder, feita pela KPMG, questionou uma série de procedimentos na gestão da empresa, incluindo pagamentos por prestação de serviços para pessoas próximas a políticos, a integrantes do governo federal ou ligadas a ministros do STF, muitas vezes sem os devidos detalhamentos e controles. O documento, com cerca de mil páginas, foi obtido pela reportagem da Folha de S.Paulo.

Parte dele avalia o envolvimento da Líder com o que a KPMG chama de “pessoas politicamente expostas”. A Seguradora Líder, em nota, destacou que, após receber o relatório, seguiu as recomendações da KPMG: “Foram adotadas todas a medidas administrativas e de compliance cabíveis, alinhadas com os valores de retidão e transparência que norteiam a Administração da Seguradora Líder”.

Um dos citados foi Luís Roberto Barroso, ministro do STF, que enviou a seguinte nota à Folha: “Senhor editor: A propósito da matéria sobre DPVAT, no que diz respeito a mim, as informações divulgadas acerca do relatório de auditoria não fazem qualquer sentido. Narrados de forma linear e simples, os fatos são os seguintes: entre 2009 e 2013, ao tempo em que eu era advogado privado —E NÃO PESSOA POLITICAMENTE EXPOSTA— dei pareceres e representei a Seguradora Líder em duas ações no STF. Em 2013, fui nomeado para o Tribunal, me afastei inteiramente do escritório e meus antigos sócios tocaram as duas ações no Supremo. Como ministro, jamais votei nas questões envolvendo DPVAT. Difícil entender onde possam ter visto alguma coisa errada.” 

Já a revista IstoÉ traz entrevista com Luciano Bivar. Ele cita que o Ministério da Economia está muito financista. “O governo tem que se desprender de ficar só em uma conta aritmética. Veja essa questão agora do DPVAT. Você não pode seguir com as seguradoras há oito anos indenizando o mesmo valor a uma pessoa que é atropelada. Isso diminui mais ainda a capacidade da continuidade da vida econômica – é um sentido muito pequeno, muito financista. Nos Estados Unidos, acontece o oposto. O IPVA é muito menor que o prêmio de seguros. A indenização vai a US$ 1 milhão. É importante que, se alguém for atropelado na rua, não cesse a sua atividade econômica.”

Jair Bolsonaro também tem se manifestado nas redes sociais. No dia 9, o presidente parabenizou durante transmissão semanal ao vivo o presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Dias Toffoli, e o chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), André Mendonça, pela retomada da redução do valor pago pelo seguro obrigatório DPVAT. “O seguro em si tem bilhões guardado. Não precisa ter um valor tão alto”, afirmou Bolsonaro. “Não vai ter mais festa no DPVAT. Vira e mexe é comum a gente ver questão de fraude nesse tal de DPVAT”.

Neste domingo, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), um dos filhos do presidente, também atacou o senador. “Apesar do senador Randolfe Rodrigues, o Brasil segue adiante no tema DPVAT. Vale lembrar que, pelo presidente Jair Bolsonaro, o DPVAT seria de R$ o”, escreveu o deputado na legenda de um vídeo em que um homem comenta a redução no valor do seguro sob o governo Bolsonaro.

O colunista Lauro Jardim informa no Globo que o DPVAT entrou na mira do governo, e as consequências começam a aparecer. A seguradora Líder, consórcio que administra o DPVAT, tomou um tombo na virada do ano. Das 67 seguradoras que integravam a empresa, 19 pediram desligamento. Uma turma de graúdos que inclui Mapfre, BTG, AIG Zurich, Icatu, Chubb e Swiss Re.

Esse tema deve permanecer nas manchetes por um bom tempo ainda, principalmente em ano eleitoral. Mas quem realmente deveria ser o foco a discussão é a sociedade, que tem sofrido com o uso indevido dos impostos que paga. Se esse erro for corrigido, com impostos sendo usados para o bem da sociedade, com escolas boas, prestação de saúde básica, segurança em todos os sentidos… desde poder andar na rua com um celular na bolsa até escoar a produção de alimentos por modais decentes, ai sim o Brasil e o setor de seguros mudarão de patamar, protegendo realmente a riqueza de um país desenvolvido que um dia poderá ser o Brasil.

