MP pede US$ 300 milhões de indenização por acidente com a Chapecoense

De acordo com o MPF, as “seguradoras e resseguradoras estavam cientes da má condição financeira da companhia aérea, que tinha dificuldades para se manter em operação”.

Fonte: Agência Senado

O procurador da República Carlos Prola Júnior revelou nesta terça-feira (11), na CPI do Acidente Aéreo da Chapecoense, que a partir da atuação do Senado e as informações que foram colhidas por familiares foi possível ajuizar uma ação com a perspectiva de tutela dos interesses de consumidores. Segundo ele, vítimas e familiares são protegidos pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). O pedido inicial, feito pelo Ministério Público Federal (MPF), é de uma condenação global de US$ 300 milhões para custear as indenizações de todas as famílias, já que esse é o valor previsto na apólice inicial da companhia aérea LaMia, empresa boliviana proprietária do avião que caiu em 2016 na Colômbia, matando 71 pessoas.

O procurador mostrou indignação com o termo de pagamento de “suposta ajuda humanitária” que foi oferecido às famílias das vítimas. Segundo ele, o termo conta com diversas cláusulas abusivas que abrem mão de todos os direitos de indenização devidas. Essa seria uma tentativa, disse, de resolver a situação por um valor abaixo da própria apólice mínima que foi contratada com a empresa LaMia e, a partir disso, exonerar seguradora, corretora e demais envolvidos.

Prola Junior afirmou que houve resistência da seguradora em dar cumprimento às apólices de seguro da aeronave. Assim, foi possível identificou que havia culpa extracontratual por parte da corretora e da seguradora que conduziram o processo de renovação do seguro da LaMia de forma irregular.

— Eles foram reduzindo a cobertura, reduzindo o limite da apólice, que era de 300 milhões de dólares, e chegaram a US$ 25 milhões, menos de dez vezes o valor inicial que havia segurado aquela aeronave. Agindo dessa forma, permitiram a retomada da atividade de uma companhia que não tinha a mínima condição de operar —, disse.

Por este motivo, o MPF entrou com a ação que visa responsabilizar não apenas as seguradoras, mas também a corretora de seguros envolvida, a corretora boliviana e a própria empresa LaMia. Além das empresas sediadas no exterior, as subsidiárias desses grupos  que operam no Brasil também estão sendo responsabilizadas. Segundo o procurador, uma delas é o grupo Tokio Marine, que atua no mundo inteiro.

— O MPF pede nessa ação que sejam condenados todos os envolvidos, inclusive a corretora e a resseguradora envolvida, e as empresas subsidiarias no Brasil desses grupos econômicos, tanto pela responsabilidade contratual, pelos seguros que foram firmados, tanto pela responsabilidade extracontratual, por derem causa a esse evento. A atuação dessas empresas não foi exatamente regular e eles deram causa a esse acidente no momento em que permitiram, firmando uma apólice muito abaixo do mínimo necessário para cobrir os riscos —, afirmou.

O senador Espiridião Amin destacou que nenhum atleta ou turista questiona as condições da aeronave antes de embarcar.

— O fato é que foi autorizada a decolagem de um avião que ia representar o país, a CBF, em uma competição internacional. Se a autoridade chapa branca autorizou a decolar, é porque estão satisfeitas as condições para o voo.

A audiência pública foi realizada em caráter interativo, por meio do Portal e-Cidadania, do Senado. Do Mato Grosso, o Edson Nolasco perguntou “qual atitude o governo brasileiro tomou ou poderá tomar contra a empresa estrangeira responsável pelo acidente”

Em resposta ao questionamento, o presidente da CPI, senador Jorginho Mello (PL-SC), disse que já falou com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, para que o governo brasileiro assuma essa luta em favor das vítimas e das famílias das vítimas.

A comissão aprovou também 20 requerimentos de convocação de pessoas ligadas às seguradoras, entidades esportivas e à companhia LaMia, entre outros depoentes. Foi aprovado convite apenas ao diretor de Relações Institucionais da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marcelo Aro. Os pedidos de convocação foram apresentados pelo relator, senadores Izalci Lucas (PSDB-DF), e pelo senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO).  

Mapfre registra lucro 79% maior no Brasil em 2019

Fernando Pérez-Serrabona

O volume de prêmios alcança R$ 17,5 bilhões no país. Em todo o mundo, valor chegou a € 23 bilhões, alta de 2,2%

Fonte: Mapfre

A Mapfre Brasil apresentou lucro de R$ 427 milhões em 2019, um crescimento de 80% em relação a 2018. O desempenho foi impulsionado pela evolução positiva de Seguros Gerais e de Automóvel, que melhorou seu índice combinado em mais de seis pontos percentuais. O ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) evoluiu em mais de quatro pontos, chegando a 9,6.

