IRB vive tempestade antes da divulgação do balanço de 2019

irb squadra

Apesar da queda de R$ 11 bilhões em valor de mercado na B3 desde o dia 3, os analistas do Credit Suisse enxergam bons resultados para a companhia e aumentaram o preço-alvo dos papéis

O maior ressegurador do Brasil, o IRB Brasil Re, que tem entre seus acionistas Bradesco e Itaú, enfrenta um mês turbulento. Perto de divulgar seu balanço, previsto para a semana que vem, vê o valor de mercado despencar 26%, ou perda de R$ 11 bilhões, na B3 desde o último dia 3, quando a gestora Squadra divulgou um relatório de 50 páginas questionando dados financeiros divulgado até setembro passado. Usando da prerrogativa de que estava em período de silêncio pela divulgação próxima do balanço, os executivos do grupo não deram esclarecimentos públicos. No entanto, mudaram a estratégia após cobrança da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), uma vez que o período de silêncio é para dados futuros e não para dados passados.

O vice presidente financeiro do IRB, Fernando Passos, afirmou que as demonstrações contábeis já eram transparentes e terão uma abertura ainda maior de dados. Passos afirmou que, com mais informações, todos os interessados poderão fazer suas próprias contas e chegar à “conclusão correta”.

O Estadão informa que a nova carta aos cotistas da carioca Squadra foi publicada às vésperas do vencimento de uma opção de venda de ações do IRB Brasil Re, que estão nas mãos da gestora. “Isso significa, em miúdos, que quanto mais os papéis do ressegurador caírem até lá, melhor para a ‘asset’, visto que ela tem posição vendida, que aposta na queda das ações. Como a gestora havia acumulado perda de cerca de R$ 360 milhões, uma vez que os papéis do ressegurador estavam em alta na bolsa, a reviravolta nas ações ocorrida após a primeira carta que questionou os resultados da companhia na semana passada tem ajudado a atenuar o prejuízo. A Squadra tem uma opção de venda correspondente a 910,9 mil lotes com 100 ações do IRB cada e que vencem na próxima segunda-feira, dia 17, conforme informações públicas da CVM”, destaca o jornal.

Depois da nova carta endereçada aos cotistas, o IRB acionou ontem a CVM, acusando a Squadra de “manipulação de mercado” e de “insider trading”. Depois da correspondência da gestora, a XP Investimentos colocou o IRB Brasil em revisão. A XP tem um volume considerável de ações do ressegurador.

Segundo relatório da maior plataforma de investimento do país, “dada a alta incerteza gerada pela falta de esclarecimentos por parte da empresa” coloca sua cobertura de IRB sob revisão. Segundo o analista Marcel Campos, ainda não há esclarecimentos suficientes por parte da companhia para que a XP pudesse reavaliar os questionamentos levantados pela Squadra. “Segundo o documento da gestora, muitas das análises envolvem interações com reguladores (locais e estrangeiros), além da interpretação independente de dados contábeis. Dessa forma, dada a falta de visibilidade, estamos colocando nossa cobertura das ações do IRB sob revisão”, disse, segundo informa o portal de notícias Infomoney.

“Nossa recomendação anterior e estimativas não são mais válidas a partir da publicação desse relatório. A empresa atualmente encontra-se em período de silêncio, em função da divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2019. Nossa expectativa, entretanto, é de que maiores esclarecimentos sejam compartilhados com o mercado na divulgação. Até então, investidores devem esperar volatilidade no curto prazo, conforme o mercado continue a assimilar as informações.”

Diante do forte tombo dos papéis do IRB em fevereiro, muitos investidores têm se perguntado se isso abre uma oportunidade de compra dos papéis. Para o Credit Suisse, não, informa o Infomoney. Em relatório divulgado a clientes, os analistas do banco disseram que o papel ainda não está em um entry point (ponto de entrada) interessante mesmo depois do sell-off recente. Ainda assim, eles enxergam bons resultados para a companhia e aumentaram o preço-alvo dos papéis.

“As nossas projeções de earnings para o papel estão razoavelmente otimistas, incluindo um crescimento forte nos prêmios emitidos, custos bem menores de retrocessão e apenas uma pequena queda no loss ratio em relação ao histórico”, afirmou o Credit. As projeções do banco suíço para o IRB em 2020 e 2021 indicam um lucro líquido de R$ 1,83 bilhão para 2020 (+12,7% na comparação anual; 7% abaixo do consenso) e R$ 2,14 bilhões em 2021 (+16,5% na comparação anual; 2% abaixo do consenso).

“Vale destacar que, mesmo estando abaixo do consenso, estamos dando o benefício da dúvida em alguns pontos, como incorporar uma relevante redução de custos de retrocessão de 27% em 2019 para 17% em 2020.” Segundo o banco, os resultados financeiros devem ficar bem acima dos 100% do benchmark e o crescimento de top line (receitas) deve permanecer resiliente, acima dos 20% tanto em 2020 quanto 2021.

