Fitch: preços de resseguro devem aumentar 

As renovações de resseguro em abril e junho provavelmente sofrerão reajustes de preços após os aumentos registrados nas renovações de janeiro, de acordo com nota divulgada na quinta-feira pela Fitch Ratings Inc e publicada pelo portal Business Insurance.

As renovações de abril, que incluem seguradoras asiáticas, e as renovadas em junho na Flórida “estão maduras para aumentos mais consideráveis ​​das taxas de resseguro, uma vez que essas contas foram mais afetadas por perdas de catástrofes”, disse a Fitch no relatório.

A agência de classificação acrescentou que “a recente temporada de renovação de janeiro de 2020 ficou abaixo das expectativas”, com as taxas de resseguro de propriedades na Europa reduzidas com perdas limitadas e capital abundante. Nos Estados Unidos, os aumentos significativos de taxas em seguro patrimonial foram limitados às áreas afetadas por perdas, enquanto as contas não atingidas por perdas registraram leve redução, pois os aumentos de preços foram novamente limitados por fortes níveis de capital.

As seguradoras e resseguradoras das Bermudas, nas quais o relatório se concentra, enfrentarão “intensa concorrência de preços e baixos rendimentos de investimento em meio a níveis robustos de capital, que continuarão a limitar a lucratividade no médio prazo”, disse a Fitch, mesmo com preços mais altos.

O grupo de nove seguradoras e resseguradoras com sede nas Bermudas que a Fitch segue ativamente tinha uma relação combinada estimada para 2019 entre 96% e 97%, em comparação com 99,5% em 2018.

O capital de resseguro alternativo contratou US$ 4 bilhões nos primeiros nove meses de 2019 para US$ 93 bilhões em relação ao ano anterior. “No entanto, a participação no mercado de capitais provavelmente será retomada em 2020, à medida que os investidores retornarem ao mercado de ILS, impulsionados por melhores oportunidades de retorno”, disse Fitch.

Unimed leva Movimento Mude1Hábito para o Parque Villa-Lobos

unimed mude 1 habito

Espaço aberto a todos os frequentadores propõe que as pessoas deixem o celular de lado e participem de atividades físicas gratuitas

Fonte: Unimed

O Movimento Mude1Hábito agita o Parque Villa-Lobos, em São Paulo (SP), nos dias 25 e 26 de janeiro, fim de semana do 466º aniversário da capital paulista. Promovido pela Unimed em âmbito nacional para incentivar a melhoria na qualidade de vida, o Mude1Hábito oferece diversas atividades que incentivam a busca pela melhor versão de si a partir da mudança de pequenos hábitos, por meio de alimentação, equilíbrio emocional, prática de exercícios. Para participar, basta ir até o espaço instalado próximo à entrada da pista de ciclismo, entre 8 e 18 horas. 

Os frequentadores que visitarem o espaço Mude1Hábito no Parque Villa-Lobos neste dia podem conhecer de perto a causa e viver a experiência, retirando diversos materiais para a prática de atividades físicas. Bicicletas, patinetes, bolas, frisbees, kits de frescobol e de alongamento serão oferecidos para uso gratuitamente, desde que a pessoa deixe o celular carregando por trinta minutos em um espaço reservado no estande do Movimento, enquanto desfruta os equipamentos disponíveis. 

“Queremos que a pessoa tenha a experiência de se desligar do celular e do mundo digital por um momento para aproveitar atividades físicas ao ar livre. Essa mudança de hábito, tão simples, mas que faz toda a diferença para a saúde física e mental, é uma das formas de materializar o Movimento Mude1Hábito. Queremos criar uma onda de cuidado com a saúde em todo o País a partir de iniciativas como essa”, ressalta Darival Bringel de Olinda, diretor de Desenvolvimento de Mercado da Unimed do Brasil, representante institucional do Sistema Unimed.