O volume de prêmios subiu 2%, totalizando R$ 17,5 bilhões, sendo o negócio de Seguros Gerais responsável pelo maior resultado (R$ 7,2 bilhões), seguido pelo de Vida (R$ 6,6 bilhões) e o de Auto (R$ 3,7 bilhões).

Em 2019, a regional brasileira indenizou R$ 3 bilhões a seus segurados. Também realizou mais de 1 milhão de assistências a pessoas, residências e veículos e recebeu 5 milhões de ligações em suas centrais de atendimento.

Para Fernando Pérez-Serrabona, CEO da Mapfre Brasil, o desempenho positivo reflete o foco da companhia na otimização de seus processos, com adoção de mais tecnologia e do aumento de sua eficiência operacional. “Em 2019, evoluímos nos indicadores de satisfação de clientes e distribuidores, assim como no índice de qualidade de nossos serviços. Para melhorarmos  ainda mais esses resultados em 2020, além das medidas já implantadas, seguiremos na redução do índice combinado de automóvel e na ampliação das carteiras de Seguros Gerais e de Vida – segmento com maior potencial de crescimento no país”, afirma.

A MAPFRE no Mundo – A receita da Mapfre em 2019 foi de € 28,5 bilhões de euros, 7% a mais do que em 2018, graças ao aumento de 2,2% nos prêmios, que alcançaram € 23 bilhões de euros, e a maiores receitas financeiras. O lucro líquido da companhia ficou em € 609 milhões de euros (aumento de 15%).

O índice combinado da Mapfre é de 97,6%. Este indicador apresentou melhoria no Brasil, Estados Unidos e demais países da América do Norte, graças às medidas adotadas para o crescimento rentável da companhia.

O patrimônio atribuível do grupo no final de 2019 era de € 8,8 bilhões de euros, 10,8% a mais que no ano anterior. O total de ativos cresceu 7,8%, atingindo € 72,5 bilhões de euros.

Os investimentos do grupo aumentaram 8,6% no último ano, atingindo € 53,5 bilhões de euros. O índice Solvência II ao final de setembro de 2019 era de 195%, comparado a 198% em junho.

Saiba mais sobre as coberturas do seguro em caso de alagamentos

Presidente dos corretores de seguros de SP esclarece dúvidas. A perspectiva é de que mais de 5 mil veículos segurados tenham sido danificados somente na capital

A tempestade que assolou São Paulo, e algumas cidades do interior, transbordou rios, causou alagamentos nas principais avenidas, além de vias e estacionamentos. Nessa hora, o consumidor se pergunta: o meu seguro cobre? Em entrevista ao Jornal Record News, apresentado por Heródoto Barbeiro, o presidente do Sindicato de Empresários e Profissionais Autônomos da Corretagem e da Distribuição de Seguros do Estado de São Paulo (Sincor-SP), Alexandre Camillo, explica as coberturas do seguro automóvel para intempéries.

“A perspectiva é de que mais de 5 mil veículos segurados tenham sido danificados somente na capital. E, certamente esse número poderá subir muito mais”, ressalta Camillo. Segundo o presidente, o alagamento gera danos irreparáveis, como os elétricos, que podem afetar todo o funcionamento do veículo.

“A maioria dos seguros de automóvel possuem a cobertura compreensiva, que cobre situações como essa, como alagamentos e enchentes. Além da cobertura para o reparo desses danos, tem também a assistência oferecida pela seguradora, que tem sido muito útil para o segurado e para o poder público, pois retira os veículos de vias alagadas”, completa.

Camillo ainda lembra a importância do corretor de seguros nesse momento, pois é ele quem sabe das principais coberturas e assistências oferecidas pelas seguradoras. “Algumas oferecem o serviço de higienização do veículo, em casos de danos não tão graves. Por isso, o segurado deve procurar o seu corretor e se informar”.

O presidente também alertou para casos de agravamento do risco, quando o motorista tenta atravessar ruas alagadas, por exemplo. “É importante lembrar que não pode ter o agravamento do risco. Portanto, o segurado deve evitar as zonas de alagamento, pois pode não ter cobertura”.