Gustavo do Vale assume a presidência da Brasilcap

Fonte: Brasilcap

A Brasilcap – empresa de capitalização da BB Seguros – tem novo presidente: Antônio Gustavo Matos do Vale. Aos 68 anos, ele ocupava a Vice-Presidência de Gestão de Pessoas, Suprimentos e Operações do Banco do Brasil desde janeiro de 2019. Também foi vice-presidente de Tecnologia do BB, entre 2017 e 2018. A sua nomeação foi aprovada no último dia 7 pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).

 Nascido em Caratinga (MG), o executivo iniciou sua carreira no Banco de Minas Gerais, no início da década de 70. Ele trabalhou ainda por 27 anos no Banco Central, onde seu último cargo foi o de diretor de Liquidações e Controle de Operações do Crédito Rural. Também comandou a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), de 2011 a 2016.

 Gustavo do Vale é graduado em Ciências Contábeis, Administração de Empresas e Ciências Econômicas pela Universidade Católica de Minas Gerais. Ele tem ainda especialização em Análise de Sistemas de Informação, pela Fundação João Pinheiro, em convênio com a Fundação de Desenvolvimento e Pesquisa (Fundep), de Belo Horizonte.

 O novo presidente, que assume o cargo no lugar de Marcelo Farinha, tem como desafio ampliar a visibilidade de produtos e serviços da empresa, que completa 25 anos de atividades em 2020.

MAG aposta na experiência omnichannel com prospects, clientes e parceiros”, diz Nuno David

nuno David MAG Mongeral Aegon

Há algumas tendências muito fortes para o markenting em seguros, como a melhoria contínua da experiência do usuário tanto em canais digitais quanto offline

Nuno Pedro David, diretor de marketing da Mongeral Aegon, andou talvez mais de 100 quilômetros em cada dia do evento MAGNext, realizado nos dias 9, 10 e 11 de janeiro. Além de ser a grande festa do grupo, que completou 185 anos no dia 10, o evento fez vários anúncios, como a mudança de marca, de Mongeral Aegon para MAG, lançou a fintech MAG Finanças, além de premiar os melhores corretores. Mesmo cuidando de cada detalhe na linha de frente do pelotão que realizou o megaevento para 3 mil pessoas, Nuno estava sempre solicito e com um largo sorriso. Assim, ele conversou com o blog Sonho Seguro.

Leia a entrevista:

Com as mudanças do hábito de consumo transformou o marketing em seguros?

A Mongeral Aegon está sempre atenta ao comportamento do consumidor, tendências e oportunidades do mercado. É neste contexto que estamos sempre pensando em novas soluções para a sociedade. Um exemplo disso é que, apenas em 2019, lançamos mais de dez produtos e já começamos 2020 com duas novas coberturas: o novo Doenças Graves, disponível em três módulos, e o Seguro Cirurgias. Outro ponto relevante nesta análise é a hiper conectividade das pessoas. Neste cenário, apostamos cada vez mais em uma experiência omnichannel com os nossos prospects, clientes e parceiros, além de oferecer as mais modernas ferramentas digitais para a comercialização dos nossos produtos, como o Venda Digital e e-commerce.

O que as pesquisas têm revelado sobre o hábito de consumo de seguros?

Desde 2017 a arrecadação de seguros de vida tem superado à de automóveis. Isso já é um importante sinalizador de que a demanda para o ramo de pessoas tem aumentado. Creditamos este fenômeno a uma conjunção de fatores. Dentre elas, posso citar a aprovação da reforma da previdência no ano passado; a estabilidade econômica e o avanço dos canais de distribuição como os meios digitais, que facilitam o acesso a este tipo de produto.

Antes o apelo para vender seguro era deixar a família assistida. E hoje, quais apelos são usados para vender seguro de vida?

Nós fazemos uma venda consultiva baseada na análise de cada perfil e nas necessidades das pessoas. Assim, a oferta das soluções é mais assertiva para o cliente e ele entende o que está sendo proposto no plano. Como consequência disso, o apelo varia de pessoa para pessoa.

Quais serviços ofertados seduzem mais o cliente?

Em termos de proteção, percebemos que aqueles que oferecem cobertura em vida têm uma maior aderência, como Diária de Incapacidade Temporária, Doenças Graves e Diária de Internação Hospitalar.
Vários de nossos seguros contam com serviços de assistências e têm grande apelo, como chaveiro, eletricista, encanador, guincho, socorro mecânico, orientação nutricional e desconto em medicamentos de até 85%.

