Fenacor e sindicatos adiam o 4º CONSEGNE

Fonte: Fenacor

A Fenacor, na qualidade de representante dos Sindicatos a ela filiados, em especial aqueles situados na região Nordeste do nosso País e, notadamente, o Sincor-PB, anfitrião do Evento, vem a público comunicar o adiamento do do 4º CONSEGNE, marcado para os dias 19 e 20 de março de 2020, em João Pessoa-PB.

Essa difícil decisão, que foi tomada no sentido de termos uma responsabilidade consequente, está calcada e se fundamenta nas orientações das autoridades públicas de saúde, internacionais e nacionais, principalmente na figura do Sr. Ministro de Estado da Saúde, no que tange a incerteza geral quanto à possibilidade de rápida propagação do coronavírus (Covid-19).

Prezamos e levamos muito a sério a segurança, a integridade e a saúde dos congressistas inscritos, convidados, equipes, demais envolvidos no Evento e comunidade em geral, bem como com a imagem do setor, especialmente, do corretor de seguros, que é o assessor/consultor defensor do consumidor, adotando, enfim, por prudência e prevenção – que se constitui na própria essência desse profissional –, a presente decisão lastreada em protocolos, recomendações e orientações das autoridades públicas de saúde, que alertam para a necessidade de evitar aglomerações.

Pedimos escusas e, principalmente, a compreensão de todos, pelos eventuais transtornos que podem vir a ser gerados por esta decisão de adiamento do Evento, mas, o momento é realmente muito delicado e exige o comprometimento e a ação preventiva de todos em prol de um bem maior.

Tão logo esse problema, que muito aflige a comunidade mundial, seja superado e esteja sob controle, repisando, definiremos e divulgaremos uma nova data para a realização desse importante Evento, que, garantimos, será realizado no futuro.

Nos colocamos à disposição para mais informações e orientações, através do e-mail sincorpb@gmail.com.

Lloyd’s of London fecha piso de subscrição por coronavírus

O Lloyd’s de Londres, com 330 anos de idade, fechará seu piso de subscrição nesta sexta-feira por um dia em um teste de protocolos de emergência relacionados ao coronavírus, disse o presidente-executivo John Neal. Essa seria a primeira vez em sua história que o Lloyd’s fecha o piso de subscrição, onde corretores e seguradoras acordam acordos cara a cara, disse Neal em uma entrevista à imprensa.

Segundo a Reuters, o Lloyd’s, cujos membros garantem riscos especializados de navios a esculturas, fará uma limpeza profunda dos quatro andares que compõem o mercado de seguros físicos enquanto estiver fechado, disse Neal.

A decisão de fechar a chamada sala de subscrição, usada por quase 50 mil funcionários no Lloyd’s, vem depois que a epidemia de coronavírus foi oficialmente classificada como pandemia, com casos na Europa e nos Estados Unidos e as respostas do governo aumentaram.

“As coisas mudaram muito significativamente na semana passada”, disse Neal, acrescentando que o Lloyd’s queria testar como o mercado lidaria com as restrições às reuniões.

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson presidiu uma reunião de emergência na quinta-feira, na qual ele deve aprovar a mudança para a “fase de atraso” da resposta ao coronavírus, que inclui medidas mais rigorosas para combater o surto.

Neal disse que não havia casos confirmados de coronavírus no Lloyd’s e que ele não havia sido informado de nenhum caso nas firmas-membro. As seguradoras podem realizar negócios de subscrição em outros lugares enquanto o mercado está fechado, inclusive por meio de colocação eletrônica.

Coronavirus faz Bradesco Seguros cancelar evento

Tradicional festa acontece todos os anos em Comandatuda, Bahia


A Bradesco Seguros divulgou ontem a noite nota em que “diante do cenário observado no dia de hoje referente ao Coronavírus (covid-19), decidimos prudencialmente adiar o evento de reconhecimento Talento de Seguros, previsto para os próximos dias na ilha de Comandatuba. Posteriormente informaremos como serão realizados os respectivos reconhecimentos”.

O evento sempre é realizado em março e visa premiar os vencedores da campanha Talento de Seguros, uma das mais tradicionais e disputadas premiações do mercado segurador nacional.

Voltada para os canais Mercado e Corporate, a campanha mobiliza suas equipes comerciais e milhares de corretores parceiros em todo o Brasil, refletindo a capilaridade da atuação nacional do Grupo Segurador e a sua liderança de mercado.

Os campeões são reconhecidos com o Troféu Talento de Seguros, entregue em uma programação especial que reúne os melhores do país em Comandatuba, no sul da Bahia.