MP 905/19: Fenacor participa de audiência pública

Fonte: Fenacor

O presidente da Fenacor, Armando Vergilio, participou, nesta terça-feira (11/02), da audiência pública realizada, no Senado, pela Comissão Mista que analisa a Medida Provisória 905/19. Na ocasião, ele revelou que a categoria é, atualmente, composta por mais de 100 mil corretores, sendo aproximadamente 50 mil empresas, que geram 450 mil empregos diretos e indiretos, R$ 10 bilhões em impostos (dados de 2019) e ampla proteção para a sociedade. “A quantidade de novas empresas cresce significativamente a cada ano”, frisou.

Segundo ele, a MP 905/19 pode gerar um fator inverso ao pretendido, dada à insegurança jurídica e à instabilidade causadas no mercado. Como reflexos negativos, apontou a possibilidade de aumento do nível de desemprego no setor e redução da produção global de seguros no Brasil. 

Armando Vergilio observou que a categoria gera mais de 85% da produção do mercado, mesmo não sendo obrigatória a contratação de seguros através do corretor. 

De acordo com o presidente da Fenacor, como o contrato de seguro é complexo, com características únicas e praticamente desconhecido do consumidor, os segurados costumam contratar seguros com o assessoramento do profissional corretor de seguros.

Ele rebateu ainda a alegação de representantes do governo presentes à audiência pública, segundo os quais a participação do corretor de seguros encarece o preço final do seguro. “Sem os corretores de seguros, as seguradoras terão que contratar muitos funcionários e fazer altos investimentos em estruturas regionais, que certamente impactariam nos custos finais do seguro.”, argumentou. 

Para Armando Vergilio, os seguros privados desoneram o Estado e o papel do corretor de seguros é fundamental para a disseminação da cultura do seguro, pois está presente em 4.000 municípios, atuando na proteção do consumidor.

O presidente da Fenacor enfatizou também a importância da habilitação técnico-profissional do corretor e classificou a autorregulação como a mais eficaz forma de disciplinamento ético e de produção de normas de boa conduta, levando a uma condução e regulação profissional adequada. “É prática contemporânea, verificada em todo o mundo”, disse Vergilio, acrescentando que a atuação preventiva é a mais recomendável, orientando os profissionais ao exercício de suas atividades e ao zelo com as normas de conduta e de respeito ao consumidor.

Ele afirmou ainda que a MP 905/19 aponta para um caminho inexorável e importante que é a autorregulação. Porém, o faz de forma equivocada e exagerada. 

Nesse contexto, defendeu a atualização e não revogação da Lei 4.594/64, inclusive para melhor tratar da questão relacionada à autorregulação como forma de desonerar o Estado.

CEO do Itaú afirma estar confortável com participação no IRB Brasil Re

Candido Bracher afirmou que tanto IRB como XP investimentos fazem parte da estratégia de segmentos que o banco quer crescer

“A participação que o Itaú Unibanco tem no IRB Brasil RE e XP Investimentos é estratégica”, afirmou o CEO Cândido Bracher quando questionado pelo analista da Felipe Salomão, do Citibank, na teleconferência realizada nesta terça-feira, para comentar os resultados do balanço do maior banco privado do país divulgado ontem. “A XP faz parte da nossa estratégia para avançarmos no mundo dos investimentos e o IRB na área de seguros”, pontuou ele ao ser questionado sobre o imbroglio criado desseque a gestora carioca Squadra divulgou dois documentos questionando os dados do balanco divulgados pelo IRB no terceiro trimestre.

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“Temos participação de 11% no IRB, temos um membro no conselho de administração, que é o Alesxandro Groebel, e não temos nenhum reporte de desconforto com as demonstrações contábeis do IRB nesses últimos anos”, disse Bracher, passando a palavra a Groebel. “As demonstrações do ressegurador são auditadas e passam por diversos órgãos de governança. Não temos nenhuma observação, reporte ou indício qualquer que seja de irregularidade que me chame atenção ou de que nós tenhamos conhecimento. Estamos bastante confortáveis com a companhia até o momento”, afirmou Broedel aos analistas.

Itaú colhe frutos depois de anos reestruturando seguros

Plataforma aberta está pronta para receber novos produtos e serviços, como seguros para empresas, incluindo o saúde, diz Luiz Fernando Butori, diretor do Itaú Unibanco, ao blog Sonho Seguro

Depois de anos reestruturando a Itaú Seguridade, o banco passa a colher frutos com o novo formato de plataforma aberta, ou seja, ofertar seguros de seguradoras parceiras aos clientes por meio digital. O relatório das operações ainda é um pouco complexo de entender, mas com a ajuda dos profissionais do grupo tudo fica claro.