Movimento Mude1Hábito

Lançado como campanha institucional pela Unimed em 2017 para encorajar a melhoria de qualidade de vida das pessoas a partir de pequenas mudanças, o Mude1Hábito logo ampliou sua dimensão na estratégia de marca da Unimed, tornando-se um movimento nacional do Sistema Unimed. “Como uma cooperativa de médicos nosso propósito é justamente o cuidado com a saúde e bem-estar das pessoas. O Mude1Hábito, que a cada ano vem crescendo e impactando mais pessoas, é uma forma de colocar isso em prática”, afirma Olinda.

O Movimento desenvolve uma série de atividades em diversos Estados, oferecendo ações em três frentes: Equilíbrio, Movimento e Alimentação. Seguindo estes pilares, as comunidades podem contar, por exemplo, com iniciativas de estímulo à leitura, prática de ioga, conscientização sobre a importância da dedicação de mais tempo à família e amigos, destinação correta do lixo, além de parcerias com teatros e cinemas, academias ao ar livre, passeios ciclísticos, corridas e caminhadas, quitandinhas de frutas, bike suco e incentivo às trocas saudáveis na alimentação.

O conceito do Mude1Hábito se baseia em resultados de uma pesquisa da Duke University, dos Estados Unidos, que demonstra que cerca de 40% de tudo que fazemos cotidianamente não são decisões de fato, mas repetições de hábitos que já estamos acostumados a fazer. Sendo assim, conclui-se que mudar esses comportamentos, geralmente automáticos e inconscientes, é importante para a adesão a um novo estilo de vida, mais voltado à saúde e ao bem-estar. 

Para mais informações sobre o Movimento Mude1Hábito, acesse www.mude1habito.com.br.

Ernesto Tzirulnik é destaque em ranking da Latin Lawyer-Brazil

Who’s Who Legal, o guia da inglesa Law Business Research, acaba de publicar o volume Latin Lawyer-Brazil, colocando o advogado Ernesto Tzirulnik na primeira posição do ranking, na categoria de Seguros. Além de Tzirulnik, entre os mais destacados estão os advogados Paulo Luiz de Toledo Piza e Maurício Luís Pinheiro Silveira, ambos sócios de Ernesto Tzirulnik – Advocacia.

BB Seguros patrocina Superliga 19/20

Marca estará presente em todas as partidas do campeonato

Fonte: BB Seguros

A BB Seguros entra para a principal competição do calendário do voleibol brasileiro como patrocinadora da Superliga masculina e feminina de vôlei 2019/2020 e estará presente em todos os jogos disputados. A marca irá aparecer nos adesivos de piso, nos dois fundos de quadra, e nas placas de publicidade expostas em todas as partidas. 

Para Fabio Mourão, superintendente executivo de marketing, clientes e planejamento comercial da Brasilseg, uma empresa BB Seguros, o patrocínio é uma oportunidade de fomentar o esporte nacional. “Nossa estratégia de patrocínio prioriza projetos de grande relevância que contribuam para incentivar o crescimento sociocultural, como é o caso do voleibol brasileiro. Essa é uma oportunidade de patrocinar um esporte apaixonante, que tem um histórico de conquistas”, comenta o executivo. 

O diretor executivo da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), Radamés Lattari, destaca que a chegada de um patrocinador como a BB Seguros é motivo de orgulho. “Estamos muito felizes com a vinda de uma marca como essa, que chega para fazer a nossa Superliga cada vez mais forte. Essa é a principal competição do nosso calendário, onde estão alguns dos principais atletas do mundo, e contar com a BB Seguros a partir de agora nos deixa realmente extremamente orgulhosos”, disse Lattari. 

A Superliga masculina e feminina conta com quase 30 medalhistas olímpicos, entre eles nomes de destaque do voleibol mundial como Wallace, Tandara, Lucão, Fernanda Garay, Serginho, Thaísa, Lucarelli, Sheilla, entre tantos outros, além de receber cerca de 20 estrangeiros, que proporcionam uma troca de experiência enriquecedora para o campeonato nacional. 

Quatro jogos serão realizados já no dia 24 de janeiro pela Superliga feminina e serão os primeiros a exibir a marca da BB Seguros: São Paulo /Barueri (SP) x Flamengo (RJ), Fluminense (RJ) x Sesc RJ, e Itambé/Minas (MG) x Valinhos (SP), todos com transmissão ao vivo do Canal Vôlei Brasil, além de Pinheiros (SP) x Osasco/Audax (SP), que será transmitido pelo site Globoesporte.com. 

