Coronavírus e Seguros: gestão pode evitar disputas judiciais

Ontem, em seu discurso durante coletiva de imprensa, o ministro Dias Toffoli alertou para o fatal aumento de processos judiciais que as consequências da pandemia de coronavirus vão trazer ao pais. Diante disso, dicas do escritório de advocacia TozziniFreire se tornam muito relevantes aos clientes. Leia abaixo:

É fundamental que as apólices de seguros sejam analisadas cuidadosamente. Seguros de D&O (Responsabilidade Civil para Administradores e Diretores), seguros para eventos, seguros de responsabilidade civil profissional, seguros de crédito, seguro viagem e cyber podem ser um instrumento importante de proteção no cenário atual envolvendo as consequências da COVID-19, a depender dos seus termos e condições.

De forma geral, a cobertura de interrupção de negócios (lucros cessantes) e seguros garantia (performance) não se aplicam a situações de pandemias. O mesmo pode acontecer com a cobertura de morte em seguros de vida. De qualquer modo, a depender da falta de clareza do clausulado, podem surgir discussões no âmbito das apólices.

Independentemente das discussões que podem surgir é de fundamental relevância a adoção de uma política de gerenciamento contratual por parte dos segurados, a fim de que as seguradoras sejam prontamente e devidamente informadas acerca de fatos que possam gerar um sinistro coberto; e medidas que mitiguem o risco, tendo em vista que o agravamento de situações gera, por si só, a perda do direito ao recebimento de indenização securitária.

Além disso, é preciso que haja atenção nas contratações de apólices futuras, pois há uma tendência na inserção de cláusulas contendo expressa exclusão para a COVID-19 tanto nas apólices de seguros como nos contratos de resseguros.

Confira, abaixo, alguns dos ramos de seguros com maiores impactos.

D&O (Responsabilidade Civil para Administradores e Diretores)

Sua principal cobertura é garantir a responsabilidade civil dos administradores e diretores por danos causados a terceiros em consequência de atos culposos praticados no exercício de suas funções.

A atuação dos diretores e administradores com relação a ações preventivas ou ao cumprimento de normativos no contexto da COVID-19, certamente, poderá ensejar um aumento de demandas envolvendo a responsabilização civil dos mesmos e, como consequência, maior sinistralidade no D&O.

Além disso, as apólices de D&O costumam ter cobertura para gerenciamento de crises e despesas de publicidade. 

Eventos

O seguro para eventos costuma ter natureza de um seguro de responsabilidade civil, com cobertura para danos causados pelo organizador do evento a terceiros. Existem coberturas acopladas relacionadas a cancelamentos para garantir gastos com publicidade, locação de espaço, contratação de prestadores, as quais podem vir a ser utilizadas, a depender dos termos e condições da apólice.

Responsabilidade Civil Profissional

O seguro de responsabilidade civil profissional garante a responsabilidade civil profissional por danos causados a terceiros em consequência de atos culposos praticados no exercício das suas funções profissionais.

Profissionais de telecomunicações, mídia, ensino e saúde estão mais expostos a questionamentos, diante da velocidade com que as informações da COVID-19 chegam e à medida em que devem ser adotadas condutas para com a sociedade e clientes.

Interrupção de Negócios

Geralmente previstas em apólices de riscos operacionais, a cobertura para interrupção de negócios garante o pagamento de lucros cessantes, na maioria das vezes, ligada a um acontecimento que cause dano material ao estabelecimento / propriedade segurado. Sendo assim, considerando a forma como a maioria dos clausulados está estruturada, dificilmente, haveria cobertura para interrupção de negócios relacionada à COVID-19, embora possa haver interpretação diversa a depender dos termos e condições da apólice contratada.

Crédito

O seguro de crédito garante o fluxo de caixa da empresa contra inadimplência de seus clientes. Costuma existir um conceito objetivo para a mora e insolvência nas apólices.