A campanha Talento de Seguros distingue os profissionais que melhor identificam as necessidades do cliente, atuando com inovação em um mercado em constante transformação. E, com essa visão, contribuem para levar cada vez mais proteção a famílias e a empresas em todo o país, por meio dos produtos do portfólio Bradesco Seguros.

Assim que o grupo retornar o pedido de entrevista este post será atualizado

IRB convoca AGE para confirmar Antonio Cassio como presidente do Conselho

O IRB Brasil Re convocou Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para o dia 26 de março para eleição do presidente do Conselho de Administração, em substituição a Ivan de Souza Monteiro. Será quando a indicação de Antonio Cassio dos Santos será confirmado como presidente do conselho.

O colunista Lauro Jardim divulgou que a seguinte nota:

Susep estabelece norma de conduta para empresas do setor e seus intermediários

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) acaba de editar norma sobre princípios a serem observados nas práticas de conduta adotadas pelas empresas do setor e seus intermediários, no relacionamento com os clientes. O objetivo da resolução, aprovada pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), e que entra em vigor em julho, é a preservação de uma relação equilibrada e tratamento adequado entre os entes supervisionados e seus clientes, alinhando o mercado de seguros brasileiro às melhores práticas adotadas internacionalmente.

Entre as principais novidades estão a transparência obrigatória da comissão de corretagem que, até então, era desconhecida pelos consumidores, o estabelecimento de uma política institucional de conduta dos entes supervisionados e a inserção do conceito de suitability no mercado, ou seja, o produto deve ser adequado às necessidades do cliente.

“Uma relação equilibrada entre o provedor do seguro e o consumidor é fundamental para a construção de um mercado de seguros forte, saudável e competitivo, que atenda de fato ao interesse da sociedade”, explica o diretor técnico da autarquia Rafael Scherre. Segundo Scherre, além de considerar a adequação de produtos, serviços e operações às necessidades e perfil do cliente, as empresas devem observar que a promoção destes produtos e serviços deve ser feita de forma clara, adequada e sem mal-entendidos, com informações contratuais providas de forma transparente, tempestiva e apropriada.

O normativo também prevê capacitação periódica de empregados, funcionários terceirizados e intermediários dos entes supervisionados que desempenhem atividades afetas ao relacionamento com o cliente.

Intermediários e supervisão
Um dos pontos destacados pela Susep na proposição da medida é a responsabilidade das empresas na atuação do intermediário, quando este está presente na comercialização dos produtos. Assim, a supervisão é feita diretamente sobre as seguradoras, sociedades de capitalização e entidades abertas de previdência complementar, seja a venda feita de forma direta ou com intermediação.

A norma impõe a transparência de informações sobre o montante da remuneração pela intermediação do contrato, bem como eventual relação entre o intermediário e os entes supervisionados, como contratos de exclusividade e participação societária. Com mais informação, o consumidor passa a ter mais poder de negociação, condições de avaliação e comparação sobre os serviços prestados e os preços dos diversos serviços.

Com a norma, a Susep poderá também fazer uso de ferramentas como o cliente oculto, para simular a aquisição de produtos no processo de monitoramento e fiscalização. A não adequação às normas sujeita as supervisionadas à suspensão da comercialização de produtos e outras medidas cabíveis.

A evolução promovida com a norma é parte de um conjunto de ações para eficiência regulatória e modernização do mercado que vem sendo implementadas pela Susep para promover o fortalecimento do setor.

Operadoras de saúde estão preparadas para demanda de clientes com coronavírus

A Organização Mundial da Saúde declarou, nesta quarta-feira (11), estado de pandemia do novo coronavírus. Segundo o órgão, o número de casos, mortes e países afetados só deve aumentar. Mais de 100 países já são afetados pelo vírus – incluindo o Brasil, com 35 casos confirmados.

Segundo a organização, há mais de 118 mil casos de COVID-19 em 114 países, com 4.291 mortes. De acordo com o diretor-geral da organização, a maior parte desses casos – cerca de 90% – são em quatro países, sendo que epidemia mostra sinais de declínio na China e a Coreia do Sul. Por outro lado, 81 países não registraram nenhum caso, enquanto 57 contam com 10 casos ou menos. “Nós não podemos falar isso de forma mais clara: todos os países ainda podem mudar o curso dessa pandemia”, declarou Tedros durante a entrevista. 

O Ministério da Saúde anunciou que a Agência Nacional de Saúde (ANS) editará resolução para que os planos de saúde incluam testes de detecção do coronavírus no rol. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, destacou que a prioridade é proteger os idosos com doenças crônicas e saúde debilitada, que são o principal grupo de risco para a covid-19, doença causada pelo novo vírus.

