Revista de Seguros: Brasil busca reinserção no mapa do comércio mundial

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Edição traz entrevista exclusiva com Marcos Troyjo,  Secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia

Fonte: CNseg

O protagonismo do comércio exterior, que poderá responder por 30% do PIB brasileiro até 2022, é a reportagem de capa da nova edição da Revista de Seguros, já disponível no portal da CNseg. Em entrevista exclusiva, o economista Marcos Troyjo, um dos sete Secretários Especiais do Ministro Paulo Guedes, que cuida da área de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, detalha ações estruturais que defende para tornar os assuntos um elemento estratégico para o crescimento sustentável do País. Durante a entrevista ele também aborda o futuro do Mercosul, o comércio com os EUA e a manutenção da parceria com a China, todas elas medidas indispensáveis para assegurar nossa maior inserção internacional.

A Revista de Seguros mostra ainda a emigração de milhares de brasileiros para outros países. Nos últimos oito anos, esse número quase quadruplicou. Segundo a Receita Federal, com base na declaração de saída definitiva — um documento entregue pelo contribuinte ao emigrar —, em 2011 foram 8.170 declarantes. No ano passado, esse número chegou a 22.538 e, até julho deste ano, já alcançava 21.873 declarações. Possivelmente, 2019 vai bater novo recorde da série histórica.

E os drones? A frota brasileira desses dispositivos aéreos mais que dobrou desde 2017. De norte a sul do Brasil, mais de 77 mil dessas pequenas aeronaves estão registradas na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac): 28 mil de uso profissional e 49 mil de utilização recreativa, no aeromodelismo. Nos últimos 12 meses, cerca de dois mil novos aparelhos foram cadastrados mensalmente. Em outubro deste ano, 59 mil pessoas físicas e 4,2 mil empresas tinham drones oficializados perante a Anac. Mercado promissor para o seguro.  

Entre as reportagens setoriais, atenção deve ser dada ao suplemento especial que repercute os momentos mais relevantes da Conseguro 2019 – o maior evento do setor segurador brasileiro. Atenção também à contagem regressiva para a vigência da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), de grande repercussão para todas as atividades securitárias. Em razão disso, a CNseg decidiu publicar um guia inédito para ajudar o mercado a cumprir as exigências dessa nova legislação, já disponível no portal da Confederação.

Uma reportagem sobre incêndio mostra que, sem exagero, preparar-se sempre para o pior é a melhor forma de proteção e o caminho para limitar as perdas. E confira a estreia da série Fides- conjunto de matérias sobre a conjuntura de cada país integrante da Federación Interamericana de Empresas de Seguros. O mercado argentino de seguros abre a série especial da Revista de Seguros.

Nesta edição, também são abordados os benefícios da chamada Medida Provisória do Contribuinte Legal, que deve favorecer 1,9 milhão de devedores inscritos na dívida ativa e com débitos acima de R$ 1,4 trilhão com a União.

Marcelo Mello, VP de previdência, fala sobre vida e investimento da SulAmérica

sulamerica podcast marcelo melo

O episódio #6 do Sonho Seguro News traz o tema: Como buscar melhor rentabilidade para o dinheiro guardado para a aposentadoria diante da queda da taxa de juros? Convidamos Marcelo Mello, vice-presidente de vida, previdência e investimentos da SulAmérica, para falar sobre as oportunidades de negócios que a reforma da previdência traz para todos que atuam no mercado de seguros e previdência.

Em outubro, a SulAmérica Investimentos bateu a meta do ano inteiro. “Você não precisa mais explicar para cliente e para o corretor que uma seguradora independente tem um portfolio competitivo”, afirma. “O mais interessante é a forma como esse crescimento acontece. O cliente de previdencia não está confortável com esse cenário de juros baixos e por isso tem migrado para fundos mais sofisticados. É um momento diferenciado em relação ao passado. Há muitos negócios nestes segmentos de previdência e vida, pois todos precisam poupar e todos estão expostos a riscos”, afirma.

Ouça o podcast com Marcelo Mello disponível no Spotify, Apple Podcast e Deezer, e saiba mais. Se gostar, compartilhe com os amigos.