O lucro liquido das operações de seguros foi de R$ 2,6 bilhões em 2019, alta de 6,8% em relação aos R$ 2,4 bilhões de 2018. As receitas somaram R$ 7,8 bilhões, 2,6% acima dos R$ 7,6 bilhões nos períodos analisados. Neste campo estão incluídos seguros, capitalização, taxas de administração dos planos de previdência (ainda tem um pouco da taxa de carregamento que foi zerada no fim de 2019) e também tem a equivalência patrimonial do resultado obtido com a joint venture com a Porto Seguro.

É um resultado expressivo, considerando-se o lucro líquido do Itaú Unibanco de R$ 28,4 bilhões em 2019, alta de 10,2% em relação a 2018. Em relação a seus pares privados, o resultado com seguridade parece pequeno, inferior a 10%. No Bradesco, por exemplo, a participação de seguros no ganho do banco chega a 30%. Mas ambos têm estratégias bem diferentes para a contabilização da atividade de seguros, previdência, saúde e capitalização.

As receitas totais com prestação de serviços e resultados de seguros e previdencia subiram 5,9% no ano, para R$ 43,9 bilhões. Desta fatia, receitas com tarifas tem o maior peso. Seguros representa apenas R$ 6,5 bilhões. O grupo praticamente saiu de um gestor de risco ao vender a carteira de saúde, de grandes riscos e parado de atuar em garantia estendida para ser uma plataforma de oferta de produtos e serviços para clientes. “Olhando o resultado somente de seguro, voltamos a crescer 9,5% depois de anos de reestruturação. Esse resultado considera somente seguro puro, com vida e prestamistas como carros chefes e a equivalência patrimonial da parceria com a Porto Seguro e outros parceiros”, segundo Luiz Fernando Butori, diretor do Itaú Unibanco, responsável por seguros e capitalização.

A estratégia de plataforma aberta se mostrou correta com seguros de pessoas e agora o Itaú parte para entrar forte em pessoa jurídica. “O foco, a quantidade de produtos, a sofisticação, quando traz outros seguros de outras companhias, nos ajudou a mudar de patamar e em 2020 vamos colher os frutos”, disse Butori ao blog Sonho Seguro. Segundo ele, a equipe está debruçada na escolha de novas seguradoras parceiras para seguros voltados aos riscos empresariais, incluindo também um plano de saúde”, finalizou.

Com tudo pronto para avançar, a expectativa é crescer no topo da projeção do banco para 2020. O guindace para prestação de serviços e seguros para o ano está entre 5% e 8%. Considerando-se apenas seguros, o guidance de Butori é de avançar entre 9 a 10%. “Nossa expectativa está muito otimista com o final do ano. Fizemos um quarto trimestre forte, o que nos sinaliza que entramos em outro patamar em seguros”, disse.

Segundo ele, nem mesmo as expectativas de perdas para as seguradoras, como sinalizou ontem a queda das ações das principais companhias listadas na B3, assusta. “A Porto Seguro é considerada uma das mais bem preparadas para atuar com riscos de inundação, tanto na precificação do risco como na gestão dos sinistros”.

Em comparação a 2018, o aumento no resultado de seguros, previdência e capitalização ocorreu por aumento nos prêmios ganhos de seguros prestamista, cartão protegido, de vida e de acidentes pessoais. Também houve aumento no resultado de equivalência patrimonial e nas receitas de prestação de serviços de previdência, além de menores des- pesas de comercialização. Em compensação, o teste de adequação de passivos na previdência, as receitas líquidas de capitalização e a margem financeira gerencial foram menores no período, resume o relatório do balanço do Itau divulgado dia 10.

IRB vive tempestade antes da divulgação do balanço de 2019

irb squadra

Apesar da queda de R$ 11 bilhões em valor de mercado na B3 desde o dia 3, os analistas do Credit Suisse enxergam bons resultados para a companhia e aumentaram o preço-alvo dos papéis

O maior ressegurador do Brasil, o IRB Brasil Re, que tem entre seus acionistas Bradesco e Itaú, enfrenta um mês turbulento. Perto de divulgar seu balanço, previsto para a semana que vem, vê o valor de mercado despencar 26%, ou perda de R$ 11 bilhões, na B3 desde o último dia 3, quando a gestora Squadra divulgou um relatório de 50 páginas questionando dados financeiros divulgado até setembro passado. Usando da prerrogativa de que estava em período de silêncio pela divulgação próxima do balanço, os executivos do grupo não deram esclarecimentos públicos. No entanto, mudaram a estratégia após cobrança da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), uma vez que o período de silêncio é para dados futuros e não para dados passados.