É inegável a crise econômica oriunda da COVID-19 e o risco de inadimplência a que os credores estão sujeitos, o que poderá impactar na sinistralidade dos seguros de crédito e elevar discussões no que se refere a coberturas.

Garantia (Performance)

Muitas empresas já estão começando a sentir dificuldades para o cumprimento de suas obrigações e contratos. O seguro garantia (performance), via de regra, cobre o cumprimento de obrigações assumidas pelo devedor (tomador) no âmbito de um contrato garantido firmado com o credor (segurado).

Por força do normativo regulatório que trata do assunto, as apólices contêm exclusão para casos fortuitos e força maior. Porém, considerando que a doutrina e a jurisprudência oscilam acerca do tema, entendemos que discussões surgirão também nesse ramo de seguro.

Cyber (Riscos Cibernéticos)

Com a maioria das empresas adotando medidas de trabalho remoto diante da COVID-19, aumenta a exposição a riscos cibernéticos, o que fomenta o ramo de seguros de riscos cibernéticos, sendo uma oportunidade para o setor.

Viagem

O cancelamento de viagens e imprevistos de saúde são coberturas, comumente, fornecidas no âmbito do seguro-viagem.

Quanto ao cancelamento, normalmente, as apólices cobrem o impedimento de o segurado iniciar a viagem por motivo de doença, acidente ou falecimento, do próprio segurado ou membro de sua família. Uma vez iniciada a viagem, o primeiro atendimento hospitalar ao segurado costuma estar coberto, resguardadas exclusões específicas para pandemias.

Vida

Apólices de vida costumam cobrir eventos relacionados ao óbito do segurado independentemente da causa, mas muitas contêm exclusão expressa para pandemias declaradas por órgãos competentes, como é o caso da COVID-19.

Susep simplifica normas para armazenamento de documentos

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulgou hoje no Diário Oficial decreto 10.278 que regulamenta alguns normativos para estabelecer a técnica e os requisitos para a digitalização de documentos públicos ou privados, a fim de que os documentos digitalizados produzam os mesmos efeitos legais dos documentos originais. Esse era um pleito do setor, uma vez que a tecnologia traz formas mais simples de armazenar informações sem a necessidade de papeis.

Este era um pleito antigo do mercado para a simplificação dos processos e redução de custos administrativos.

Bradesco Saúde disponibiliza atendimento exclusivo para Coronavírus

Clínica Novamed passou a ter horário ampliado para atender casos suspeitos da doença

Fonte: Bradesco Saúde

Com o avanço do novo Coronavírus (Covid-19) no Brasil, a Bradesco Saúde e a Mediservice criaram uma rede de apoio, por meio de sua rede de clínicas Meu Doutor Novamed, consultórios do programa Meu Doutor e clínicas referenciadas, disponibilizando aos seus beneficiários um atendimento exclusivo para casos suspeitos da doença. 

Com isso, as clínicas Meu Doutor Novamed — que atendem a todos os planos da Bradesco Saúde e Mediservice — tiveram seu atendimento adaptado para esse período. As unidades Paulista (SP) e Botafogo (RJ) ampliaram o horário de funcionamento, das 7h às 19h, de domingo a domingo, sem a necessidade de agendamento prévio, aptos ao atendimento adulto e infantil. O objetivo é que o atendimento seja feito sem fila de espera e sem expor o paciente às aglomerações. O processo alcançará as demais, seja em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba ou Porto Alegre, caso seja necessário. 

Todos os beneficiários da Bradesco Saúde e Mediservice terão acesso livre ao atendimento médico, seguindo os protocolos do Ministério da Saúde. Em casos de sintomas suspeitos, a equipe de enfermeiros e médicos da Novamed irá acompanhar os pacientes, remotamente, com orientação e direcionamento. 

Além das clínicas Novamed, os beneficiários contam com a assistência de médicos nas especialidades de Clínica Médica e Pediatria do Programa Meu Doutor, aptos ao atendimento aos casos suspeitos. A relação dos profissionais conta com 53 médicos nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Salvador encontra-se disponibilizada no site exclusivo: bradescosaude.com.br/coronavirus. O agendamento prévio deverá ser realizado pelos canais disponibilizados (site e aplicativo). 