“Assumimos apenas uma pequena deterioração na sinistralidade. A redução de nossas estimativas está lastreada em boa parte pela queda de resultados financeiros (-6% em 2020 e -1,5% para 2021) e o nosso preço-alvo para as ações subiu de R$ 38 para R$ 43, principalmente em função de um menor risk-free.” No entanto, para justificar a falta de visão de um ponto de entrada nas ações do IRB neste momento, os analistas do Credit disseram que a relação entre risco e retorno não parece muito atrativa.

Ao contrário da visão do Credit, o Morgan Stanley já havia se pronunciado a seus clientes indicando que a queda dos papéis do IRB na semana passada abriu, sim, um ponto de entrada. “Achamos que os investidores estão comparando maçãs e laranjas”, disse em nota o diretor do banco Jorge Kuri. “Contratos de curto prazo e falta de risco catastrófico geram uma lacuna no ROE (retorno sobre o patrimônio) e produzem modelos de negócios fundamentalmente diferentes.” O diretor do Morgan Stanley ressaltou ainda outros diferenciais do IRB em relação aos seus pares globais. “O rendimento dos títulos é significativamente maior no IRB do que em pares globais, principalmente devido a um ambiente de taxa de juros mais alto que permite spreads maiores e ao fato de que, diferentemente das empresas de resseguros globais, o IRB não precisa proteger seu risco cambial. Apesar do maior rendimento, a receita financeira representa uma parcela menor da receita líquida no IRB do que nos pares globais, outra diferença fundamental no modelo de negócios do IRB. Além disso, a receita financeira do IRB, como uma porcentagem do lucro total, tem diminuído constantemente à medida que as operações de subscrição da empresa se tornam mais eficientes.”

Isabel Azevedo assume como VP de RH da corretora MDS

Estimular um conjunto diverso de práticas para motivar e influenciar as pessoas é a aposta da nova executiva para impulsionar os resultados da MDS Brasil

Fonte: MDS

A MDS Brasil contratou Isabel Azevedo para a posição de Vice-Presidente de Recursos Humanos. “Pesquisas apontam que praticamente qualquer pessoa pode melhorar suas habilidades quando querem e quando as circunstâncias são adequadas. Em poucas palavras, quando os líderes estabelecem condições para o desenvolvimento, este pode acontecer para todas as pessoas. Ninguém nasce pronto”, diz Isabel, com 15 anos de experiência no mercado.

De acordo com o CEO do Grupo MDS, José Manuel Dias da Fonseca, a chegada da nova VP de RH está alinhada às estratégias de longo prazo da companhia e visa gerar mais sustentação para o crescimento dos negócios nos próximos anos. “Somos uma empresa de serviços e as relações interpessoais são primordiais no nosso universo. Acreditamos que talentos somados a serviços, produtos e soluções eficientes são o segredo para galgarmos ainda mais espaço no mercado”, ressalta. O executivo ainda destaca que entre os desafios da área de RH estão novas iniciativas de engajamento interno, fortalecimento de marca e do sentimento de pertencimento.

Com experiência em diferentes segmentos do mercado, Isabel possui MBA Executivo Empresarial pela Fundação Dom Cabral e PMBA na Kellogg School of Management.

NEWE Seguros: meta para 2020 é dobrar faturamento e lançar produtos

Newe Seguros

Seguradora lança sua nova marca em festa no Rio de Janeiro e afirma que está pronta para crescer em 2020 num dos setores mais promissores do mercado segurador

A NEWE Seguros começou 2020 com tudo. Afinal, atua no setor que apresentou um dos maiores índices de crescimento em 2019 e que também recebe os principais indicadores de potencial de crescimento dos especialistas do setor. Segundo dados da CNseg, a Confederação das Seguradoras, o seguro rural apresentou alta de 15,9% de janeiro a novembro de 2019.  

Segundo o presidente da CNseg, ramo rural é a maior evidência do progresso de um setor econômico que mitigou os efeitos da recessão. Em 2019, 58 mil produtores rurais do País aderiram ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), demandando R$ 440 milhões, ou 100% dos recursos ofertados pelo governo federal para subsidiar parte do valor das apólices. Diante destes números, o governo elevou o subsídio para R$ 1 bilhão em 2020 e estuda elevar para R$ 1,5 bilhão em 2021.Disposta a dobrar o faturamento em 2020 e lançar novos produtos, a NEWE parte para a conquista de mercado.

Em janeiro fez um festão para as equipes de São Paulo e Rio de Janeiro para marcar o lançamento da nova marca que substituiu a antiga Markel. A sugestão de nomes foi feita pelos colaboradores e os demais conceitos pela empresa de comunicação contratada, Rangabuana Design. Eduardo Oliveira, da área de TI da seguradora foi o autor do nome escolhido, por meio de votação interna: NEW (Novo) + (We) Nós – Uma alusão aos executivos da companhia que compraram a seguradora, Carlos Caputo, Gabriel Boyer e Rodrigo Motroni. No sentido de passar a ideia de “Um novo nós”. 