O vice presidente financeiro do IRB, Fernando Passos, afirmou que as demonstrações contábeis já eram transparentes e terão uma abertura ainda maior de dados. Passos afirmou que, com mais informações, todos os interessados poderão fazer suas próprias contas e chegar à “conclusão correta”.

O Estadão informa que a nova carta aos cotistas da carioca Squadra foi publicada às vésperas do vencimento de uma opção de venda de ações do IRB Brasil Re, que estão nas mãos da gestora. “Isso significa, em miúdos, que quanto mais os papéis do ressegurador caírem até lá, melhor para a ‘asset’, visto que ela tem posição vendida, que aposta na queda das ações. Como a gestora havia acumulado perda de cerca de R$ 360 milhões, uma vez que os papéis do ressegurador estavam em alta na bolsa, a reviravolta nas ações ocorrida após a primeira carta que questionou os resultados da companhia na semana passada tem ajudado a atenuar o prejuízo. A Squadra tem uma opção de venda correspondente a 910,9 mil lotes com 100 ações do IRB cada e que vencem na próxima segunda-feira, dia 17, conforme informações públicas da CVM”, destaca o jornal.

Depois da nova carta endereçada aos cotistas, o IRB acionou ontem a CVM, acusando a Squadra de “manipulação de mercado” e de “insider trading”. Depois da correspondência da gestora, a XP Investimentos colocou o IRB Brasil em revisão. A XP tem um volume considerável de ações do ressegurador.

Segundo relatório da maior plataforma de investimento do país, “dada a alta incerteza gerada pela falta de esclarecimentos por parte da empresa” coloca sua cobertura de IRB sob revisão. Segundo o analista Marcel Campos, ainda não há esclarecimentos suficientes por parte da companhia para que a XP pudesse reavaliar os questionamentos levantados pela Squadra. “Segundo o documento da gestora, muitas das análises envolvem interações com reguladores (locais e estrangeiros), além da interpretação independente de dados contábeis. Dessa forma, dada a falta de visibilidade, estamos colocando nossa cobertura das ações do IRB sob revisão”, disse, segundo informa o portal de notícias Infomoney.

“Nossa recomendação anterior e estimativas não são mais válidas a partir da publicação desse relatório. A empresa atualmente encontra-se em período de silêncio, em função da divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2019. Nossa expectativa, entretanto, é de que maiores esclarecimentos sejam compartilhados com o mercado na divulgação. Até então, investidores devem esperar volatilidade no curto prazo, conforme o mercado continue a assimilar as informações.”

Diante do forte tombo dos papéis do IRB em fevereiro, muitos investidores têm se perguntado se isso abre uma oportunidade de compra dos papéis. Para o Credit Suisse, não, informa o Infomoney. Em relatório divulgado a clientes, os analistas do banco disseram que o papel ainda não está em um entry point (ponto de entrada) interessante mesmo depois do sell-off recente. Ainda assim, eles enxergam bons resultados para a companhia e aumentaram o preço-alvo dos papéis.

“As nossas projeções de earnings para o papel estão razoavelmente otimistas, incluindo um crescimento forte nos prêmios emitidos, custos bem menores de retrocessão e apenas uma pequena queda no loss ratio em relação ao histórico”, afirmou o Credit. As projeções do banco suíço para o IRB em 2020 e 2021 indicam um lucro líquido de R$ 1,83 bilhão para 2020 (+12,7% na comparação anual; 7% abaixo do consenso) e R$ 2,14 bilhões em 2021 (+16,5% na comparação anual; 2% abaixo do consenso).

“Vale destacar que, mesmo estando abaixo do consenso, estamos dando o benefício da dúvida em alguns pontos, como incorporar uma relevante redução de custos de retrocessão de 27% em 2019 para 17% em 2020.” Segundo o banco, os resultados financeiros devem ficar bem acima dos 100% do benchmark e o crescimento de top line (receitas) deve permanecer resiliente, acima dos 20% tanto em 2020 quanto 2021.