“Esperamos, com otimismo, um 2020 também desafiador”, diz CEO da Crawford Brasil

Leonardo Semenovitch vê uma exigência cada vez maior dos clientes e dos corretores por uma experiência melhor no processo de regulação e liquidação de sinistros

Em 2019, muitos executivos mudaram de emprego, abraçando novos desafios. Um deles foi Leonardo Semenovitch, que presidia a Travelers no Brasil. Por decisão da matriz, a unidade brasileira foi fechada e o executivo se recolocou na prestadora de serviços Crawford, depois e 23 anos trabalhando em seguradoras. “Espero que nossa equipe possa contribuir para a evolução e o crescimento desse mercado tão rico em oportunidades e desafios”, disse o CEO da Crawford Brasil ao blog Sonho Seguro.

“Vejo uma exigência cada vez maior dos clientes e corretores por uma experiência melhor no processo de regulação e liquidação de sinistros. O número de interações, solicitações de documentos e prazo para indenização ou encerramento precisam diminuir. Agora na Crawford, conhecendo as necessidades das seguradoras, tenho a oportunidade de oferecer serviços customizados e adequados para cada tipo de operação.”

Semenovitch avalia que em 2019 o mercado segurador brasileiro teve um desempenho um pouco aquém do esperado. “Não temos os números finais, contudo, um certo grau de incerteza política, além de reformas e crescimento mais lentos foram determinantes. Esperamos, com otimismo, um 2020 também desafiador”, diz.

Segundo ele, em um cenário de desaceleração global da economia, a competitividade e a concorrência serão cada vez mais intensas. Taxas de juros baixas demandando maior eficiência das seguradoras, que se dará, principalmente, através de automação e transformação digital. “A tecnologia está revolucionando o setor, melhorando processos, simplificando e facilitando o acesso a seguros para as novas gerações. Inovação não é só fundamental, é uma questão de sobrevivência. Além disso, exigências ambientais e sociais fazem com que as empresas sejam mais responsáveis e proativas na gestão de riscos, o que exige especialização”.

Especificamente no Brasil, acrescenta o executivo, o aumento previsto dos investimentos em infraestrutura, novos produtos, canais de distribuição e até mudanças regulatórias vão estimular um crescimento significativo do mercado. Seguro garantia, riscos de engenharia, transportes e linhas de produtos de pessoa física têm tudo para crescer substancialmente, avalia. O produto para riscos cibernéticos deve ter uma evolução acelerada também, apesar de ainda ter pouca penetração.  

Decisão do STF sobre DPVAT abre debate para o seguro obrigatório

Fonte: Seguradora Líder

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, na noite de quinta-feira, suspendeu a Medida Provisória (MP) do governo Jair Bolsonaro que extinguiria, a partir de janeiro, o Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT), será uma oportunidade para abrir o debate, no Legislativo, em torno do seguro obrigatório. A avaliação é de Wilson Toneto, presidente do Conselho de Administração da Seguradora Líder, que lidera o consórcio operador do DPVAT, formado por 73 empresas.

Toneto lembrou que a tramitação da MP no Congresso Nacional poderia se estender até abril, deixando as vítimas de acidentes de trânsito descobertas nesse período. Um estudo da Seguradora Líder estima que, apenas em 2020, poderiam ficar descobertos 314.589 acidentados, que fariam jus a um total de R$ 1,3 bilhão em indenizações, como revelou o Estado no início do mês.

“Trata-se de abrir um debate. O debate foi proposto por nós desde o ano passado, no sentido do aperfeiçoamento do seguro DPVAT. Reconhecemos a necessidade desse aperfeiçoamento”, afirmou Toneto.

A decisão do STF, numa ação movida pela Rede Sustentabilidade, foi uma derrota para o governo Bolsonaro. O relator do caso, ministro Edson Fachin, defendeu a suspensão da MP por entender que a Constituição Federal exige “lei complementar para dispor sobre os aspectos regulatórios do sistema financeiro nacional”. Portanto, extinguir o DPVAT por meio de MP seria inconstitucional.