O CEO Carlos Caputo está satisfeito com o resultado do trabalho pelo Feedback positivo que tem tido dos clientes, parceiros, além das próprias equipes internas. Ser especialista em Agro é outro ponto que tem tornado a seguradora mais demandada pelos corretores. “Com certeza o que conta muito neste segmento é a expertise do assunto pelos gestores do negócio, pois com isso é prestado um atendimento focado e altamente diferenciado, o que agrega muita confiabilidade e tranquilidade em trabalhar com a NEWE. Temos canal direto o que nos dá rapidez e agilidade , além da abertura comercial para elaboração e melhoria de produtos. Isso sem contar no profissionalismo da equipe que compõe a seguradora”, conta ao blog Sonho Seguro Maurício Kappke, da corretora Kappker Seguros.

Jorge Daniel Malheiros de Oliveira, sócio da JDM Corretora de Seguros, concorda. “Como corretora de seguros que tem foco no seguro agrícola e atendimento às demandas do produtor rural, faz toda diferença ter o apoio de uma seguradora também focada como é o caso da Newe. Temos percebido que a Newe é uma empresa que honra seus compromissos, tem uma boa análise de risco o que também a torna muito competitiva. Para nós, a principal vantagem que faz com que tenhamos alinhamento com a Newe é o foco no agro com atendimento próximo, ágil e personalizado.”

Gabriel Boyer, Carlos Caputo (centro) e Rodrigo Motroni: 2020 será um grande ano para a NEWE Seguros!

Para 2020, Caputo quer tornar a NEWE ainda mais “atraente” para seus clientes e parceiros. “Nosso quadro vai ficar ainda mais qualificado, pois estamos fazendo novas contratações de pessoas-chave, oriundas dos mais importantes players do setor, com o objetivo de elevar ainda mais o padrão dos serviços prestados pela seguradora”, disse.

A companhia trabalha com um conceito mais ampliado de atuação. Seguro é o serviço mais importante, mas não é o único. Ela oferece benefícios e serviços agregados, tanto para o produtor, quanto para o corretor de seguros. Todos são treinados, não só para vender, mas para fazer par com a companhia no esclarecimento de dúvidas sobre as melhores práticas no dia a dia das propriedades cobertas.

O mesmo é feito com os peritos, alguns deles, exclusivos da NEWE. Além do aspecto técnico do treinamento, a NEWE prioriza o lado humano no trato com o produtor, que no ato da apuração do sinistro está passando por um momento difícil. 

“Entender quais são as principais dúvidas sobre as coberturas, dar transparência ao trabalho, e compreender determinadas situações que fogem à regra, são diferenciais positivos que a NEWE deseja estabelecer neste mercado. Afinal, trabalhar com risco climático envolve uma série de variáveis que precisam ser do conhecimento de quem adquire uma apólice de seguro para sua lavoura”, comenta Motroni, vice-presidente comercial e de sinistros.

Esse entendimento amplo sobre o negócio, que requer conhecimento profundo de seguro e agricultura, parece ser fundamental para justificar o fato de uma empresa tão nova no mercado ter realizado resultado positivo, em apenas dois anos e meio de atuação, mantendo-se altamente capitalizada.

Segundo dados apresentados pelo vice-presidente de operações, Gabriel Boyer, no dia do lançamento da marca em 24 de janeiro deste ano, a expectativa é ainda maior nesta nova fase: dobrar o faturamento em 2020 e lançar novos produtos voltados para o setor rural.

Emissões no mercado de capitais somam R$ 14,8 bi em janeiro

flavio sa aig

Seguradoras disputam emissores que buscam proteção financeira para problemas relacionados aos lançamentos de papéis

A disputa para vender seguros para emissões no mercado de capitais está acirrada. Não é para menos. Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), divulgados no dia 10 de fevereiro, revelam que as emissões de companhias brasileiras no mercado de capitais somaram R$ 14,8 bilhões em janeiro. As debêntures representam 43,2% desse volume, com R$ 6,4 bilhões a partir de 25 operações — 9,1% do montante foi adquirido pelos fundos de investimento. 

Na sequência das debêntures, aparecem as ofertas vinculadas ao setor imobiliário, com 26,3% do total de emissões, sendo R$ 2 bilhões (13,4%) em fundos imobiliários e R$ 1,9 bilhão (12,9%) em CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários). As pessoas físicas ficaram com a maior parte do volume de fundos imobiliários (64,3% do total). Uma operação de renda variável foi realizada em janeiro: o follow-on da Minerva, que alcançou R$ 1,2 bilhão. No mercado externo, as empresas brasileiras levantaram US$ 5,7 bilhões (ou R$ 23,7 bilhões) no primeiro mês do ano, o que equivale a alta de 653,3% sobre janeiro de 2019 (US$ 750 milhões). O volume representa seis operações de dívida. 

Boa parte das emissões conta com um seguro para proteger os executivos envolvidos no lançamento dos papéis. Mas não está tão fácil conquistar um seguro. É preciso realmente fazer uma gestão apurada do risco diante das perdas registradas pelas seguradoras. “À medida que diversos casos tiveram repercussão nacional, o seguro D&O ganhou destaque e o interesse das empresas e dos executivos pelo seguro aumentou consideravelmente”, afirma Flavio Sá, gerente de Linhas Financeiras da AIG, responsável por trazer o seguro para o Brasil.