Para facilitar a procura por atendimento na rede credenciada, a Bradesco Saúde e Mediservice disponibilizaram uma relação de clínicas preparadas para assistência sem a necessidade de agendamento prévio. Esta lista, com endereço e telefone das unidades, se encontra no site exclusivo dedicado ao Coronavírus: bradescosaude.com.br/coronavirus 

Serviço: 
Novamed Paulista — Av. Paulista, no52 — 5o andar, Bela Vista — São Paulo. Tel. 4004-2734 
Novamed Botafogo — Rua São Clemente, 185. Bl1 Loja A, Botafogo — Rio de Janeiro. Tel. 4004-2734 
Site: novamedsaude.com.br 
Meu Doutor: logado.meudoutorbs.com.br 
site bradescosaude.com.br/coronavirus 

Trabalhando em homeoffice? Preste atenção nestas dicas para evitar hackers:

homeoffice

Trabalhando em homeoffice? Então preste atenção nas dicas de Alfredo Chaia, especialista em riscos cibernéticos e diretor da Risk Veritas. Ele afirma que interrupções nos negócios ocorrem de muitas formas – de desastres naturais a surtos de doenças; e reduzir a circulação de pessoas atenua o ritmo de progressão do contágio.

“O trabalhar em casa com acesso remoto a sistemas corporativos é opção de contingência para empresas, mas cabe alerta sobre a capacidade de estender com segurança a conveniência de funcionários trabalharem remotamente”, comenta. Veja as dicas:

1 – Você não é imune a ataques cibernéticos: A segurança cibernética é mais importante que decidir onde colocará seu escritório em casa ou quais suprimentos precisará.

2 – Crie senhas fortes: Senhas devem conter caracteres aleatórios, letras, números e símbolos, e alteradas regularmente. Use bom software de gerenciamento de senhas. Não há desculpa para ter apenas uma senha universal para tudo.

3 – Pratique cliques seguros: golpes de phishing coletam informações por URLs ou anexos. Antivírus devem verificar todas mensagens. Faça sua parte evitando os que pareçam suspeitos.

4 – Navegue com Segurança: Adote hábitos seguros. Use dispositivos próprios, redes confiáveis (evite o Wi-Fi público), antivírus e serviços, VPN e autenticação multi-fator.

5 – Faça backup e instale atualizações: No caso de uma exposição, os backups ajudam a restaurar os dados caso sistema precise ser reiniciado.

Coronavírus faz MAG Seguros acionar plano de contingência

MAG Seguros CORONAVIRUS

Seguradora afirma está preparada caso precise que 100% de seus colaboradores trabalhem a partir de casa

Fonte: Mag Seguros

Diante da pandemia mundial do novo coronavírus, a MAG Seguros esclarece à sociedade, clientes e corretoresde seguros como estarão organizadas as suas operações nos próximos dias. 

A MAG Seguros tem um Plano de Continuidade de Negócios (PCN), para o qual são realizados testes regularespor forma a garantir o seu pleno funcionamento. Face à situação extraordinária que o país passa a seguradoradecidiu, na semana passada, acionar o seu PCN. 

Com isso, nesta terça-feira, seguindo as orientações das autoridades de saúde, a MAG Seguros liberou colaboradores que já possuem acesso remoto para que realizem as suas atividades em home office. Também jáestão em casa os colaboradores classificados como grupo de risco, segundo os critérios da OrganizaçãoMundial da Saúde. A companhia concedeu ainda férias para estagiários e recesso de 15 dias aos jovens aprendizes. 

MAG Seguros reforça que está preparada caso precise que 100% de seus colaboradores trabalhem a partir de casa. As medidas visam zelar pela saúde dos colaboradores e atender aos apelos das autoridades para reduzira aglomeração e circulação de pessoas. 