Mandetta defendeu também que é importante ampliar os recursos no orçamento da pasta para conter o avanço do vírus. Uma das medidas planejadas pelo ministério, afirmou, é o plano de estender o horário de mais postos de saúde para que recebam a maior parte dos pacientes que apresentarem sintomas.

Segundo a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que representa as maiores empresas do setor, as operadoras já estão preparadas para a incorporação do exame na oferta de procedimentos.

“Manifestamos à ANS compromisso de atuar tanto nos tratamentos de pacientes diagnosticados, conforme já vem acontecendo em casos em que há cobertura, quanto nos testes laboratoriais para detecção do vírus”, afirmou Vera Valente, diretora executiva da FenaSaúde.

Em relação aos testes, as operadoras associadas à FenaSaúde manifestaram à ANS estarem preparadas para a incorporação ao rol de procedimentos, em caráter emergencial, dos testes específicos para o covid-19 na rede hospitalar, seguindo o protocolo de manejo clínico estabelecido pelo Ministério da Saúde.

Pandemias causaram perdas de US$ 197,7 bilhões na economia mundial

No Brasil, a epidemia Zika Vírus, em 2015, provocou um impacto financeiro negativo de US$ 16 bilhões

Fonte: Marsh

As pandemias geraram prejuízos bilionários no mundo nos últimos anos. E agora, diante do Coronavírus COVID-19, causador de infecções respiratórias, as empresas devem revisar, testar e atualizar os seus planos de continuidade de negócios e gestão de crises para evitar e minimizar perdas financeiras. Segundo levantamento global da consultoria de riscos Marsh, as pandemias causaram perdas econômicas de US$ 197,7 bilhões no mundo, de 2001 a 2016.

No Brasil, a epidemia Zika Vírus, em 2015, provocada pelo mosquito Aedes Aegypt, gerou um impacto financeiro negativo de US$ 16 bilhões na atividade econômica local.

Parte do prejuízo também decorre da improdutividade nas companhias. Cada colaborador com sintomas do Zika Vírus teve que se ausentar em média cinco dias do trabalho.

De acordo com a consultoria, mais de 400 doenças infeciosas foram registradas nas últimas duas décadas. Neste intervalo de tempo, houve por exemplo, o caso de doenças transmitidas por alimentos nos Estados Unidos, em 2012, e as perdas financeiras foram da ordem de US$ 78 bilhões. Já caso do vírus da SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave), que provocou um surto de pneumonia entre 2002 e 2003, os prejuízos foram de US$ 56 bilhões.

Segundo relatório da consultoria de risco Marsh, os impactos econômicos potenciais podem se agravar porque é maior a dependência das empresas em tecnologia, viagens e cadeias de suprimento, por exemplo.

A epidemias afetam as empresas e resultam em:

  • Perda de força de trabalho devido a morte e doença.
  • Maior absenteísmo dos funcionários e menor produtividade devido a obrigações familiares, distanciamento social e medo de infecção.
  • Interrupções operacionais, incluindo interrupções e atrasos nas redes de transporte e cadeias de suprimentos.
  • Redução da demanda do cliente.
  • Dano à reputação se a resposta de uma organização a um surto for vista como ineficaz ou se suas comunicações com partes interessadas internas e externas forem vistas como incompletas ou enganosas.

De acordo com Flavio Castro, superintendente da Marsh Risk Consulting, divisão de consultoria de riscos da empresa, as pandemias atravessam fronteiras e afetam ativos estratégicos das empresas, como é o caso do Coronavírus que teve origem na China e se espalhou pela Europa, Ásia, Estados Unidos, Oriente Médio, África e América Latina (com casos confirmados no Brasil).

“Perda da força de trabalho, interrupções operacionais como atrasos nas redes de transporte e cadeias de suprimentos de produtos e serviços, baixa demanda dos clientes e danos à reputação se a resposta a um surto é vista como ineficaz, são alguns exemplos de impactos nos negócios. Neste momento é imprescindível que as empresas façam uma revisão, testem e atualizem os planos de gerenciamento de crises e riscos adversos (seguráveis e não seguráveis) para garantir a resiliência da empresa e a continuidade dos negócios”, afirma.