Fator Seguradora passa a vender RC para dentistas

Produto foi desenvolvido em parceria com AIO Corretora e com tecnologia da Dentalis 

A Dentalis,  especializada em softwares odontológicos, viabilizou a plataforma para a Fator Seguradora e a AIO Corretora venderem apólices de Responsabilidade Civil Profissional Dentistas (pessoa física e pessoa jurídica), com condições especiais, a partir do início deste ano, informa release da empresa.

O seguro de Responsabilidade Civil Profissional é uma das modalidades que mais crescem no mercado de seguros. “Falando especificamente para o serviço de dentistas, a procura subiu 30% nos últimos dois anos. O brasileiro passou a procurar cada vez mais seus direitos e com isso as reclamações sobre falhas na execução do serviço começaram a aparecer”, informa Mariana Bruno, gerente de subscrição de RC Profissional da Fator Seguradora. 

De acordo com Fernando Mustafá, diretor de relacionamento da ĀIO acrescenta que a corretora está sempre em busca de inovação. “A parceria com Dentalis e Fator Seguradora foi fundamental para conseguir viabilizar este projeto de comercialização do seguro de RC Profissional sob medida para cada dentista, através de um processo ágil, fácil e transparente para a proteção da reputação, carreira e patrimônio de cada profissional”. 

São mais de R$ 38 bilhões movimentados anualmente no segmento odontológico, com um crescimento de 7%, segundo dados do Conselho Federal de Odontologia (CFO). Aproximadamente 20% de todos os dentistas do mundo se encontram no Brasil. 

O risco de imprevistos torna o seguro viagem um investimento barato

Exames obrigatórios podem chegar a 10 mil dólares, e cirurgias de emergência variam de 30 a 100 mil dólares

Fonte: Omint

De acordo com a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), a busca por seguros viagem no Brasil cresceu 19,2% no último trimestre de 2019 em comparação com o mesmo período do ano passado.  Entre os motivos para essa mudança de mentalidade do brasileiro, estão a maior conscientização em relação aos acidentes e doenças que podem acontecer na viagem e a importância do suporte em caso de imprevistos, somados à compreensão dos valores praticados no exterior.

Ainda assim, trata-se de uma mudança de comportamento gradual. Por outro lado, com a alta do dólar e do euro, o seguro viagem muitas vezes é visto como um gasto adicional, cujo valor poderia ser revertido em passeios e alimentação na visão de muitos turistas. No entanto, em emergências – que vão desde um roubo ou furto e até mesmo um mal-estar súbito ou acidente – além dos gastos exorbitantes, há toda uma situação a ser administrada.

“Costumamos dizer que não se trata apenas de valores monetários, mas todo o cenário que a pessoa vive naquele momento. Muitas vezes ela precisa lidar com trâmites consulares, emissões de passagens urgentes, repatriações, contato com família para transmitir notícias, e quando ela viaja sozinha, sem apoio de qualquer amigo ou parente do país de origem, as coisas podem ficar até mais delicadas”, comenta Fabio Pessoa, head de Seguro Viagem na Omint. “Para isso, oferecemos um seguro viagem bem estruturado que, além das coberturas, fornece toda a estrutura de intermédio com hospitais, clínicas, companhias aéreas, órgãos governamentais e demais locais”.

O barato sai caro?

De acordo com o executivo, se o viajante visitar outro país sem um seguro viagem, com toda certeza. “Se o turista estiver nos Estados Unidos e sofrer um mal-estar, ele terá que passar por um atendimento médico de emergência em que ele vai desembolsar, em média, 1.900 dólares. Fora os exames, complexos, que podem ir de 4 a 9 mil dólares”, ressalta.

Segundo Pessoa, caso o viajante não tenha seguro viagem e esteja desprovido da quantia a ser paga na ocorrência, ele pode receber uma cobrança de empresas especializadas, mesmo após seu retorno ao país de origem. “Os Estados Unidos, por exemplo, contam com uma estrutura altamente profissionalizada. Enquanto o viajante não quitar suas dívidas, ele pode inclusive ter incidentes diplomáticos”, frisa o executivo.