“Assumimos apenas uma pequena deterioração na sinistralidade. A redução de nossas estimativas está lastreada em boa parte pela queda de resultados financeiros (-6% em 2020 e -1,5% para 2021) e o nosso preço-alvo para as ações subiu de R$ 38 para R$ 43, principalmente em função de um menor risk-free.” No entanto, para justificar a falta de visão de um ponto de entrada nas ações do IRB neste momento, os analistas do Credit disseram que a relação entre risco e retorno não parece muito atrativa.

Ao contrário da visão do Credit, o Morgan Stanley já havia se pronunciado a seus clientes indicando que a queda dos papéis do IRB na semana passada abriu, sim, um ponto de entrada. “Achamos que os investidores estão comparando maçãs e laranjas”, disse em nota o diretor do banco Jorge Kuri. “Contratos de curto prazo e falta de risco catastrófico geram uma lacuna no ROE (retorno sobre o patrimônio) e produzem modelos de negócios fundamentalmente diferentes.” O diretor do Morgan Stanley ressaltou ainda outros diferenciais do IRB em relação aos seus pares globais. “O rendimento dos títulos é significativamente maior no IRB do que em pares globais, principalmente devido a um ambiente de taxa de juros mais alto que permite spreads maiores e ao fato de que, diferentemente das empresas de resseguros globais, o IRB não precisa proteger seu risco cambial. Apesar do maior rendimento, a receita financeira representa uma parcela menor da receita líquida no IRB do que nos pares globais, outra diferença fundamental no modelo de negócios do IRB. Além disso, a receita financeira do IRB, como uma porcentagem do lucro total, tem diminuído constantemente à medida que as operações de subscrição da empresa se tornam mais eficientes.”

Isabel Azevedo assume como VP de RH da corretora MDS

Estimular um conjunto diverso de práticas para motivar e influenciar as pessoas é a aposta da nova executiva para impulsionar os resultados da MDS Brasil

Fonte: MDS

A MDS Brasil contratou Isabel Azevedo para a posição de Vice-Presidente de Recursos Humanos. “Pesquisas apontam que praticamente qualquer pessoa pode melhorar suas habilidades quando querem e quando as circunstâncias são adequadas. Em poucas palavras, quando os líderes estabelecem condições para o desenvolvimento, este pode acontecer para todas as pessoas. Ninguém nasce pronto”, diz Isabel, com 15 anos de experiência no mercado.

De acordo com o CEO do Grupo MDS, José Manuel Dias da Fonseca, a chegada da nova VP de RH está alinhada às estratégias de longo prazo da companhia e visa gerar mais sustentação para o crescimento dos negócios nos próximos anos. “Somos uma empresa de serviços e as relações interpessoais são primordiais no nosso universo. Acreditamos que talentos somados a serviços, produtos e soluções eficientes são o segredo para galgarmos ainda mais espaço no mercado”, ressalta. O executivo ainda destaca que entre os desafios da área de RH estão novas iniciativas de engajamento interno, fortalecimento de marca e do sentimento de pertencimento.

Com experiência em diferentes segmentos do mercado, Isabel possui MBA Executivo Empresarial pela Fundação Dom Cabral e PMBA na Kellogg School of Management.

NEWE Seguros: meta para 2020 é dobrar faturamento e lançar produtos

Newe Seguros

Seguradora lança sua nova marca em festa no Rio de Janeiro e afirma que está pronta para crescer em 2020 num dos setores mais promissores do mercado segurador

A NEWE Seguros começou 2020 com tudo. Afinal, atua no setor que apresentou um dos maiores índices de crescimento em 2019 e que também recebe os principais indicadores de potencial de crescimento dos especialistas do setor. Segundo dados da CNseg, a Confederação das Seguradoras, o seguro rural apresentou alta de 15,9% de janeiro a novembro de 2019.  

Segundo o presidente da CNseg, ramo rural é a maior evidência do progresso de um setor econômico que mitigou os efeitos da recessão. Em 2019, 58 mil produtores rurais do País aderiram ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), demandando R$ 440 milhões, ou 100% dos recursos ofertados pelo governo federal para subsidiar parte do valor das apólices. Diante destes números, o governo elevou o subsídio para R$ 1 bilhão em 2020 e estuda elevar para R$ 1,5 bilhão em 2021.Disposta a dobrar o faturamento em 2020 e lançar novos produtos, a NEWE parte para a conquista de mercado.