As 9 maiores pandemias de 1918 a 2015

1918 

“Gripe espanhola” 

  • Cerca de 100 milhões de mortes
  • Perda de 11% no PIB nos EUA, 17% no Reino Unido, 15% no Canadá e 3% na Austrália

1957

“Gripe asiática” 

  • Cerca de 1,5 milhão de mortes
  • Queda de 3% do PIB nos EUA, Reino Unido, Canadá e Japão

1968 

“Gripe de Hong Kong”

  • Cerca de 1,2 milhão de infectados 
  • Aproximadamente US$ 26 bilhões em custos diretos e indiretos nos EUA

1981

“HIV/AIDS”

  • Mais de 70 milhões de infectados e 36,7 milhões de mortes
  • Queda anual de 2% a 4% de crescimento do PIB na África

2003 

“SARS (Síndrome de Doença Respiratória Aguda Grave)”

  • Chegou em 37 países, principalmente China, Taiwan, Cingapura e Canadá
  • 8.098 casos suspeitos e 744 óbitos mortes 
  • Prejuízos de US$ 4 bilhões em Hong Kong, de até US$ 6 bilhões no Canadá e US$ 5 bilhões em Cingapura

2009 

“Gripo suína”

  • De 151.700 a 575.500 mortes
  • Perda de US$ 1 bilhão na Coréia do Sul

2012

“MERS (Síndrome de Doença Respiratória)”

  • Se espalhou por 22 países, principalmente Arábia Saudita, Coréia, e Emirados Árabes Unidos
  • 1.879 casos de pessoas com sintomas e 659 mortes 
  • Perda de US$ 2 bilhões na Coréia e o governo teve gasto de US$ 14 bilhões 

2013

“Vírus Ebola na África Ocidental”

  • 22 países, principalmente Libéria, Serra Leoa, e Guiné
  • 28.646 casos de infecção e 11.323 óbitos
  • Perda de US$ 2 bilhões na Libéria, Serra Leoa e Guiné

2015

“Zika Vírus”

  • Infecções em 76 países, principalmente no Brasil
  • 2.656 relatos de casos microcefalia e/ou malformação do Sistema Nervoso Central.
  • Casos de malformação do sistema nervoso
  • Perda de US$ 7 a US$ 18 bilhões na América Latina e Caribe 

CVM autoriza B3 a atuar como registradora no setor de seguros e previdência

Fonte: Estadão

O colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deu nesta terça-feira, 10, o sinal verde para a B3 atuar como registradora de operações de seguros, resseguros, capitalização e previdência complementar. A decisão foi tomada em reunião nesta terça-feira, por unanimidade, acompanhando as conclusões da superintendência de relações com o mercado e intermediários (SMI).

A B3 vai disputar mercado como entidade registradora de apólices do setor, dentro do projeto de registro eletrônico de operações capitaneado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Desde 2018 a bolsa tem uma equipe dedicada ao setor e já dispõe desistemas desenvolvidos para atender as demandas das seguradoras.

Após dez anos em gestação, a chamada apólice eletrônica está começando a ser utilizada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Em dois anos, o novo sistema deverá ser adotado por todos os ramos de seguros. A meta é digitalizar e dar mais transparência à base de dados do setor, hoje restrita às companhias seguradoras.

Icatu lucra R$ 318 milhões em 2019, alta de 18%

Luciano Snel Icatu Seguros

Arrecadação da Icatu Seguros avança 41% e soma R$ 17,7 bilhões em 2019. Companhia expande sua atuação com investimentos em inovação, novos produtos e parcerias

Em um ano marcado pelo fortalecimento de parcerias estratégicas, lançamentos de produtos e investimentos em tecnologia e inovação, a Icatu Seguros cresceu em todas as linhas de negócio, encerrando 2019 com patrimônio líquido de R$ 1,3 bilhão e uma arrecadação de R$ 17,7 bilhões, um aumento de 41% no comparativo com 2018. Em 2019, a seguradora registrou um lucro líquido de R$ 319,8 milhões, um crescimento de 18% em relação ao ano anterior. 

A companhia consolidou no ano passado importantes movimentos para potencializar o alcance de suas soluções, como a parceria com a HDI para a oferta de Seguros de Vida. Com o negócio, a Icatu vai ampliar ainda mais o alcance de seus produtos para pessoas física e jurídica, através de uma rede de 23 mil corretores. 

A compra da carteira de capitalização da SulAmérica e o aumento da participação na Caixa Cap, de 24,5% para 49%, também reforçam seu perfil multicanal e a especialização no segmento. Outro importante movimento foi o anúncio da associação com a Caixa Seguridade para a criação de uma joint venture que, a partir de 2021, vai distribuir produtos de capitalização em todos os canais da Caixa Econômica Federal. A parceria exclusiva terá duração de 20 anos.