Enquanto isso, na Europa, os países que fazem parte do Tratado de Schengen exigem cobertura mínima de 30 mil euros para o viajante adentrar no continente. “Mesmo que a Europa apresente sistema público de saúde, há gastos envolvidos. Em todo o território, o valor médio de atendimento é de 540 euros – sendo 495 libras no Reino Unido”, explica.

Verão no Hemisfério Sul, esqui no Hemisfério Norte

Com a chegada do inverno nos Estados Unidos e Europa, regiões como o Estado do Colorado e os Alpes europeus atraem milhares de turistas que querem desfrutar da neve e, consequentemente, esquiar. Segundo Pessoa, é uma das atividades que mais geram lesões e, por isso, é imprescindível que o turista esteja devidamente amparado pelo seguro viagem. “Caso o turista se machuque, dependendo da montanha, não tem como uma ambulância ir busca-lo: ele precisa de um helicóptero. Apenas um voo de descida pode custar 2 mil dólares. Além disso, há os custos com exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância, que são bastante dispendiosos: nos Estados Unidos, por exemplo, podem chegar a até 10 mil dólares”,  alerta.

O executivo ainda esclarece que “em condições como essas, também são frequentes os casos de lesões em membros inferiores, que precisam ser imobilizados. Com isso, o turista tem que voltar de primeira classe, uma vez que ele é inviável seu acondicionamento na econômica, e isso também mobiliza custos. Caso essas condições não sejam atendidas, ele sequer consegue autorização médica para embarcar, tampouco da companhia aérea”.

Pessoa ainda frisa que a Omint é uma das únicas companhias no mercado a apresentar a cobertura de esportes amadores já inclusa. “Esportes de inverno, praticados de forma amadora, não são cobrados como adicional pela Omint, o que assegura ao turista a certeza de contar com uma cobertura altamente qualificada, amparando-o nas mais diversas situações”, finaliza.

Liberty Seguros disponibiliza kit digital de boas-vindas para clientes de Residência

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Com a expansão, todos os kits de seguros pessoais da companhia passam a ser digitais, com vídeos personalizados e todas as informações sobre o produto contratado

Fonte: Liberty Seguros

A Liberty Seguros lança mais uma atualização do kit digital da companhia que dá as boas-vindas a clientes recém-chegados. O formato interativo, já disponível anteriormente para clientes dos seguros de automóvel e vida, passa a ser válido também para clientes residenciais, dando a eles todas as informações sobre o produto contratado, como as coberturas adquiridas, dados sobre o pagamento, acesso ao Espaço Cliente e informações sobre o Clube Liberty Momentos.

Para cada novo segurado, serão enviados dois e-mails, um com informações iniciais de apresentação, dados de seu corretor e dicas de como utilizar o seguro da melhor forma, e o segundo com todos os detalhes da apólice. Para isso, é importante que o e-mail do novo cliente esteja preenchido corretamente na emissão da apólice. O kit conta com um vídeo personalizado, que apresenta em pouco mais de um minuto todas as informações sobre o seguro contratado e segue o movimento global da companhia, com uma identidade visual moderna, divertida e simplificada. Além disso, o vídeo pode ser personalizado por cada corretora com seu logo no cabeçalho – junto ao logotipo da Liberty – e dados de contato dos responsáveis pela apólice, a fim de que a parceria entre corretora e seguradora fique cada vez mais clara para o consumidor.

“A expansão do Welcome Kit Digital para clientes dos seguros residenciais vai ao encontro dos objetivos da Liberty de facilitar cada vez mais a vida do consumidor, atendendo às suas expectativas de digitalização de serviços e oferecendo uma proximidade maior com a seguradora desde o primeiro contato”, pontua Patricia Chacon, Diretora de Transformação da Liberty Seguros.