O que mais ajuda a vender … influencers, conteúdo em mídias, envio de -email, de mensagens em redes sociais, consultores, porta a porta…..

Certamente hoje existem muito mais meios para expandir a oferta de seguro de vida e previdência no país. No entanto, entendo que nada substitui a importância do papel do corretor. É este profissional quem vai conversar com o cliente e chegar às melhores e soluções de acordo com cada tipo de perfil. Toda as outras ferramentas são importantes e devem contribuir ainda mais para o trabalho e para o dia a dia do corretor.

Como o Big Data, Inteligencia Artifical e Analytics tem ajudado a Mongeral fazer ofertas assertivas?

Vou separar a resposta em duas partes. Tanto big data e analytics são ferramentas que contribuem fortemente para que a companhia conheça ainda mais o perfil dos seus clientes e possa, por exemplo, criar modelos de clusterização e segmentação de ações específicas e de comunicação. Já inteligência artificial é um importante mecanismo que colabora diretamente para para a otimização de processos internos que visam beneficiar tanto clientes quanto parceiros. Um exemplo prático disso são os testes que já estamos realizando para regulação de pagamento de benefícios e que têm se mostrado muito virtuosos.

Quais as ações para difundir mais a cultura de seguro no Brasil?

Esta é a pergunta de um milhão de dólares. Acredito que estamos em um caminho certo de mostrar caminhos para a educação financeira do brasileiro e como o seguro pode ser um importante pilar nesta estratégia. Para isso, é de extrema importância contarmos não apenas com ferramentas de marketing, mas, também, de profissionais atualizados e capacitados para oferecer uma consultoria de qualidade para a sociedade, principalmente quando consideramos o cenário de tanta volatilidade como é o mercado brasileiro.

Quais as tendências do marketing de seguro para os próximos anos?

Para os próximos anos, entendo que há algumas tendências muito fortes, como a melhoria contínua da experiência do usuário tanto em canais digitais quanto offline. Outra aposta que tenho e que já começamos a desenvolver na empresa é a utilização de realidade aumentada como aliada à sensibilização dos nossos produtos e importante forma de contribuir durante o processo de vendas.

Mongeral Aegon agora é MAG, marca moderna, atual e com sede de inovação, diz Helder Molina

Helder Molina MAG CEO

A companhia cresceu, nos últimos cinco anos, uma média superior a 20% ao ano. Em 2020, prevê 19%

Helder Molina, CEO do Grupo Mongeral Aegon (MAG), chorou algumas vezes no palco do MAGNext, evento que celebra a tradição e discute os desafios do futuro do setor dominado pela tecnologia, conectando todos a uma seguradora de 185 anos que os convidou para saberem mais sobre o futuro promissor do setor de previdência e seguridade no Brasil.

Molina conversou com o blog Sonho Seguro para contar um pouco mais sobre o grupo, que agora tem nova marca, MAG, que une futuro e passado numa sigla simples, curta e eficaz a partir de segunda-feira. “Esse é o começo de um novo passo importante para todos nós”, afirmou.

A Mongeral comemora 185 anos. Como o senhor vê essa centenária companhia?

Nós brincamos que a seguradora é uma jovem senhora. Temos, sim, 185 anos, mas somos uma companhia moderna, atual e com sede de inovação. Isso me fascina e respiramos muito forte esta cultura dentro de casa.

O grupo passou por grandes mudanças nos últimos anos. Como era e como está hoje?

Todas as nossas mudanças ajudaram a fazer com que a gente crescesse ainda mais. Dentre os marcos importantes que tivemos posso citar a desmutualização da companhia e a parceria com a Aegon – que acabou de completar 10 anos em 2019. Hoje somos uma companhia que cresceu, nos últimos cinco anos, uma média superior a 20% ao ano, mesmo em um momento em que o país passou por uma crise e uma recessão. Isto mostra a força do nosso grande barco que consegue navegar muito bem até em mares difíceis.

Qual o valor do investimento em tecnologia neste período?

Muito mais que falar um número frio é mostrar como avançamos nesta questão com exemplos. Posso citar alguns: desenvolvimento do primeiro e-commerce de seguro de vida e previdência do país; elaboração de sistema próprio da companhia; desenvolvimento da ferramenta de digitalização das vendas, e até ações envolvendo machine learning. Tudo isso com um único foco: melhorar ainda mais a experiência dos nossos clientes e parceiros. Isto muito me orgulha.

