ESTADÃO: Caixa prevê que braço segurador chegue a B3 valendo até R$ 60 bilhões

Parceiras podem ser reveladas em breve; Tokio Marine é tida como certa

Fonte: Estadão

A Caixa Econômica Federal prepara para abril a abertura de capital da Caixa Seguridade, divisão de seguros do banco. A expectativa do banco público, segundo apurou o ‘Estadão/Broadcast’, é de que a empresa chegue valendo entre 50 bilhões e R$ 60 bilhões na B3, marcando a primeira oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da história da instituição financeira e da equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro. Segundo fontes próximas ao banco, a Caixa já organiza um calendário extenso de reuniões com investidores (roadshow, no jargão do mercado) para garantir uma boa precificação do ativo. Parte dos recursos obtidos com o IPO deve ser utilizada para a Caixa amortizar sua dívida com o Tesouro Nacional no âmbito dos chamados instrume ntos h&i acute;bridos de capital e dívida (IHCD). O banco já teria pago R$ 11,3 bilhões de um saldo de cerca de R$ 40 bilhões.

Tokio Marine – A Caixa já tem praticamente fechado três, conforme apurou o Estadão Broadcast , faltando apenas detalhes como, por exemplo, aprovações dos respectivos lados. A primeira joint venture a ser anunciada será a de seguro habitacional e residencial. Quem levou o negócio, segundo fontes próximas à operação, foi a seguradora japonesa Tokio Marine. O valor teria ficado bem acima do patamar de R$ 1,5 bilhão, considerando uma fatia de 25% na joint venture e os outros 75% nas mãos da Caixa Seguridade. As parcerias terão prazo de 20 anos, podendo ser renovadas. As próximas joint ventures na fila de anúncio, segundo fontes, seriam a de capitalização e a sociedade que vai concentrar os ramos de saúde e odontologia. Cada negócio teria ficado com um sócio diferente.

Unisincor prepara colaboradores de corretoras de seguros para atuarem no setor

Fonte: Sincor-SP

Com o objetivo de auxiliar as empresas corretoras de seguros a preparar seus colaboradores para atuar na corretagem, a Unisincor (Universidade Corporativa Sincor) oferece o curso presencial “Preparatório para funcionários de corretoras de seguros”, entre os dias 20 e 23 de janeiro, em São Paulo.

“Não há nada melhor do que contar com uma equipe de trabalho atualizada, oferecendo ferramentas de direcionamento e planejamento. Todo empreendedor evitará o conhecido problema dos erros constantes, evitando o retrabalho e o os consequentes desperdícios de tempo e dinheiro”, explica Sidney Dias, diretor da Conhecer Seguros, empresa parceira da Unisincor na gestão dos cursos.

Dias reforça que é fundamental para uma empresa, independentemente do porte, assegurar-se de que seus colaboradores conheçam os fundamentos do seguro e os conceitos gerais do setor, além dos procedimentos administrativos e operacionais específicos da atividade de corretagem. “Sabemos que tudo isso leva um tempo precioso, caso seja feito no próprio ambiente de trabalho e, por isso, o empregador pode contar com toda a estrutura da Unisincor para fazer essa parte, capacitando sua equipe e tornando o dia a dia da sua corretora mais produtivo”, destaca.

O curso é aplicado pela docente Angélica Martins Valverde, especialista em Administração e Marketing, com mais de 30 anos de atuação no mercado de seguros. O investimento, por pessoa, é de apenas 4x de R$ 74,25, no cartão de crédito, sendo que corretores de seguros associados ao Sincor-SP contam com 30% de desconto.

Para inscrever o colaborador, basta acessar o site da Unisincor e fazer a inscrição online. O curso vai acontecer nos dias 20 a 23 de janeiro, das 19h às 22h, na Rua Líbero Badaró, 293, 29º andar, no centro de São Paulo.

Essor Seguros fecha 2019 com crescimento de 20%

essor seguros

“Esperamos que 2020 seja um ano motivador, com crescimento entre 15% a 20%”, afirma o CEO

Fonte: Essor

O ano de 2019 foi de crescimento para a Essor Seguros. O avanço estimado pela companhia foi de 20%, alavancado pela movimentação, em prêmios, de aproximadamente R$ 500 milhões.   Todos os ramos da companhia apresentaram aumento de produção, com a rentabilidade esperada.  A Seguradora se mantém entre as 15 melhores companhias no mercado, quando considerado o Retorno sobre o Patrimônio Liquido, ou seja, a rentabilidade de suas operações frente ao capital investido.