Na ação, a Rede Sustentabilidade argumentou que o Planalto não apresentou argumentos suficientes para justificar a extinção do DPVAT, que pode ter sofrido com “potencial desvio de finalidade” ao ser utilizado para atingir um desafeto político do presidente. Como revelou o Estado no mês passado, a extinção do DPVAT atinge em cheio os negócios do presidente do PSL, deputado Luciano Bivar (PE), que se tornou desafeto do presidente Bolsonaro em meio a disputas partidárias. Bivar é o controlador e presidente do conselho de administração da seguradora Excelsior, uma das integrantes do consórcio que opera o DPVAT.

Segundo Toneto, embora o consórcio de seguradoras venha tentando, desde 2018, iniciar discussões com o governo sobre o “aperfeiçoamento do seguro DPVAT”, as propostas das seguradoras não foram levadas em consideração na MP que extinguiria o seguro obrigatório.

As sugestões do consórcio incluíam o aumento das indenizações – que hoje variam de R$ 135 a R$ 13.500, valores “congelados há 11 anos”, conforme Toneto -; a simplificação das regras de indenização, para torna-las mais objetivas e simples de verificar; a criação de mais categorias de seguros, para levar em conta diferenças de características dos veículos e localização geográfica; e a possibilidade de liberar a concorrência na oferta do seguro.

Segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep), a decisão de extinguir o DPVAT foi tomada porque o seguro seria pouco eficiente. Apenas a fiscalização do consórcio operador consome 19% do orçamento para esse fim da Susep. O órgão argumenta também que a ação está em linha com a Lei de Liberdade Econômica, que estabelece garantias de livre mercado e escolha à população. Além disso, a camada mais pobre da população segue protegida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), para pessoas pobres com deficiência ou invalidez.

Por lei, o DPVAT é obrigatório, pago por cerca de 65 milhões de brasileiros que possuem veículos, e é oferecido apenas pelo consórcio de seguradoras. Uma liberação à concorrência, com mais de uma seguradora oferecendo o produto, deveria passar por regras específicas para o seguro obrigatório, disse Toneto. Já a simplificação das regras para as indenizações ajudaria a combater as fraudes – nos últimos dois anos, houve queda de 80% nos casos de fraudes, segundo o consórcio operador; de 600 mil pedidos de indenização por ano, 43% são negados.

“Um dos grandes ofensores de fraude no seguro DPVAT é a lei que estabelece cinco níveis de indenização por invalidez. E a caracterização da invalidez tem que ser comprovada por laudo médico. Hoje, chega a 90 variações de valores de indenização”, disse o diretor-presidente da Líder, José Ismar Alves Tôrres.

Susep adia edital de seleção para sandbox

sandbox seguradoras susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulgou nesta sexta-feira em seu site que o edital de seleção para o projeto de inovação (Sandbox) não terá início no dia 1º de janeiro de 2020, conforme previsto na consulta pública nº 11/2019. A autarquia esclarece ainda que o edital será lançado no primeiro trimestre de 2020 e que o prazo de vigência será previamente comunicado. Em outubro, a previsão da autarquia era de que a seleção começasse em janeiro.

Leia mais: Susep abre consulta pública para sandbox para produtos massificados

SulAmérica é grande revelação no Prêmio Inovação, da CNseg

A SulAmérica é a seguradora mais inovadora do Brasil de acordo com a Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg). A companhia venceu cinco das nove premiações distribuídas no Prêmio de Inovação CNSeg, realizado nesta quinta-feira (19), no Rio de Janeiro. Nas categorias Produtos e Serviços, a SulAmérica figurou nas três primeiras posições. Em Processos e Tecnologia ficou em primeiro lugar e, em Comunicação, em segundo. 

“A inovação é um dos pilares mais importantes de atuação da SulAmérica e esse reconhecimento nos orgulha muito. As conquistas são reflexo do trabalho impecável de nossos colaboradores, que atuam com foco no cliente e totalmente imersos nas novas tendências, tecnologias e inovações que movem a sociedade diariamente”, comemorou Gabriel Portella, presidente da SulAmérica. “É a partir da inovação que estamos atingindo novos patamares de excelência, com foco em cuidar das pessoas, qualificar os nossos parceiros de negócios e entregar experiências únicas para o cliente”, completou. 