Quando a AIG trouxe o seguro para ofertas de valores mobiliários (tais como IPO, ofertas secundárias ou qualquer outra emissão de valores mobiliários como debêntures) ou POSI (Public Offering Securities Insurance) ao Brasil, em 2007, a responsabilização dos executivos ainda era um tema em desenvolvimento e com poucos casos públicos de responsabilização dos administradores e neste contexto estava a preocupação referente às transações e emissões de valores mobiliários.

O seguro POSI, por amparar tanto o executivo quanto a empresa pela responsabilização nas informações prestadas ao mercado via prospecto de lançamento das ações, passou a ser uma importante ferramenta de gestão nas ofertas de valores mobiliários, principalmente por oferecer uma cobertura específica para o momento que a companhia passa a ter a sua estrutura acionária alterada e, por consequência, trazer uma série de exposição à companhia.

Na Susep, ainda não há a separação das estatísticas de D&O e POSI. No geral, o setor registrou vendas de R$ 619,2 milhões em 2019. Mas tem em pedidos de indenizações já avisados estimados em R$ 825,7 milhões, mais do que recebeu em prêmios. Em 2018, as vendas somaram R$ 450,5 milhões e as indenizações R$ 358,8 milhões. Em 2019, a Chubb lidera as vendas de D&O, com R$ 182 milhões, seguida pela Zurich, com R$ 123,5 milhões, pela AIG, com 82,2 milhões, pela Tokio Marine, com R$ 50,5 milhões e pela Fator Seguradora, com R$ 23 milhões.

Outro ponto relevante destacado por Sá é que o POSI oferece um limite segurado específico para a cobertura da oferta, separado da cobertura de D&O contratada, e nesse sentido oferece maior segurança para operação por amparar reclamações que possam surgir contra os acionistas vendedores (dos valores mobiliários), do acionista controlador da companhia e também do banco coordenador da oferta.

“Nos últimos anos já percebemos um movimento de maior preocupação e conscientização do aumento do risco, com a busca por uma apólice específica à emissão de títulos, deixando o seguro D&O para eventualidades já mapeadas nos negócios dos administradores”, afirma o especialistas em riscos financeiros.

A perspectiva de aumento do número da oferta de valores mobiliários para 2020 é grande devido ao cenário econômico propício às empresas buscarem essa forma de financiamento. Outro fator é a estratégia de saída clássica dos fundos de private equity nos investimentos que já estão maduros. Segundo Sá, esses fatores, somado à maior preocupação e conscientização dos empresários, traz grande potencial ao mercado de POSI, que está se consolidando como um diferencial para trazer mais segurança aos executivos no momento de captação de investimentos, sem interferir nas coberturas do seguro D&O contratado para as operações do dia a dia.

Principais coberturas:

O POSI oferece cobertura para reclamações referente à oferta de valores mobiliários que podem ser de oferta de abertura de capital da empresa (IPO), as ofertas subsequentes (follow-on) ou então a emissão de dívida (ex. debêntures). A emissão de todos esses valores mobiliários podem ser questionadas pelos investidores referente ao processo de divulgação das informações da oferta e, consequentemente, causar reclamações contra a empresa e/ou seus administradores, também amparadas pelo seguro.

Quem paga a conta dos estragos causados pela chuva?

Chuvas fortes e alagamentos são quase sinônimos do verão. Mas e a responsabilidade pelos danos, fica com quem? Sérgio Máximo de Souza, sócio do Máximo de Souza & Coriolano Advogados, escritório especializado em Direito Securitário, responde as principais dúvidas.

Qual o procedimento em caso de prejuízo decorrente das chuvas?

O segurado deve entrar em contato com a seguradora, podendo, inclusive, fazer o Aviso de Sinistro online por meio dos aplicativos disponibilizados pela própria companhia, ou por telefone. Após o contato, o segurado deve enviar a documentação necessária para que a seguradora inicie a análise do sinistro.

Além disso, o segurado precisa estar ciente de que a seguradora somente cobrirá eventuais danos, quando houver contratação especifica para o sinistro decorrente do fato.

Quais os casos mais comuns em época de grandes chuvas?

Os casos mais comuns de sinistros são enchentes, alagamentos, quedas de barreiras e árvores decorrentes de:

Insuficiência de esgotos, galerias pluviais, desaguadouros e similares (casos de omissão do Poder Público);

Ruptura de encanamentos, canalizações, adutoras e reservatórios, desde que estes não pertençam ao estabelecimento segurado; 

Transbordamento de rios, lagos, lagoas e represas; 

Tromba d’água, chuva ou aguaceiros.

Por que desastres naturais geralmente são excluídos das apólices de seguro e não cobrem os danos aos veículos? 

Recomenda-se que o segurado, ao contratar o serviço oferecido pelas seguradoras, observe os termos e condições da apólice e opte pela contratação da cobertura acessória. Em linhas gerais, as coberturas acessórias, geralmente, também abarcam os desastres naturais. Afirmar que as seguradoras não cobrem desastres naturais não é verdade. Muitas das seguradoras cobrem, desde que haja o requerimento expresso do segurado deste serviço, no momento da contratação.