Os últimos 12 meses também foram marcados pela solidificação dos ramos em que a Essor já atuava, como Agrícola e Ônibus, assim como o lançamento do seguro Bike e Aeronáutico, com parceiras diferenciadas.  Para o Seguro Bike, o produto conta com a inovadora opção de contratação por assinatura, no qual o segurado escolhe quando ativar e desativar a vigência do seguro. A perspectiva é de que a novidade torne a seguradora um dos maiores players neste segmento ao longo de 2020.

“Sem dúvida, o ano de 2019 foi intenso e desafiador. Agradecemos aos nossos parceiros e corretores de seguros por fazermos diferença”, afirma Fabio Pinho, CEO da Essor. Ele complementa: “esperamos que 2020 seja um ano motivador, com crescimento entre 15% a 20%”.

Caixa Seguridade prevê abertura de capital “bilionária”

Vamos ver como seguro pode ajudar na capitalização da Caixa. Interesse há. Insegurança dos investidores para decidir o tamanho do investimento também. Sempre é muito para quem coloca dinheiro e pouco para quem recebe

Para 2020, o objetivo do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, é capitanear a bilionária abertura de capital da Caixa Seguridade, informou o Estadão na edição do dia 28 de dezembro. Em paralelo, concluir a reestruturação da operação de seguros, com a chegada de novos sócios a partir de fevereiro de 2021, quanto termina o contrato de exclusividade com a atual acionista, a francesa CNP Assurances.

Segundo noticiou a Reuters, a Caixa Seguridade e a francesa CNP Assurances receberam aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para formar uma nova parceria na área de seguros de vida, prestamista e planos de previdência privada, conforme publicado no Diário Oficial da União do dia 19 de dezembro.

A nova parceria vai começar a operar em 2021, após a expiração do atual acordo, no final de 2020. As empresas, que já formavam um joint venture que controla a Caixa Seguros Holdings, haviam anunciado o novo acordo de R$ 7 bilhões em setembro.

A reorganização da parceria está em linha com o planejamento estratégico da Caixa Seguridade para seguir com o desenvolvimento dos negócios de seguros com maior governança e transparência, afirmaram as empresas segundo comunicado do Cade.

No meio de tudo isso, o governo enviou ao Congresso Nacional um projeto de Resolução Bancária, encaminhado no dia 23 de dezembro, que prevê o uso de recursos públicos no socorro a bancos em dificuldade, o que é proibido hoje pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O dinheiro do Tesouro Nacional – ou seja, dos contribuintes – só seria usado depois de esgotadas as demais fontes, segundo texto da proposta obtido pelo Estadão/Broadcast.

Antes, há uma série de etapas para o reequilíbrio das instituições financeiras. O projeto cria dois regimes de resoluções: o Regime de Estabilização (RE) e o Regime de Liquidação Compulsória (RLC). Os dois substituirão três mecanismos usados atualmente pelo BC: liquidação extrajudicial, intervenção e Regime de Administração Especial Temporária (Raet).

Um suspiro para o segmento de seguro automóvel

A Fenabrave (Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores) divulgou ontem que a indústria automobilística teve no ano passado o melhor desempenho desde 2014, com vendas totais de 2,78 milhões de veículos no País. Apenas em dezembro, foram 262,7 mil emplacamentos, alta de 12,04% ante 2018.

Mais de 70% da venda de seguro auto vem da demanda de quem compra um carro zero. O setor de seguros automotivos cresceu apenas 0,41%, de janeiro a outubro de 2019, devido à produção menor de automóveis, à queda da renda média do trabalhador, ao aumento do transporte de aplicativos ou “uberização”, entre outros fatores, informou a Confederação das Seguradoras, a CNseg, no último boletim de estatísticas divulgado no portal em dezembro.

Segundo da Fenabrave, 2,78 milhões de unidades foram emplacadas no ano passado, um aumento de 8,65% em relação a 2018. O dado é o melhor desde 2014, quando as vendas de novos veículos somaram 3,5 milhões. São considerados automóveis, veículos comerciais leves, caminhões e ônibus.