Em Produtos e Serviços, a SulAmérica venceu com o programa de promoção de saúde e prevenção de doenças para pessoas de 65 anos ou mais, o Idoso Bem Cuidado. O modelo de atendimento proposto abrange uma visão 360º do paciente, por meio da interação entre os profissionais envolvidos no atendimento, para que estabeleçam um modelo de atenção integral e personalizado, tendo como objetivo primordial o paciente no centro do cuidado. Atualmente, são mais de 18 mil idosos ativos em âmbito nacional. 

Na mesma categoria, o serviço Médico na Tela, voltado à orientação por vídeo com pediatras e clínicos gerais sem que o paciente precise sair de casa, ficou em segundo lugar. Na terceira posição ficou o Auto.Vc, aplicativo que atua com sistema de telemetria para ajudar a companhia a entender os hábitos de segurados e não segurados ao volante. O usuário garante descontos de até R$ 400 na contratação ou renovação da apólice. 

Na categoria Processos e Tecnologia, a seguradora foi a vencedora com o serviço de solicitação de medicamentos. Lançado em julho deste ano, a conveniência inovadora no aplicativo SulAmérica Saúde permite a segurados solicitar e acompanhar a entrega de medicamentos imunobiológicos e quimioterápicos orais em domicílio de forma rápida e segura. A companhia foi a primeira do mercado a disponibilizar esse tipo de serviço mobile. 

Por fim, a SulAmérica foi vice-campeã na categoria Comunicação com o projeto Dress Code, que consiste em um conjunto de ações com o objetivo de garantir o alinhamento do time, aumentar o engajamento e impactar na retenção e atratividade de talentos. Esse projeto vai ao encontro de uma mudança cultural em construção na companhia. 

Icatu Seguros anuncia mudança de sua sede para o Porto Maravilha

Reforçando expansão no Rio de Janeiro, seguradora irá ocupar os cinco andares da zona alta do moderno AQWA Corporate

Fonte: Icatu

A Icatu Seguros acaba de anunciar a mudança da sua matriz no Rio de Janeiro para o AQWA Corporate, no Porto Maravilha. A nova sede, que passará a funcionar no final de 2020, marca o forte ritmo de expansão da seguradora, aliado a investimentos constantes em inovação e novos modelos de cooperação.

A empresa irá ocupar os cinco andares mais altos do edifício, contando com um hall de elevadores e recepção próprios, somando 18.350m² de área total, a maior locação do mercado carioca em 2019. O movimento representa a confiança da Icatu na cidade, na qual está acelerando seus investimentos e contratações, como força propulsora do país. Especialista em pessoas, a seguradora acredita no propósito de ajudar a criar uma realidade onde cada vez mais brasileiros estejam financeiramente protegidos e assistidos em todas as fases da vida. 

O novo escritório, além de atender às demandas de crescimento da companhia para os próximos 15 anos, representa o espaço ideal ao objetivo de unir os times da matriz corporativa e do Centro de Relacionamento com Clientes (CRC) em um mesmo local. A estrutura irá permitir modelos mais ágeis de trabalho para os funcionários através de um novo conceito de interação e colaboração. 

O AQWA Corporate é considerado o edifício mais moderno no Rio de Janeiro e foi desenvolvido pela Tishman Speyer. Único projeto do renomado escritório de arquitetura Foster+Partners no Brasil, o complexo fica em um terreno de 19 mil m² na Via Binário, com acesso à rede de transportes (ônibus, metrô e VLT) e muita infraestrutura: bicicletário, vestiário, coleta seletiva de lixo, entre outros serviços.

Para a mudança, foram levadas em consideração soluções inovadoras do empreendimento, como o sistema próprio de reaproveitamento de água, e outros mecanismos que garantem o uso renovável dos recursos naturais. A sede conta com o selo LEED Gold (Leadership in Energy and Environmental Design), concedida pelo Green Building Council dos Estados Unidos, que reconhece projetos de alto desempenho que adotam as melhores práticas na construção.

“A saída da Praça 22 de Abril, sede da companhia por 18 anos, marca a mudança para um ambiente planejado para privilegiar a interação entre as equipes com ainda mais dinamismo. O movimento também reafirma a ligação histórica da Icatu com o Rio de Janeiro e ratifica nosso compromisso com o presente e o futuro da cidade, berço do nascimento do grupo”, avalia Luciano Snel, presidente da Icatu Seguros

“A mudança da Icatu para o AQWA, maior operação imobiliária do Rio de Janeiro em 2019, fecha um ano de importantes anúncios, que consolidaram o Porto Maravilha como destino de empresas comprometidas com uma visão de inovação e transformação tecnológica. A região é o eixo mais moderno de desenvolvimento da cidade, que certamente continuará atraindo grandes companhias, de diferentes segmentos”, afirma o presidente da Tishman Speyer, Daniel Cherman.