O nosso PCN contempla, ainda, medidas para mais de 4 mil corretores parceiros. A MAG Seguros oferece todaa tecnologia que garante a comercialização de todo portfólio da empresa de forma 100% digital, remota e com a máxima segurança por meio da nossa ferramenta “Venda Digital”. 

Deste modo, ações de reforço de treinamento e de apoio à utilização dessa e de outras ferramentas digitais de suporte à atividade dos corretores estão sendo implementadas ao longo desta semana. Uma equipe inteira de profissionais de diferentes áreas estará 100% focada neste apoio e suporte. 

O objetivo da empresa é fazer com que o COVID-19 impacte o mínimo possível a geração de negócios dos corretores que trabalham com a MAG Seguros. A seguradora também seguirá com o processo de pagamentode comissão normalizado. 

Da mesma forma, todos os canais de relacionamento com clientes e beneficiários seguem 100% ativos, garantindo o atendimento aos mais de 4 milhões de clientes da MAG Seguros em todo país. 

Vale destacar que, ainda no âmbito dos procedimentos do PCN, um grupo de trabalho multidisciplinar foi criado com o objetivo de avaliar continuamente a evolução dos acontecimentos e deliberar sobre medidas envolvendo colaboradores e terceirizados, atividade comercial, continuidade de negócio e comunicação com os stakeholders. 

Insurtech Planetun libera vistoria e inspeção remota gratuitamente para o mercado por coronavírus

Fonte: Planetun

Pensando em minimizar o impacto da pandemia no mercado automotivo e segurador, a insurtech Planetun decidiu liberar gratuitamente seus aplicativos web que permitem a vistoria ou inspeção remota para as empresas que ainda não possuem esta tecnologia, durante 30 dias. 

Com a solução da Planetun é possível que o usuário realize a vistoria ou inspeção do seu bem, automóvel ou residência, de forma remota, com poucos cliques no celular. O cliente recebe um link que dá acesso a um aplicativo web e, seguindo as instruções da ferramenta, envia as fotos necessárias para o processo diretamente para a avaliação da seguradora. Desta forma, elimina-se o deslocamento e contato físico, o que contribui para a não disseminação do vírus. 

Para os automóveis, a insurtech vai disponibilizar os aplicativos de vistoria prévia; auto sinistro (segurado faz às fotos); sinistro oficina (oficina faz as fotos); constatação de danos; e vistoria de qualidade. Para residências, as soluções de inspeção residencial e sinistro residencial (quebra de vidros, roubo / furto e danos elétricos) estarão liberadas. Os idosos, que são o maior grupo de risco em relação a doença, também vão poder se beneficiar utilizando o app de prova de vida de forma gratuita. 

“A tecnologia é uma grande aliada no dia a dia e em situações extremas pode ser ainda mais eficiente, contribuindo para ajudar as pessoas e a economia. Nesse momento é importante usarmos esses recursos a fim de diminuir o impacto causado por essa pandemia”, comenta Henrique Mazieiro, CEO da Planetun. 

As seguradoras devem acompanhar o andamento de todos os processos pelo workflow da Planetun, sistema que gera fila de trabalho e ainda disponibiliza outros recursos como geolocalização e dashboard. 

Para mais informações, os interessados devem acessar: http://www.planetun.mobi/previna-se

SulAmérica informa que emissão de debêntures segue mesmo com volatilidade com coronavírus

sulamerica

No entanto, crise pode afetar a demanda dos investidores. O cronograma segue mantido e a previsão original de recebimento de ofertas em 24 de março de 2020 permanece inalterada

A SulAmérica divulgou nesta manhã comunicado a seus acionistas e ao mercado em geral sobre as medidas que estão sendo adotadas para proteger suas operações, seus beneficiários, colaboradores e respectivas famílias desde o início do surto e atual pandemia do novo coronavírus (COVID-19).