A empresa avançou também na atuação com sistemas cooperativos, que estão presentes em todo o Brasil e reforçam a expertise da Icatu no setor.  “São 28 anos crescendo a partir de parcerias e aquisições estratégicas, com as quais construímos um ecossistema capaz de entregar as melhores experiências aos nossos clientes, corretores, parceiros e gestores. Dessa forma, seguimos no nosso propósito de ajudar a criar um Brasil onde pessoas e famílias estejam financeiramente protegidas e assistidas em todas as fases de suas vidas”, afirma Luciano Snel, presidente da Icatu Seguros. 

Reuters: Aon alega fraude em arbitragem sobre aquisição no Brasil, mostram documentos

 Fonte: Reuters

A corretora de seguros britânica Aon está alegando ter sido vítima de fraude ao adquirir a corretora de seguros e administradora de benefícios brasileira Admix, há quatro anos, por 1,35 bilhão de reais, segundo documentos vistos pela Reuters.

O contrato de venda com o fundador da Admix, César Antunes da Silva, incluía cláusulas que previam o pagamento pela Aon de até 150 milhões de reais dois anos depois da conclusão do negócio se determinadas metas de receita fossem alcançadas. Outros 80 milhões ficaram retidos numa conta “escrow”, uma providência normal em aquisições para garantir problemas posteriores à compra. 

Citando declarações supostamente “fraudulentas” e omissões de César Antunes da Silva no processo, a Aon se recusou a pagar em 2018 os valores adicionais nem a liberar os valores restantes na conta escrow, e decidiu pedir ao menos 200 milhões de reais em prejuízos numa arbitragem. 

A arbitragem mostra que o negócio desapontou a Aon, que está tentando se tornar a maior corretora de seguros do mundo. Quando a aquisição foi anunciada, o chefe da área de saúde e benefícios da Aon, John Zern, disse que a aquisição dobraria a presença da corretora no Brasil. O chefe da área de Soluções de Risco para a América Latina, Fernando Pereira, disse que a compra no Brasil daria um impulso aos negócios da empresa na América Latina. 

Ambos saíram da Aon desde o negócio. Zern deixou a empresa durante uma reestruturação global em outubro do ano passado e Pereira se aposentou em janeiro deste ano. 

Na época, a Admix tinha 1,4 milhão de beneficiários que trabalhavam em 6.700 empresas brasileiras. Anualmente a empresa negociava 2 bilhões de reais em prêmios de seguros saúde e benefícios. 

Os advogados de César da Silva responderam que a Aon está tentando usar a arbitragem para compensar prejuízos surgidos com sua má administração após a compra da Admix, lembrando que a corretora levou dois anos para reclamar de omissões e erros. 

A Aon também está pedindo aos juízes da arbitragem para reavaliar a Admix, considerando potenciais irregularidades na inclusão de beneficiários em planos de saúde. 

A arbitragem, cujos detalhes até agora não eram públicos, está registrada na International Chamber of Commerce sob o número 24146/GSS. 

A Aon alega que a Admix não informou ao comprador sobre o cancelamento de um alto número de contratos com a empresa de planos de saúde Unimed, embora os advogados do fundador da Admix afirmem que a maior parte dos clientes foi transferida para outras corretoras da Admix. 

Os advogados de Silva também dizem que as irregularidades na inclusão de clientes em planos de saúde só ocorreram depois da venda da companhia. O fundador pede na arbitragem que seja pago o valor residual na conta escrow e os pagamentos adicionais como estão em contrato. 

A Aon também acusa a Admix de não ter informado sobre processos trabalhistas. Advogados da Aon e de César da Silva preferiram não comentar o assunto, dizendo que a arbitragem é confidencial. 

Uma das acusações da Aon na arbitragem é que um dos maiores corretores da Admix estaria intimidando testemunhas, porque o corretor pediu explicações na polícia sobre declarações de funcionários da Aon que o acusaram de fraude em depoimentos dentro da arbitragem. O corretor, Nadjair Diniz Barbosa, e seus advogados preferiram não comentar o assunto. 

A Aon não revelou a arbitragem em suas demonstrações financeiras do ano passado como fez com outras discussões judiciais e arbitragens na Nova Zelândia e Estados Unidos e investigações por autoridades antitruste na Europa. A Aon se recusou a explicar porque não incluiu a arbitragem nas demonstrações financeiras. 

Na segunda-feira, a Aon anunciou um negócio de 30 bilhões de dólares para adquirir a rival Willis Towers Watson e tornar-se a maior corretora de seguros do mundo.