Quando há a contratação da cobertura acessória para desastres naturais, as seguradoras indenizam seus segurados desde que os mesmos não agravem o risco do dano, ou seja, é imprescindível que o segurado observe todos os procedimentos necessários para não ocasionar maiores danos ao bem segurado. Alguns exemplos de prevenção são: evitar estacionar seu veículo perto de rios que estejam na iminência de transbordar, embaixo de árvores que já apontem sinais de tombamento, encostas que apresentem sinais de possível deslizamento de terras, entre outras. 

Muitos alagamentos acontecem por falta de conservação de vias públicas, drenagem e manutenção de árvores, que são responsabilidade do município. Qual o papel do seguro nestes casos?

Diante da constatação do dano, a seguradora observa as cláusulas contratuais e o limite da importância segurada para cada apólice indenizando, assim, seus segurados. Verificada a omissão do Poder Público como causador efetivo do dano, as seguradoras podem recorrer ao Judiciário para pleitear o ressarcimento da quantia despendida ao consumidor.

O município do Rio de Janeiro, por exemplo, foi condenado no ano de 2019, em primeira instância, ao pagamento de indenização a uma seguradora pelos danos causados em decorrência de enchente ocorrida na Praça da Bandeira, em 2011 (processo nº 0222363-72.2012.8.19.0001). Em ações similares, as seguradoras demonstraram que a causa do sinistro foi a omissão do Poder Público ao deixar de adotar medidas preventivas essenciais para evitar a ocorrência de enchentes e alagamentos nas ruas.

Jurisprudência – O julgamento da ação mencionada acima, teve como base uma importante decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal que se manifestou pela responsabilização do Poder Público quando há omissão diante da reiteração de fatos que causem danos previsíveis aos cidadãos em uma mesma localidade. A previsibilidade desses danos configura a obrigação do Poder Público de indenizar, uma vez que não houve uma ação para evitar novas ocorrências com iguais características (STA 223-AgR/PE, Min. Celso de Mello, informativo n° 502). 

Algumas seguradoras criaram planos de contingência para atender os segurados. Como avalia a iniciativa?

É uma excelente iniciativa que visa dar celeridade às indenizações pleiteadas pelos segurados, atendendo com eficiência as solicitações feitas. As seguradoras avançam a cada ano no investimento em tecnologia para gerar facilidades aos seus clientes, como a criação do Aviso de Sinistro online por meio dos aplicativos disponibilizados pelas próprias companhias.

O resseguro, por exemplo, é uma medida adotada pelas seguradoras para atender casos em que a sinistralidade é muito grande, como na ocorrência de grandes tragédias, chuvas torrenciais, alagamentos, etc. Com isso, a garantia prestada pelas seguradoras aos seus segurados é mais célere e eficiente, pois concede, em grande número, as indenizações requeridas.

De forma geral, os planos de contingência e uma jornada cada vez mais digital facilitam as indenizações devidas pelas seguradoras aos seus segurados.

AIG alerta empresas sobre impactos da LGPD

As penalidades da lei pode chegar a multas de até R$ 50 milhões por ocorrência”, adverte Victor Perego, especialista em Riscos Cibernéticos da AIG

Fonte: AIG

Ao permitir que um grupo de hackers roubasse dados de pagamentos de cerca de 500 mil pessoas, a British Airways foi multada em 204,6 milhões de euros pela ICO (sigla em inglês para Escritório do Comissário de Informações) do Reino Unido. Pela exposição de 339 milhões de registros de hospedagem, a Marriott International em 119,4 milhões. Por não explicar com clareza aos usuários sua política de uso de dados, nem dar a eles controle suficiente sobre suas informações, a Google também recebeu uma multa de 50 milhões da CNIL (sigla em francês para Comissão Nacional de Informática e Liberdade). Segundo o site de segurança cibernética PreciseSecurity, essas foram as principais multas entre as 10 maiores aplicadas no ano passado na Europa por vazamento de dados, que somaram 402,6 milhões de euros (mais de R$ 1,8 bilhão)

As penalidades aplicadas provam que as autoridades europeias estão severas com as organizações que não zelam adequadamente pelas informações de seus usuários e que a GDPR (Regulação Geral de Proteção de Dados, na sigla em inglês), que entrou em vigor na União Europeia em 2016, está sendo seguida com rigor, dando mostras do que será a  LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), que começa a valer em agosto, no Brasil.

“A Lei Geral de Proteção de Dados define regras para o uso, proteção e transferência de dados pessoais coletados pelas empresas, independentemente de seu segmento de atuação, porte ou faturamento. Os negócios que registram informações dos clientes sem sua autorização, ou que os repassem, armazenem sem necessidade comprovada, ou que tenham esses dados vazados de alguma forma também estarão sujeitos aqui às penalidades da lei, que variam de advertências a multas de até R$ 50 milhões por ocorrência”, adverte Victor Perego, especialista em Riscos Cibernéticos da AIG. 