Segundo a Fenabrave, a melhora é resultado da queda nos juros básicos da economia e do recuo das taxas de inadimplência e de desemprego, que colaboram “diretamente no aumento da confiança do consumidor e, também, do empresário brasileiro”.

Os automóveis comerciais e leves, que representam mais de 90% do setor, registraram 2,65 milhões de emplacamentos no ano passado, alta de 7,65% frente a 2018. Já em dezembro, as vendas somaram 251,9 mil unidades, uma escalada de 12,07% na comparação anual. Entre os veículos pesados, houve alta significativa nas vendas de caminhões (33,12%) e de ônibus (38,94%). Foram 128,9 mil unidades vendidas em 2019, a maior parte delas de caminhões (101,7 mil).

Celso Damadi assume RI e Marcelo Picanço passa a ser VP de seguros na Porto

porto seguro

Em nota enviada ontem à Comissão de Valores Mobiliários, a Porto Seguro informou que Celso Damadi assumiu o cargo de vice-presidente de relações com investidores da companhia, em substituição a Marcelo Barroso Picanço, que passa a ser vice-presidente de Seguros, conforme aprovado pelo Conselho de Adminstração em reunião realizada em 23 de dezembro de 2019 e com efeitos desta substituição a partir de 2 de janeiro de 2020. Vários cargos de diretores agora passaram a ter status de vice-presidentes, como os acima mencionados.

Edição #32 do Terra Report mostra lucro de R$ 1,3 bi em resseguros

terra brasis

A Terra Brasis (agora integrada na Austral Re) publicou a edição #32 do Terra Report, analisando o terceiro trimestre do ano de 2019 do mercado brasileiro de Resseguros. No período de janeiro a setembro deste ano, o volume de resseguro cedido pelas seguradoras brasileiras (bruto de comissão) aumentou em 12,9% em relação ao mesmo período de 2018, totalizando R$ 10,27 bi, sendo que deste total cerca de 67% foi colocado em Resseguradoras Locais.

No conjunto, o resseguro emitido pelas Resseguradoras Locais (bruto de comissão) foi de R$ 9,63 bilhões, um crescimento de 12,0%. Já a aceitação de riscos do exterior das Locais continua impulsionada, com um total estimado em R$ 3,74 bi, um aumento relevante de 35,1% em relação ao mesmo período de 2018.

As Resseguradoras Locais apresentaram um Lucro Líquido de R$ 1.309 milhões (IRB com R$ 1.131 milhões e demais locais com R$ 178 milhões), um aumento de 31,7% em relação aos R$ 994 milhões apresentados no mesmo período do ano anterior.

SulAmérica e Hapvida passam a compor o Ibovespa

Seis companhias do mercado segurador e saúde suplementar estão entre as listadas na terceira prévia da nova carteira do Ibovespa que vai vigorar de 6 de janeiro a 30 de abril de 2020, levando como base o fechamento do pregão de 30 de dezembro de 2019. SulAmérica e Hapvida são as novatas do índice, acompanhas pelo IRB Brasil Re, Intermédica, BB Seguridade e Qualicorp.

O principal índice da bolsa contará com as entradas de Carrefour Brasil (CRFB3), Hapvida (HAPV3), SulAmérica (SULA11), Cia. Hering (HGTX3) e Totvs (TOTS3), totalizando 73 papéis de 70 empresas.

A B3 divulga regularmente três prévias das novas composições dos índices: a 1ª prévia, no primeiro pregão do último mês de vigência da carteira em vigor; a 2ª prévia, no pregão seguinte ao dia 15 do último mês de vigência da carteira em vigor e a 3ª prévia, no penúltimo pregão de vigência da carteira em vigor.

Falando em bolsa, hoje o Valor Investe divulgou as ações que tiveram perdas em 2018 e recuperaram o fôlego em 2019. Duas corretoras de seguros estão na lista. O valor da ação da Wiz caiu 37% em 2018, subiu 130% em 2019 e acumulou no período variação positiva de 44,6%. A Qualicorp recuou 56% em 2018 e avançou 246% em 2019, com variação positiva de 57% no período analisado.