Em janeiro fez um festão para as equipes de São Paulo e Rio de Janeiro para marcar o lançamento da nova marca que substituiu a antiga Markel. A sugestão de nomes foi feita pelos colaboradores e os demais conceitos pela empresa de comunicação contratada, Rangabuana Design. Eduardo Oliveira, da área de TI da seguradora foi o autor do nome escolhido, por meio de votação interna: NEW (Novo) + (We) Nós – Uma alusão aos executivos da companhia que compraram a seguradora, Carlos Caputo, Gabriel Boyer e Rodrigo Motroni. No sentido de passar a ideia de “Um novo nós”. 

O CEO Carlos Caputo está satisfeito com o resultado do trabalho pelo Feedback positivo que tem tido dos clientes, parceiros, além das próprias equipes internas. Ser especialista em Agro é outro ponto que tem tornado a seguradora mais demandada pelos corretores. “Com certeza o que conta muito neste segmento é a expertise do assunto pelos gestores do negócio, pois com isso é prestado um atendimento focado e altamente diferenciado, o que agrega muita confiabilidade e tranquilidade em trabalhar com a NEWE. Temos canal direto o que nos dá rapidez e agilidade , além da abertura comercial para elaboração e melhoria de produtos. Isso sem contar no profissionalismo da equipe que compõe a seguradora”, conta ao blog Sonho Seguro Maurício Kappke, da corretora Kappker Seguros.

Jorge Daniel Malheiros de Oliveira, sócio da JDM Corretora de Seguros, concorda. “Como corretora de seguros que tem foco no seguro agrícola e atendimento às demandas do produtor rural, faz toda diferença ter o apoio de uma seguradora também focada como é o caso da Newe. Temos percebido que a Newe é uma empresa que honra seus compromissos, tem uma boa análise de risco o que também a torna muito competitiva. Para nós, a principal vantagem que faz com que tenhamos alinhamento com a Newe é o foco no agro com atendimento próximo, ágil e personalizado.”

Gabriel Boyer, Carlos Caputo (centro) e Rodrigo Motroni: 2020 será um grande ano para a NEWE Seguros!

Para 2020, Caputo quer tornar a NEWE ainda mais “atraente” para seus clientes e parceiros. “Nosso quadro vai ficar ainda mais qualificado, pois estamos fazendo novas contratações de pessoas-chave, oriundas dos mais importantes players do setor, com o objetivo de elevar ainda mais o padrão dos serviços prestados pela seguradora”, disse.

A companhia trabalha com um conceito mais ampliado de atuação. Seguro é o serviço mais importante, mas não é o único. Ela oferece benefícios e serviços agregados, tanto para o produtor, quanto para o corretor de seguros. Todos são treinados, não só para vender, mas para fazer par com a companhia no esclarecimento de dúvidas sobre as melhores práticas no dia a dia das propriedades cobertas.

O mesmo é feito com os peritos, alguns deles, exclusivos da NEWE. Além do aspecto técnico do treinamento, a NEWE prioriza o lado humano no trato com o produtor, que no ato da apuração do sinistro está passando por um momento difícil. 

“Entender quais são as principais dúvidas sobre as coberturas, dar transparência ao trabalho, e compreender determinadas situações que fogem à regra, são diferenciais positivos que a NEWE deseja estabelecer neste mercado. Afinal, trabalhar com risco climático envolve uma série de variáveis que precisam ser do conhecimento de quem adquire uma apólice de seguro para sua lavoura”, comenta Motroni, vice-presidente comercial e de sinistros.

Esse entendimento amplo sobre o negócio, que requer conhecimento profundo de seguro e agricultura, parece ser fundamental para justificar o fato de uma empresa tão nova no mercado ter realizado resultado positivo, em apenas dois anos e meio de atuação, mantendo-se altamente capitalizada.

Segundo dados apresentados pelo vice-presidente de operações, Gabriel Boyer, no dia do lançamento da marca em 24 de janeiro deste ano, a expectativa é ainda maior nesta nova fase: dobrar o faturamento em 2020 e lançar novos produtos voltados para o setor rural.

Emissões no mercado de capitais somam R$ 14,8 bi em janeiro

flavio sa aig

Seguradoras disputam emissores que buscam proteção financeira para problemas relacionados aos lançamentos de papéis

A disputa para vender seguros para emissões no mercado de capitais está acirrada. Não é para menos. Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), divulgados no dia 10 de fevereiro, revelam que as emissões de companhias brasileiras no mercado de capitais somaram R$ 14,8 bilhões em janeiro. As debêntures representam 43,2% desse volume, com R$ 6,4 bilhões a partir de 25 operações — 9,1% do montante foi adquirido pelos fundos de investimento. 