Perego recomenda que todas as empresas implementem controles para prevenir, detectar e resolver violações de dados pessoais. Isso garantirá, segundo ele, um negócio confiável e seguro para os clientes, mantendo a saúde financeira e continuidade de seus negócios, principalmente das empresas menores.

Segurança contra riscos cibernéticos – O primeiro passo para estar em conformidade é elaborar um check list das principais providências a serem tomadas por conta da LGPD, para que a operação das empresas ocorra de forma ainda mais segura, e com tranquilidade. Em seguida, o recomendado é que se contrate um Seguro de Riscos Cibernéticos. “No caso do seguro AIG, oferecemos ampla cobertura em caso de vazamento de dados armazenados, inclusive o pagamento de multas. Também estão inclusos na apólice os custos de notificação da empresa a seus clientes e a responsabilidade pela segurança de dados, ato, erro ou omissão que resulte na divulgação dessas informações devido a uma violação de segurança, além do ressarcimento por lucros cessantes”, explica o especialista em Riscos Cibernéticos, em post divulgado no blog do grupo.

Baixe o e-book exclusivo da AIG “Agora é Lei! Empresas são responsáveis pela gestão dos dados de seus usuários”

Os segurados AIG das apólices de Riscos Cibernéticos contam ainda com atendimento especializado exclusivo dos profissionais da Deloitte em caso de ocorrência de incidentes cibernéticos.  O Canal de Primeira Resposta é um atendimento emergencial aos segurados AIG em casos de ataques virtuais em andamento ou suspeitas de violação de segurança que podem causar danos à operação do segurado.

“Os profissionais da Deloitte atuam em um primeiro atendimento aos nossos segurados vítimas de um ataque cibernético, com a intenção de, no mínimo, conter as ações danosas. O serviço está disponível 24h por dia, sete dias por semana, 365 dias por ano, sem custo adicional e sem consumir recursos ou limites da apólice contratada”, informa Perego.

“O tempo é essencial quando se trata de cyber e as primeiras 48 a 72 horas são o período crítico em que a interrupção, a queda na reputação e as perdas gerais podem ser mitigadas com o aconselhamento e as medidas corretas. Também temos uma política padrão disponível em mais de 70 países. Quando ocorrer um evento que afete clientes em lugares e com regimes regulatórios diferentes, a resposta será rápida, consistente e compatível”, garante.

Prudential registra alta nas indenizações do seguro de vida

seguro de vida

Levantamento feito pela Prudential do Brasil mostra que mais de 89% das indenizações pagas pela empresa em 2019 foram para casos de sinistros em vida. Entre os principais tipos de coberturas acionadas estão Renda Hospitalar e Doenças Graves, que juntos somaram 87% do total de benefícios concedidos.

No ano passado, as principais causas para o uso do seguro de vida foram câncer e infarto, respectivamente, somando 30,9% dos casos. Em relação às faixas etárias que mais comunicaram pedidos de pagamento do capital segurado, a variação foi de 29 a 43 anos englobando ambos os sexos. 

“O seguro de vida não cobre apenas casos de morte. A cada ano, aumenta o número de brasileiros que buscam a segurança e proteção de um seguro de vida. Os dados reforçam o desenvolvimento cada vez maior na sociedade brasileira da cultura da educação financeira, mostrando que o seguro de vida é uma importante ferramenta de proteção diante dos imprevistos da vida e deve ser incluído desde cedo no planejamento financeiro pessoal e familiar”, explica Sandro Cespes, gerente de Produtos da Prudential do Brasil.

Bradesco Seguros afirma cobrir danos por enchentes

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Diante do caos em São Paulo desde a madrugada de ontem, com a cidade travada devido a alagamentos, Saint´Clair Lima, diretor técnico e de produtos da Bradesco Auto/RE, pontua algumas informações importantes em caso de situações desta natureza.

“Em primeiro lugar, é preciso deixar claro, que na Bradesco Auto/RE, o segurado do produto automóvel tem garantia plena em casos de intempéries, como chuva, vento ou queda de árvore sobre o veículo. Isso está no pacote básico de coberturas. Existe um grupo de fenômenos excludentes, mas que não se aplicam em situações comuns no Brasil, como vulcão, terremotos, maremotos”, explica Saint’Clair.

O executivo afirma também que, em todos os casos, a seguradora faz uma verificação em oficinas credenciadas para avaliar o grau da avaria. Caso seja detectado algum dano grave, principalmente nos componentes eletrônicos que comprometam o funcionamento do veículo, a seguradora pode indenizar integralmente o segurado. Em caso de danos menores, a Bradesco Auto/RE realiza o conserto do veículo e o devolve em perfeito estado de funcionamento.