A 7ª emissão de debêntures, anunciada em 28 de fevereiro de 2020, com esforços restritos de colocação, nos termos da Instrução CVM 476/09, segue em andamento, entretanto é importante destacar que o atual cenário do mercado de capitais em consequência da pandemia do COVID-19 traz grande incerteza e volatilidade, o que pode afetar a demanda dos investidores. O cronograma segue mantido e a previsão original de recebimento de ofertas em 24 de março de 2020 permanece inalterada. Qualquer eventual alteração nesse cenário e cronograma, caso ocorra, será oportuna e tempestivamente comunicada ao mercado.

O texto destaca que neste cenário de elevada incerteza em relação ao impacto e duração da crise, o foco da companhia segue na manutenção do atendimento de qualidade a todos os seus beneficiários, colaboradores, suporte à rede de prestadores, assim como na preservação de níveis adequados de liquidez e solvência. Todas as opções em termos de alocação de capital sempre são avaliadas pela Administração, mas, neste contexto atual, não está sendo considerada opção de recompra de units da Companhia no curto prazo.

O texto reforça que se trata de estágio inicial da proliferação do novo COVID-19 no Brasil e deve-se observar ao longo das próximas semanas e meses como a situação, que ainda é bastante volátil, irá evoluir. Assim, a companhia não tem ainda como quantificar ou estimar potenciais impactos financeiros em seus resultados. Entretanto, já foi identificado algum efeito importante em relação ao aumento em suas frequências de utilização, notadamente nas ferramentas disponibilizadas para apoio desta situação, como o Médico na Tela e o canal exclusivo para orientação médica, bem como consultas de urgência e emergência em sua rede de prestadores, todos procedimentos de baixo custo e baixa complexidade.

Por outro lado, ainda não é possível precisar o impacto deste cenário sobre as frequências de demais procedimentos, em particular os eletivos (consultas, tratamentos, exames e cirurgias não urgentes, normalmente objeto de agendamentos), que também podem ser afetados pelas orientações gerais de distanciamento social, com redução de deslocamentos e, principalmente, de menor exposição a unidades hospitalares. Destaca-se aqui que os casos de real necessidade, urgências e emergências não deveriam ser afetados em sua frequência normal.

É importante destacar também que, a partir de consequências diretas e indiretas da pandemia, notadamente em função da restrição de demanda, dos cenários macroeconômicos incertos e de uma expectativa de desaceleração econômica global e local, a companhia poderá ter impactos negativos em suas receitas e/ou em seus custos.

A SulAmérica continua a acreditar na força e resiliência do seu modelo de negócio e na eficiência de seus processos. Como uma empresa especializada em gestão de risco, destacadamente em gestão de saúde, a Companhia, em parceria constante com sua rede de prestadores, vem usando toda a sua experiência para minimizar possíveis impactos e continuar cuidando das pessoas com a mesma qualidade pela qual é reconhecida.

O texto informa que a SulAmérica vem reforçando suas ações contra a proliferação do vírus e reuniu um time multidisciplinar de especialistas para acompanhar a evolução dos registros da doença, orientar e atender com precisão seus mais de 2,3 milhões de beneficiários em saúde, incluindo seus mais de 5,4 mil funcionários e respectivas famílias. A companhia recorreu também a duas das maiores autoridades em infectologia no país para produzir conteúdos informativos para os clientes e seus funcionários, bem como treinar e orientar médicos e demais profissionais de saúde.

Seus executivos, gestores, equipes técnicas e profissionais de saúde estão em contato constante com clientes, rede de prestadores e agentes dos poderes públicos, para acompanhamento da evolução desta situação, assim como definição de procedimentos com o objetivo de minimizar os impactos da pandemia.

A companhia possui há alguns anos um Comitê de Crise que atua em diversas situações e segue atuante neste momento. Além disso, estão ocorrendo reuniões diárias de um comitê técnico criado especificamente para essa crise, para avaliar as ações implementadas, monitorar indicadores e principalmente decidir sobre eventuais ajustes de rota, sempre com intuito de minimizar danos à saúde das pessoas e ao sistema. As ações iniciais focam principalmente na orientação dos beneficiários, visando à utilização adequada dos recursos e o cuidado redobrado com grupos de risco, para os quais os programas de gestão de saúde estão sendo reforçados e intensificados.