A mim também. Estou muito orgulhosa de tudo que vi nesses dois dias. Quais os desafios em 2020?

Nós temos uma série de desafios para frente. O primeiro deles, sem dúvida, é expandir ainda mais a oferta dos nossos produtos e serviços. Também entendo que este será um ano para testarmos e evoluirmos em assuntos relacionados aos novos marcos regulatórios, como sand box e seguros on demand.

E para o Brasil?

O Brasil tem alguns desafios importantes na pauta de 2020. O primeiro deles é dar sequência à pauta de reformas que o governo iniciou ano passado. Entendo que isso contribuirá para o crescimento do país e retomada do emprego, outros dois importantes tópicos para este ano.

A oferta do seguro de vida hoje já chega na palma da mao do cliente. O senhor acredita que o brasileiro já entende a importância deste produto?

Sim. Ainda não igual a mercados maduros, como Estados Unidos e Japão, mas já evoluímos bastante. A reforma da previdência, no ano passado, contribuiu para que o brasileiro passasse a se preocupar mais e pesquisar meios de se planejar para o futuro.

Qual a principal resistência percebida para a compra do produto?

Hoje o principal desafio é justamente tangibilizar a importância do seguro de vida. Por isso, trabalhamos fortemente em uma consultoria de qualidade e temos toda uma estrutura de apoio e suporte dentro de casa para proporcionar a melhor experiência.

Você acha que os produtos ofertados cabem no orçamento da classe C e D?

A Mongeral Aegon tem soluções para todos os perfis de clientes e bolsos. Como atuamos com consultoria personalizada, o valor investido é proporcional à necessidade e, consequentemente, à capacidade financeira.
Desta forma, entendo, sim, que há muito espaço para atuarmos neste mercado.

Quais os próximos passos da Mongeral para se manter inovadora?

Vamos continuar a fomentar dentro de casa a cultura da inovação junto aos nossos públicos de contato. Temos dois programas fortes de inovação, um em parceria com a PUC-RJ e com o IRB; outro voltado para os colaboradores. Também participamos dos mais importantes fóruns de inovação do mundo, como na Singularity University, Estados Unidos, e o RISE, na China. Isto é fundamental para estarmos conectados às tendências mais modernas de mercados maduros em avanços de inovação.

Aposentadoria: única saída é poupar, afirma Nilton Molina

Nilton Molina MAG

Nilton Molina, presidente do conselho da Mongeral Aegon (MAG) e do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, conversou com o blog Sonho Seguro durante o evento MAGNext, que marcou a comemoração dos 185 anos da seguradora e trouxe muitas novidades, como nova marca (MAG), o lançamento de uma fintech para ofertar produtos financeiros para corretores e funcionários, numa primeira etapa. O grupo pretende crescer 19% em 2020, embalado pelo enorme potencial de crescimento do setor com a reforma da previdência realizada pelo governo Bolsonaro, que deixou claro para a população que cada indivíduo terá de ser responsável pela gestão financeira da sua aposentadoria. A única saída é poupar.

Leia a entrevista:

No Brasil, como o senhor considera o atual regime e o que mais teria de ser implementado para ser um sistema equilibrado?

O sistema brasileiro de previdência social é um regime bom. No entanto, precisamos ressaltar que, para que haja o devido equilíbrio e sustentabilidade financeira do sistema, é de extrema relevância que os governos fiquem atentos às transformações demográficas da população.
Quando isso acontece, as mudanças e ajustes não precisam ser radicais. No caso brasileiro, a discussão sobre a reforma da previdência estava, pelo menos, trinta anos atrasada, quando consideramos as questões atuariais. Entendo que avançamos com as alterações aprovadas no ano passado, mas é fundamental ter no radar o fenômeno da longevidade e os seus impactos diretos na previdência social.

Tanto jovens como 50+ que tenho entrevistado afirmam que nunca conseguirão parar de trabalhar diante das novas regras da aposentadoria e da crise que o Brasil enfrenta desde 2014, que consumiu a reserva financeira de muitos. O senhor concorda?

Eu já passei dos 80 anos e nunca parei de trabalhar. As pessoas estão cada vez mais ativas e querem se sentir úteis de alguma forma. O que vamos ver são novas formas de trabalho, com jornadas mais flexíveis e novas atividades. Acredito que, naturalmente as pessoas não seguirão, na velhice, fazendo as mesmas atividades que exercem hoje.