Em processo constante de transformação e modernização, a região do Porto Maravilha vem recebendo no último ano grandes empresas brasileiras e multinacionais dos mais diversos segmentos, de cosmética a petróleo, além de um vibrante ecossistema de startups e techs. São 700km de redes de infraestrutura urbana reconstruídas e 95km de rede de fibra ótica de última geração para receber corporações e também atrações culturais de grande porte. O Museu do Amanhã, o AquaRio, o Museu de Arte do Rio e a recém-inaugurada Rio Star, a maior roda-gigante da América Latina, estão no entorno do edifício.

É mais do que uma mudança de endereço. Estamos investindo em um novo ambiente de trabalho, onde as pessoas se sintam bem e os processos fluam com muita comunicação, colaboração e inovação entre as equipes da Icatu, para proporcionarmos as melhores soluções e experiências aos nossos clientes, parceiros e corretores”, completa Luciano Snel.

Setor de seguros cresce 10,3% até outubro, informa CNseg

A Agência Brasil destaca que a receita do setor de seguros cresceu, no acumulado janeiro a outubro, 12,6%, com faturamento de R$ 220,6 bilhões, excluindo a saúde suplementar e o seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores Terrestres (Dpvat). De novembro de 2018 e outubro de 2019, a expansão foi de 10,3%.

O presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), Márcio Coriolano, durante encontro nacional das seguradoras, que os meses de novembro e dezembro, historicamente, são característicos de um crescimento maior do seguro Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), que, até outubro, registraram alta de 18,7%, o que fez com que a expansão do setor este ano ultrapassasse os dois dígitos.

“Uma base maior de pessoas está comprando planos VGBL. Há, sim, um efeito da aprovação da reforma da Previdência”, admitiu. De acordo com Marcio Coriolano, o crescimento do mercado segurador brasileiro este ano, como ocorreu em 2018, não foi homogêneo. O setor de seguros automotivos cresceu apenas 0,41%, até outubro, devido à produção menor de automóveis, à queda da renda média do trabalhador, ao aumento do transporte de aplicativos ou “uberização”, entre outros fatores. Já os seguros de danos e responsabilidades, que incluem automóveis, cresceram 5,4% em dez meses.

Maioria do STF decide pela volta do seguro DPVAT, informa O Globo

Fonte: O Globo

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou para suspender a medida provisória (MP) editada pelo presidente Jair Bolsonaro que acabava com a cobrança do DPVAT, o seguro obrigatório pago pelos donos de veículos e que serve para indenizar as vítimas de acidentes de trânsito. A MP começaria a valer em 2020 e também extinguiria o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Embarcações ou por suas Cargas (DPEM). Assim, com a decisão do STF, o DPVAT e o DPEM continuarão sendo cobrados no ano que vem.

Votaram pela suspensão da MP e continuidade do pagamento do seguro obrigatório o relator, ministro Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Marco Aurélio Mello, Rosa Weber e o presidente da Corte, Dias Toffoli. Até agora, apenas Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes se manifestaram contra. Já Luís Roberto Barroso se declarou suspeito para participar do julgamento e, por isso, não votou. Faltam ainda os votos de Cármen Lúcia e Celso de Mello.

Fachin argumentou que a medida provisória diz respeito ao Sistema Nacional de Seguros Privados, que integra o sistema financeiro nacional. E, segundo ele, é necessário aprovar uma lei complementar, em vez de uma Medida Provisória, para “dispor sobre os aspectos regulatórios do sistema financeiro nacional”.

Caso a decisão se confirme, ela não será definitiva ainda. Terá o efeito de suspender a MP, mas seus efeitos serão temporários, até que o plenário do STF analise novamente a questão. Não há prazo de quando isso vai ocorrer. A ação que levou o tribunal a analisar a medida provisória de Bolsonaro foi apresentada pelo partido Rede.