O serviço de Médico na Tela – que promove orientação médica por vídeo chamada pelo aplicativo SulAmérica Saúde – foi disponibilizado de forma irrestrita aos beneficiários e também foi criado um canal telefônico exclusivo sobre o COVID-19 para orientações e esclarecimento de dúvidas. Tais medidas tem como objetivo a melhor orientação a seus beneficiários evitando visitas desnecessárias a unidades hospitalares, que podem sobrecarregar essas estruturas e eventualmente impedir o atendimento adequado às pessoas que efetivamente necessitam de atendimento de urgência e emergência.

Em 13 de março de 2020, foi publicada resolução normativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (“ANS”) aprovando, extraordinariamente, a inclusão do exame de detecção do COVID-19 no rol de procedimentos obrigatórios a serem cobertos. O exame incluído no rol é o SARS-CoV-2 (CORONAVÍRUS COVID-19) – pesquisa por RT – PCR, com diretriz de utilização, de modo que a cobertura é obrigatória quando o paciente se enquadrar na definição de caso suspeito ou provável da doença, de acordo com as definições do Ministério da Saúde.

Para seus colaboradores, a SulAmérica definiu regime de trabalho domiciliar (home office ou homeworking) desde 16 de março de 2020 para a população mais sensível ao risco (maiores de 60 anos, gestantes e pacientes crônicos, como por exemplo cardíacos, diabéticos, imunodeprimidos ou pessoas com doenças respiratórias preexistentes), além de incentivar o trabalho a distância para toda sua força de trabalho, em linha com o foco da Companhia em mobilidade e colaboração.

Em dezembro/2019, uma parcela importante dos colaboradores já trabalhava na maior parte da semana em domicílio, homeworking ou home office, desta forma, a força de trabalho da Companhia possui infraestrutura para trabalhar remotamente. As viagens internacionais foram canceladas e as viagens domésticas estão sendo evitadas e somente ocorrerão em caráter excepcional. A utilização de horário flexível também é incentivada entre os colaboradores, para evitar exposição em horários de pico de transporte público. Destaca-se também que os eventos comerciais, lançamentos, premiações, dentre outros, foram adiados com o objetivo de preservar a saúde e evitar exposição a contaminação dos colaboradores, corretores, parceiros de negócios e prestadores.

Covid-19: a hora é de responsabilidade individual e apoio às iniciativas das autoridades sanitárias

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg)  e a  Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) assinam, junto com diversas entidades e lideranças médicas e empresariais, comunicado do Fórum Inovação Saúde sobre o combate à epidemia do Coronavírus (COVID-19), apoiando às iniciativas das autoridades sanitárias do País. Segundo o comunicado, “os países do hemisfério norte já nos ensinaram que a hora é de extrema gravidade.  É mandatório que toda a sociedade brasileira, através de cada cidadão, das suas lideranças políticas, suas organizações setoriais e lideranças empresariais se engajem com todos os profissionais de saúde nessa luta pela preservação da vida”. 

O comunicado ressalta ainda que “estamos em estado de guerra sanitária contra o covid-19” e explica que o vírus destrói a organização social e mata, indistintamente, os cidadãos de qualquer idade, sexo ou condição socioeconômica. O Fórum e seus apoiadores afirmam que a hora é de responsabilidade individual e pedem para todos seguirem as recomendações do Ministério da Saúde.

Comércio em quarentena: Covid-19 custará US$ 320 bi em perdas comerciais por trimestre

Economistas da Euler Hermes analisam os impactos negativos do coronavírus 

Fonte: Euler Hermes

Depois que a disputa comercial entre EUA e China levou o crescimento do comércio global ao seu ritmo mais lento desde 2009 no ano passado (+1,2% em termos de volume), a Euler Hermes, especialista em seguro de crédito, prevê que o surto do Covid-19 funcionará como uma barreira comercial forte em 2020. De acordo com os cálculos dos economistas da seguradora, as medidas de contenção aplicadas em resposta ao surto do Covid-19 já equivalem a +0,7pp de tarifas adicionais sobre mercadorias – levando a tarifa global média a 6,5% no final do primeiro trimestre de 2020. Em outras palavras, em um único trimestre, o comércio global já sofreu com o equivalente à guerra comercial do ano inteiro de 2019 entre os EUA e a China.