“Há umas dicas de segurança importantes:

  • o limite para atravessar um alagamento é quando a água está no máximo até metade da roda. Em caso de travessia, mantenha a primeira marcha e o motor sempre cheio (a rotação alta do motor).
  • Dose o pé esquerdo na embreagem, para que o carro não peça segunda marcha, e tente manter a rotação em uma faixa fixa
  • Nunca entre correndo na água. Isso pode formar uma onda sobre a frente do veículo, que pode invadir a entrada de ar do motor e causar calço hidráulico
  • Caso não conheça a via, não atravesse, pois ela pode conter buracos e outros obstáculos encobertos pela água
  • Se a água subir muito rapidamente, procure um local mais alto, desligue o carro e proteja-se
  • Nunca tente dar a partida se o carro morrer dentro d’água, pois o motor pode aspirar água e ser danificado

Mesmo quando o motorista é uma pessoa precavida e cuidadosa, o veículo está exposto a riscos diários. SaintClair assegura que, nos últimos anos, pode-se perceber um aumento na conscientização dos motoristas em relação à importância da contratação de um seguro auto.

“O carro é um importante patrimônio no dia a dia das pessoas. Apesar do cenário econômico do país, que aos poucos se recupera de uma forte recessão, a carteira de auto da Bradesco Auto/RE apresentou crescimento de 3,2% em 2019, enquanto o mercado geral cresceu 0,6% em prêmio emitido líquido”. “A prevenção é o melhor caminho para gerar mais segurança, garantir a tranquilidade do motorista e ainda estimular um trânsito melhor”, conclui Saint´Clair

Previdência aberta cresce 16,9% em 2019, para R$ 126,4 bilhões

Jorge nasser

Captação líquida (diferença entre depósitos e resgates) encerra o ano em R$ 55,5 bilhões, aumento 40,4% frente ao ano anterior

Fonte: FenaPrevi

A indústria de previdência complementar aberta fechou 2019 em forte crescimento. Os novos depósitos em planos mantidos por participantes do sistema somaram R$ 126,4 bilhões, valor 16,9% maior que o verificado em 2018. Os dados são da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), entidade que representa 67 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar no país.

A captação líquida (diferença entre novos depósitos e resgates) registrou a marca de R$ 55,5 bilhões, consolidando expansão de 40,4% frente ao ano anterior. “Os brasileiros estão mais conscientes de que precisam fazer reservas para complementar a renda na aposentadoria e isso se refletiu de forma significativa nos resultados do setor”, diz Jorge Nasser, presidente da FenaPrevi. 

De acordo com os dados da Federação, as reservas acumuladas pelos participantes do sistema já somam R$ 946,8 bilhões. A indústria fechou 2019 com 13,5 milhões de participantes, sendo 10,2 milhões inscritos em planos individuais e 3,2 milhões em planos coletivos. Em 2018, eram 13,1 milhões. “Experimentamos crescimento no número de participantes e a indústria ruma para superar a marca de R$ 1 trilhão em reservas, o que mostra o vigor do setor neste momento de recuperação da economia”, avalia Nasser.

Os planos VGBL fecharam 2019 respondendo por 90,8% dos novos depósitos. Os planos PGBL responderam por 8,5% das contribuições registradas no ano. E 0,7% dos novos depósitos foram direcionados para os planos tradicionais, não mais comercializados pelas seguradoras e entidades de previdência complementar aberta.

A queda dos juros continuou mudando a configuração da alocação de recursos dos planos de previdência em 2019. Em busca de melhor remuneração, os participantes seguem se deslocando para fundos multimercado, que fecharam o ano respondendo por 13% das aplicações. O índice era de 9,8%, em 2018, e de 7,3%, em 2017.

“Um fator importante para o crescimento de nossas reservas foi o aumento das opções no portifólio do mercado de previdência. Com a queda da taxa de juros, ampliamos a oferta de fundos multimercado, o que foi decisivo para fortalecer a atratividade dos planos de previdência”, complementa.

O balanço da FenaPrevi aponta que 88,1% dos prêmios e contribuições foram direcionados para planos individuais. Os planos coletivos absorveram 10,4% dos aportes e 1,5% dos recursos foram direcionados para planos para menores.

Resultado no mês de Dezembro de 2019 – O resultado de dezembro seguiu a tônica do ano. As contribuições cresceram R$ 13,9% frente ao mesmo mês do ano anterior, totalizando R$ 13,8 bilhões em novos depósitos. A captação líquida do mês atingiu a marca de R$ 7,7 bilhões, valor 16% maior que o verificado em igual período do ano anterior.

BB Seguridade reporta lucro 88% maior em 2019

BB Seguridade

A BB Seguridade informou que obteve o lucro líquido R$ 6,7 bilhões, alta de 88,1%, impulsionado pelo incremento observado nas receitas de investimentos em participações societárias, que por sua vez foram positivamente impactadas.

Em 10 de julho de 2019, foi aprovado o lançamento de uma oferta secundária de ações com esforços restritos de colocação (“Oferta Restrita”) para a alienação da totalidade das ações ordinárias de emissão do IRB Brasil RE detidas pela BB Seguros. Após o procedimento de coleta de intenções de investimento, o preço de venda das ações foi fixado em R$88,00. Pelo desinvestimento total no IRB Brasil RE, a BB Seguros recebeu o montante de R$ 4,2 bilhões, o que lhe produziu um ganho líquido, considerando a baixa contábil do investimento e deduzidos os valores dos tributos incidentes sobre o ganho de capital obtido na venda, de R$ 2,3 bilhões.