Despesas de operadoras de saúde com usuários podem variar até 484%, aponta estudo

Pesquisa inédita da corretora It’sSeg revela a enorme discrepância de gastos com atendimentos de beneficiários em rede terceirizada e própria 

Fonte: It’sSeg

O alto volume de exames, consultas e terapias realizadas pelos usuários na rede terceirizada está impactando os custos dos planos de saúde. Uma pesquisa inédita da It’sSeg, terceira maior corretora de seguros do país especializada em gestão de benefícios, revela que o desembolso de despesas das operadoras de saúde com atendimento de beneficiários na rede terceirizada é 484% superior ao registrado na rede própria. 

O levantamento contemplou cerca de 165 mil vidas distribuídas em diversas  operadoras de planos de saúde (medicinas de grupo, cooperativas médicas e seguradoras), em 80 clientes da Its’Seg e com apuração de dados de setembro de 2016 a agosto de 2019.

Os objetivos dessa pesquisa foram identificar as médias dos exames e terapias geradas a cada consulta ambulatorial e o custo deste pacote de atendimento nos últimos três anos, além de avaliar a eficiência das redes verticalizadas das operadoras de saúde. Foram observados os custos de eficiência de 12 operadoras a partir das despesas geradas pelos beneficiários atendidos exclusivamente por redes próprias, terceirizadas ou por operadoras com ambos formatos de atendimento (terceirizadas e próprias).

O estudo apontou a operadora A, com rede exclusivamente terceirizada, como campeã em desembolso com despesas ambulatoriais com seus usuários, totalizando R$ 788,01. Em contrapartida, os gastos dos beneficiários da operadora L, que possui rede própria, foi de R$ 134,86, registrando diferença de 484,3%. Essa grande variação também foi notada na quantidade de exames e terapias realizados pelos usuários das duas operadoras. Na operadora A foram 4,58 exames e 0,80 terapias por consulta, enquanto que na operadora L foram 1,10 exames e 0,13 terapias por consulta.

“O número de redes total ou parcialmente verticalizadas tem crescido. Com hospitais e especialistas próprios, as operadoras acabam buscando melhoria em sua gestão, redução de custos, menor tempo entre a ocorrência do atendimento e o aviso dos sinistros, além de menores provisões. Essas estratégias têm ajudado essas redes a monitorarem seus indicadores e a compor custo de eficiência mais sustentável, medida extremamente necessária para a longevidade das operadoras”, explica Thomaz Menezes, presidente da It’sSeg.

Ao avaliar operadoras com perfil de comercialização similar, se observa que as despesas da Operadora F, exclusivamente de rede terceira, chegaram a R$ 190,97 e na operadora L, com rede própria, a R$ 134,86, apontando variação de 41,6%. O desvio é também observado na média de exames e terapias por consulta, que na Operadora F é de 2,30 e 0,47 e na operadora L 1,10 e 0,13, respectivamente.

Mas a menor diferença apontada na pesquisa apareceu entre os beneficiários atendidos totalmente pela rede própria das operadoras. As despesas da operadora K chegaram a R$ 144,02 e na L, R$ 134,86, apontando variação de 6,8%. E foi justamente nessa categoria onde também apareceram as menores quantidades de exames e terapias por consulta. Na K, 2,84 e 0,29, enquanto na L, 1,10 e 0,13.

“Essa drástica diferença de despesas e consequente volume de exames e terapias entre as operadoras mostram que as redes verticalizadas apresentam custo de eficiência bem mais satisfatório. É um indicador valioso e que serve de alerta para que outras operadoras revejam suas estratégias de negócios”, finaliza Thomaz Menezes.

IESS traça panorama da saúde da mulher no Brasil

Análise considera dados das beneficiárias de planos médico-hospitalares de 2013 a 2018

Fonte: IESS

A procura por mamografia teve um aumento relevante entre as beneficiárias de planos de saúde médico-hospitalares de 2013 a 2018. De acordo com a Análise da Assistência à Saúde da Mulher na Saúde Suplementar Brasileira, feita pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), o total de exames desse tipo avançou de 4,8 milhões para 5 milhões entre 2013 e 2018, que acabamos de publicar. Alta de 5,1%. 