“Estimamos que as perdas no comércio de bens e serviços devem somar US$320 bilhões por trimestre em disrupções comerciais (ver Figura 1). Cada trimestre de perdas comerciais relacionadas ao Covid-19, portanto, se compara ao impacto anual da disputa comercial entre EUA e China nas tarifas globais em 2019”, afirma o economista-chefe da Euler Hermes, Georges Dib.

Em relação às mercadorias, as suposições principais levam em conta os confinamentos na China e na Itália e medidas de contenção limitadas em outros países. A Euler Hermes prevê que o retorno da atividade de negócios será gradual em março e abril, chegando à velocidade total no final de maio. As perdas de exportação devem contabilizar US$ 161 bilhões, uma vez que a demanda da China e da Europa deve continuar significativamente afetada até o final de abril.

“Nossa suposição para os serviços é uma redução significativa no turismo de e para a China, Itália e, mais geralmente, internamente na Europa, ao que acrescentamos uma desaceleração significativa nos serviços de transporte. Espera-se que o retorno aos níveis de atividade normais seja bastante gradual, empurrando as perdas de exportações globais para US$125 bilhões no lado do turismo e US$33 bilhões para serviços de transporte”, afirma Dib.

Esse choque comercial já é visível em indicadores comerciais precoces, que indicam uma recessão comercial em termos de volume tanto no primeiro trimestre (-2,5% t/t anualizados) e no segundo trimestre (-1%) de 2020. Após uma leve recuperação em 1,6% no quarto trimestre de 2019, de acordo com a seguradora, é provável que o comércio global irá contrair em -2,5% no primeiro trimestre (t/t anualizado), certamente continuando em níveis negativos no segundo trimestre.

O índice de Momentum Comercial da Euler Hermes mostra que o comércio em termos de volume caiu novamente em janeiro de 2020, com uma derrocada marcada em fevereiro, após relatórios de atividade desanimadores na China e uma deterioração nos pedidos de exportação novos em outros lugares, especialmente na Europa e na Ásia (ver Figura 2). Os dados de remessas apontam na mesma direção.

A Câmara Internacional de Transporte Comercial Marítimo estima que o surto do Covid-19 removeu mais de 350.000 contêineres do comércio global. Houve 49% menos trajetos marítimos por navios de contêiner saindo da China nas últimas quatro semanas, de acordo com a Comissão Europeia. A queda projetada de 20-25% nos ganhos da indústria global de transporte comercial marítimo terão um impacto correspondente na indústria de terminais portuários.

Hoje, o cenário de recuperação em forma de V indica uma recuperação no segundo semestre de 2020, e assim, uma projeção para o comércio global de +0,4% para o ano inteiro de 2020.

O dólar forte, preços de commodity mais baixos e a queda na demanda manterão o comércio nominal em recessão no ano de 2020 como um todo. Uma queda de -10% no índice de preços de commodities S&P GSCI desde o início do surto do Covid-19 indica uma continuação das pressões de deflação de 2019. Isso, junto à apreciação do dólar em um contexto de incerteza elevada, empurrará os preços para baixo. Em termos de valor, o comércio também deve contrair no primeiro semestre, mantendo o número para o ano inteiro no território negativo após -1,5% em 2019.

Coronavírus deve impactar seguradoras que atuam com eventos

Com agências internacionais

O surto do novo coronavírus pode significar uma carga pesada de sinistros para o mercado de seguros dos eventos adiados. As doenças transmissíveis geralmente são excluídas das apólices de cancelamento de eventos, mas podem ser renegociadas para os eventos adiados. Tim Thornhill, diretor de vendas, entretenimento e esporte da corretora de seguros Tysers, disse em uma entrevista que, dependendo da cobertura dos eventos cancelados, “o impacto pode ser enorme”, informam as agencias internacionais.