Na sequência das debêntures, aparecem as ofertas vinculadas ao setor imobiliário, com 26,3% do total de emissões, sendo R$ 2 bilhões (13,4%) em fundos imobiliários e R$ 1,9 bilhão (12,9%) em CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários). As pessoas físicas ficaram com a maior parte do volume de fundos imobiliários (64,3% do total). Uma operação de renda variável foi realizada em janeiro: o follow-on da Minerva, que alcançou R$ 1,2 bilhão. No mercado externo, as empresas brasileiras levantaram US$ 5,7 bilhões (ou R$ 23,7 bilhões) no primeiro mês do ano, o que equivale a alta de 653,3% sobre janeiro de 2019 (US$ 750 milhões). O volume representa seis operações de dívida. 

Boa parte das emissões conta com um seguro para proteger os executivos envolvidos no lançamento dos papéis. Mas não está tão fácil conquistar um seguro. É preciso realmente fazer uma gestão apurada do risco diante das perdas registradas pelas seguradoras. “À medida que diversos casos tiveram repercussão nacional, o seguro D&O ganhou destaque e o interesse das empresas e dos executivos pelo seguro aumentou consideravelmente”, afirma Flavio Sá, gerente de Linhas Financeiras da AIG, responsável por trazer o seguro para o Brasil.

Quando a AIG trouxe o seguro para ofertas de valores mobiliários (tais como IPO, ofertas secundárias ou qualquer outra emissão de valores mobiliários como debêntures) ou POSI (Public Offering Securities Insurance) ao Brasil, em 2007, a responsabilização dos executivos ainda era um tema em desenvolvimento e com poucos casos públicos de responsabilização dos administradores e neste contexto estava a preocupação referente às transações e emissões de valores mobiliários.

O seguro POSI, por amparar tanto o executivo quanto a empresa pela responsabilização nas informações prestadas ao mercado via prospecto de lançamento das ações, passou a ser uma importante ferramenta de gestão nas ofertas de valores mobiliários, principalmente por oferecer uma cobertura específica para o momento que a companhia passa a ter a sua estrutura acionária alterada e, por consequência, trazer uma série de exposição à companhia.

Na Susep, ainda não há a separação das estatísticas de D&O e POSI. No geral, o setor registrou vendas de R$ 619,2 milhões em 2019. Mas tem em pedidos de indenizações já avisados estimados em R$ 825,7 milhões, mais do que recebeu em prêmios. Em 2018, as vendas somaram R$ 450,5 milhões e as indenizações R$ 358,8 milhões. Em 2019, a Chubb lidera as vendas de D&O, com R$ 182 milhões, seguida pela Zurich, com R$ 123,5 milhões, pela AIG, com 82,2 milhões, pela Tokio Marine, com R$ 50,5 milhões e pela Fator Seguradora, com R$ 23 milhões.

Outro ponto relevante destacado por Sá é que o POSI oferece um limite segurado específico para a cobertura da oferta, separado da cobertura de D&O contratada, e nesse sentido oferece maior segurança para operação por amparar reclamações que possam surgir contra os acionistas vendedores (dos valores mobiliários), do acionista controlador da companhia e também do banco coordenador da oferta.

“Nos últimos anos já percebemos um movimento de maior preocupação e conscientização do aumento do risco, com a busca por uma apólice específica à emissão de títulos, deixando o seguro D&O para eventualidades já mapeadas nos negócios dos administradores”, afirma o especialistas em riscos financeiros.

A perspectiva de aumento do número da oferta de valores mobiliários para 2020 é grande devido ao cenário econômico propício às empresas buscarem essa forma de financiamento. Outro fator é a estratégia de saída clássica dos fundos de private equity nos investimentos que já estão maduros. Segundo Sá, esses fatores, somado à maior preocupação e conscientização dos empresários, traz grande potencial ao mercado de POSI, que está se consolidando como um diferencial para trazer mais segurança aos executivos no momento de captação de investimentos, sem interferir nas coberturas do seguro D&O contratado para as operações do dia a dia.

Principais coberturas:

O POSI oferece cobertura para reclamações referente à oferta de valores mobiliários que podem ser de oferta de abertura de capital da empresa (IPO), as ofertas subsequentes (follow-on) ou então a emissão de dívida (ex. debêntures). A emissão de todos esses valores mobiliários podem ser questionadas pelos investidores referente ao processo de divulgação das informações da oferta e, consequentemente, causar reclamações contra a empresa e/ou seus administradores, também amparadas pelo seguro.