Em sua opinião, como gerar emprego para 60+? Existe um modelo no mundo que possa citar?

Tenho percebido que as empresas têm despertado para a importância da relação intergeracional. Estamos ainda a passos lentos, mas já saímos da inércia. Posso citar como um bom exemplo o RETA: iniciativa do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon em parceria com a USP. O Regime Especial do Trabalhador Aposentado é um projeto de lei que visa fomentar o reingresso de aposentados ao mercado de trabalho por meio da flexibilização da jornada de trabalho, semelhante ao que hoje conhecemos como Lei do Estágio.

Um dos maiores gastos dos idosos é com saúde. Como resolver essa questão: menos renda mais custo?

Temos duas questões para trabalhar aqui. O primeiro deles é a rediscussão do modelo atual de saúde suplementar, que certamente precisa ser visitado para ofertar condições mais acessíveis às diferentes faixas etárias, principalmente no cenário demográfico em que temos hoje.
Por outro lado, é preciso pensar na longevidade financeira e na qualidade de vida em todas as fases. O que chamamos de terceira idade é o momento em que há um aumento significativo com gastos com a saúde, seja pelo plano de saúde ou pela compra de medicamentos para cuidar, por exemplo, de doenças crônicas.

Quais mudanças a sociedade (governo, empresas, indivíduos) podem ajudar o cidadão a ter uma aposentadoria mais digna?

Na esfera governamental, é preciso que a longevidade e a demografia sejam temas que não saiam da visão dos dirigentes do país, independentemente de partido. É importante ressaltar que isto é uma questão social, e não partidária. Sob o ponto de vista das empresas, uma forma de ajudar é o estímulo à poupança por meio de educação financeira ou, até mesmo, por planos de previdência fechada. Já o cidadão precisa, independentemente de governo e empresa, assumir a responsabilidade pelo próprio futuro financeiro e fazer a própria poupança. A dica é guardar, pelo menos, 10% do que recebe.

Joaquim Mendanha é eleito novo presidente do Ibracor

Mendanha: Sem dúvidas, inovar é fundamental para o desenvolvimento sustentável do setor

Fonte:  SINCOR-GO

Ex-superintendente da Susep e ex-presidente do SINCOR-GO, o goiano Joaquim Mendanha de Ataídes foi eleito ontem, em Assembleia Geral Extraordinária, novo presidente do Instituto Brasileiro de Regulação do Mercado de Corretagem de Seguros, de Resseguros, de Capitalização e de Previdência Complementar (Ibracor). A assembleia, realizada no fim da tarde no Rio, é composta pelos associados fundadores mantenedores e associados mantenedores e a eleição de Mendanha se deu por votação unânime. O Ibracor é a única autorreguladora autorizada pela Susep para atuar no mercado de corretagem de seguros.

“Nós confiamos plenamente na imensa capacidade do presidente Joaquim Mendanha, que assume o Ibracor em um momento importantíssimo e histórico para o mercado de corretagem de seguros. Em Goiás, Joaquim Mendanha realizou excelente trabalho à frente do SINCOR, foi alçado a superintendente da Susep, onde também atuou com firmeza, inclusive no combate ao mercado não regulamentado, e agora, sem dúvidas, promoverá as ações necessárias à autorregulação do mercado de corretagem de seguros no Brasil”, destaca o presidente do SINCOR-GO e deputado federal Lucas Vergilio. “Desejamos ao novo presidente êxito em seu novo desafio”, completa.

Joaquim Mendanha reúne mais de três décadas de experiência no segmento. Foi presidente do SINCOR-GO por três mandatos. É graduado em Administração e Marketing pela então Universidade Católica de Goiás (hoje Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) e Master in Business Administration (MBA) em Seguros e Resseguros pela Escola Nacional de Seguros. Habilitou-se corretor de seguros em 1989 e, desde 1997, desempenha também atividade de representação institucional junto ao setor. Em meados de 2016, foi nomeado superintendente da Susep.

Ao deixar a Susep no início do ano passado, Mendanha afirmou que concentrara esforços para empreender uma gestão focada em três pilares: o fomento à indústria, a busca pela eficiência com a desburocratização de processos internos e externos e o aperfeiçoamento de um modelo de fiscalização proativo. No período em que esteve à frente da autarquia,  aprovou 30 resoluções junto ao Conselho Nacional de Seguros Privados e emitiu mais de 45 circulares.