Até agora, grandes seguradoras e resseguradoras globais esperam um impacto limitado do coronavírus em seus negócios em geral. Aqueles com exposição ao seguro de vida disseram que o surto é pequeno em comparação com os cenários de pandemia. No lado de seguros gerais, que protegem bens, muitas apólices de seguro comercial são pagas somente quando a propriedade foi danificada e a cobertura para interrupção de negócios é baixa.

Mas para o mercado de cancelamento de eventos, os especialistas afirmam que a perda pode ser “potencialmente enorme”, segundo informou em entrevistas as agências internacionais Gary Flynn, diretor de divisão de esporte, mídia e entretenimento da corretora Howden UK Group. “Relativamente falando, não há muita capacidade disponível em [cancelamento de evento] em comparação com outras classes de seguro”.

Edel Ryan, chefe de entretenimento, produção de conteúdo e reputação corporativa da equipe de risco especial da unidade Marsh & McLennan, disse em entrevista que, antes do surto, um acúmulo de perdas ao longo dos anos já levara algumas seguradoras “se retirarem totalmente do risco de contingência”. Outras seguradoras continuaram a subscrever o risco, “mas a taxas crescentes”.

Importantes eventos como o Grand Prix em Xangai e o Campeonato Mundial de Atletismo em Nanjing, China, foram adiados e vários eventos esportivos foram encomendados para serem disputados sem espectadores, incluindo partidas na liga italiana de futebol Serie A e na Fórmula 1. “A maioria dos grandes eventos provavelmente tenham mais apetite para eliminar a recompra de doenças transmissíveis”, disse Thornhill.

Provavelmente o maior impacto potencial seria um cancelamento dos Jogos Olímpicos de verão de 2020, programado para acontecer em Tóquio, entre 24 de julho e 9 de agosto. O Comitê Olímpico Internacional tem um seguro de cancelamento para cada iteração do evento. O Insurance Insider informou que a apólice para os jogos de Tóquio tem um limite de US$ 800 milhões.

A BBC informou que o ministro olímpico do Japão, Seiko Hashimoto, disse em 3 de março que o contrato de Tóquio com o Comitê Olímpico Internacional poderia permitir um adiamento, pois apenas estipula que os Jogos sejam realizados em 2020.

O CEO do resseguro de Munique, Torsten Jeworrek, disse aos analistas em 28 de fevereiro que, se todos os eventos que cobrirem doenças transmissíveis forem cancelados, o ressegurador enfrentará pedidos de indenizações na casa de três dígitos. Isso também seria um grande problema para o Lloyd’s de Londres, considerando eventos no Reino Unido e nos EUA.

Se a cobertura do coronavírus for disponibilizada para venda, é provável que tenha um preço proibitivo. Antes do surto, a extensão da doença transmissível estava disponível com taxa de 0,1% do orçamento segurado, disse Ryan, da Marsh, mas após o surto, a taxa subiu para 15% de um limite especificado para cobertura de coronavírus, embora ninguém tivesse confirmado tal informação. “Se os negócios forem feitos, imagino que será difícil financiá-los – quem pode pagar 15%?”.

Os especialistas afirma que ainda nao ha como ter clareza sobre a situação das seguradoras que atuam com eventos, uma vez que há grande variação na cobertura das apólices de eventos. Mesmo onde a cobertura está em vigor, ela pode não ser acionada – por exemplo, se uma empresa cancelar um evento, mesmo que não houvesse conselho ou instrução oficial para fazê-lo.

Boa parte dos organizadores de eventos cancelados tem dito que o evento tinha “cobertura de seguro completa e abrangente”, mas que as “circunstâncias excepcionais” que forçaram o cancelamento do evento “não são cobertas pelas apólices de seguro”.