Confira as seguradoras e corretora de seguros listadas na nova composição do Ibovespa:

IRB Brasil (IRBR3) 1,7773%

Intermédica (GNDI3) 1,5329%

BB Seguridade (BBSE3) 1,2406%

SulAmérica (SULA11) 0,8184%

Hapvida (HAPV3) 0,6796%

Qualicorp (QUAL3) 0,5103%


Toffoli suspende redução do valor do Seguro DPVAT

A Seguradora Líder, única administradora do Dpvat, reclamou no Supremo que a medida seria uma maneira de burlar decisão do próprio tribunal

Fonte: Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, suspendeu hoje (31) a redução dos valores a serem pagos na contratação do seguro obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (Dpvat), que passaria a a vigorar a partir de 1º de janeiro.

Após proposta da Superintendência de Seguros Provados (Susep), o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) aprovou na semana passada uma redução de 67,7% e de 85,4% no valor do DPVAT de 2020 para carros e motos, respectivamente.

No caso dos carros, o novo valor a ser pago seria de R$ 5,23, enquanto os proprietários de motos passariam a pagar R$ 12,30. A redução drástica dos valores também se observava nas demais categorias: o preço para ônibus com frete seria de R$ 10,57; para ônibus sem frete, de R$ 8,11, e para caminhões, R$ 5,78.

A Seguradora Líder, única administradora do Dpvat, reclamou no Supremo que a medida seria uma maneira de burlar decisão do próprio tribunal, que neste mês suspendeu a medida provisória (MP 904/2019) que havia extinguido o seguro. Isso porque os valores estabelecidos seriam “irrisórios” e insuficientes para manter os serviços prestados.

Toffoli concordou com os argumentos, destacando que, a seu ver, a única motivação para o CNSP e a Susep promoverem a redução nos valores foi a decisão do Supremo, pois caso contrário não haveria razão para o ato, uma vez que não fosse a atuação do tribunal o Dpvat não mais existiria a partir de 1º de janeiro.

O ministro escreveu que a alteração do ato normativo referente ao Dpvat por parte do Conselho Nacional de Seguros Privados configura “subterfúgio da administração para se furtar ao cumprimento da eficácia da decisão cautelar proferida pelo Plenário do STF na ADI nº 6.262/DF”, na qual foi suspensa a extinção do seguro.

“Por essas razões, entendo que a Resolução CNSP nº 378/2019 esvazia a providência cautelar deferida por essa Suprema Corte nos autos da ADI nº 6.262/DF, razão pela qual compreendo ser o caso de sua suspensão”, concluiu Toffoli.

Susep abre consulta pública sobre sistema de registro de operações

Normativos abordam credenciamento das entidades administradoras de sistemas de registro e conteúdo mínimo das operações registradas

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) colocou em consulta pública minuta de resolução sobre o registro de operações de seguro, de previdência complementar aberta, de capitalização e de resseguro; minuta de circular sobre os procedimentos relativos ao processo de credenciamento de entidades registradoras e de homologação de sistemas de registro; e minuta de circular sobre o conteúdo informacional mínimo para fins do registro obrigatório das operações de seguro garantia.

Os normativos estabelecem a sistemática para o acesso a um conjunto de informações detalhadas e relevantes sobre as operações, não somente por parte da Susep, mas também de demais participantes do mercado, de consumidores e de órgãos públicos interessados, respeitando as regras legais sobre sigilo de dados. Busca-se, com isso, aprimorar o processo de regulação e de supervisão, reduzir de custos de observância regulatória e possibilitar a participantes e consumidores o acesso direto a informações.

Em maio de 2019, a Susep abriu consulta pública sobre o registro de operações. Após receber contribuições, foram conduzidas reuniões técnicas para aprofundar a discussão sobre o assunto. Com o amadurecimento das discussões e considerando a necessidade de conferir à sociedade a oportunidade para contribuir com as discussões subsequentes, a autarquia entendeu oportuno submeter novamente ao processo de consulta pública as novas minutas dos normativos.

Os editais foram publicados nesta segunda-feira, 30 de dezembro, no Diário Oficial da União (DOU) e estão disponíveis na página da Susep na Internet (http://susep.gov.br/menu/atos-normativos/normas-em-consulta-publica).