Mais importante, o levantamento mostra que a procura por mamografia cresceu justamente pelo grupo definido como prioritário pelo Ministério da Saúde, as mulheres com idade entre 50 anos e 69 anos. Para elas, o total deste procedimento subiu de 2,1 milhões, em 2013, para 2,3 milhões em 2018. Incremento de 7,3%. José Cechin, superintendente executivo do IESS pondera que apesar do resultado, essa faixa etária ainda responde por menos de metade dos exames desse tipo no País. “Os números demonstram que mesmo que aconscientização sobre o câncer de mama tenha crescido em decorrência de campanhas como o Outubro Rosa, ainda é necessário mais investimento em promoção da saúde das mulheres”, avalia. 

Enquanto o total de internações relacionadas ao câncer de mama avançou 19,7% no período analisado, passando de 34,9 mil para 41,7 mil, o de internações por câncer no colo de útero recuaram de 12,3 mil para 12,1 mil. Retração de 2,3%. Cechin pondera, entretanto, que é preciso fazer uma investigação mais aprofundada para entender se esse resultado é efetivamente positivo. “Entre 2013 e 2018, detectamos uma redução expressiva, de 6,8%, na procura pelo exame diagnóstico preventivo de câncer de colo de útero, conhecido como Papanicolau. Com isso, é preciso estudarmos mais detalhadamente a questão para entender se houve um recuo da incidência da doença ou se os casos estão sendo subdiagnosticados”, alerta. Em 2013, foram realizados 6,6 milhões de exames de citopatologia cérvico vaginal (Papanicolau). Já em 2018, foram 6,1 milhões. 

O Estudo do IESS ainda indica um expressivo incremento na utilização de métodos contraceptivos. O total de laqueaduras tubárias avançou 20,7% no período analisado, de 13 mil para 15,7 mil. Já o implante de dispositivo intrauterino (DIU) mais do que quadruplicou. Foram 40,2 mil procedimentos em 2013 e 167,7 mil em 2018. Alta de 317,2%. 

Até em decorrência desse comportamento, o levantamento detectou uma redução de 5% no total de partos no Brasil, de 535,7 mil partos para 508,9 mil. As cesarianas continuam respondendo pela maior parte dos procedimentos na saúde suplementar. Foram 425,9 mil ante 82,9 mil partos naturais em 2018. Ou seja, somente 16,3% dos partos são naturais. Vale lembrar, a meta da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é de no máximo 45% dos partos sejam cesáreas e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que esse parto não responda por mais de 15% do total. Praticamente o oposto do registrado atualmente. “Apesar das metas estabelecidas, acreditamos que é preciso destacar que cada procedimento tem benefícios próprios e os casos devem ser avaliados individualmente em conjunto pela mãe e seu médico de confiança”, opina Cechin. 

Em relação a 2013, o total de cesáreas recuou 6%, passando de 453,2 mil para 425,9 mil. Já o total de partos naturais cresceu 0,5%, avançando de 82,4 mil para 82,9 mil. Os números, novamente, são referentes apenas aos procedimentos realizados na saúde suplementar. 

Susep abre consulta pública de autorregulação de corretores de seguros

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) colocou em consulta pública, a minuta de Resolução CNSP que estabelece condições de constituição, organização, funcionamento e extinção de entidades autorreguladoras do mercado de corretagem de seguros, de capitalização e de previdência complementar aberta.

A inciativa da Susep tem como pilares eficácia, produtividade, flexibilidade e economia. A autarquia entende que a autorregulação trará a experiência e o conhecimento dos próprios corretores para o mercado de seguros. 

O agente econômico terá o controle da atividade e, com isso, o aprimoramento será constante. No que se refere à flexibilidade, o mercado e os consumidores também ganham com mais rapidez, processos menos burocráticos e, consequentemente, redução de custos de fiscalização e supervisão e também de processos judiciais. Cabe esclarecer que a medida Provisória 905/2019 retirou da Susep a atribuição de regular e fiscalizar os corretores de seguros, mas não retirou do CNSP as competências regulatórias relativas às autorreguladoras do mercado de corretagem, e nem da Susep a função de fiscalizar as suas operações. A consulta estará disponível até o dia 19 de fevereiro de 2020.