A votação de ontem foi no plenário virtual, ou seja, os ministros se manifestam no sistema eletrônico da Corte, sem a necessidade de reunião presencial. Hoje, tem início o recesso do STF, que volta a funcionar normalmente apenas em fevereiro de 2020.

Bolsonaro editou a MP em novembro deste ano. Um dos argumentos do governo federal é que a MP não desampara os cidadãos no caso de acidentes, já que, para as despesas médicas, “há atendimento gratuito e universal na rede pública, por meio do SUS”.

O DPVAT é gerido pela Seguradora Líder, um consórcio de 73 empresas, como AIG Seguros, Caixa Seguradora, Bradesco Seguros, Itaú Seguros, Mapfre, Porto Seguro, Omint, Tokio Marine e Zurich Santander.

Dos recursos arrecadados pelo DPVAT, 50% vão para a União. O repasse é dividido entre os 45% remetidos ao SUS para custeio da assistência médico-hospitalar às vítimas de acidentes de trânsito e os 5% que cabem ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) para investimento em programas de educação e prevenção de acidentes. Os outros 50% são direcionados para despesas, reservas e pagamento de indenizações às vítimas – mais de 4,5 milhões de pessoas foram beneficiadas na última década.

CMN aperfeiçoa regulamento que trata da aplicação de recursos das seguradoras

Fonte: Ministério da Economia

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou Resolução que altera a Resolução CMN nº 4.444, de 2015, para aperfeiçoar o regulamento que trata da aplicação dos recursos das seguradoras, das entidades abertas de previdência complementar e de outros entes regulados.

As alterações buscam garantir maior simplificação regulatória, aprimorar a gestão de risco e a política de investimentos, além de permitir maior diversificação nos investimentos das entidades reguladas.

As alterações foram objeto de discussão no âmbito da Iniciativa de Mercado de Capitais (IMK), em grupo de trabalho coordenado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e que contou com a participação de associações representativas do setor.

Destaca-se a elevação do limite para investimento na modalidade “Investimentos Sujeitos à variação Cambial”: i) de 10% para 20% dos ativos garantidores, para planos de previdência durante o prazo de acumulação, para investidores em geral; e ii) de 10% para 40% dos ativos garantidores, para planos de previdência durante o prazo de acumulação, para investidores qualificados.

Em adição a essa flexibilização, passará a ser ativo elegível nessa modalidade os títulos de governos centrais de países com classificação de grau de investimento por agência de classificação de risco registrada na CVM ou reconhecida por essa autarquia. Outro novo ativo elegível é o fundo de investimento classificado como “Ações – Mercado de Acesso”, que terá limite de até 15% dos ativos garantidores.

O objetivo dessas inclusões é permitir maior diversificação dos investimentos por parte das entidades reguladas.

Em relação às regras para investimento em instrumentos financeiros derivativos, foram estabelecidos critérios objetivos: i) margem requerida limitada a 15% do valor do patrimônio líquido do Fundo de Investimento Especialmente Constituído (FIE); e ii) valores pagos a título de prêmio de opções limitados 5% do valor do PL de cada FIE.

Também foram incorporados à norma avanços obtidos na regulação dos Fundos de Investimento em Participações (FIP). Será obrigatória a aplicação em FIP qualificado como Entidade de Investimento, na forma regulamentada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Ademais, o investimento em FIP pelo mercado regulado foi condicionado a que o gestor do fundo ou o grupo econômico a ele ligado mantenha, no mínimo, 3% do capital subscrito do fundo, vedando-se cláusula no regulamento do FIP que estabeleça preferência, privilégio ou tratamento diferenciado de qualquer natureza ao gestor e/ou pessoas ligadas em relação aos demais cotistas.

Foi criado capítulo específico que trata do desenquadramento passivo dos FIE, situação na qual os entes regulados extrapolam os limites de aplicação da norma por fatos alheios ao seu controle, como, por exemplo, de oscilação de valor dos ativos. O prazo para reenquadramento será de um ano, e os excessos verificados não poderão ser agravados nesse período.

Por fim, nas diretrizes para aplicação dos recursos, os entes regulados observarão, sempre que possível, os aspectos relacionados à sustentabilidade econômica, ambiental, social e de governança dos investimentos, em linha com as boas práticas internacionais.