Além disso, outros impactos positivos foram o aumento do resultado proveniente da BB Corretora, explicado em grande parte pelo incremento de 19,1% das receitas de corretagem e pela melhora de 0,2 p.p. na margem operacional; e  pelo crescimento do resultado oriundo da Brasilprev, sustentado principalmente pela evolução do resultado financeiro, favorecido pela dinâmica dos indexadores de inflação que atualizam os ativos e passivos financeiros atrelados aos planos de benefício definido.

As ações da BB Seguridade, negociadas na B3 – Brasil, Bolsa, Balcão (“B3”) sob o código BBSE3, encerraram o ano cotadas a R$ 37,70. Com base na cotação de encerramento do exercício, o valor de mercado da BB Seguridade atingiu R$ 75,4 bilhões, posicionando a Companhia como a 13a maior empresa listada na bolsa brasileira pelo critério de valor de mercado. Em 2019, o volume financeiro médio diário de negociação com ações da Companhia foi de R$ 118,3 milhões, representando 0,8% do volume médio diário negociado na B3.

BrasilSeg – No segmento de seguros, operado pela Brasilseg, o lucro líquido contraiu 4,9%. Vale ressaltar que em 2018, o resultado foi positivamente impactado em R$ 309,1 milhões pela redução de provisão após a aplicação da nova regra que regula o Teste de Adequação de Passivos – TAP (Circular SUSEP 517, alterada pela Circular SUSEP 543). Segregando este efeito, o lucro líquido do segmento teria crescido aproximadamente 19,2%, justificado pela melhora da sinistralidade parcialmente compensada pela redução do resultado financeiro.

Em 2019, os prêmios emitidos totalizaram R$ 9 bilhões, volume 10% superior ao registrado em 2018. O desempenho no ano foi sustentado pelo incremento nas emissões de seguro prestamista (+44,1%), rural (+11,5%) e habitacional (+6,8%).

Cabe mencionar que a base de comparação entre os exercícios de 2019 e 2018 foi comprometida pela reestruturação societária concluída em novembro de 2018. Para uma melhor comparação das informações financeiras da Brasilseg, considerando a nova estrutura societária e de negócios, consulte o relatório de Análise de Desempenho, o qual pode ser obtido no Portal de RI da BB Seguridade

Brasilprev – No segmento de previdência, operado pela Brasilprev, o lucro líquido cresceu 43,5% em 2019, atingindo R$1,4 bilhão. O desempenho no período foi suportado pela evolução de 455,8% do resultado financeiro, motivado pela dinâmica favorável dos índices de inflação que atualizam os ativos e passivos financeiros atrelados aos planos de benefício definido. O resultado operacional não decorrente de juros permaneceu praticamente estável, com incremento de 8,4% das receitas com taxas de gestão, compensado pela piora de 0,6 p.p. do índice de eficiência, impactado pela retração das receitas com taxa de carregamento.

As contribuições totais de previdência e seguros cresceram 21,5% e alcançaram R$ 42 bilhões em 2019. As reservas de previdência apresentaram expansão de 12,9%, totalizando R$ 289,8 bilhões ao final de 2019, garantindo à companhia a liderança de mercado, com 30,3% de participação, conforme dados de dezembro disponibilizados pela SUSEP.

Brasilcap – O lucro líquido do segmento de capitalização, operado pela Brasilcap, contraiu 10,4% em 2019, em razão do aumento de 34,1% do custo de aquisição e do menor resultado com sorteios, efeitos que foram parcialmente compensados pelo aumento de 4,7% do resultado financeiro e por uma menor alíquota efetiva de impostos. O volume arrecadado com títulos de capitalização cresceu 16,7% em 2019 e somou R$ 5,4 bilhões, impulsionado pelo incremento na arrecadação média com títulos de pagamento único. As reservas de capitalização encerraram o ano com saldo de R$ 8,3 bilhões.

Brasildental – No segmento de planos odontológicos, operado pela Brasildental, a receita operacional bruta totalizou R$ 120 milhões em 2019, evolução de 4,6% em relação a 2018. A margem EBITDA cresceu 2,0 p.p. e atingiu 25,1%, permitindo que o lucro líquido da companhia avançasse 18,3% no ano. O total de beneficiários alcançou a marca de 540 mil em 2019, redução de 3,5% frente ao ano anterior.

BB Corretora – A BB Corretora registrou lucro líquido de R$ 1,9 bilhão em 2019, crescimento de 18,6% no ano. O desempenho é explicado em grande parte pelo aumento de 19,1% nas receitas de corretagem, pela melhora de 0,2 p.p. na margem operacional e pela evolução de 4,9% do resultado financeiro.O crescimento das receitas de corretagem em 2019 foi impactado pela contabilização de R$ 446,5 milhões a título de bônus de performance referente à superação das metas de comercialização dos seguros prestamista e vida do produtor rural, enquanto em 2018 essas receitas somaram R$276,1 milhões, relativas ao período de abril a dezembro, conforme acordado no âmbito da renegociação da parceria com a MAPFRE.